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Figuras lendárias do Sporting

Rui Gomes, em 25.02.13

 

Mário Moniz Pereira e António de Almeida Bessone Basto, dois símbolos lendários do ecletismo do Sporting e aliados de José Couceiro.

 

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publicado às 23:10

Não era mera imaginação

Rui Gomes, em 25.02.13
 

Escrevi aqui no dia 22 do corrente que ou era a minha fértil imaginação ou haveria um «trunfo na manga» quanto à ausência de Augusto Inácio na lista dos 84 nomes de Bruno de Carvalho e a sua aceitação em orientar o Moreirense quando já se previam eleições antecipadas. Um dos cenários que eu então admiti, confirmou-se hoje, pela declaração do candidato, que o técnico integrará a estrutura do futebol caso ele vença as eleições. Além dele, ainda o ex-futebolista Virgílio Lopes - algo que já constava - e um terceiro elemento cujo nome não foi divulgado por ainda estar em actividade na Academia (ficamos nós admirados por informações saírem cá para fora). Não foi esclarecida a exacta função de Inácio, embora no último acto eleitoral estava destinado a ser o admnistrador-geral da SAD, posição, aliás, para a qual não se lhe reconhece o mínimo de competência.

 

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publicado às 22:46

O que dizem eles

Rui Gomes, em 25.02.13

 

«Temos de nos unir e transportar o nosso «know-how» para que o Sporting possa sair desta grave situação. Há vários cenários possíveis para a entrada de investidores na SAD, garantindo, todavia,os superiores interesses do Sporting que serão sempre salvaguardados. Um clube como o Sporting tem de ter a sua identidade perfeitamente definida e visível, sendo que o perfil, a postura e a atitude dos seus atletas, devem obedecer a critérios claros nas suas contratações. Não se pode repetir o que aconteceu nos últimos anos. Se estamos nesta situação deve-se a uma péssima gestão desportiva e não a falta de meios. Vai ser difícil e vamos ser contestados muitas vezes. Os nossos adversários querem a nossa divisão e teremos de estar unidos.»

 

-    José Couceiro    -

 

Observação: Análise realística e palavras sensatas de José Couceiro. Assim os sócios as compreendam, porque qualquer outra via através da «banha da cobra» é mais fácil de vender.

 

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publicado às 20:32

A diabolização patente

Rui Gomes, em 25.02.13

A estratégia eleitoral de Bruno de Carvalho e vassalos.

 

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publicado às 18:32

O que dizem eles

Rui Gomes, em 25.02.13

 

«O Sporting merece todo o meu respeito. É um clube com uns adeptos fantásticos e que não deviam estar a passar por este momento. Um grande Sporting faz falta e há milhões à espera que ele volte. Temos consciência que o momento não é bom e esperaremos que esta mudança se faça o mais rápido possível e consiga fazer com que o Sporting seja forte. É isso o meu desejo.»

 

«Quanto ao clássico, cada jogo tem a sua história. Vamos ter uma equipa muito jovem que se vai querer superar frente a uma que é mais experiente e dinâmica. Tudo pode acontecer. Não vai faltar motivação, já que nestes jogos a dificuldade para os treinadores têm mais a ver com questões de estratégia e organização. A grande diferença entre o FC Porto e o Benfica e as restantes equipa é má para o Campeonato português. Não podemos estar contentes por não termos um Campeonato competitivo.»

 

-    Domingos Paciência    -

 

Observação: Comentários do ex-treinador leonino à margem do Fórum do Treinador que está a decorrer em Guimarães, no âmbito da Capital Europeia do Desporto. Pela amabilidade das suas palavras, quase dá para pensar que está em linha para um regresso ao Sporting. Brincadeiras à parte, ainda bem que ele reconhece o que é o Sporting e o seu valor no futebol português. Quem gosta de futebol e não se deixa cegar pelo fanatismo clubístico, identifica a falta que um Sporting competitivo faz ao futebol português. Nunca saberemos o que poderia ter sido se ele tivesse continuado ao lemo do «leão», mas a vida está recheada destas incertezas.

