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O Sporting é um presente envenenado

Drake Wilson, em 20.01.17

 

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No dia que se apresentou como candidato oficial à presidência do Sporting, Bruno de Carvalho trouxe consigo a entusiasmante sensação de novo sangue e novas ideias, onde se elogiava no debate o seu conhecimento aprofundado sobre o estado do Clube. O jovem candidato, de discurso objectivo e argumentos fechados (os pontos de acusação à anterior gestão eram evidentes e factuais), em tudo beneficiou do questionável status operativo de Godinho Lopes: desportivamente e financeiramente, embora não estando necessariamente à deriva, o Sporting resumia-se a uma estratégia já esgotada. Restava apenas o último bastião do engenheiro Godinho Lopes – a reestruturação financeira do Clube, prestes a desenhar-se por aqueles que mais tarde a concluiriam.

 

“Mãe, tive um 20 a Matemática…”

 

Este tema da “reestruturação financeira” do qual o universo sportinguista acredita ter conhecimento, é para além de vago, sobejamente discutível. Dissimula um rol de ligações sigilosas e quase clandestinas do qual o Clube viveu entre 1984 e 2015, onde todos os Presidentes (sem excepção) desfrutaram ou fizeram parte. A imoralidade do acto constata-se quando, tanto os conhecedores do processo de revitalização do Clube como os maiores ou menores accionistas dos principais credores do Sporting, assumem e aceitam que saíram a perder, de uma forma ou de outra. O leitor, que a título de exemplo detém uma participação nas entidades bancárias através de qualquer aplicação de capital investido, simplesmente desespera pela remuneração do mesmo enquanto o BCP transforma em activo mais de 50 milhões de dívida que o Sporting tem para com esta entidade. Ao proceder deste modo, a Banca nacional beneficia do descalabro do panorama económico português, ávido de se entregar ao capital privado estrangeiro para própria salvação. Agradeceu o Dr. Carlos Costa e o Banco de Portugal, assim como a própria Comissão de salvação nacional (a TROIKA). E agradecem todos os ingleses que validaram o Brexit, que simplesmente se recusam continuar a apoiar o regabofe que existiu durante mais de 40 anos no sector bancário dos países economicamente mais frágeis e sujeitos a uma “gestão de lobby” dos seus próprios governantes.

 

A Saber…

 

– A Banca prejudicou o Sporting quando decidiu transformar uma dívida incobrável em activo próprio. Qual manual “Como Transformar Passivo Em Activo Em 5 Minutos”, usou tal engenho para se mostrar às Agências de Ratings mundiais, afim de melhorar a sua cotação de “Lixo” para “Um-Pouco-Mais-Do-Que-Lixo”.

 

– Para alguns, as aparências são fundamentais. Estas medidas revelaram-se de fútil utilidade à Banca no que objectivava uma demonstração de “recuperação” ao investidor internacional. Porém, útil à Direcção do Sporting: vociferou-se uma “recuperação” financeira do Clube aos seus associados, e quase todos engoliram.

 

– Em 2013, Bruno de Carvalho prejudicou o Sporting para beneficiar a sua estratégia falida de “investidores”, quando obrigou a Banca a fazer o papel de “russo”, exigindo não as verbas acordadas entre estes e o Clube afim de garantir solvabilidade do nosso emblema até ao fim da época, mas o suficiente para pagar ordenados elevados e investir em atletas na época seguinte, tal como se dizia capaz pelos próprios meios. O resultado, é este: 3 treinadores no Futebol, pouco acerto em contratações e o plantel que temos.

 

– O Sporting vai proceder a um aumento de Capital tendo em vista uma futura “Operação-Harmónio”; os Sócios que estejam atentos.

 

– Pedro Madeira Rodrigues – ou qualquer outro candidato que entretanto surja – não poderá usufruir destas acrobacias que tanto ajudaram à criação de um mito. 2013 era o momento para alguém cair na lama e alguém brilhar. Hoje, o Sporting para além de estar penhorado, está de mão atadas o que respeita à sua independência financeira.

 

– Os leitores devem evitar procedimentos, argumentos e debates heróicos ao compararem períodos homólogos de trimestres, semestres ou anuais de Relatório & Contas do Sporting. Devem utilizar sim ferramentas ao dispor de Economistas (ex: o índice de Sharpe) úteis para combater a demagogia perante plateias. O Rácio de Solvabilidade do Sporting é miserável, depende de uma economia que não a sua. Se o Sr. Carlos Vieira estiver disposto a rebater esta realidade na nossa caixa de comentários (e não como os habituais comentadores/economistas de vão-de-escada que surgem munidos dialéctica de jornal desportivo), será bem-vindo.

