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 ... Nomeadamente na primeira parte, em que a equipa leonina acentuou posse de bola mas que quase não rematou à baliza do Moreirense. E, sem remates, não pode haver golos, uma premissa muito simples do futebol.

 

O Sporting iniciou o jogo com o seguinte onze: Rui Patrício; Piccini, Coates, Mathieu e Fábio Coentrão; William, Bruno Fernandes, Gelson Martins e Bruno César; Alan Ruiz e Bas Dost.

 

Suplentes: Romain Salin, Jonathan Silva, André Pinto, Rodrigo Battaglia, Iuri Medeiros e Seydou Doumbia.

 

 

A bem dizer, não se esperava um jogo tão difícil em Moreira de Cónegos, mas entre o sistema de jogo do adversário, um campo muito difícil e as facilidades que o Sporting consentiu, só com muita sorte não se perderia os primeiros pontos do campeonato.

 

Nenhum jogador leonino esteve a um nível elevado neste jogo. Alguns melhores do que outros, mas não houve brilhantismo algum. Bruno César entrou para o lugar de Acuña que está a contas com problemas musculares, e o inevitável Alan Ruiz na frente do ataque com Bas Dost. Na realidade, este campo e este adversário não eram os mais adequados paras as características de um jogador como Doumbia, mas sempre ajudou a mexer com as coisas no segundo período.

 

Mais uma vez Iuri Medeiros a desperdiçar uma boa oportunidade. Se eventualmente for encostado por Jorge Jesus, não terá razões de queixa.

 

Bem... veremos agora se o Sporting eleva o seu jogo diante do Barcelona na quarta-feira. Terá de o fazer, para não sair humilhado do campo, tal é o calibre do adversário.

 

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publicado às 07:12

Jesus imaculado

Rui Gomes, em 24.09.17

 

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Jorge Jresus encontrou uma explicação para a exibição do Sporting na primeira parte em Moreira de Cónegos, com a expectável ênfase nos jogadores:

 

«Na primeira parte alguns jogadores não estiveram ao seu melhor nível o que fez com que a equipa não rendesse o que rende habitualmente.

 

Os jogadores acharam que a qualquer momento faziam um golo e se ganhava o jogo. Acabámos por ser surpreendidos com um golo no final da primeira parte, que nos obrigou a uma segunda parte de cavalgada e também de risco táctico. Podíamos ter sido surpreendidos, mas não fomos.

 

Aconteceu jogo, futebol. Fizemos uma segunda parte completamente diferente, muita intensidade, crer, alma. Fizemos um golo, podíamos ter feito mais, mas isso não importa, importa é que não conseguimos sair com a vitória., Também temos de dar mérito à equipa do Moreirense.

 

Fomos uma equipa com duas partes distintas. Fica uma segunda com muita crença, com várias hipóteses para fazer o 2-: Gelson, Bas Dost sozinho na cara do keeper, tomou uma decisão que não foi a melhor para ele e a equipa...".

 

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publicado às 07:11

Foto do Dia

Rui Gomes, em 24.09.17

 

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Romain Salin a servir de tradutor entre Jorge Jesus e Doumbia

 

 

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publicado às 07:10

Futebol com humor à mistura (7)

Rui Gomes, em 24.09.17

 

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Rogério Casanova, jornal Expresso, com a sua usual análise análise humorística à performance dos jogadores do Sporting pela visita a Moreira de Cónegos:

 

Rui Patrício

A bonita carreira de Patrício na Liga Portuguesa arrisca-se a ser o seu arquipélago das Galápagos: um lugar traiçoeiramente confortável onde os seus instintos vão sendo gradualmente suprimidos na ausência de predadores naturais, até ao momento fatídico em que aparece a primeira espécie invasora com trombas de Ruben Micael a emboscá-lo junto ao rio. Daqui a trezentos milhões de anos, é possível que Rui Patrício ainda jogue por cá, já anatomicamente alterado pela selecção natural: com um pescoço musculado que lhe permita abanar a cabeça antes de levantar a cabeça; e com um único braço – o suficiente para ir buscar a bola ao fundo das redes, depois de todos os golos onde não teve quaisquer culpas.

