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Capital da SAD: maioria ou não

Rui Gomes, em 07.03.13

 

Indiferente dos discursos de campanha eleitoral, surge uma incontornável realidade que o próximo presidente do Sporting terá de enfrentar e resolver: o Clube manter ou não a maioria no capital da SAD. Mas a contenda, à raiz, até nem começa por aí, já que terá de ser primeiro determinado se a muito badalada reestruturação financeira é viável sem investimento do exterior. Com a Banca a esgotar a linha de crédito, escapa a imaginação qualquer outra alternativa. José Couceiro manifestou-se nesse sentido, perante sportinguistas de Azeitão:

 

«Depois de ter estudado todo o processo, tenho de levar essa proposta aos sócios que se pronunciaraão em assembleia geral. Não é inevitável, mas acredito que há condições para o Sporting deixar de ter a maioria no capital da SAD. O fundamental é o clube manter o seu ADN e o investidor perceber isso. O FC Porto é o único dos três grandes que já não detém a maioria do capital da sua SAD, mas é o clube com mais títulos nos últimos 20 anos.» 

 

É discutível se o FC Porto é o melhor exemplo neste contexto, por outros motivos, mas essa consideração não obstante, não creio que seja possível atrair investidores receptivos a deixar o controlo do seu investimento a terceiros. Poderão não se envolverem na gestão desportiva, deixando essa pasta a pessoas com reconhecida competência, mas quererão sempre ter a palavra final no que às finanças diz respeito.

 

Há muito que o bom senso indica que o futebol, desporto e indústria, não pode ser gerido se não por profissionais e que estes não podem estar subjugados ao parecer populista. Teoricamente, o actual controlo da SAD é dos accionistas, mas a partir do momento que o Sporting detém a maioria do capital, o poder real de decisão recai, inevitável e indirectamente sobre os sócios e, directamente, sobre quem estes elegem para dirigir o Clube. E, a exemplo do que precipitou este acto eleitoral, a gestão superior de uma SAD não pode estar dependente de movimentos que, por natureza, não correspondam às realidades e exigências da actual sociedade global, em geral, e ao futebol de alta competição, em particular. 

 

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publicado às 12:11

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