 

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publicado às 17:58

Arsène Wenger: O génio do Arsenal

Rui Gomes, em 25.02.13

 

É uma história fascinante a de Arsène Weger, o francês que é o técnico do Arsenal desde 1996, considerado pelos entendidos como um génio do futebol. Estará agora a atravessar a época mais degradada desde que chegou ao clube de Londres, em que se encontra em 5.º lugar na English Premier Leaugue a 21 pontos do líder Manchester United, já foi afastado de todas as taças domésticas e depois da quase humilhante derrota a semana passada perante o Bayern Munique, também estará de saída da Champions. Para o agravamento do cenário, foi eliminado da Taça da Inglaterra pelo Blackburn Rovers da segunda divisão e da Taça da Liga pelo Bradford City da quarta divisão. Logo após o desaire frente aos alemães de Munique, a primeira acção de Stan Kroenke, o americano que é o accionista maioritário do Arsenal, foi de se apresentar no estádio perante a comunicação social e dar um voto de confiança ao seu treinador. Isto, apesar dos protestos dos adeptos, que já não campeões desde a época de 2003/04. Claro, o clube não depende de votos populistas para a sua gestão e quem manda é quem controla as finanças e, neste enquadramento, o Arsenal é 4.º mais valoroso emblema do Mundo, apenas atrás do Real Madrid, Barcelona e Manchester United.

 

Wenger, 63 anos, é natural de Strasbourg, França, e depois de uma carreira muito modesta como jogador tornou-se treinador, começando pelo Nancy-Lorraine onde permaneceu três épocas, seguido por sete no Mónaco e uma no Nagoya Grampuds Eight do Japão, antes de viajar para Londres. Já conquistou 3 títulos da EPL em 1997/98, 2001/02 e 2003/04. Quatro Taças da Inglaterra em 1998, 2002, 2003 e 2005 e outras quatro FA Community Shield em 1996, 1998, 2002 e 2004. Nunca venceu uma prova europeia, embora tenha chegado à final da Champions em 2006, onde foi derrotado no notório jogo com a arbitragem a conduzir o Barcelona à vitória por 2-1. Clama o recorde de jogos sem perder na EPL (49), entre Maio de 2003 e Outubro de 2004, incluindo a época invicta de 2003-04. Tem um outro recorde na Champions, época de 2005/06, com dez jogos consecutivos (995 minutos) sem conceder golos. Foi eleito o «Manager» do ano na EPL em 1998, 2002 e 2004 e é autor de um livro sobre gestão de futebol. É notalvelmente reconhecido pelo seu talento no desenvolvimento de jogadores jovens, o mais famoso dos quais tendo sido George Weah. Este, quando subiu ao palco para receber o prémio FIFA Jogador do Ano insistiu que Arsène Wenger o acompanhasse.

 

Um homem igualmente distinguido pela sua extraordinária visão do jogo e de princípios superiores que, nos anos de glória do Arsenal, apresentou o futebol mais espectacular jamais visto em terras de Sua Majestade.

 

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publicado às 17:01

 

Além da equipa principal, todos os escalões do futsal do Sporting lideram os seus campeonatos com um registo espectacular:

 

Juniores: 19 vitórias - 1 empate - 1 derrota - 171 golos marcados - 23 golos sofridos.

 

Juvenis: 20 vitórias - 2 empates - 1 derrota - 147 golos marcados - 34 golos sofridos.

 

Iniciados: 17 jogos / 17 vitórias - 155 golos marcados - 21 golos sofridos.

 

Infantis: 15 jogos / 15 vitórias - 121 golos marcados - 24 golos sofridos.