 

“Mãe, tenho um Curso de Gestão de Empresas…”

 

Um dos maiores problemas no nosso País é a Dissonância Cognitiva que existe entre o querer e o poder. É a profissionalização do Lobby nas instituições que deveriam servir as causas e não os seus próprios executivos. É a dificuldade em ler contratos e respeitar cláusulas. É a dificuldade em executar dentro dos parâmetros, sem excepções. É a dificuldade em planificar e estruturar. É o acreditar que somos os melhores do mundo a desenrascar, acreditando tal como o Sapateiro que também é Político nas horas vagas, que percebemos de tudo um pouco. Este é igualmente um dos problemas que sempre existiu no Sporting, e continua insistentemente a existir.

 

Bruno de Carvalho, para além de não ter resolvido os problemas estruturais do Sporting neste mandato, delapida continuamente a sua capacidade autónoma de decisão como Presidente, associando-se exclusivamente a um caminho pessoal e intransmissível do qual o Sporting penou no passado, hoje personificado pelo próprio e pelo treinador. Para a dimensão do nosso Clube, convenhamos que depositar a fé em apenas 2 interpretes é manifestamente pouco – num Sporting de vídeo-jogo até poderia resultar, mas nunca na instituição real. Pode o leitor esclarecer-me como se controla num video-jogo apenas metade de uma equipa a agradecer aos adeptos no final do último jogo, com um presidente perdido ao lado destes? O “modelo-Carvalho” está esgotado, porque pura e simplesmente falhou. Para quê fazer disto um drama? Se somos do Sporting, só não podemos é continuar a tolerar mentiras. Seja a este, seja ao próximo, seja a qual presidente for.

 

“Mãe, afinal estava a sonhar…”

 

O Clube está num estado tóxico, embrionado numa utopia de emoção e demagogia, do qual nenhum de nós se orgulha. Os mais racionais já não sabem o que sentem ou o que pensam acerca deste momento. Os energúmenos pedem aos pobres jogadores que “joguem à bola” tanto quanto o “desliga essa m…” para os operadores de órgãos de comunicação. O Clube está em Black-Out, mas procede ao levantamento do mesmo, afim de publicar romances pelo Facebook. Bruno de Carvalho gesticula para César. Octávio olha e sorri. Até o Saraiva já fuma cigarro electrónico. Um Clube moderno portanto, à imagem de Homero e da sua Odisseia. 

 

A manutenção do perfil organizacional e estrutural do Sporting a médio-longo prazo depende não apenas do seu comportamento como actor económico na próxima década, mas de um definitivo amadurecimento desta “criança-que-existe-em-nós”. O estado de graça das presidências no Clube estão a durar cada vez menos, porque é tudo “mais-do-mesmo”, é tudo uma mentira que nem de organizada se define. Como se atrai investidores, se nem homens de excelência o Sporting atrai para o ajudar? O Sporting tem de abolir estes regimes presidencialistas de “salvação” e permitir ao invés que se desenvolvam comissões administrativas por excelência, nomeadas por capacidade comprovada nos sectores dos quais o Sporting precisa. 

 

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publicado às 11:00

 

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Bruno de Carvalho em entrevista à TSF, considera que apenas foram falhados dois objectivos da época e que o actual momento da equipa não prejudica a sua recandidatura:


«O que há a fazer agora é trabalhar bastante para aquilo que é o último objectivo da temporada. Estou triste, frustrado. Tinha, enquanto sportinguista, outra expectativa, mas não me parece que o momento da equipa condicione absolutamente nada a candidatura.

 

É uma época que está a ser muito mal conseguida ao nível do futebol, mas o Sporting é muito mais. Não me estou a esconder de nada, atenção. Não estou a ver nenhum candidato a candidato, a não sermos nós, a falar das modalidades, do pavilhão, do facto do clube só ter dado lucro desde que chegámos, de termos um resultado sempre positivo da SAD menos em duas semanas por uma questão estratégica de fazermos as duas maiores vendas do Sporting.

 

Nas últimas três semanas o Sporting acabou por ser afastado de dois objectivos e não estávamos de todo à espera [taças]. Está difícil e temos de nos concentrar no último objectivo que nos resta. Ao contrário das expectativas de todos, falhámos dois objectivos».

