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Portimonense 1 Sporting B 0

Rui Gomes, em 29.12.12

 

Não foi missão fácil acompanhar dois jogos em simultâneo, mas muito embora tenha dado larga preferência ao embate da equipa principal, deu para ver o suficiente da B para apurar algumas conclusões. Os leões entraram muito bem no jogo, criando de imediato excelentes oportunidades para golo, umas despediçadas, outras travadas por boas defesas do guarda-redes portimonense. As equipas dividiram, em períodos, o domínio do jogo, com a equipa caseira a aparecer mais, já perto do intervalo. O marcador funcionou precisamente aos 45 minutos, num lance em fora de jogo, consentido pela arbitragem.

O Sporting só voltou a exercer domínio perto dos 60 minutos e, daí até ao termo da partida, poderia ter marcado dois ou três golos, com dois desperdícios mesmo à boca da baliza.

 

Pela ausência de alguns dos seus jogadores mais titulares - Vítor Golas, Ricardo Esgaio, Zezinho e João Mário - o Sporting alinhou com: Luís Ribeiro, Arias, Tiago Ilori, Tobias Figueiredo, Mica, Pedro Mendes (a jogar a trinco), Kikas, Pereirinha, Bruma, Rubio e Betinho. Ainda entraram em campo Iuri Medeiros em substituição de Pereirinha, Nii Plange por Betinho e Gael Etock por Mica.

 

O Sporting mantem o 2.º lugar da tabela classificativa, à 20.ª jornada da II Liga, mas apenas com um ponto de vantagem sobre o terceiro classificado Desportivo das Aves.

 

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publicado às 23:23

Rio Ave 3 Sporting 0

Rui Gomes, em 29.12.12

Nunca há argumentos fortes para minimizar uma derrota por 3-0, especialmente para este Sporting, por conseguinte, o jogo da segunda jornada da Taça da Liga, frente ao Rio Ave, irá ser analisado, inevitável e exclusivamente, em função do resultado. Não se esperava um Sporting a deslumbrar mas após os iniciais 20 minutos, durante os quais Rui Patrício foi chamado a fazer duas ou três excelentes defesas, a equipa leonina equilibrou a contenda e começou a demonstrar maior fluidez e objectividade de jogo. Tinha o destino que a espantosa disparidade de critérios do árbitro portuense Rui Costa acabasse por ser decisiva, pela injusta expulsão de Eric Dier aos 44 minutos, num lance em que nem falta existiu, na opinião deste observador. O jovem leão fez-se somente à bola e conduziu-a para fora do terreno, mas o árbitro preferiu privilegiar o espectacular aparato do salto do jogador do Rio Ave. De igual modo, Tarantino, aos 47 minutos, dá forte pontapé em Carrillo e nem sequer foi disciplinado, e aos 56 minutos,  Lionn comete uma falta grosseira sobre Jeffren, e só viu o cartão amarelo.

Em inferioridade numérica, o Sporting acabou por consentir dois golos pela sua já reconhecida vulnerabilidade defensiva e a missão, a partir desse ponto, sofreu um acréscimo muito negativo. O terceiro golo aos 90 minutos - dúvidas se está ou não fora de jogo - acabou por ser inconsequente.

Até à expulsão, estava a gostar do fio de jogo do Sporting, reconhecia-se, pese ainda a necessidade de melhorar - e muito - a qualidade da execução individual. Jeffren deu com um remate nos ferros, ainda com o marcador em branco, e isso poderia ter facilitado as coisas mas, a este Sporting, nada sai fácil. A má actuação do árbitro só foi igualada pela falta de isenção e competência dos dois comentadores da TVi, que nem me foi possível identificar. Não basta o Sporting estar neste deplorável estado, a audiência ainda tem que sofrer com dois palradores deste baixo calibre!

 

Uma pergunta final: Quantos pantomineiros sportinguistas e afins, ficaram satisfeitos com esta derrota do seu Clube ?

 

 

 

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publicado às 22:33

O ex-dirigente do Sporting deu uma entrevista arrasante ao jornal «Expresso», onde comenta e critica pessoas e situações, inclusive os «crimes» de que é acusado. Eis uma sinopse das suas declarações mais reveladoras:

 

- «Godinho Lopes é presidente de um clube de loucos.»

 

- «É preciso calar os papagaios.»

 

- «Eduardo Barroso é um tolo, a quem chamo «enfant térrible», por educação. Está a tornar o clube alvo de chacota.»

 

- «José Eduardo, ex-jogador do Sporting, o que tem a solução do futuro do clube, é fornecedor de catering do Sporting e se não receber os 50 mil euros da distribuíção não há comida durante os jogos - é esse o sportinguismo dele.»