 

Benjamins: 15 jogos / 15 vitórias - 133 golos marcados - 9 golos sofridos

 

Resultados do fim de semana, na mesma ordem: Portela 2 Sporting 10 - Sporting 12 Real Buraca 2 - Real Buraca 2 Sporting 11 - Shotokai 1 Sporting 13 - Corvos XXI 1 Sporting 10.

 

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publicado às 14:24

Investigações futebolísticas

Rui Gomes, em 25.02.13

 

Segundo o jornal espanhol«El Confidencial», Pep Guardiola tinha uma agência de detectives privados ao seu serviço para investigar as actividades dos seus jogadores e que o técnico até lhes telefonava durante a noite para saber se estavam em casa. Alguns dos seus alvo mais referenciados eram Gerard Piqué, Ronaldinho, Deco e Samuel Eto'o.

 

Não deixei de dar um sorriso quando li isto, porque fez-me lembrar que quando foi noticiado que o Sporting fez ou tentou fazer algo semelhante, os incautos da praça ficaram todos escandalizados. Não há clube nenhum de alta competição - e não só - que não pratique qualquer acto de vigilância relativamente aos seus jogadores. Esta prática é «mais velha que a minha avó», como diz o povo, e só quem nunca andou no futebol e desconhece o seu quotidiano é que estranha actividades desta natureza. Nos meus «velhos» tempos, eu, ou alguém mandado por mim, não só telefonava como aparecia a bater à porta de casa, e não foi somente uma ou duas vezes que os apanhei a transgredir os regulamentos do clube, já para não evocar o bom senso.

 

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publicado às 11:35

Teatro de Operações Eleitorais (35)

Rui Gomes, em 25.02.13

 

Em resposta às críticas de Bruno de Carvalho, José Couceiro disse ao jornal A Bola que «A nossa campanha será pelo Sporting. Nós recusamos fazer uma campanha contra alguém, queremos fazer uma campanha pelo Sporting. Não há receitas milagrosas e o problema tem de ser resolvido por todos os sportinguistas. É importante o novo presidente devolver o orgulho aos sportinguistas. Agradeço a preocupação de Bruno de Carvalho. è um sinal de que somos uma boa equipa, estamos no caminho certo e quem está de facto no caminho da mudança somos nós. Quem não está habituado à competição fica nervoso muito cedo.»

 

Entretanto, Bruno de Carvalho fez mais algumas declarações interessantes: «Reuni-me com os bancos e tenho parcerias com bancos que estão disponíveis para avançar, mas que sabem perfeitamente que quem manda sou eu.»

 

Depreende-se, portanto, que não há investidores, mas sim mais bancos. A título de curiosidade, e não só, os sócios do Sporting gostariam de saber quais são os bancos que formaram parcerias com Bruno de Carvalho.

 

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publicado às 11:17

 

Está visto que vai ser mais do mesmo, todos os dias, da parte de Bruno de Carvalho. O candidato que já anda em plena campanha por Portalegra, Évora, Castro Verde e Olhão, mas quando questionado sobre as suas soluções para o Sporting, responde que a campanha só começa no dia 27, aparenta ter uma única estratégia: diabolizar Godinho Lopes. Na sua óptica, será por esta via que conseguirá os votos para vencer as eleições e não através das explicações que os sócios esperam ouvir dele e que o Clube necessita.

 

Não sei bem ao que se refere, ou a quem, quando disse: «Não se pode ser aldrabão só quando somos candidatos. Vivi com tranquilidade durante dois anos, mas os ataques pessoais voltaram assim que anunciei a intenção de me candidatar. Há dois anos enganaram alguns sócios, mas agora não o vão conseguir.»

 

Em primeiro lugar, qualquer menos agradável reputação sua manteu-se intacta durante os dois anos que refere e era reavivada pelas suas frequentes intervenções públicas - comunicação social, redes sociais, blogosfera, etc. - enquanto da sua liderança da conspiração para destabilizar o Conselho Directivo e Godinho Lopes. Fez centenas de comentários no Facebook e apareceu a criticar quase sempre que o Sporting fez um mau resultado. O que ele era há dois anos e desde daí, ainda é hoje, seja o que for.