 

Portanto, fomos afastados de forma deveras precoce tanto da Champions como da Liga Europa, fomos eliminados da Taça de Portugal e da Taça da Liga, e com 17 jornadas da Liga realizadas estamos em 4.º lugar, a dois pontos do SC Braga, a quatro do FC Porto e a oito do líder Benfica.

 

Conclusão à conveniência do momento: só se falhou DOIS objectivos e o Sporting não é só futebol !?!

 

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publicado às 10:26

Repórter da Semana

Rui Gomes, em 20.01.17

 

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 Por ser tão popular - por razões óbvias - eis a terceira edição de Marisol Gonzalez, a bela repórter e apresentadora de televisão que eu "descobri" durante o Mundial 2014. Agora de 33 anos, natural de Terréon, México, tem marcado presença em vários dos principais eventos desportivos do Mundo, ao serviço da Televisa Deportes.

 

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publicado às 03:45

 

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Pedro Madeira Rodrigues, candidato à presidência do Sporting, apresentou, esta quinta-feira, a sua equipa e respectivo projecto para a ida às urnas, agendadas para o próximo dia 4 de Março.

Entre os escolhidos por Madeira Rodrigues, destaque para alguns nomes que já fizeram parte das listas de Bruno de Carvalho, casos de Rui Morgado, ex-vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral da SAD de BdC, e Vítor Ferreira, antigo vice-presidente da Direcção.

 
José Moniz Pereira, filho de Mário Moniz Pereira, o 'Senhor Atletismo', também figura no organograma, como número 1 do Conselho Leonino.

Conheça a equipa de Pedro Madeira Rodrigues:

Presidente – Pedro Madeira Rodrigues
Presidente da Mesa da Assembleia Geral – Rui Morgado
Presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar – Filipe Marques
Primeiro da Lista do Conselho Leonino – José Moniz Pereira

Vice-Presidente Modalidades – Mário Saldanha
Vice-Presidente Finanças – Pedro Rebelo Pinto
Vice-Presidente Relações Institucionais – Victor Ferreira
Vice-Presidente Núcleos, Delegações e Filiais – Rogério de Brito
Vogal Sócios/Relações Humanas – Susana Cabral
Vogal Grupos Organizados/Adeptos – Bernardo Mendes
Vogal Responsabilidade Social – Luís Figueiredo
Vogal Marketing e Comunicação – João Alvim
Vogal Património – José Pedro Rodrigues
Vogal Jurídico – Domingos Cruz
 

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O programa eleitoral de Pedro Madeira Rodrigues divide-se em oito áreas, cada uma delas com 8 pontos. No futebol e formação, o candidato promete o seguinte:

 

- Nova estrutura para o futebol, "aproveitando as melhores práticas mundiais".

Rigor nas contratações, "com base num departamento de prospecção que inclui metodologias que acrescentem maior certeza nas avaliações", ao mesmo tempo prevê a normalização "da relação com os agentes desportivos".

 

- Contratos com forte "componente de objectivos", de forma a fomentar "a cultura de vitória e de exigência".

 

- Limite de 23 jogadores no plantel principal.

 

- Equipa B como plataforma de transição.

 

- Redimensionar a prospecção na formação, aproveitando as Escolas Academia Sporting.

 

- Modelo de treino transversal aos escalões de formação, "de forma a dar identidade permanente ao futebol jovem do clube".

 

- Impor a utilização do equipamento principal tradicional "e travar a banalização e excessiva secundarização do equipamento Stromp, com utilização apenas em ocasiões relevante".

 

Entre as medidas propostas no programa eleitoral de Pedro Madeira Rodrigues, destaca-se a intenção de "tornar obrigatória a declaração de rendimentos e património no início e no fim do mandato pelo presidente do clube e da SAD".

 

No campo das modalidades, o candidato pretende também fazer estudar o regresso do clube ao basquetebol masculino, extinto há cerca de duas décadas, bem como fazer de Mário Moniz Pereira o sócio perpétuo número 2.

 

"Substituir as cadeiras do estádio que se desviem do padrão cromático do clube." O candidato pretende que todo o estádio tenha apenas cadeiras verdes, brancas e pretas, deixando de lado as bancadas multicoloridas pensadas e desenhadas pelo arquitecto Tomás Taveira, responsável pelo projecto do novo Estádio José Alvalade.