 

Piccini

Foram exibições como esta que levaram o ser humano a desenvolver o hábito de falar no tempo. Uma exibição razoável, em que não cometeu qualquer erro grave, nem somou qualquer acção de destaque, com ou sem bola e, parecendo que não, as noites já começam a ficar mais frescas e dá muito jeito um casaquinho.

 

Coates

O seu principal atributo defensivo é a fé absoluta – e muitas vezes justificada – no poder sacramental da sua própria presença: a crença de que basta aparecer e mostrar o seu rosto taciturno para que toda a gente pare imediatamente de fazer o que está a fazer, arrume os brinquedos no caixote e vá para a cama sem sobremesa, de livre vontade. Resulta muitas vezes, mas há dias em que dava jeito que também ajudasse um bocado na cozinha e fosse meter o lixo lá fora.

 

Mathieu

Em situações análogas no passado recente, conseguiu ser o elemento mais esclarecido da equipa nos minutos finais. Hoje, pelo contrário (e depois de um jogo discreto mas sem mácula) não foi o habitual ponto de estabilidade na fase em que o jogo se partiu ao meio, e ainda se deixou antecipar duas vezes na defesa, em lances aparentemente controlados.

 

Fábio Coentrão

Em boa forma física, totalmente rejuvenescido depois de uma semana sequestrado numa tenda de campanha e submetido a periódicas transfusões de sangue, medula óssea, nicotina e fita-cola. Fez um jogo bastante razoável se não contarmos os centros efectuados para o corte de cabeça do defesa ao primeiro poste. E não os vamos contar, pois não é possível. Há números tão elevados que deixariam até as pessoas responsáveis por calcular a dívida pública momentaneamente atrapalhadas.

 

William Carvalho

Cumpriu a função táctica de narrador omnisciente e heterodiegético, à procura de uma organização e de uma forma que hão-de emergir espontaneamente da história que tem para contar e na qual não participa, embora por vezes seja obrigado a interrompê-la para comentar a organização e articulação do texto, ou para introduzir um deus ex machina. De resto limita-se a afirmar a validade da informação que transmite e o grau de precisão da mesma, com uma focalização autoritária que nunca deixa dúvidas ao leitor: sabe infinitamente mais do que todas as personagens que ali andam.

 

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Bruno Fernandes

Se há jogo no campeonato que se deve evitar a todo o custo resolver com uma bujarda de nove milhões de euros, é precisamente um jogo contra uma equipa treinada por Manuel Machado. Perderam-se dois pontos, é um facto, mas por outro lado ganhou-se paz e sossego, e evitou-se um solilóquio polissilábico de duas horas sobre justiça, orçamentos e competitividade. Vale a pena a troca.

 

Gelson Martins

Um daqueles dias em que cada uma das suas inegáveis qualidades se apresentou em campo juntamente com a etiqueta do preço, que no seu caso não vem em moeda, mas em esforço. Gelson jogou hoje como tem jogado ultimamente: como se o talento fosse um fardo pesadíssimo que é sua tarefa andar ali a arrastar transpiradamente de um lado para o outro. Escorregou a receber passes, tropeçou a fazer cruzamentos, assistiu através de ressaltos, fintou através de quedas. Duvido muito que uma curta paragem beneficiasse a equipa, mas é provável que o beneficiasse a ele.

 

Bruno César

Jogou mais ou menos como uma criança de três anos comunica: sempre de forma expressiva e urgente, raramente de forma elaborada ou elucidativa. Não há cá muitos “por conseguinte” com Bruno César. Não há cá muitos “todavia” ou “em suma”. O que há é a manifestação histérica de estados de alma instantâneos. “Está frio!” “Tenho fome!” “Quero um cão!” Sem qualquer ligação intuitiva com os ritmos de domínio de um jogo, cada movimento seu é uma resposta e não uma ideia. E nem esteve mal a reagir – a sua velocidade de reacção pareceu, aliás, sempre uma fracção de segundo acima dos colegas. Não lhe peçam é para ter ideias.