 

Qual será a origem destas alegadas acusações de «aldrabão» e porque é que está assim tão preocupado com elas ?

 

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publicado às 10:52

Teatro de Operações Eleitorais (33)

Rui Gomes, em 25.02.13

 

Pelos vistos, os três candidatos encontraram-se este domingo quando foram assistir ao jogo de futsal entre o Sporting e o Modicus. Disse Carlos Severino: «Encontrei os outros dois candidatos o que foi óptimo porque serviu para trocar impressões. Mas isto não quer dizer que existam aproximações entre nós. O que há é uma frente em comum na qual estamos juntos contra as posições do actual presidente, que são inacreditáveis. Godinho Lopes veio dizer nos jornais para trazermos dinheiro e eu pergunto: onde está o dinheiro do orçamento que foi previsto e entregue à CMVM ? E onde estão as receitas previstas pelo mesmo orçamento até ao final da época ? Godinho Lopes foi muito infeliz nestas tomadas de posições.» 

 

Sinto imensa dificuldade em começar a compreender o raciocínio de Carlos Severino e se os outros dois pensam do mesmo modo, o futuro não é muito promissor. Com que então, a «frente» em que estão juntos não é a resolução do estado extremamente frágil do Sporting, a «frente» é criticar o presidente que renunciou ao cargo porque foi obrigado a fazê-lo, contra vontade do próprio. Este entregou um documento aos três candidatos a explicar a situação actual do clube e o Conselho Fiscal tem em seu poder toda a informação que os candidatos possam desejar ver, se a pedirem, e a opção de Carlos Severino é ir perante a comunicação social fazer queixas.

 

Todas as pessoas sensatas - salvo alguns cínicos que já li e que se evidenciam pela pequenez que lhes é reconhecida - compreenderam que a mensagem do presidente demisssionário era fazer sentir as necessidades de tesouraria e alertar para os candidatos se prepararem com soluções no curto prazo. Este cenário já se arrasta há algum tempo e, por lamentável que seja, não é novidade alguma. Começamos a ficar com a ideia que pelo menos dois dos candidatos - pelas suas declarações públicas - estão mais focados em diabolizar Godinho Lopes e em apontar as culpabilidades do passado do que apresentar soluções para o futuro. É assim que pretendem governar o Sporting se chegárem a assumir o poder ?

 

Com a insistência na saída «urgente» do presidente, repetida inúmeras vezes por todos os cantos onde havia audiência, fica-se com a sensação, agora, que confrontados com essa realidade, pretendem que ele ainda permaneça mais algum tempo e que, mesmo no seu actual severamente condicionado estado, deixe tudo resolvido antes de efectivamente sair. Deviam ter pensado nisso antes de marcarem as eleições antes do final da época, sabendo, muitíssimo bem, que existiam problemas de tesouraria e que uns quantos milhões iriam ser necessários durante este período. Se a campanha continuar neste tom, dá para duvidar que se ouça uma única proposta credível para a recuperação financeira e estrutural do Sporting.

   

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publicado às 01:46

Preso por um fio

Rui Gomes, em 24.02.13

 

Li um artigo de opinião por Nuno Farinha, no Record, sobre a situação actual do Sporting, com o qual concordo na íntegra. Do mesmo escolhi dois parágrafos que me parecem mais pertinentes à discussão do momento:

 

«É muito fácil apontar o dedo e identificar as fragilidades mais gritantes deste Sporting que se arrasta penosamente no campeonato. Difícil, mesmo, é perceber onde começou o problema e quem mais contribuiu para o caos em que os leões de encontram mergulhados.»

