Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




José Couceiro esclarece

Rui Gomes, em 12.01.13

José Couceiro concedeu recentemente uma entrevista que ajuda a compreender a razão do não acordo entre as partes para o seu regresso ao Sporting em Outubro de 2012. Segundo ele, a razão principal deve-se à sua insistência em querer acumular funções, dirigente e treinador, enquanto que o presidente Godinho Lopes só o pretendia para o cargo directivo. O que não é bem claro - porque ele não especificou - é se a função que lhe foi oferecida, é a de «manager» ou a de administrador-geral da SAD, cargo que ele já exerceu no Clube. Se a posição era a de «manager» é difícil compreender a não receptividade do presidente, já que fez precisamente isso agora com Jesualdo Ferreira. Por outro lado, também não vejo com bons bons olhos a acumulação efectiva de administrador-geral e treinador. Quando fez isso, foi uma medida temporária e por sua própria iniciativa, ainda no consulado de José Eduardo Bettencourt. Surpreende esta confusão, porque a leitura que se fez na altura era que lhe tinha sido oferecida a liderança da SAD.

Na opinião de José Couceiro, o Sporting «tem de ter a coragem de apostar na formação» para desdramatizar os desequilíbrios financeiros e que «o aumento da massa salarial não faz sentido.» Não deixa de ter razão, em contexto, embora ele saiba muitíssimo bem que essa «coragem» terá de ser em dose muito elevada, pelo fervor desportivo em torno do Clube que não permitirá paz e tranquilidade a assistir a um Sporting a competir exclusivamente com jovens da Academia. Para isso teria de existir um consenso de mentalidades no universo leonino, algo impossível de atingir, especialmente considerando os abutres constantemente a sobrevoar Alvalade na perseguição do poder. Quanto à folha salarial, ninguém a aumenta por prazer, mas sim porque vem associada às soluções que se adoptam, umas certas, outras nem por isso.

Ele sublinha a sua então posição: «Eu queria voltar, mas só aceitaria se fosse eu a ter influência na equipa. Não queria ser apenas mais um no processo. Godinho Lopes e eu tínhamos visões diferentes do remédio para a crise. Num quadro destes, tem de haver concentração de poderes para se decidir e recuperar a equipa de forma rápida - gerir e treinar. Mesmo contra a ideia da contratação de treinadores estrangeiros diz que: «era previsível que houvesse derrapagens, por falta de cconhecimento profundo do Sporting, mas não imaginei que fossem tantas.»

José Couceiro admite voltar ao Sporting, até como presidente, mas deixou a ideia de que este objectivo não é no imediato. Meramente baseado nestas breves declarações dá para compreender melhor as posições das duas partes. José Couceiro já explicou a sua  também não é muito difícil compreender a do presidente; ainda a quente da experiência «Luís Duque e Carlos Freitas», teve receio de centralizar todo o poder do futebol numa só pessoa. Respeito imenso José Couceiro e até poderá ter razão - haverá ou não oportunidade no futuro de confirmar esta contenda - mas este seu proposto modelo estrutural não existe em parte alguma do Mundo. Fundamentalmente e à excepção da autoridade do Conselho Directivo, ele pretendia controlo absoluto sobre o todo do futebol, desde a admjnistração ao relvado e à equipa. Um conceito deveras «revolucionário» e perigoso, claro.

Finalizou a sua narrativa declarando que ainda hoje mantem o mesmo entendimento, mas que o pânico aumentou porque já passaram três meses e já se perdeu tempo e pontos. Deixa no ar a pergunta que eu lhe gostaria de fazer: Admitindo um cenário futuro em que ele assumiria a liderança suprema do Clube, será que também quereria dirigir e treinar a equipa profissional em simultâneo ???

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:53

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.





Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D




Cristiano Ronaldo