 

Alan Ruiz

Sofreu a primeira falta da equipa, ao segundo e ao terceiro minuto. A frase anterior não significa que Alan Ruiz sofreu duas faltas nesse período: significa apenas que Alan Ruiz demora em média cento e vinte segundos a sofrer uma única falta, tal como demora em média cento e vinte segundos a mudar de direcção ou a preparar um remate. Após algumas bolas perdidas de outras maneiras, dedicou-se a um novo projecto, o de tirar adversários da frente através de fintas, para de seguida rematar à baliza. Fê-lo com a convicção de quem leu recentemente um artigo de jornal sobre tirar adversários da frente através de fintas e decidiu puxar o assunto no café ou na paragem de autocarro para impressionar as pessoas. A finta não resultou. Mas as fintas tentadas e falhadas por Alan Ruiz possuem uma vantagem óbvia sobre as fintas tentadas e falhadas por qualquer outro jogador: permitem-lhe estragar uma única jogada no período de tempo em que qualquer outro jogador poderia estragar duas ou três. Esse mérito ninguém lhe tira.

 

Bas Dost

Jogo ingrato, em que passou a segunda parte a fazer o papel de controlador aéreo, tentando desviar bolas altas para as correspondentes pistas de aterragem, em que passou a primeira parte enrodilhado num competentíssimo espartilho táctico constituído pelos defesas-centrais do Moreirense e pelas cláusulas do contrato de Alan Ruiz espalhadas pelo relvado.

 

Doumbia

Já se viu dele o suficiente para comprovar que a vida de qualquer defesa é sempre um bocadinho mais complicada com ele em campo. E ele próprio também já deve ter visto o suficiente para perceber que a sua vida vai ser um bocadinho mais complicada do que na Suíça.

 

Battaglia

Cada bola dividida pertencia ao Moreirense, que por sua vez encarava cada transição ofensiva como um corredor deserto entre as duas áreas: foi este o regular funcionamento das instituições até a entrada de Battaglia em campo demonstrar que há mais do que uma maneira de organizar a sociedade.

 

Iuri Medeiros

Não ter custado oito milhões de euros é o aspecto mais positivo das suas últimas exibições.

 

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publicado às 07:09

Cartoon do dia

Rui Gomes, em 24.09.17

 

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publicado às 07:08

Gosta de carros ?

Rui Gomes, em 23.09.17

 

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Um dos carros mais caros do Mundo

1965 Ford GT 40 Roadster - Leilão 2014 - 7 milhões de dólares 

 

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publicado às 22:30

O registo dos três finalistas

Rui Gomes, em 23.09.17

 

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publicado às 14:46

 

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O terceiro excerto do livro A Orgia do Poder, em que o jornalista italiano Pippo Russo aborda, em detalhe, a chamada economia paralela do mundo do futebol, com foco especial em Jorge Mendes, o superagente que se tornou um dos homens mais poderosos do futebol mundial.

 

"Quase todos os jogadores chegados ao Mónaco no Verão de 2013 são representados por Jorge Mendes ou têm uma qualquer relação com ele. Já falámos de Ricardo Carvalho e de João Moutinho. Também James Rodriguez é um cliente de Jorge Mendes. Tal como Fabinho que, mais a mais, provém de um clube mendesiano de fachada, o já referido Rio Ave. Fabinho chega por empréstimo, ao contrário de Radamel Falcão e Geoffrey Kondogbia. Estes últimos têm a particularidade de serem dois jogadores ligados à Doyen Sports Investments, o tão falado fundo de investimento com sede legal em Malta.

 

Este é um período em que Jorge Mendes e a Doyen são aliados. Passado pouco mais de um ano, irão declarar guerra um ao outro; mas naquele Verão partilham o interesse no avançado Falcão. O fundo é proprietário de 55% dos direitos económicos do jogador, Mendes é o seu agente e, com toda a probabilidade, algo mais. Com certeza que ambas as partes saem a ganhar deste negócio.