 

- «Os piores inimigos são alguns sportinguistas, mas nem todos estão lá num ninho, porque senão aquilo pegava fogo.»

 

- «Há uma coisa que assumo: ter montado uma rede de informação estática que nos permitia saber os comportamentos que poderiam colocar em causa os nossos activos. Uma estrutura que permite alertar a toda a hora online comportamentos desviantes dos activos é mau?...Espionagem é andar escondido em carros e isso não havia.»

 

- «Olhe, expremidos os sete crimes, sou acusado de ter ficado com 57 mil euros daquele contrato de ter colocado quatro telemóveis do Sporting nas mãos de outras pessoas e de ter mandado o Rui Martins meter dinheiro na conta do árbitro. Mas vão pagar por isso, não por mim, mas pela minha mãe que ainda está no hospital e até passou lá o Natal. E mais: se um dia o tribunal disser que o contrato com o Sporting foi lesivo, eu vou lá depositar 57 mil euros na hora.»

 

Não comento os crimes de que é acusado porque o processo está em segredo de justiça e, sobretudo, por não haver conhecimento público de factos concretos alguns, salvo rumores e pseudo-notícias que se fizerem circular pelo sensacionalismo da comunicação social.

Para quem anda mais atento, está à vista que Paulo Pereira Cristóvão tem razão quanto a algumas das situações que cita. Essa de exisistirem pessoas mandatadas por um clube - qualquer clube - a vigiar/espiar os movimentos e certas actividades de jogadores, é uma das práticas mais velhas do futebol, existente em qualquer parte do Mundo e até praticada por dirigentes. Pela minha experiência pessoal no «milieu», não vou aqui relatar os múltiplos métodos que se usa, mas o fim é somente proteger o clube e os seus jogadores. À letra da lei e dos valores sociais da sociedade universal da actualidade, poderá ser considerado invasão de privacidade, mas não deixa de existir, pelas excepcionais circunstâncias em que o futebol - e outras modalidades desportivas de topo - se assenta, tanto no seu contexto desportivo como indústria.

 

Que «os piores inimigos são alguns sportinguistas» não é novidade alguma. Aliás, raro é o dia que não se verifica isso mesmo, através dos referidos «papagaios». Pelo ponto de vista do Sporting, seria melhor, porventura, que Paulo Pereira Cristóvão não se pronunciasse publicamente até ao desfecho do processo judicial. Por outro lado, só ele sabe o que fez e o que não fez, a validade das acusações e como se sente perante a desprestigiante opinião pública que prevalece sobre a sua pessoa. Não o defendo nem o acuso - não tenho o direito de ajuizar - mas quanto mais consta sobre o caso, maior é a sensação de que há muito por esclarecer. 

 

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publicado às 18:24

 

Desde que assumiu a liderança do organismo que superintende o futebol europeu, Michel Platini tem vindo a projectar uma imagem ambígua, muito pela arrogância da sua postura e conduta e, igualmente, porque o adepto de futebol sente dificuldade em diferenciar entre as decisões que são tomadas por capricho pessoal e a servir interesses alheios e aquelas que são para o bem estar da modalidade desportiva. Platini - sob a UEFA - surgiu recentemente com mais questões que apenas contribuírão para tornar esta imagem ainda mais complexa:

 

* A UEFA anunciou que o executivo vai recorrer das sanções que o próprio órgão disciplinar impôs à Federação da Sérvia na sequência dos insultos racistas proferidos pelos adeptos durante o jogo com a selecção da Inglaterra, na categoria de sub-21. A punição original envolve a suspensão de vários jogadores e treinadores sérvios, uma multa de 80 mil euros e a estipulação de que o próximo jogo seja realizado à porta fechada.

A federação inglesa protestou por entender as penas demasiado leves e o próprio Michel Platini também já tinha manifestado o seu desagrado com o caso e a sua intenção de ver agravadas as sanções impostas contra a Federação da Sérvia.

 

* A coincidir com a série que temos vindo a publicar no Camarote Leonino: «Os magnatas do futebol», Michel Platini proferiu o seguinte polémico parecer: «Dá-me asco quem vem para o futebol para especular e ganhar dinheiro, mas devemos abrir as portas a quem vem para ajudar a desenvolver a modalidade.» É difícil compreender a quem ele se refere, já que é evidente que os novos proprietários de alguns clubes europeus, designadamente os magnatas, poderão ter objectivos não muito transparentes, mas «ganhar dinheiro» não parece corresponder à realidade.