 

Ainda dentro da área de património, o candidato pretende ainda "realizar estudos de viabilidade para o encerramento do fosso do estádio" e a construção do Velódromo Joaquim Agostinho, bem como do Clube Naval do Sporting, na zona ribeirinha de Lisboa.

 

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publicado às 03:44

A ausência de noção do ridículo

Rui Gomes, em 20.01.17

 

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Para acentuar a sua noção de "fair-play" - sem ser surpresa alguma - Bruno de Carvalho esperou pelo dia da apresentação do programa e da equipa do candidato Pedro Madeira Rodrigues para, do seu escritório do Facebook, lançar mais uma missiva que consta, acredite ou não, de 111 medidas integradas no seu programa eleitoral. Não uma dúzia ou duas, mas 111, uma autêntica enciclopédia propagandista que faz lembrar semelhante disparate do processo contra Marco Silva de 400 páginas. Este homem não tem a mínima noção do ridículo e, pior do que isso, não quer saber. Comunicação na forma de "banha da cobra" é a ordem do dia, todos os dias. Tudo vale, ou vale tudo, para garantir o poder e a  posição privilegiada que não lhe estão ao alcance em nenhum outro enquadramento da sociedade portuguesa.

 

Confesso que não perdi muito tempo a ler, e ainda menos a ponderar, esta nominata de pseudo-medidas do ainda presidente do Sporting, mas a primeira reflexão que me ocorreu foi questionar onde andou ele nestes últimos quatro anos para durante esse período não implementar estas ideias, que, em tese, são para o benefício do Clube.

 

Dito isto, a minha atenção desdobrou-se prontamente sobre a sua declaração que vai assumir a liderança directa do futebol e da Academia. O que é que ele tem feito se não isso, até em exagero patente, por perceber pouco ou nada da matéria ?... Mas, dirão os incautos a quem esta missiva é dirigida, que com o Bruno a tomar as decisões, o sucesso do futebol do Sporting está garantido por muitos anos. E, neste contexto, poupem-me o usual "disco" de comparação entre negativos.

 

A outra sua ideia genial centra-se na criação de uma rádio oficial do Clube. Meu Deus... será que ele não tem meios de comunicação suficientes ao seu dispor - a maioria dos quais a deixar muito a desejar - que agora necessitamos de ouvir a sua propaganda na rádio ?... Está-se mesmo a ver que entre a "hora do presidente" na Sporting TV, "hora do presidente" no portal do Sporting, "hora do presidente" no Facebook e afins,e ainda "hora do presidente" na Sporting Rádio, o dia não vai ter horas suficientes para tanto presidente.

 

Bruno de Carvalho aponta ainda para a possibilidade de serem vendidos os direitos dos nomes do Estádio José Alvalade, Academia e Pavilhão João Rocha, assim como a realização de concertos e grandes eventos nas instalações do Clube. Mais do inconsequente mesmo... desde que a Puma se desligou da Academia, nem sequer conseguiu outro patrocinador, mas agora, perante um novo acto eleitoral, já é uma meta realizável. O "naming" do Estádio, é um assunto que promete ser muito debatido entre sportinguistas e, salvo erro, exige aprovação em Assembleia Geral. Não creio que aconteça num futuro próximo.

 

A realização de concertos e grandes eventos nas instalações do Clube não passa de um mito. Na realidade, a ideia era precisamente essa pela construção do novo estádio, para dar continuidade ao que já acontecia no antigo, que era de facto uma grande fonte de receita para o Sporting. Daí, a edificação do muito falado fosso, cuja razão de ser acabou por ser anulada pelos notórios problemas com o relvado.

 

O leitor, se desejar, poderá agora abordar as restantes "105 medidas" que eu optei por não comentar. Depois de quase quatro anos a ler e a ouvir a propaganda de Bruno de Carvalho, a paciência esgota-se com muita facilidade.

 

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publicado às 03:43

 

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Um elemento do Conselho Leonino, apoiante de Bruno de Carvalho, manchou esta quinta-feira a apresentação da lista e do programa de Pedro Madeira Rodrigues que decorreu no auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.

 

O candidato à presidência já tinha acabado de fazer a sua exposição para algumas dezenas de adeptos quando Francisco Manuel Baetas aproveitou a presença da comunicação social para, em voz alta, lançar um ataque aos opositores do actual presidente perante o incómodo dos elementos que integram a lista de Pedro Madeira Rodrigues e o protesto das pessoas que se encontravam no auditório.