 

O discernimento de Nuno Farinha é justíssimo mas de complexa explicação, já que a verdadeira origem do problema já tem anos de existência e não se deve apenas a um só factor ou a um só grupo de dirigentes. A crítica mais em voga, no que ao mais recente estado das coisas concerne, aponta o dedo a Godinho Lopes, tendo sido ele a figura da liderança do Clube neste período. Muito embora se compreenda o raciocínio, é um diagnóstico simplístico de mais, mesmo considerando a sua responsabilidade, como presidente, uma vez que os verdadeiros obreiros da obra desastrosa foram Luís Duque e Carlos Freitas. Um planeamento que pecou logo à partida e que até poderia ter tido recuperação, na minha opinião, salvo pela contratação de Ricardo Sá Pinto, pela demissão de Domingos Paciência. Nunca saberemos se este teria conseguido inverter o momento da época que precipitou a sua saída - admitindo, ainda, a existência de qualquer outro factor de força superior - mas a estrutura da equipa foi sendo destruída, aos poucos, até se chegar à final do Jamor. A preparação para a nova época foi nada menos do que desastrosa e o curso ficou, desde logo, irreversível. Neste entretanto, intervem o presidente, directamente, num acto de desespero, e sem conhecimentos suficientes, na tentativa de recuperar o terreno terdido e corrigir os erros cometidos. Muito pouco para tanto e chegou-se ao momento actual. A história vai julgar o mandato de dois anos de Godinho Lopes pelo todo da situação em que o Sporting se encontra, mas a causa, à raiz, é somente a competitividade da equipa principal de futebol. Tudo o resto são consequências que daí surgiram em cadeia.

 

«Bruno de Carvalho e José Couceiro, os mais fortes candidatos à sucessão de Godinho Lopes, corem o sério risco de assumir a liderança do Sporting e serem confrontados com uma ainda mais violenta realidade do que imaginavam: sem UEFA, não só há perda de receita como se torna mais difícil qualquer negociação com jogadores ou treinadores. O pesadelo não tem fim.»

 

Nuno Farinha também tem razão neste aspecto da sua análise, embora, a bem dizer, a não participação nas provas europeias só provoca uma perda significativa de receita no que à Champions concerne, a Liga Europa relaciona-se mais com questões de imagem e marketing. Dando-se essa eventualidade - e pelo andar das coisas, é muito provável - o único positivo entre o vincado negativo, é o novo líder poder elaborar um trabalho de reestruturação sem a pressão inerente aos resultados das provas da UEFA. O impacto que esta disposição terá na qualidade do plantel, dependerá, obviamente, dos recursos financeiros disponíveis e da visão do novo líder sobre o curso futebolístico a abraçar. O poder de negociação para a saída de activos será reduzido significativamente e a entrada de outros, com nível acima da média, é extremamente duvidoso. Muito, se não tudo, aparenta estar preso por um fio, e só resta esperar que os sócios saibam escolher bem o novo líder e que este, uma vez em comando, saiba e possa levar o barco a bom porto.

 

Muito por tudo isto e mais - sempre reconhecendo o estado das coisas - é que eu combati a oposição destrutiva que se fez sentir dentro e na periferia do Sporting nestes dois últimos anos. Unidos poderemos resolver muito, se não até tudo, divididos só contribuiremos para o agravamento da situação. Lamento que tantos nunca tenham reconhecido esta preponderante consideração, pela obcecação do deitar abaixo de pessoas e, inevitavelmente, por natural associação, do Sporting.

 

 

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publicado às 22:57

O que se pretenda das eleições

Rui Gomes, em 24.02.13

 

Pela minha reconhecida frontalidade e sentido metodológico, tendo tentar sempre simplicar questões e ir directamente ao alvo das considerações que eu entendo serem mais pertinentes e importantes. Os três candidatos à presidência do Sporting terão, de certo, os seus respectivos programas eleitorais - Bruno de Carvalho, com dois anos de preparação até já apresentou o seu - através do qual divulgarão a generalidade dos seus objectivos, estratégias de gestão, calendarização de certos e determinados projectos e, tudo, com o adorno floral que visa seduzir o voto do sócio.