O presidente da UEFA aproveitou ainda o seminário de futebol que está a decorrer no Dubai - onde José Mourinho também se encontra - para criticar novamente a introdução de novas tecnologias no desporto: «o que há a fazer é preparar adequadamente os árbitros». A propósto não explanado, afirmou que «a final da Champions nunca será realizada fora da Europa.»

 

* Reiterando a posição que já tinha feito pública, Michel Platini voltou a defender que o Mundial de 2022 a realizar-se no Catar, seja disputado no inverno e não no verão, como é hábito: «Quem for ao Catar em junho ou julho, apanha temperaturas de 55 graus. Penso que a maior manifestação desportiva do mundo tem de ser jogada no melhor momento, para que seja uma grande festa. O melhor período é o inverno, em novembro e dezembro, porque em janeiro desse ano, realizam-se os Jogos Olímpicos de inverno.» Neste contexto, o raciocínio não deixa de ser lógico e sensato, mas ficou por explicar o impacto (negativo) que esta calendarização do Mundial vai ter nos campeonatos europeus, nas próprias provas da UEFA, nos clubes e no estado físico e psicológico dos atletas. Considerando os múltiplos interesses envolvidos e o poder do futebol indústria sobre o futebol desporto, é de prever que o Mundial de 2022 irá mesmo realizar-se durante o inverno.

    

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publicado às 04:23

 

José Mourinho foi eleito o melhor treinador de 2012 na cerimónia da Globe Soccer no Dubai e recebeu o prémio pela mão de Diego Maradona. Na opinião deste observador, distinção merecida por ter conquistado o título espanhol em disputa com o Barcelona da actualidade, equipa que muitos críticos consideram a melhor na história do futebol.

Enquanto no Dubai, José Mourinho tem estado acessível à comunicação social internacional e tem feito algumas afirmações que dão fruto para pensamento. Esta, talvez mais do que qualquer outra e que acentuará o seu ainda não anunciado desejo de sair da Espanha: «É duro ser português em Espanha. Penso que por razões históricas, que alguns têm dificuldade em esquecer.»

 

Sinto algumas dúvidas que a FIFA vá reconhecer José Mourinho com a mesma distinção que será anunciada na respectiva cerimónia anual a realizar-se no dia 7 de Janeiro. Isto, porque outros interesses pronunciam-se de modo imprevisível. Os outros dois finalistas para este prémio são Pep Guardiola e Vicente del Bosque. Este último, que nem deveria ser considerado nesta categoria, já que não é treinador de clube mas sim seleccionador, um cargo significativamente diferente.

 

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publicado às 04:22

«Quando assumi a presidência do Sporting o ex-presidente Sousa Cintra deu-me dois conselhos: «faça uma direcção só com gente da sua confiança, não aceite sugestões de ninguém e não fique com o treinador do presidente anterior, escolha o seu treinador.» Não segui nenhum dos conselhos e ele tinha toda a razão. Cada presidente deve ter o seu treinador, ou treinadores. Porque a relação entre um presidente e um treinador é fundamental. E na minha altura as relações eram de facto complicadas com o treinador e até com alguns membros de outros órgãos sociais que envolviam também a equipa técnica.

Tinha que ir quase todos os dias à Porta 10-A porque quase todos os dias havia problemas que envolviam o departamento de futebol. Lembro-me que nesse tempo, quando a equipa técnica era o professor Carlos Queirós e o José Alberto Costa, todos os dias eu tinha que sair do meu gabinete e ir lá abaixo porque, ou havia problemas com a equipa ou com os jornalistas ou com a direcção. Eram problemas constantes. Com a entrada de Fernando Mendes e do Octávio Machado as coisas acalmaram.

Antes dos jogos ia sempre ao balneário para fazer o grito com a equipa. Colocávamos todos a mão na bola e «força Sporting...allez...allez...força Sporting!» Não fazia palestras, só assistia. Intervinha pouco no dia a dia dos jogadores, só o fazia quando sabia que algum andava mais em baixo, mas nunca quis entrar no terreno do treinador. Estava ali para eles sentirem que os apoiava.»

 

* Do livro «Estórias d'Alvalade» por Luís Miguel Pereira

 

 

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publicado às 04:21

Factos Sporting (26)

Rui Gomes, em 29.12.12

 

 

O Sporting já foi condecorado com:

 

 Comendador da Ordem de Cristo (1940)

 Medalha do Instituto de Soccorros e Náufragos (1950)

 Medalha da Cruz Vermelha de Benemerência (1951)

 Medalha de Mérito Desportivo (1956)

 Instituição de Utilidade Pública Desportiva

Medalha de Bons Serviços da Federação Portuguesa de Ginástica (1963)

 Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa )1964)

 Medalha de Bons Serviços da Federação Portuguesa de Patinagem (1977)