 

Ainda bem que o insólito interveniente foi identificado, caso contrário, considerando o que a "casa" gasta, ainda surgiria aqui alguém a acusar o candidato Pedro Madeira Rodrigues de o ter "plantado" na apresentação.

 

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publicado às 03:42

Tudo em família...

Rui Gomes, em 20.01.17

 

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Com Eduardo Barroso em plena campanha eleitoral em prol do seu "afilhado", ninguém melhor que o seu cúmplice do "golpe de estado" de 2013, Daniel Sampaio, para servir como mandatário da candidatura de Bruno de Carvalho.

 

Na sua página de Facebook, o ainda presidente escreveu o seguinte:

 
"É um privilégio poder anunciar o nome do Professor Daniel Sampaio como mandatário da minha candidatura à presidência do Sporting Clube de Portugal. Além de médico ilustre, sportinguista reconhecido, homem íntegro e referência incontornável do nosso clube, tem no currículo, entre muitos outros serviços prestados ao Sporting, a função de vice-presidente da mesa da assembleia geral num período particularmente difícil».

Não sei se Daniel Sampaio está à altura de fazer a gestão da comissão de "vão das escadas" de Bruno de Carvalho, que já conta com umas centenas largas de nomes e... mais para vir.

 

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publicado às 03:41

"Não sou um yes man tonto"

Naçao Valente, em 19.01.17

 

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Estava a fazer zapping pelos canais televisivos quando caí num programa sobre a aludida crise do Sporting. Não costumo frequentar esse tipo de programas, cada vez mais deprimentes, mas enchi-me de coragem e fui ficando. O painel era constituído pelo doutor Barroso, pelo Zé Eduardo do catering, de tal modo apoiantes de Bruno que mais parecem heterónimos, pelo Dani, comentador residente e por Pedro Rodrigues, para mim um desconhecido.

 

O José Alberto Carvalho moderava mas pouco. Dani batia na tecla da época mal preparada, Pedro Rodrigues procurava fazer o contraditório aos “yes men”, acentuando as causas profundas sobre a situação, mas não conseguia desenvolver um raciocínio, nem acabar uma ideia, porque de imediato era interrompido pelo doutor Barroso, que açambarcava o debate para passar a sua mensagem de brunista convicto.


No meio da sua habitual verborreia saiu-lhe esta frase: “eu não sou um yes man tonto...”. Ouvi bem? Não é 'yes man tonto'? Tonto não sei. Mas yes man é seguramente. O doutor Barroso que me faz lembrar a conhecida personagem chamado “emplastro” pela atracção que tem por câmaras (apenas neste aspecto, que fique claro) tornou-se figura pública, não pela sua profissão, na qual será proficiente, como muitos outros, mas como "paineleiro" de verbo fácil e chalaça brejeira à pala do sportinguismo. E foi aí que o presidente Bruno o foi buscar para a sua lista. Por gratidão pela escolha o doutor Barroso assumiu uma devoção quase religiosa pelo Presidente.


Neste debate ouvi-o reconhecer, que enfim, a época está a correr mal, os resultados desportivos são maus, que possivelmente não ganharemos nada, mas que devemos dar outra oportunidade ao Bruno. Se depois de novo mandato as coisas não estiverem bem, ele próprio dirá ao Presidente: “ó Bruno é melhor não continuares”.


Quando o doutor Barroso era presidente da Assembleia Geral, onde devia mostrar isenção, fez guerra contínua à direcção em funções. De manhã vestia a pele de Presidente e à noite transmutava-se em comentador . Aí zurzia nos maus resultados, nos treinadores, nos jogadores e claro no Presidente. E sempre apadrinhou o golpe que levou à sua demissão. Nessa altura tudo estava mal, agora está tudo bem e é preciso continuar. Mas este homem não se enxerga? Será que alguém  o leva a sério?


Na minha opinião pessoal, vale o que vale, e ao contrário do doutor Barroso, entendo que Bruno de Carvalho não merece um novo mandato. Entre uma ou outra medida positiva, está um mar de más decisões e de polémicas atitudes. Tem sido um Presidente arrogante, autoritário, conflituoso, revanchista, chico-esperto, imponderado. Tem mostrado pouco conhecimento do mundo do futebol, tem agido por impulsos irracionais. Recebeu um complexo desportivo moderno, Estádio e Academia prestigiada no mundo, dos seus antecessores, e desrespeitou-os. É  como um elefante que entra numa loja de porcelanas mas só parte as da sua casa. Se for eleito é por falta de alternativas consistentes, ou porque os eleitores, não conseguem ou não querem ver para além da espuma da realidade.

