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A Assembleia Geral extraordinária

Rui Gomes, em 22.01.13

Não pretendo de modo algum «massacrar» a temática, até porque já sinto alguma saturação pela frequente abordagem, mas perante o comunicado de hoje, pelos elementos da Mesa, a indicar que a reunião magna será definitivamente realizada no prazo de trinta dias, sinto o dever de me pronunciar sobre a questão:

 

1. Sou apologista de mandatos serem cumpridos na sua totalidade, salvo por razões de força superior, que não reconheço existirem neste momento;

 

2. A única razão da existência deste movimento assenta-se quase exclusivamente nos resultados desportivos de menor agrado, sustentado por uma oposição organizada, desde o primeiro dia, que persegue o poder, a qualquer preço. Com a equipa a nível mais competitivo desde o início da época, nem esta teria a ousadia de constestar os órgãos sociais vigentes, indiferente das outras contrariedades que afectam a estabilidade do Sporting;

 

3. Condeno veemente a conduta do presidente e vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral no todo do processo e sinto que nem um nem outro tem a credibilidade e a isenção para democraticamente conduzir esta Assembleia Geral;

 

4. Não existe, até hoje, qualquer alternativa credível para assumir a liderança do Clube e dar resolução aos seus inúmeros problemas. O movimento tem um e apenas um objectivo: permitir a entrega do poder ao candidato derrotado, Bruno de Carvalho, pessoa sem perfil e carácter para a função. Dando-se a eventualidade de eleições antecipadas, o cenário mais desejado é que apareça um candidato que reuna as condições que nenhum dos que são hoje conhecidos reune;

 

5. Pela cuidadosa leitura dos Estatutos, sinto que recai sobre quem requereu a convocação da Assembleia Geral comum extraordinária, o ónus de comprovar, factualmente, a existência de justa causa para a mesma. Qualquer processo em contrário, será equivalente a conduzir o arguído para sentença, sem julgamento;  

 

6. O muito propagado lema «dar a palavra aos sócios» não passa de um mito, já que dezenas de milhares serão privados, pela distância de Lisboa e a ausência dos meios adequados, de se pronunciarem. Por conseguinte, qualquer decisão tomada não será verdadeiramente representativa da maioria dos sócios, mas sim de alguns sócios. Dada a magnitude da razão de ser da Assembleia Geral, o acesso à mesma, por todos os sócios, deveria ser consideração prioritária e imprescendível;

 

7. Ainda ligado ao parágrafo 3) deste escrito, aprovada a revogação dos mandados dos titulares do Conselho Directivo e do Conselho Fiscal e Disciplinar, terá de ser nomeada uma comissão de gestão para conduzir os destinos do Clube durante cerca de seis meses. A designação e a liderança dessa comissão é da competência estatutária da Mesa da Assembleia Geral. Não reconheço a Eduardo Barroso e a Daniel Sampaio a capacidade de gestão da Instituíção Sporting Clube de Portugal, a curto prazo que seja;

 

8. Por fim, lamento imenso, como sportinguista, o clima de «guerra civil» que se instalou dentro e na periferia do Clube, que provocou uma enorme e degradada divisão entre sportinguistas, cujas marcas se vão fazer sentir por muitos anos, inevitavelmente prejudicando o bem estar do Sporting.

 

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publicado às 18:32

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2 comentários

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De A. Santos a 22.01.2013 às 22:08

Caro Rui Gomes

Subscrevo inteiramente os pontos que aborda neste post, nomeadamente o ponto 8, quando se refere ao clima de «guerra civil» que se está a instalar no nosso clube, e as feridas que se estão a abrir. Este, é o maior de todos os problemas... Uma família desunida perde a força, criam-se anticorpos entre os membros, e dificilmente agregará sinergias para vencer.
Passando este momento "tenebroso" por que estamos a passar, temos que fazer tudo para voltarmos a ser uma família unida, onde cada um terá que fazer o seu esforço em prol do todo, colocando de lado os egos, e seguirmos o caminho da tolerância e do dialogo. Só assim poderemos ser fortes.

Cumprimentos
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De Rui Gomes a 22.01.2013 às 22:18

Caro A. Santos,

Acabei de publicar outro escrito relevante e ainda não tive oportunidade de comentar o comunicado da Direcção, em que arrasa a integridade da Mesa da AG. Dá a entender que o requerimento para a convocação da reunião magna foi aprovado pela MAG sem satisfazer todas as exigências estatutárias.

Cumprimentos

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