 Membro Honorário da Ordem do Infante Dom Henrique (1981)

 Sócio de Mérito da Federação Portuguesa de Andebol (1982)

 Sócio de Mérito da Federação Portuguesa de Ginástica (1986)

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publicado às 04:21

Os magnatas do futebol (3)

Rui Gomes, em 28.12.12

 

Mansour Zayed Al-Nahyan

 

O clube fundado em 1880 como «St. Marks (West Gorton) e que em 1894 mudou o seu nome para Manchester City, é propriedade de Mansour Zayed Al-Nahyan (42 anos), membro da família real do Abu Dhabi, com uma fortuna estimada em 24 mil milhões de euros, que advem de envolvimento em petróleo, banca, seguros, produtos químicos e aviação. 

 

Em agosto 2008, com a situação financeira muito precária sob a liderança de Thaksin Shinawatra - ex-primeiro-ministro da Tailândia que assumiu controlo em 2007 por 100 milhões de euros -  o clube foi adquirido pelo «Abu Dhabi United Group» - consórcio com um estimado valor entre 790 mil milhões e 980 mil milhões de euros - por 270 milhões de euros. Houve uma imediata investida no mercado de transferências com a então aquisição recorde de Robinho do Real Madrid por 40 milhões de euros. No verão de 2009, mais de 130 milhões de euros foram despendidos nas contratações de Gareth Barry, Roque Santa Cruz, Kolo Touré, Emmanuel Adebayor, Carlos Tevez, Joleon Lescott, Vincent Kompany e Pablo Zabaleta. Em Dezembro desse mesmo ano, Mark Hughes foi substituído por Roberto Mancini. Sempre a investir, surgiram as aquisições de Gael Clichy, Sergio Aguero, Javi Garcia, Scott Sinclair, Maicon, Matija Nastasic e Richard Wright. Milhões em cima de milhões e mais milhões. Entre 1999 e 2011, o Machester City gastou cerca de 679 milhões na acquisição de jogadores e com a dúvida de sempre: Qual é o objectivo?...O retorno no investimento é realísticamente impossível. Será o simples prazer de andar na passarela mundial do futebol ou apenas mais um «brinquedo» para quem já tem tantos?...Há aqui um conceito que ainda não impressionou a mentalidade portuguesa: quem investe no «brinquedo» vai querer controlá-lo. Tão simples como isso!

 

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publicado às 22:33

Fim de semana do Sporting

Rui Gomes, em 28.12.12

Para o embate frente ao Rio Ave a contar para a Taça da Liga, Franky Vercauteren convocou os seguintes jogadores: Rui Patrício, Marcelo Boeck e Vítor Golas; Xandão, Marcos Rojo, Cédric Soares, Insúa e Eric Dier; Rinaudo, Carrillo, Ricardo Esgaio, Labyad, Capel, Adrien, Pranjic, João Mário, Jeffren e Zezinho; Ricky van Wolfswinkel e Valentin Viola.

 

* Relevo à chamada dos jovens da equipa B, João Mário e Zezinho e à permanência de Ricardo Esgaio.

 

 

Para o jogo a contar para 20.ª jornada da II Liga, no Estádio Municipal de Portimão, frente ao Portimonense, José Dominguez convocou 20 jogadores: Luís Ribeiro, Miguel Lázaro, Arias, Pereirinha, Tiago Ilori, Pedro Mendes, Tobias Figueiredo, Michael Pinto, Jorge Chula, Júlio Alves, Sunil Chhetri, Lucas Patinho, Diego Rubio, Iuri Medeiros, Armindo Bangna (Bruma), Nii Plange, Yang Ruan, Betinho e Gael Etock.

 

 

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publicado às 19:39

Franky Vercauteren: homem de respeito

Rui Gomes, em 28.12.12

 

É impossível não respeitar o homem Franky Vercauteren e louvar a sua maneira de ser e estar como treinador, neste caso concreto, do Sporting. Quando confrontado com a chegada de Jesualdo Ferreira, teve isto para dizer: «É alguém com quem se pode falar futebol, é essa a nossa paixão. Se falamos tentamos encontrar soluções para os nossos problemas. Falámos sobre a função de cada um no clube, está tudo a correr bem. Oxalá possamos encontrar, em conjunto, as soluções para o clube com a nossa qualidade e experiência. Para mim, o clube e os resultados são o mais importantes; não são o treinador ou o «manager».