 

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publicado às 15:25

Pedro Madeira Rodrigues hoje em Alvalade

Ricardo Leão, em 19.01.17

 

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APRESENTAÇÃO DE PROGRAMA E LISTA

 

A apresentação decorre hoje, 19 de janeiro, a partir das 19h30, no Auditório Artur Agostinho, Estádio José Alvalade, com entrada pela Porta 1.


Se entrar pelo Parque -1, deve aceder pela Porta B, Piso 0.

 

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publicado às 15:00

 

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Em entrevista à Rádio Renascença, José Carlos Estorninho, presidente do Grupo Stromp, opina que os resultados desportivos poderão ter influência nas eleições, mas que não serão determinantes. Está convicto que Bruno de Carvalho vai continuar a liderar o Sporting:

 

«Os resultados desportivos recentemente obtidos pelo Sporting podem interferir nas eleições de 4 de Março, embora não sejam determinantes. Estou convicto que com maior ou menos dificuldade, o projecto de Bruno de Carvalho vai continuar a ser executado.

 

É o meu desejo que sejam debatidas ideias no Sporting e que, se aparecerem mais candidatos melhor seria mas o Sporting não está em condições de estar constantemente com problemas e alterações.

 

Sobre a decisão de Bruno de Carvalho de manter Jorge Jesus no comando técnico da equipa, estou de acordo, porque, nesta fase, a equipa precisa de tranquilidade. Ainda assim, alerto que é uma tranquilidade com responsabilidade e que o caminho traçado deve ser seguido.

 

Não escondo, todavia, a insatisfação pelos resultados desportivos desta época. O salto da equipa na época passada foi rápido de mais, contra muitas previsões, mas não vê nenhum cataclismo no Sporting para que tudo mude radicalmente.

 

Fora das taças e das provas europeias, resta o campeonato ao Sporting. A missão é difícil, a oito pontos do Benfica e com três equipas pela frente na tabela mas não impossível».

 

Nota: Lamento que não lhe tenha sido pedido para explicar o que na sua ideia é precisamente o "projecto" de Bruno de Carvalho. Atiram-se estes termos para o ar como se essa simples acção tornasse real o que nem sequer está à vista.

 

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publicado às 13:11

 

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Um artigo de opinião da autoria de Vítor Serpa do jornal A Bola que nos foi referido por um leitor - a quem agradecemos, desde já - e que eu acho que vale a pena ler.

 

Subscrevo genericamente muitas das considerações do bem conhecido jornalista. Mesmo discordando com algumas coisas, creio que reconheceremos que é uma apresentação de ideias com "cabeça, tronco e membros".

 

Por ser excessivamente extenso não o transcrevemos na totalidade, mas está acessível através deste link. Para constar, adiantamos estes três parágrafos:

 

«A verdade é que mesmo que a primeira época de Jorge Jesus na liderança técnica da equipa de futebol do Sporting tivesse tido o sucesso que, aliás, tudo fez para merecer, o Sporting correria sempre o risco de sofrer as consequências de uma ressaca provocada por uma colossal onda de adrenalina.

E foi nesta ausência de uma análise decisiva que o Sporting se perdeu no seu labirinto. A equipa de futebol acabou por ser pensada numa dimensão que o clube não tinha condições efectivas de sustentar. Porque lhe falta ainda estrutura, que nunca se poderá resumir a um líder, por muito activo e autoritário que seja; porque lhe falta a consolidação de uma organização coerente e rigorosa; porque lhe falta uma equipa formada por jogadores realmente adequados ao projecto; porque lhe falta equilíbrio e rigor na definição do espaço de acção do presidente e do treinador; porque lhe falta uma comunicação independente dos ímpetos e das emoções dos responsáveis maiores do clube. Enfim, porque falta plano, organização, estratégia e capacidade de projectar, com serenidade e rigor, a mudança da pequena história do clube nestas últimas décadas».

 

«O Sporting tem tido, com Bruno de Carvalho, uma experiência que vai afastando aliados e somando inimigos em todo o caminho. Ninguém conquista o mundo só com inimigos, tal como ninguém o conquista apenas com amigos. Árbitros, jornalistas, membros de órgãos disciplinares, traidores internos, comentadores, políticos, organizações diversas e dispersas foram apresentadas como inimigos a abater. Era Bruno contra o mundo. E isso não desgasta, apenas, o líder que tem de ter resistência e lucidez para comandar um enorme e pesado barco; isso acaba por destruir a tranquilidade interna, acaba por destroçar a resistência psicológica dos jogadores e dos seus responsáveis técnicos».