A exemplo do que Bruno de Carvalho apresentou, acho um desperdício total apresentar um programa que lista 120 medidas assentes em sete pilares de condução. Isto, porque sinto que o sócio quer ouvir menos e com mais qualidade, ao que concerne os principais desafios que confrontam o Sporting nesta muito complicada fase da sua vida. Não presumo falar por mais ninguém, mas estas são as questões fundamentais que eu pretendo ver esclarecidas pontualmente e em contexto factual:

 

1 - Quem são os elementos da equipa do candidato, uma sinopse biográfica de cada elemento, as suas habilitações e competências relativamente às funções que pretendem exercer no Sporting e o historial, se algum, da sua ligação ao Clube. Entre tudo, o suficiente que me permita avaliar os seus carácters, para mim, o pormaior factor de consideração.

 

2 -  Descrição factual dos recursos à mão para permitir ao candidato enfrentar e resolver os problemas de tesouria, no imediato, e o seu plano quanto à recuperação financeira do Clube, médio e longo prazo, inclusive de potenciais investidores.

 

3 - A visão geral do candidato sobre o todo do futebol do Sporting, a pessoa ou pessoas destinadas a assumir a liderança da SAD e as suas competências para o efeito. A recuperação competitva da equipa principal, especialmente se for alegado que o objectivo é reduzir custos, e o parecer sobre a continuidade de Jesualdo Ferreira. No contexto estrutural da SAD, quero que cada candidato assume uma posição quanto à eventualidade de o Sporting manter, ou não, a sua posição maioritária na mesma e se a opinião expressa for no sentido de manter, explicação factual e detalhada dos veículos visados para atrair o tão necessitado investimento.

 

É só isto que eu pretendo saber. Tudo o resto: pavilhão, canal televisivo, marketing, etc., etc., por importante que seja, são questões colaterais e eventualmente inconsequentes se as soluções adequadas para os problemas prioritários não forem encontradas. O pior que poderemos fazer é deixar-nos seduzir pela venda da «banha da cobra», através dos discursos recheados de demagogia populista e vazios de real substância.

 

À excepção da falange militante que acompanha Bruno de Carvalho - essa já tem um pré-conceito bem formado e nada a moverá - quero crer que a vasta maioria de sportinguistas vai procurar, atentamente, separar o joio do trigo, com o intuito único de reencaminhar o Sporting no rumo certo. Este acto eleitoral, pela situação do Clube, poderá muito bem ser o mais importante da sua história, e só lamento não se verificar mais uma ou duas candidaturas de «peso», que eu esperava ver e que se manifestam, expressivamente, pelo seu silêncio e ausência.

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publicado às 18:18

Perdoem-me, mas não compreendo

Rui Gomes, em 24.02.13

 

Perdoem-me, mas passam-se coisas no nosso Sporting que não consigo compreender, mesmo reconhecendo que não tenho conhecimento de causa total. Estiva a assistir à excelente vitória da equipa B sobre o Freamundo (5-1) - dois soberbos golos de Ricardo Esgaio - e fui novamente supreendido por ver Pedro Mendes, não só a entrar nos onze iniciais - jogou os 90 minutos - como ainda com a braçadeira de «capitão».

Ou é uma história muito mal contada - e se assim é, o Sporting tem o dever de clarificar - ou, então, obedece a critérios que me ultrapassam completamente. O todo da contenda, como já aqui escrevi, centra-se na sua má fé em siimular a renovação do seu contrato com o Sporting e, em segredo, negociar uma ligação ao Parma que o verá sair no final da época, a custo zero. Tudo indica que o foi noticiado corresponde inteiramente à verdade, já que abordei a temática na minha usual coluna do Jornal do Sporting esta semana, e não só não foi contrariedade - já que foi publicada - como até, a parte em que eu sublinhei que Pedro Mendes nunca mais deveria envergar a camisola do Sporting foi dada realce especial.