 

Sobre as impróprias declarações do PMAG, respondeu: «O que as pessoas dizem não me importa, nunca sabemos quais são as suas motivações. Falei com o presidente e com o manager, e a mensagem é clara. Está tudo bem claro, apenas não quero que não me  digam a verdade. Se é verdade que Jesualdo Ferreira vai ser o treinador na próxima época, não sei. Mas não é essa a minha prioridade. A minha prioridade é perceber o que podemos fazer para melhorar a qualidade do Sporting. Se receasse pelo meu lugar não seria treinador. O mesmo se aplica aos jogadores que sentem receio com a chegada de outro. Tenho contrato e vou respeitá-lo a 200 por cento. É tempo perdido falar sobre este assunto. Juntos vamos tentar encontrar soluções para o Clube. Tenho de direccionar a minha energia nesse sentido, para o clube e para os adeptos.»

 

Talvez por este seu carácter e personalidade era conhecido por «O pequeno príncipe» enquanto jogador. É o tipo de homem que merece ter sucesso, porém, às vezes, o velho provérbio faz-se sentir: «Good guys finish last». Esperamos que não seja este o caso com Franky Vercauteren. Entretanto, que a dignidade da sua conduta sirva de exemplo aos papagaios e de mais pantomineiros da nação sportinguista. Como ele até já provocou um «soco no estômago», talvez que agora sirva como uma bem merecida bofetada sem mão.

 

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publicado às 15:58

De regresso ao trabalho

Rui Gomes, em 28.12.12

O treinador Franky Vercauteren, já a liderar os treinos após as mini férias de Natal, indicou que o planeamento do Sporting para a abertura do mercado de janeiro já foi devidamento elaborado, em conjunto com Jesualdo Ferreira e Godinho Lopes, e que os reforços pretendidos já estão identificados. Disse Vercauteren nesse sentido: «O treinador dá conselhos e expressa a sua opinião, mas há assuntos que dizem respeito ao Clube. Teremos de esperar até final de janeiro para responder correctamente a essa questão. No futebol, e não apenas no Sporting, tudo pode acontecer. Há jogadores que entram e outros que poderão sair. O importante agora é chegar aos alvos que pretendemos e ver o que será possível fazer.»

 

Pela reconhecida situação financeira e também pela incerteza quantos aos jogadores de saída, não é de esperar, em princípio, que o Sporting se movimente no mercado logo nos primeiros dias do ano, muito embora se admita, por razões óbvias, que esse seria o cenário ideal. Muito dá para perceber que Izmailov e Elias estarão no topo das preferências para saída, mas não se prevê solução fácil pelas circunstâncias dos jogadores. Um que é um reconhecido talento mas que pouco tem jogado, supostantemente pelas recorrentes lesões, e que provocará preocupação nesse sentido a quem o pretender. O jogador brasileiro porque não tem justificado o investimento nele feito e tem demonstrado má forma, quase toda a época. Pelo seu preço de compra e elevado salário, não deverá ser alvo muito apetecível no mercado.

Sem conhecimento de causa é missão complicada tentar antecipar o que a estrutura do futebol pretende, mas muito dá para perceber que as desejadas entradas - um avançado, um médio construtor de jogo e mais um defesa central, talvez - estarão dependentes das saídas e, sendo esse o caso, o Sporting não poderá reforçar a equipa logo no inicio do mês. Além disso, uma decisão terá de ser feita quanto a Xandão, já que a opção de compra - 3 milhões de euros - termina no fim do mês, Mesmo para um adepto mais conhecedor, é um caso conflituoso. É jovem, tem virtudes e possível margem de progressão, mas até ao momento não se pode afirmar que tem demonstrado ser daqueles que fazem a diferença. Neste contexto, o parecer do treinador é imprescendível. Outro caso muito em dúvida, é o possível regresso de Onyewu, pela forma como foi dispensado e pelos termos do seu empréstimo ao Málaga, que poderão ou não prever movimento em Janeiro. Esperar para ver...

 

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publicado às 15:18

Os sistemas tácticos de Vercauteren

Rui Gomes, em 28.12.12

 

Por estranho que pareça, há adeptos de futebol que mantêm um registo dos sistemas tácticos de treinadores, designadamente aqueles que militam nos principais campeonatos europeus. Um devoto sportinguista e regular comentador na blogosfera, teve a gentileza de me enviar o historial de François «Franky» Vercauteren, treinador do Sporting que, curiosamente, enquanto jogador, era conhecido por «o pequeno príncipe». 

 

Analisando apenas três dos seus consulados - Anderlecht, Selecçção da Bélgica e Genk - é possível verificar as suas preferências e também a sua diversidade, algo que ainda não demonstrou no Sporting, porventura, pela instabilidade da equipa:

 

* Anderlecht (Épocas de 20005/06 e 2006/07)

 

Enquanto neste clube, o registo indica claramente que privilegiava o jogo ofensivo, daí a sua maior preferência pelo sistema 4x3x3, embora tenha utilizado diversos outros, do 4x4x2 ao 3x4x1x2 e até o 4x1x3x2. Depreende-se que tinha um plantel com bons talentos, confirmado pela conquista do campeonato belga, entre outras competições, dois anos consecutivos.