 

Por sua vez, no que diz respeito a Kondogbia, no Verão de 2013, é um jogador em que apenas a Doyen está interessada. Possui 50% do seu passe e, com a passagem do médio do Sevilha para o Mónaco, encontra uma forma de o rentabilizar. Mas sem a predisposição de Mendes isso não seria possível. Prova disso será a guerra em torno do mesmo Kondogbia que se desenrola dois Verões depois, em 2015. Quando o Milan, aliado da Doyen, durante um muito breve (e muito infeliz) período, tenta levar o franco-centro-africano para a equipa da 'rossonera' e, em vez disso, Mendes favorece a sua passagem para o Inter.

 

Um último detalhe sobre este tresloucado mercado de Verão monegasco: segundo a France Football, só em comissões cobradas ao clube de Principado, Jorge Mendes arrecada cerca de 20 milhões de euros. Sublinho: trata-se das comissões que o superagente recebe de um único clube no final de uma única janela do mercado".

 

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publicado às 11:57

Cartoon do dia

Rui Gomes, em 23.09.17

 

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publicado às 11:56

Leoas são elas

Rui Gomes, em 23.09.17

 

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Débora Sofia

 

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publicado às 04:20

Discurso à Nação

Rui Gomes, em 23.09.17

 

Fernando Gomes toca nas teclas todas, mas já chega de pintar os árbitros sempre como vítimas.

 

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O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, futuro vice-presidente da FIFA, assina hoje um artigo de Estado que me parece dirigido, sobretudo, para dentro de casa. Surge num período de grande controvérsia na arbitragem e no fim de uma semana em que foram noticiados processos movidos por um grupo de árbitros e também pela APAF contra Francisco J. Marques e o FC Porto.

 

Fernando Gomes sossega os seus (a disciplina e a arbitragem) contra as agressões externas e faz bem, porque, no quadro actual, o presidente da FPF tem de ser a trave mestra do futebol e a primeira garantia de que os agentes e o público podem confiar nas instituições. Também está certo quando fala nos perigos da conjuntura internacional, que não ameaçam Benfica, nem FC Porto, nem Sporting, nem V. Setúbal: ameaçam a Liga inteira, por muito que uns se achem mais espertalhões do que os outros. Acerta, igualmente, nos adeptos, que entraram numa espiral de agressões e incidentes meses depois de o Instituto Português do Desporto ter declarado que está tudo legal e maravilhoso.

 

Já a condenação do "constante tom de crítica em relação à arbitragem" confunde-me, porque se casa com o discurso de uma das facções da guerra em curso e porque não são, forçosamente, "actos de cobardia", mas também porque vivi as últimas quatro décadas neste país, de olhos abertos, e nunca conheci uma realidade diferente para melhor, tirando, claro, a cor dos autores das críticas à arbitragem.

 

Fernando Gomes só pode falar por si, admito, e não lhe cabe ralhar aos seus em público, mas talvez a solução para esse grande (e repentino) problema possa começar por alguma autocrítica dos árbitros. As duas últimas semanas dão uma boa montagem de lances que eu, pessoalmente, gostava de saber como eles os explicariam. E não falo de penáltis, nem de golos fantasmas; isso é para quem começou ontem.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:19

 

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Cristiano Ronaldo é um dos três finalistas ao prémio "The Best" da FIFA para Melhor Jogador do Mundo, juntamente com o argentino Lionel Messi e o brasileiro Neymar.

 

A seu favor, CR7 tem as conquistas do campeonato espanhol e da Liga dos Campeões, ao serviço do Real Madrid, troféus para que muito contribuiu, especialmente na ponta final da temporada, com 16 golos nas últimas nove partidas. 10 desses golos foram nos últimos cinco jogos da Champions: cinco ao Bayern, três ao Atlético e dois à Juventus, na final, valendo-lhe o título de melhor marcador da prova, com 12 "tentos".

 

Messi venceu a Bota de Ouro, prémio atribuído ao melhor marcador das ligas europeias, e conquistou a Taça do Rei, pelo Barcelona, embora tenha caído nos "quartos" da Champions, diante da Juventus, e ficado em segundo na Liga espanhola, título perdido para o Real de Ronaldo.