 

«O Sporting do futuro não pode continuar a ser pensado no campeão de um ano e de nunca mais. O Sporting tem de ser inteligente e esperto no seu novo crescimento. Tem de ser tranquilo na certeza da sua razão e não emocionalmente caótico, o que só lhe irá trazer destruição de valor.


Fácil de dizer, difícil de fazer? Óbvio. Todas as grandes obras têm de ter projecto, têm de ter plano, têm de ter estratégia, têm de ter conhecimento e, por tudo isso, têm de ter, em cada sector, homens muito competentes para os executar. Nenhuma organização, empresa, ou clube desportivo pode estar à espera de se resolver pela natureza providencial de quem quer que seja. O segredo está na qualidade da equipa. Não apenas a do futebol».

 

Nota: Vítor Serpa anunciou no passado dia 13 de Janeiro a intenção de deixar o cargo de director do diário desportivo A BOLA, do qual é titular desde 1992.

 

Adenda: Lamenta-se que com tanto de interessante que Vítor Serpa escreveu, o foco quase exclusivo do debate - muito probre, diga-se - seja o clube de simpatia do autor, como se isso tivesse alguma real relevância às questões fulcrais do escrito.

 

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publicado às 04:45

Opinião do leitor

Rui Gomes, em 19.01.17

 

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«Fosse o Sporting, (ou outro qualquer clube), uma empresa privada, produtora de bens e serviços destinada a dar lucro e este tipo de regalias salariais seriam perfeitamente justificadas.


Estando o Sporting, entre outros, numa periclitante situação financeira e desportiva, esta auto-promoção salarial de Bruno de Carvalho com todas as regalias associadas em nome da imprescindibilidade da sua (dele) pessoa, não só me parece abusiva e lesiva da Instituição a que preside, como é também um insulto a todos aqueles que semana após semana fazem sacrifícios para apoiar o Clube do coração».

 

PEDRO T

 

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publicado às 04:44

Sporting vence Benfica em juniores

Rui Gomes, em 19.01.17

 

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O Sporting venceu, esta quarta-feira, o Benfica, por 1-0, em partida que estava em atraso da 21ª jornada do campeonato nacional de juniores.

 

Jovane fez o único golo da partida. Mesmo reduzido a nove unidades, depois das expulsões de Miguel Lopes e Thierry Correia, os jovens leões conseguiram segurar a vantagem.

 

O Sporting lidera agora com 14 pontos de avanço sobre o Benfica.

 

Esta foi a penúltima jornada da primeira fase do Campeonato Nacional, sendo que já não existem quaisquer dúvidas quanto à equipa que irá terminar com o estatuto de líder. O Sporting tem 20 vitórias e um empate nas 21 partidas realizadas, ficando apenas a um triunfo de ultrapassar o melhor registo de sempre (19 vitórias e 3 empates) da história dos juniores leoninos. Para tal, terá de vencer a Naval fora de portas no próximo sábado. 
 
Classificação: 
 
SPORTING - 61 pontos
Benfica - 47 pontos
Académica - 38 pontos 
Belenenses - 36 pontos
U. Leiria - 34 pontos
Naval - 28 pontos 
V. Setúbal - 26 pontos
Sacavenense - 20 pontos 
Nacional - 19 pontos
Estoril - 19 pontos 
Loures - 18 pontos 
Oeiras - 8 pontos
 

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publicado às 04:43

Breves do Sporting

Rui Gomes, em 19.01.17

 

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- Pedro Baltazar fez saber que não será candidato à presidência do Sporting.

 

- Sete jogadores poderão estar de saída durante o mês de Janeiro.

 

- Crystal Palace e Norwich interessados em Marvin Zeegelaar.

 

- SAD equaciona "resgastar" Iuri Medeiros.

 

- FC Porto - Sporting, agendado para sábado, dia 4 de Fevereiro, às 20h30.

 

- A saída de Jorge Jesus não está a ser ponderada, mas o treinador poderá ver os seus poderes reduzidos.

 

***Esta última medida, a ser verdade, parece-me ser um caso de trancar a porta depois do ladrão ter roubado a casa. Vale o que vale.

 

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publicado às 04:41

Gosta de carros ?