 

* Seleccionador da Bélgica Interino (Maio a setembro de 2009)

 

- Com a equipa nacional privilegiou o 4x2x3x1 e o 4x4x2 com regularidade. Não verifiquei os adversários durante esse período, mas é lógico concluir, pelas suas precauções, que eram teoricamente superiores.

 

* Genk (Épocas de 2009/10 e 2010/11)

 

Neste clube, de dimensão inferior e onde o título não era exigido nem esperado - mas que foi inesperadamente conquistado - Vercauteren demonstra a preferência por um sistema mais defensivo, designadamente o 4x4x2 e o 4x2x3x1, apesar de terem existido jogos com outros variáveis.

 

Como qualquer treinador prontamente confirmará, mais importante do que a disposição táctica dos jogadores no relvado, é o seu movimento em função da estratégia de jogo e, evidentemente, as características dos adversários. Embora tenha a carta de treinador (incompleta), nunca exerci a função e não pretendo ser perito na matéria, salvo pela minha fascinação pelo desafio intelectual. A «bíblia» dos treinadores estipula que um técnico deve delinear o seu sistema táctico e modelo de jogo mediante as características dos jogadores à sua disposição. Esta consideração é somente teórica, já que a vasta maioria da profissão já tem um preconceito quanto à disposição de preferência e, então, procuram enquadrar os jogadores nesse sistema. Paulo Bento, a exemplo, enquanto no Sporting, utilizou quase exclusivamente o 4x4x2 - em losango - não só pelos jogadores à sua disposição mas também porque era essa a sua preferência, assente na sua personalidade como homem e enquanto jogador. Não tinha extremos que lhe permitissem utilizar o 4x3x3 e um que chegou a estar na equipa - Varela - foi prontamente dispensado por ele. Deve ser um desafio difícil para Paulo Bento na Selecção, considerando que os alas ao seu dispor quase não lhe dão opção.

 

Voltando a Franky Vercauteren, atrevo-me a sugerir que muito embora o Sporting da actualidade tenha diversos extremos, o sistema ideal não é, na minha opinião, o 4x3x3 que se tem utilizado quase exclusivamente. Isto, porque esse extremos - salvo Capel - não têm a capacidade para fazer a cobertura defensiva exigida com regularidade pelo uso do 4x3x3 e, também, pela ausência de um #10, acrescida por uma defesa muito permeável. Embora não seja fã do 4x4x2, será um sistema mais adequado a esta equipa ou, então, a minha maior preferência, o 4x1x3x2. Quatro defesas à escolha - não há muita, infelizmente - Rinaudo ou Daniel Carriço a trinco, três médios - dois com capacidade para dar cobertura ao campo inteiro e às manobras nos dois sentidos e o tal imprescendível #10. Com a saída da Matia Fernandez, contava-se com Izmailov, que raramente joga. Schaars é o outro médio e, porventura Capel mais na ala. À frente, Ricky van Wolswinkel suportado por Carrillo, Labyad ou Viola. Mas indiferente das opções pessoais do treinador, o sistema que mais promete, na óptica deste adepto, é definitivamente o 4x1x3x2. Claro, da bancada é tudo fácil...

 

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publicado às 04:11

Factos Sporting (25)

Rui Gomes, em 28.12.12

Segundo uma reportagem da BBC, o Sporting está num patamar superior ao Ajax: «O clube holandês é considerado um clube de topo na formação. Um estatuto apenas igualado pelo Sporting. Os «Leões» possuem, no entanto, uma Academia melhor apetrechada.»

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publicado às 04:11

João Pereira fala Sporting

Rui Gomes, em 28.12.12

 

Em uma entrevista concedida à SIC, João Pereira adiantou algumas bem ponderadas considerações, entre elas, que o Sporting deveria avançar para a renovação de Daniel Carriço. Na sua opinião - que se respeita - Boulahrouz deve estar a ganhar bem mais do que o seu ex-colega leonino, no entanto, entende ele, Daniel Carriço é melhor jogador e «tem tudo para ser um grande capitão.»