 

Curiosamente, apesar de considerado, à partida, um dos favoritos ao galardão, Gianluigi Buffon, guarda-redes da Juventus, que chegou à final da Champions, eliminando o Barcelona, de Messi e Neymar, não entrou nos três finalistas.

 

O vencedor conhece-se a 23 de Outubro, em Londres. Cristiano é o principal favorito ao prémio a suceder, adivinhe-se, a Cristiano. O avançado português pode, assim, conseguir o "bis".

 

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publicado às 04:17

Gosta de carros ?

Rui Gomes, em 22.09.17

 

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Um dos carros mais caros do Mundo

2005 Enzo Ferrari - Leilão 2015 - 6,1 milhões de dólares

 

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publicado às 22:15

Jorge Jesus com discurso sóbrio

Rui Gomes, em 22.09.17

 

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Algumas considerações de Jorge Jesus, em sinopse, durante a conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Moreirense, realizada esta sexta-feira:

 

"O Bryan Ruiz é um problema do presidente da Costa Rica, eu estou atento aos problemas do Sporting. O Bryan Ruiz é um grande grande profissional, grande jogador, mas agora é este é outro momento da carreira dele, outro momento do Sporting e ele vai vai ter o seu percurso, que é ele que vai decidir».

 

Por muito que Jorge Jesus queira minimizar a questão, não é bem um problema apenas do presidente da Federação costa-riquenha. É, obviamente, um problema do jogador, mas também do Sporting, que lhe está a pagar um salário chorudo somente para treinar.

 

"A confiança mantém-se. Sabe que as vitórias são o melhor estímulo para uma equipa e, portanto, se estás com seis jornadas, se estás a vencer, essa confiança cada vez é mais consolidada. Quando tens duas equipas em 6 jogos, 6 vitórias, é normal, na minha opinião, que um dos rivais não esteja tão bem. Ainda não se jogou entre Benfica, Sporting e FC Porto e, portanto, por aquilo que a experiência me diz, já passei por isso à frente e atrás. É bom ganhar e começar bem, mas não é determinante. É importante, mas não é determinante. Importante é chegar à última jornada em primeiro, aí e que conta. Uma batalha é uma batalha, conquistando pontos e melhor".

 

Análise sóbria tendo em conta que ainda vamos no início do campeonato e tudo está muito longe de ser ganho. Esta resposta de Jesus, em parte, na sequência das declarações de Sérgio Conceição, que afirmou que não acorda a pensar no Sporting e no Benfica.

 

"Aquilo que posso dizer é que é um alerta. É um alerta e as pessoas que gostam da modalidade todos os intervenientes têm que olhar para aquilo que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol está a dizer. Não levando isto muito a peito, como se costuma dizer, mas tentando arranjar soluções para que o futebol seja mais jogado dentro de campo e menos fora de campo".

 

Comentário digna e "politicamente correcta" de Jorge Jesus, sobre as palavras desta sexta-feira de Fernando Gomes. Na realidade, uma questão difícil para qualquer treinador abordar, uma vez que o discurso tem de ser, forçosamente, muito cauteloso.

 

"Este jogo com o Moreirense enquadra-se com o que temos vindo a fazer, é um jogo extremamente difícil, onde o adversário quer pontuar e tem boa organização defensiva. O Sporting está preparado e quer conquistar os três pontos. Queremos continuar a vencer depois ds primeiras jornadas do campeonato e para isso temos de mostrar qualidade. Estamos preparados para o jogo em Moreira de Cónegos".

 

Afirmação assertiva e sem os dispensáveis adornos melodrmáticos que Jorge Jesus avança ocasionalmente. Reflecte, porventura, a confiança que existe neste momento no grupo leonino.

 

"As minhas decisões são jogo a jogo, não olho para o jogo que vem a seguir, olho para os jogos que temos a fazer. Tomamos e fazemos as escolhas de acordo com a estratégia de jogo e também, como é óbvio, não havendo problemas físicos".