Rui Gomes, em 18.01.17

 

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Um dos carros mais caros do Mundo

Rolls-Royce Wraith - 350 mil dólares

 

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publicado às 22:00

 

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Bryan Ruiz não consegue ser um jogador consensual, pela positiva, entre sportinguistas, mas evidencia-se de forma notável ao serviço da selecção do seu país. Tanto assim é que a Confederação da América do Norte (CONCACAF) anunciou esta quarta-feira que foi eleito o melhor futebolista do ano de 2016.

 

Aos 31 anos, Bryan Ruiz conquistou o troféu pela primeira vez na sua carreira e sucedeu ao avançado mexicano Javier Hernández, vencedor em 2015 e que também estava na corrida.

 

Na eleição, o capitão costa-riquenho e avançado do Sporting ficou à frente de Christian Bolano (Vancouver Whitecaps) e Keylor Navas (Real Madrid), seus compatriotas, dos norte-americanos Christian Pulisic (Borussia Dortmund) e Clint Dempsey (Seattle Sounders) e do mexicano Hirving Lozano (Pachuca).

 

Keylor Navas foi eleito melhor guarda-redes e Óscar Ramirez, seleccionador da Costa Rica, melhor treinador.

 

No futebol feminino, a norte-americana Alex Morgan venceu o prémio de melhor jogadora e a sua colega compatriota Ashlyn Harris foi considerada a melhor guarda-redes. Amélia Valverde, seleccionadora da Costa Rica, foi eleita melhor treinadora.

 

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publicado às 19:30

 

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«O clube passa por um problema de liderança. Um problema de responsabilidade, de equilíbrio, de bom senso, de conhecimento, de rigor, de metodologia, de organização, de tudo isso.

 

Há uma grande confusão na cabeça de Bruno de Carvalho. Ele não consegue distinguir o que é o essencial e o que é secundário. Para isso ele tinha de compreender o que era o clube, conhecer o seu ADN, a sua história, os momentos bons e maus.

 

Bruno de Carvalho entrou num processo de autismo acelerado. Não aceita uma crítica, não consegue ouvir ninguém, decide pela sua própria cabeça sem amadurecer o que é o essencial e o secundário. Deve olhar primeiro para dentro do clube e só depois pensar na luta contra os adversários».

 

 

Sérgio Abrantes Mendes, em declarações à TSF, esta quarta-feira.

 

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publicado às 16:53

Contra factos não há argumentos

Rui Gomes, em 18.01.17

 

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Eis o resultado do "projecto" de Bruno de Carvalho

 

 

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publicado às 15:03

 

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O Sporting foi quatro vezes campeão nos últimos quarenta anos. É rigorosamente um título por década. Se violentarmos um bocadinho a matemática, isso quer dizer que arranca para cada campeonato com uma hipótese em dez de o ganhar. Também quer dizer que as distâncias para os adversários são grandes, antigas e variadas.

 

Bruno de Carvalho trouxe a combatividade, que era claramente uma delas, mas não podia trazer o que ele próprio não tinha: por exemplo, experiência de vida e conhecimento do mercado de transferências, duas deficiências que pesaram muito nas últimas duas épocas e meia, afectadas ora por escaramuças internas suicidarias, ora por um número exagerado de contratações fracassadas ou até mirabolantes.

 

Outra distância conhecida para Benfica e FC Porto. Jorge Jesus seria, supostamente, um atalho para esses quarenta anos de atraso, mas um atalho dispendioso e comprometedor, que, à segunda época, resolveu deitar fora a única desculpa que tinha: a evidente necessidade de tempo para curar uma doença velha de gerações. Para além da prosápia desnecessária, a opção por jogadores experientes e bem pagos, ou seja, por um campeão pronto a vestir, e o dinheiro gasto neles significa que o eventual novo fracasso obrigará a um recomeço, quase do zero. Jorge Jesus é o taxista que anda com o Sporting às voltas pela cidade, sem acertar no endereço. E o taxímetro não pára.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 14:07

 

No seu escritório favorito do Facebook, Bruno de Carvalho continua a insistir na tanga de um "projecto" que por toda a evidência à vista não é mais do que imaginário. Não sabe ou recusa fazer a distinção entre a ambição que o moveu e a existência de um projecto, no verdadeiro sentido do termo, no que diz respeito ao futebol do Sporting. Com o intuito único de defender os seus interesses pessoais, toda e qualquer demagogia serve, daí mais uma edição da sua já notória "banha da cobra".

 

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publicado às 10:20

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