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O irreparável estado das coisas

Rui Gomes, em 01.02.13

É muito difícil escrever num sentido construtivo, pelo clima de guerra que existe no Sporting neste momento. Serenidade, ponderação, honradez e sentido de propriedade são disposições que se evidenciam pela sua ausência. Qualquer tentativa de analisar a situação com objectividade, é perdida no vazio de argumentos extremos que recusam tudo que se distancia do exagero absurdo e da obcecação de destituir o poder actual para o entregar, de bandeja, a pessoas cuja competência e credibilidade estão longe de serem confirmadas. A existir mudança, e cada vez mais se verifica que esta é necessária, por um vasto leque de razões, o bom senso indica que para minimizar os danos no Sporting, esta teria de ser conduzida por meios que não os que estão actualmente em andamento, para evitar de agravar tanto a imagem como a real estabilidade do Clube. E é precisamente isto que se torna incompreensível não ser reconhecido pelos sportinguistas que advogam a mudança a qualquer preço, ignorando que esse preço poderá vir a ser elevado de mais para o Sporting. Neste momento, lamento verificar, que todos os participantes, dentro e na periferia do Clube, sem excepção, fazem parte do problema e não da solução. Esta, a verificar-se, terá de originar com outras pessoas com o querer e a capacidade para inverter esta tão desastrosa situação. Quem elas são, não faço a mínima ideia, apenas sou sensato suficiente para verificar que não se identificam entre todos os conhecidos protagonistas da actualidade. Esta é a única certeza à vista, para quem quiser abrir os colhos e a mente.

 

- Luiz Godinho Lopes e o Conselho Directivo são os principais culpados de algumas insuficiências do momento, e responsáveis por outras, mas também não deve ser ignorado muito do positivo que levaram a cabo durante estes 22 meses de gestão. O Sporting é um Clube severamente condicionado há anos e não existe ninguém neste nosso planeta disponível para devidamente reparar o seu estado maligno a curto ou a médio prazo. É somente uma impossibilidade. 

 

- A oposição em torno do Clube, desde o primeiro dia, não está isenta de culpabilidade, pelo clima destrutivo por si criado e pelas consequências que daí advêm. Só uma pessoa totalmente insensata é que recusará reconhecer e aceitar esta evidente disposição.

 

- O Sporting está numa situação financeira alarmante - que já se arrasta há longa data - e nenhuma das conhecidas personagens dispôe da capacidade para enfrentar e remediar este estado. Qualquer ilusão sobre fundos de investimento, não passa disso, uma ilusão.

 

- É por de mais evidente - indiferente dos titulares dos vários cargos - que o Sporting não poderá sobreviver enquanto existir órgãos sociais em colusão directa. A actual Mesa da Assembleia Geral - emoções e simpatias pessoais à parte - tem vindo a prestar um muito mau serviço em detrimento do Clube, salvaguardando apenas os seus egos e interesses pessoais. Enquanto que a figura chefe é Eduardo Barroso, o verdadeiro instrumento da destruição evidente é Daniel Sampaio. Eduardo Barroso ainda não de apercebeu que se tem deixado usar e manipular à conveniência, ou se já reconheceu essa dimensão, recusa assumir uma posição por questões de orgulho e vaidade.

 

- A recém-sessão de esclarecimento, pelo menos assim denominada, apenas serviu para esclarecer - caso ainda existissem dúvidas - de que os elementos da Mesa não olham a meios para atingir fins. Os autênticos disparates verbalizados para explanar questões cruciais, foram nada menos do que uma ofensa à humanidade, não obstante a campanha, em contrário, levada a cabo pelos usuais vassalos e outros pedintes intelectuais, na tentativa de distrair a audiência.

 

- Ainda hoje estou por compreender a sensatez de realizar uma conferência de imprensa e a referida outra sessão no mesmo dia em que o mercado de transferências terminava e em que era antecipado actividade por parte do Sporting. Foi uma acção premeditada e maliciosa, tão simples como isso.

 

- Se, pela reunião entre o Conselho Directivo e a Mesa da AG foi devidamente explanado as diversas negociações em curso, desportivas e financeiras, e foi reconhecida a necessidade, em prol do Sporting, de esperar para além do dia 11 de fevereiro para resumir o planeamento da reunião magna, porque é que esta importante disposição não foi respeitada ? Qual é o benefício concreto para o Sporting insistir no curso de registo ?

 

Há muito mais para dizer, evidentemente, mas vamos por partes, para não «massacrar» os leitores.

 

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publicado às 19:41

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2 comentários

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De A. Santos a 01.02.2013 às 22:53

Muita "matéria" para colocar em cima da mesa... Sem dúvida!!!

Saudações Leoninas
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De Rui Gomes a 01.02.2013 às 23:11

Há tanto para dizer, caro A. Santos, que quase não dá para escrever.

Cumprimentos

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