 

Instado a comentar o próximo jogo da Champions, em Alvalade, frente ao Barcelona. Novamente uma resposta "politicamente correcta", mas não duvido minimamente que os prós e contras desse embate já integraram as reuniões de Jorge Jesus com os seus adjuntos. Por muito que se possa negar esse cenário, é impossível que não aconteça, até porque, indirectamente, algumas tomadas de decisão em relação ao jogo com o Moreirense poderão ter impacte no encontro seguinte. Sempre assim foi e sempre assim será.

 

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publicado às 17:48

O outro cartoon do dia

Rui Gomes, em 22.09.17

 

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publicado às 15:00

Rui Patrício chega aos 300 jogos

Rui Gomes, em 22.09.17

 

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Já tem uma estátua em Leiria, que imortaliza uma defesa na final do Euro 2016 a remate do francês Griezmann, já tem também um cantinho na história do Sporting por ser o jogador com mais jogos internacionais e o guarda-redes mais novo a estrear-se nas competições da UEFA (19 anos, 9 meses e 12 dias).


Rui Patrício tem agora, em Moreira de Cónegos, este sábado, a oportunidade de atingir um número redondo que espelha bem a longevidade entre os postes e a importância que tem tido ao longo dos anos na equipa sportinguista.

O guarda-redes chega, diante do Moreirense, aos 300 jogos no Campeonato, num trajecto que teve o seu início em Novembro de 2006 e em grande estilo, ao defender uma grande penalidade de Kanu na deslocação aos Barreiros, em jogo contra o Marítimo. 

 

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publicado às 12:00

Com o mal alheio estou "eu" bem...

Rui Gomes, em 22.09.17

 

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Tudo tem ou pelo menos devia ter os seus limites, mas pela continuada postura dos actuais dirigentes do Sporting, não parece ser esse o caso. Raro é o dia em que a falar de assuntos internos, o eterno rival é inevitavelmente evocado, ora para comparação, ora para crítica. Na realidade, tornou-se numa autêntica obcecação.

 

Seguindo esta fastidiosa regra, Nuno Saraiva, comentando o recém-divulgado relatório de transferências do Sporting, mais uma vez sentiu-se compelido a referir o pagamento de comissões pelo Benfica, como se esse outro componente tivesse qualquer relação com as contas que o Sporting apresentou. Eis o que ele teve para dizer:

 
«O Benfica, quando vendeu o Markovic ao Liverpool, comunicou que o tinha feito por 25 milhões de euros. Quando o Relatório e Contas foi publicado, o que verificámos? Que dos 25 milhões apenas seis entraram nos cofres! Tudo o resto foi para comissões de empresários, custos de intermediação, dispersão de passes e outras despesas. É um exemplo clássico de falta de transparência, de dizer apenas aquilo que dá jeito, com o objectivo de enganar os sócios e accionistas. Esta Direcção do Sporting não o faz, assumimos um compromisso com rigor, transparência e verdade.

O Benfica é o campeão das comissões. Pagou mais de 40 milhões em comissões nos dois últimos anos. O FC Porto pagou aproximadamente 18 milhões. O Sporting pagou 8,9 milhões. Ou seja, o Benfica pagou mais em comissões do que todos os clubes profissionais em Portugal. A pergunta que se deve fazer é esta: é isto uma prática de gestão recomendável?».

 

Mesmo partindo do princípio que os números que Nuno Saraiva refere são factuais, não deixa de ser ilusório minimizar o pagamento de 8,9 milhões de euros em comissões, só porque o clube da Luz pagou muitíssimo mais. Todos estes valores pecam por exagero, permitindo-nos concluir que os clubes andam a sustentar um bom número de empresários através das loucuras do mercado de transferências.

 

Ainda quando se trata de um bom futebolista, os danos tornam-se mais aceitáveis, mas não podemos deixar de questionar quantos milhões foram pagos em comissões pela contratação de flops. E, como bem sabemos, esta época não obstante, o Sporting tem "telhas de vidro" nesse contexto ao longo destes últimos quatro anos.