Com tudo isto, continua a jogar e como «capitão» da equipa, um exemplo a seguir, sem dúvida alguma. Não dignifica o Clube, esta situação ! E...se estou errado, agradeço que me corrigem, para evitar más interpretações.

 

 

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publicado às 16:43

O futsal continua imparável

Rui Gomes, em 24.02.13

 

A equipa principal de futsal do Sporting continua imparável, assegurando hoje, na recepção ao Modicus, a sua 18.ª vitória em tantos jogos, derrotando o 8.º classificado visitante por 6-1. O golos dos leões foram apontados por Divanei, Cai Japa, Deo, Alex, Djô e Paulinho.

O Sporting mantem a incontestável liderança do Campeonato Nacional, com 54 pontos, a 9 pontos do 2.º classificado Benfica e a 14 pontos do terceiro Fundão.

 

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publicado às 16:00

Um dos «Monstros Sagrados»

Rui Gomes, em 24.02.13
 

Hilário da Conceição é um dos «Monstros Sagrados» do Sporting, sendo ainda hoje o futebolista com mais jogos realizados na equipa sénior. 627 no total. O Jornal do Sporting desta semana publica uma sinopse biográfica e entrevista com este lendário jogador do Sporting e da Selecção Nacional.

Diz ele: «Corro todos os dias às sete da manhã, na Quinta das Conchas, durante uma hora e vinte. Ao todo são 10 quilómetros todos os dias. O resto do tempo é passado em convívio com os amigos, em cafés nas imediações do Estádio José Alvalade. E a seguir ao almoço, um pequena sesta é sagrada. Tenho uma vida descansada. Não me posso queixar.» 

Estou aqui com o Hilário na tribuna do antigo estádio, salvo erro em 1993, era Bobby Robson o treinador do Sporting.

 

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publicado às 12:00

Teatro de Operações Eleitorais (32)

Rui Gomes, em 24.02.13

 

Ainda se dá os primeiros passos na campnaha eleitoral - pese esta só começar oficialmente no dia 27 - e já dá para compreender que a estratégia de Bruno de Carvalho vai ser continuar a diabolizar Godinho Lopes e apontar culpabilidades ao passado para distrair atenções. O candidato deslocou-se ontem aos núcleos de Portalegre e Évora onde afirmou: «A única pessoa que está freneticamente em campanha, não sendo candidato, é o engenheiro Godinho Lopes.» 

 

Quando questionado sobre a necessidade de 25 milhões de euros até ao fnal da época, respondeu: «Alertei que iam começar as chantagens e eu não as admito. Essa é a uma chantagem para se tentar condicionar e para que as pessoas fiquem indecisas.»

 

Depreende-se, portanto, segundo ele, que não são necessários os 25 milhões, que é somente uma «chantagem» da parte de quem não é candidato, mas que «anda freneticamente em campanha». Há aqui algo que não bate certo, especialmente considerando que a questão das verbas já foi anunciada há meses, salvo erro em Setembro. Aliás, nessa altura até era mais elevada.

 

Quando questionado sobre as suas soluções para resolver a situação financeira respondeu: «Falarei sobre a situação financeira a seu tempo, até porque a campanha ainda nem começou, só no dia 27.»

 

Chama-se isto uma não resposta. Anda factualmente em campanha, mas perante as preocupações dos sportinguistas sobre o estado financeiro do clube a sua única resposta é dizer que não fala agora porque a campanha só começa no dia 27. Pois...

 

Pelos vistos vamos ter um mês disto e muito mais para preencher as nossas vidas, sem ser possível «mudar de canal».