 

Já referi em um outro post, que apoio a ideia de renovar o vínculo contratual de Daniel Carriço. Não é - ou pelo menos não tem sido - um defesa central que faz a diferença, mas é um jogador polivalente de bom nível, que sabe ser Sporting pela sua formação no Clube. É evidente que se desconhece os valores que ele estará a exigir ou, até, como afirmou Manuel José, que o próprio jogador sente-se motivado a sair pela forma muito crítica como tem sido tratado pelos adeptos. De qualquer modo, adeptos ou não adeptos, o Sporting deve renovar com este jogador e espero que Jesualdo Ferreira venha a contribuír para uma melhor reflexão neste sentido.

 

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publicado às 04:10

Memórias - Yazalde «Chirola»

Rui Gomes, em 28.12.12

 

Hector Casimiro Yazalde (29/5/1946 - 18/6/1997)

Jogou no Sporting de 1971/72 a 1974/75

Realizou 131 jogos e marcou 126 golos

Bota de Ouro e Recorde Europeu em 1973/74

46 golos em 30 jogos

Bota de Prata em 1974/75 - 30 golos

Campeão 1973/74

Taça de Portugal 1972/73

 

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publicado às 04:10

Apenas mais uma breve observação

Rui Gomes, em 27.12.12

 

1) Quem é o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica?...Deconheço!

 

2) Quem é o presidente da Mesa da Assembleia Geral do FC Porto?...Desconheço!

 

3) Quem é o presidente da Mesa da Assembleia Geral do SC Braga?...Será o Mesquita Machado?...não tenho a certeza!

 

4) Quem é o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Vitória de Guimarães?...Desconheço!

 

5) Quem é o presidente da Mesa da Assembleia geral da Sporting SAD?...Penso que sei quem é, mas não tenho memória de o ouvir falar.

 

6) Quem é o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal?...É aquele que alguém, algures, denominou «o mais conhecido sportinguista em Portugal.» O facto de eu só ter ficado a saber da sua existência sportinguista há cerca de dezoito meses, através do programa televisivo onde ele se afigura como comentador, só serve para confirmar a «profundidade» dos meus desconhecimentos.

 

Dito tudo isto, também é possivel que seja eu que ando distraído quanto aos orgãos sociais dos outros clubes!!!

 

 

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publicado às 19:34

Sobre as declarações de Manuel José - que já comentei no prévio post, pelo menos as partes que entendi serem mais pertinentes - os periódicos desportivos cá do burgo adaptam manchetes diferentes para projectar o desejado sensacionalismo:

 

 

* «A Bola» - «Jesualdo colocou a carreira em risco. Izmailoz faz lembrar Aimar. Se sair, não se perde nada.»

 

* «Record» - «O Sporting não vai ser campeão com Jesualdo. Se Izmailov sair, não se vai perder grande coisa.»

 

* «Diário de Notícias» - «Manuel José percebe que os jogadores queiram sair de Alvalade e diz que não é impensável o Sporting descer de divisão.»

 

* «Correio da Manhã» - «Sporting pode descer de divisão.»

 

* «O Jogo - Jesualdo vai estragar a sua carreira e não devia ter aceite o convite do Sporting».

 

Concordei, completamente, com as suas apreciações mais enquadradas no foro técnico, já as que adianta sobre Jesualdo Ferreira - não obstante a incerteza quanto aos resultados da sua contribuíção ao Sporting - faz-me lembrar o mesmo Manuel José que criticou impiedosamente Paulo Bento, deixando a ideia de existir algum sentimento de rancor, porventura, por não ter sido convidado.  Convite esse, caso lhe tivesse sido endereçado, quero crer que teria aceite e, então, sem a preocupação de «estragar» a sua carreira. Quanto à comunicação social, cada periódico publica a sua interpretação do mesmo evento, por outras palavras. Nada de estranhar, portanto, como já há longo nos habituámos.

 

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publicado às 18:44

O que dizem eles

Rui Gomes, em 27.12.12

 

«Izmailov faz lembrar Aimar. São dois jogadores de qualidade, o Aimar tem mais, mas fazem dois ou três jogos e estão lesionados um mês. Não ponho em causa a qualidade de Izmailov mas há dois anos que devia ter saído. Não se perde grande coisa. Se sair para o FC Porto, ou para outro clube qualquer, não acredito que vá melhorar, já que as lesões têm sido um constante. Ter um jogador de qualidade que raramente joga, serve para quê?

Já a saída de Daniel Carriço, em final de contrato e já apontado como alvo do Benficas, não tem lógica. No entanto, compreendo as razões que o terão levado a querer sair. A agressividade e hos~tilidade do públco é permanente e um jogador quer ver-se livre daquilo. Por muito sportinguista que seja, isso deve passar para segundo plano, porque um jogador quer sentir-se confortável a jogar, que o apoiam e que pode errar. Não lembra ao diabo, uma equipa com cinco capitães quando nem um líder tem.»