 

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publicado às 07:08

O que dizem eles

Rui Gomes, em 22.09.17

 

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Fernando Gomes

 

«É necessário que os clubes deixem de permitir que os seus símbolos, a sua história e a sua força sejam capturados para a apologia de ódio. É uma mistura potencialmente explosiva. Temos de conseguir parar antes que seja tarde de mais».

 

Nuno Saraiva

 

«Quando os juízes estão todos ali, o Samaris faz claramente uma agressão a Paulinho e o árbitro Bruno Esteves valoriza da mesma maneira uma agressão e um pedido de esclarecimento de Paulinho a Jardel. Samaris devia ter visto vermelho e ser severamente punido. Mas o CD não quer ser VAR dos jogadores, só dos dirigentes… No Moreirense-Benfica não houve flagrante delito, mas será que agora o professor Meirim vai levantar um auto de flagrante delito, sabendo que há reincidência?".

 

Artur Soares Dias

 

«“Há aqui um grande equívoco na sociedade desportiva, que é pensar que o árbitro vai recorrer ao videoárbitro. Mentira. O vídeoárbitro é uma grande vantagem para o futebol português. A polémica acontece porque nem todos perceberam as vantagens do sistema».

 

Benfica

 

«O Benfica apresenta trabalho e obra. Os outros, face ao vazio de nada terem para apresentar, continuam a falar de nós».

 

Sérgio Conceição

 

«Não durmo e acordo a pensar no Benfica e no Sporting. Não tenho de acreditar ou deixar de acreditar. O que se passa é que o Benfica está 5 pontos atrás do FC Porto. Desvalorizo a hipotética crise e não quero falar nisso. O FC Porto não se preocupa com força ou debilidades dos rivais, mas que o que  se passa no Benfica está à vista de todos».

 

Radamel Falcão

 

«Ele (Leonardo Jardim)  conseguiu guiar e formar talentos muito jovens, dando-lhes confiança e os meios necessários para se investir 100% na equipa e adaptar-se ao colectivo. Ficaremos todos muito felizes se ganhar a eleição para melhor treinador. Ele está a competir com outros profissionais que fizeram um excelente trabalho e ganharam títulos de prestígio ao longo desta temporada. Mas, ganhando ou não, o simples facto de ter sido pré-selecionado já é uma recompensa em em si».

 

Pauleta

 

«Portugal tem uma grande selecção, tem feito uma excelente prova. Acredito que vamos conseguir vencer os dois jogos, porque temos capacidade e temos demonstrado isso. Portugal sempre teve excelentes pontas de lança e continua a ter. O mais importante é a equipa e que Portugal continue a ganhar, é isso que tem de fazer. Estamos confiante que vamos fazer dois bons jogos».

 

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publicado às 07:07

Cartoon do dia

Rui Gomes, em 22.09.17

 

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publicado às 07:06

 

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Já não há bilhetes para o Sporting-Barcelona, da segunda jornada da Liga dos Campeões. O Sporting confirmou no seu site oficial que forma vendidos todos os bilhetes o duelo com os catalães, agendado para o dia 27 de Setembro, próxima terça-feira, no Estádio de Alvalade.

 

Quem quiser ver Messi e companhia e não tenha comprado bilhete, vai ter de se contentar com o jogo na TV.

 

Sendo este um jogo de risco elevado, o Sporting aproveitou para deixar alguns conselhos para quem vai ver o jogo.

 

  1. as portas do Estádio abrem às 17h45 (duas horas antes do apito inicial)
  2. aconselhamos a entrada cedo evitando as filas em cima da hora de jogo
  3. deverão ser privilegiados os transportes públicos para chegar ao Estádio
  4. proibida a entrada a menores de 3 anos
  5. todos os espectadores terão de possuir título válido (Gamebox ou bilhete)
  6. aos Sócios do Sporting CP será requerida a quota de agosto de 2017


De recordar que na primeira ronda o Sporting venceu o Olympiacos por 3-2 fora de casa, enquanto o Barcelona bateu a Juventus por 3-0 no Camp Nou.

 

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publicado às 07:05

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