 

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publicado às 11:29

Potencial de conflito

Rui Gomes, em 24.02.13

 

Como já é do conhecimento público, Luiz Godinho Lopes enviou um carta a Eduardo Barroso comunicando-lhe a sua intenção de cessar funções na data do acto eleitoral, 23 de Março. Consta que este lhe pediu para ficar pelo menos até ao fim do mês para permitir a preparação dos eleitos para assumir funções, assim como o acto da  tomada de posse, consideração que foi prontamente rejeitada pelo presidente demissionário.

 

Os Estatutos do Sporting Clube de Portugal estipulam o seguinte sobre matéria desta natureza:

 

Artigo 38.º (Renúncia)

 

2 - O efeito da renúncia não depende de aceitação e produz-se no último dia do mês seguinte àquele em que for apresentada, salvo se entretanto se proceder à substituição dos renunciantes.

 

3 - Todavia, se a renúncia, individual ou colectiva, constituir causa da cessação do mandato, a renúncia só produzirá efeito com a tomada de posse dos sucessores, salvo se entretanto for designada a comissão de gestão ou de fiscalização, ou ambas, nos termos dos presentes estatutos.

 

Artigo 46.º

 

5 - A investidura no exercício dos cargos terá lugar nos 15 dias seguintes ao do termo do acto eleitoral, em sessão a conduzir pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral e a realizar na sede do Sporting Clube de Portugal.

 

Resumindo e concluindo, o que os Estatutos aparentam exigir é que o Conselho Directivo, o Conselho Fiscal e Disciplinar a a Mesa da Assembleia Geral permaneçam no activo até à tomada de posse dos seus sucessores, num período que poderá extender-se até 15 dias. Por outras palavras, poderá ser exigido que Luiz Godinho Lopes só saia quando o novo presidente assumir o cargo oficialmente, dentro do supracitado prazo.

 

Claro, exigências estatutárias não obstante, Godinho Lopes poderá simplesmente optar por não seguir a letra dos termos. Além do mais, e porventura de maior importância, qual é o benefício para o Clube em o presidente demissionário prolongar o seu exercício, uma vez que as circunstâncias condicionam a sua esfera de actividade quase totalmente ?

 

Já que os elementos da Mesa da Assembleia Geral foram tão «aptos» a decidir tanta coisa, este cenário apresenta apenas mais uma decisão que, no final das contas, foi, em muito, provocada pelos próprios.

 

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publicado às 03:15

Pedreiro precisa-se

Rui Gomes, em 23.02.13

 

Perguntaram recentemente a Cristiano Ronaldo o que seria se não fosse futebolista. Eis a sua resposta:«Não sei... não sei fazer mais nada... empregado de alguém nas obras (construção civil), como os meus irmãos.»

 

Pedreiro precisa-se...mas atenção, com um salário de 12 milhões de euros anuais - fora ameaços - este «trabalhador» vai custar cerca de 6 mil euros à hora ao empreiteiro que o empregar.

 

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publicado às 22:34

As grandes penalidades na Liga

Rui Gomes, em 23.02.13

 

O FC Porto é a equipa que mais beneficiou de grandes penalidades na Liga, com 9, 5 marcadas e 4 falhadas. Seguem o Benfica e o Vitória de Guimarães com 8 cada, mas com a diferença que a equipa da Luz converteu 7 - 6 por autoria de Cardozo - e falhou somente uma, enquanto que os vimarenenses marcaram 4 e falharam 4. Segue o Estoril com 6 marcadas e nenhuma falhada, todas pelo luso-canadiano natural de Toronto, Steven Vitória. O Sporting teve três ocasiões da marca da grande penalidade - a última contra o Estoril - e falhou as três, por Ricky van Wolfswinkel. O Paços de Ferreira é a única equipa que ainda não viu um único penálti assinalado a seu favor.

 

Na época de 2012/13 já foram assinaladas 67 grandes penalidades na Liga portuguesa; 50 foram concretizadas - 74.6 por cento.

 

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publicado às 21:40

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