 

-    Manuel José    -

 

Observação: Nem sempre vejo olho a olho com o ex-treinador do Sporting, mas nesta ocasião subscrevo, na íntegra, as suas declarações. Isto, porque são completamente racionais e sensatas, face aos factos à vista. A preocupação em Izmailov ir parar ao FC Porto provoca emoções conflituosas, pelo mais evidente, mas mantê-lo, praticamente sem jogar e a receber um elevado salário, também não é solução. A realidade nua e crua, pelo ponto de vista do adepto, analisando de fora para dentro, é que já nem sequer permite compreender se as constantes ausências do jogador russo se devem apenas a lesões ou a outras questões de foro menos transparente.

A situação de Daniel Carriço é significativamente diferente. Não gostaria de o ver saír do Sporting mas, como Manuel José indica, e bem, tem sido alvo frequente das impiedosas críticas dos adeptos, os mesmos que eventualmente criticarão a Direcção do Clube se ele tiver sucesso em um outro local. Entendo que muito além do seu reconhecido sportinguismo, ele é uma mais-valia para a equipa e que deveria permanencer. Desconheço o actual momento das negociações do seu contrato - se é que estão em curso - mas será mais um erro da estrutura do futebol permitir a sua desvinculação, sem compensação e, sobretudo, para o rival da Segunda Circular. Esta última consideração, dando credibilidade aos rumores que circulam na praça.

 

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publicado às 17:42

Messi recusa oferta dos russos

Rui Gomes, em 27.12.12

 

Segundo o que foi noticiado pelo periódico «Mundo Desportivo», Lionel Messi, enquanto negociava a renovação de contrato com o Barcelona, recebeu uma oferta astronómica de um clube russo - não identificado - de um salário de 30 milhões de euros anuais durante três anos. O Barcelona receberia 250 milhões pelos seus direitos desportivos e económicos. De acordo com o seu empresário e pai - Jorge Messi - a oferta nem foi considerada. A «pulga» acabou por prorrogar o seu vínculo com o Barça até 30 de junho de 2018, com um salário anual de 16 milhões de euros.

 

É perfeitamente compreensível Lionel Messi - ou qualquer outro jogador de topo - não querer ir para a Rússia. No caso do argentino, dificilmente ele jamais sairá do clube da Catalunha, pela improbabilidade de encontrar um outra equipa com um estilo de jogo detalhado quase exclusivamente para si e um campeonato onde seria tão «protegido» como é em La Liga. Por extraordinário que seja, o Mundo nunca saberá o seu valor fora do «milieu» onde foi formado e onde compete. Não o diminui, mas não deixa de levantar algumas interrogações.

 

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publicado às 14:28


O jornal francês «L'Équipe» anunciou esta quinta-feira o onze do ano no qual constam quatro jogadores do Barcelona - Messi, Jordi Alba, Xavi e Iniesta, outros tantos do Real Madrid - Cristiano Ronaldo, Iker Casillas, Sergio Ramos e Xabi Alonso, Philipp Lahm do Bayern Munique, o belga Vincent Kompany do Manchester City e o brasileiro Ramires do Chelsea.

Uma escolha não só discutível mas, a bem dizer, na opinião deste observador, que faz muito pouco sentido, salvo se o critério dá prioridade de preferência às conquistas asseguradas pelas equipas em que os jogadores competiram e não à sua prestação individual. Iker Casillas está longe de ser o guarda-redes que foi durante muitos anos, tendo pelo menos meia dúzia de outros que foram superiores, a exemplo de Joe Heart do Manchester City e Manuel Neuer do Bayern Munique. Sergio Ramos é um bom defesa central, mas muito faltoso e indisciplinado, que só no Real Madrid tem como seu superior Pepe. Jordi Alba, no seu primeiro ano a titular no Barcelona não merece a distinção sobre Marcelo do Real Madrid - não obstante a sua lesão - nem sobre Bale do Tottenham. Aceita-se a escolha de Xavi - para mim o jogador que devia ter ganho a Bola de Ouro há dois anos - embora a idade já se começa a fazer sentir e por muito bom que seja, já não joga ao nível que nos habituou. Vincent Kompany e Ramires poderiam ser substituídos por diversos outros. Robin van Persie, Radamel Falcão, Edison Cavani, David Silva, Bastian Schweinsteiger e Yaya Toure, só para nomear alguns também merecedores de consideração. É tudo muito subjectivo, obviamente, mas os únicos indiscutíveis são Cristiano Ronaldo, Messi e Iniesta, não por coincidência, os três finalistas para o prémio da Bola de Ouro, que, muito indica, vai ser entregue a Lionel Messi pela quarta vez.

 

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publicado às 13:59

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