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A arrogância de Bruno de Carvalho é tão acentuada como degradante. Surgiu perante a comunicação social a participar que está tão confiante na vitória que até já preparou a agenda para a primeira semana de trabalho como presidente do Sporting. Não exibe pudor nem dignididade, sentido de ser e estar, relativamente ao momento. Acusa terceiros de ainda não perceberem que «hoje é dia de eleições, não é dia de tricas», e é precisamente isso que anda a fazer. Com mais do seu já bem conhecido discurso demagógico, afirma que «os sportinguistas estão fartos de forças estranhas que se querem impor e que não querem servir o Sporting.» Este aparente desempregado que espera desesperadamente por um emprego bem remunerado no Sporting para subsistir, refere «forças estranhas» como a causa da situação em que o clube se encontra. Claro, os seus fanáticos apoiantes, como sempre fizeram, não lhe exigem uma explicação sobre estas considerações, mas nem todos andam de olhos vedados e mentes condicionadas à «curandice» do vendedor ambulante.

 

Por fim, a sua mais hipócrita afirmação de todas e que serve bem para ilustrar a sua falta de carácter: «Não havia necessidade de vender van Wolfswinkel. Havia outras soluções para pagar os ordenados.» A primeira pergunta que me surge é se seria ele próprio a ir ao bolso para pagar os ordenados, se tivesse o dinheiro, que não tem. Segundo, quem andou desde o primeiro dia a exercer pressões, acusações e ameaças de ordem diversa sobre Godinho Lopes, nesse sentido ?... E vem agora com essa fábula de «outras soluções». Teriam havido, é verdade, se tivesse havido bom senso e o sentido comum de resolver um problema do Sporting. Mas, em detrimento do clube, foi mais conveniente diabolizar Godinho Lopes e vender «a banha da cobra».

 

Sempre fui frontal e continuarei a ser. Não me revejo, minimamente, num Sporting liderado por esta personagem e após 60 anos de associativismo terei de rever o meu sportinguismo, se ele for eleito. Não me escondo atrás de ambiguidades, declarações de desinteresse e hipocrisias de ordem diversa, como muito se verifica por certos lados. Pessoas que não têm a honestidade e a coragem de manifestar abertamente as suas preferências e outras que se sentam na vedação à espera, para ver de que lado o vento sopra. Certo ou errado não respeito este homem e nunca o poderei considerar o «meu presidente», mesmo sendo (veremos) o presidente do meu desde sempre clube.

 

E, por fim, ainda digo isto: se ele for eleito e acabar por ser benéfico para o Sporting, ficarei muito satisfeito pelo... Sporting. Mas nada me fará mudar o meu parecer sobre um homem que andou mais de dois anos a contribuir para a destabilização e demolição da instituição que clama amar, só para lhe abrir caminho para o trono. Além disso, se ele for eleito e afundar ainda mais o Sporting, espero cá estar para ver a então contribuição de todos aqueles que o têm andado a apoiar fanaticamente. Dito isto, não espero mais do que ver «muitos rabos entre as pernas» à distância e quanto mais longe possivel. Acção típica da militância irrisória, derrotada. O futuro dirá...

 

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publicado às 16:06

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5 comentários

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De Lionheart a 23.03.2013 às 18:25

Rui, eu prevejo que logo vai haver "caldeirada" outra vez. Nas televisões é só gente a dizer que vai votar no Carvalho. Quem vota no Couceiro não se manifesta. Só que há uma coisa. Antes das 17 horas, o repórter da RTP deu conta do resultado de uma sondagem realizada por um jornal desportivo na saída da porta 2, ou seja, a porta por onde estão a sair os sócios com menos votos. O repórter disse que o Carvalho e o Couceiro estavam praticamente empatados, com ligeira vantagem para a lista B. Ora, a não ser que haja uma grande surpresa, no outro lado do estádio, o resultado não será nada parecido com isso...
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De Lionheart a 23.03.2013 às 18:35

Quanto à participação, este deverá ser o quarto acto eleitoral mais participado de sempre. Até às 16.30h tinham votado quase 10 mil sócios. Até ontem tinham chegado 1500 envelopes com votos. Não deverão ser muitos os que chegarão para a semana. Dado que a afluência agora está menor, a participação total deverá ser ligeiramente inferior à de 2011, mas acima da de 2009. O que é muito bom para as circunstâncias.
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De Rui Gomes a 23.03.2013 às 18:48

Obrigado pela informação. Resta esperar pelo eventual desfecho. Com boletins de voto enviados a 7500 sócios e só cerca de 1500 recebidos, estes votos poderão ainda ter muita influência. Mas, mesmo assim, ainda há uma significativa abstenção, o que é de lamenter.
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De Pedro Quartin Graça a 23.03.2013 às 19:57

Palavras sábias e verdadeiras.
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De Rui Gomes a 23.03.2013 às 20:11

São bem sentidas, meu caro Pedro. Ab

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