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Os últimos votos

Rui Gomes, em 26.03.13

 

Como já aqui referimos, dos 7,500 boletins de votos por correspondência que foram enviados aos sócios, 1,500 foram recebidos até sexta-feira, mais 859 chegaram ontem e hoje, à hora do almoço, os restantes irão ser recolhidos do CTT. É para mim fascinante a antecipação que foi assumida quanto a abstenção, considerando que não houve qualquer hesitação em «quasi» declarar Bruno de Carvalho presidente, mesmo com 6000 boletins potencialmente por chegar. Inclusive, segundo adianta a comunição social, só são esperados mais cerca de 200. Como é possível saber isto?... Ultrapassa-me completamente.

 

Já comentei em diversos escritos que o sistema utilizado para o voto por correspondência é arcaico e desmotiva as pessoas de votar. Este factor, ajudará a explicar - mas não completamente - a abstenção tão elevada. O novo presidente será empossado quinta-feira, algo que eu considero uma excelente notícia, para deixar de ouvir falar de Eduardo Barroso e a sua indecorosa equipa da Mesa da Assembleia Geral, de uma vez por todas. Segundo informações agora confirmadas, a sua impropriedade foi ao ponto de na madrugada de sábado, pelo anúncio dos resultados provisórios, não chamar à sala José Couceiro, apenas os outros dois. Este só apareceu posteriormente para congratular o vencedor. Enfim, não se pode esperar mais de quem já demonstrou - vezes sem conta - não ter o mínimo de conceito sobre certos valores sociais, e não só.

 

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publicado às 06:54

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9 comentários

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De Mike Portugal a 26.03.2013 às 08:45

Eu nunca fui defensor da ideia do voto por correspondência, pois além de ser arcaico, levanta questões de veracidade.
Para mim o que deveria ser feito era atribuir a algumas casas do SCP que estão espalhadas pelo país (as que tiverem condições logisticas para tal), o papel de servirem de local de recolha de votos PRESENCIAIS.

Por exemplo, Braga, Bragança, Porto, Guarda, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Évora, Beja, Odemira e Faro. Seriam sítios que cobriam o país todo para quem não quisesse se deslocar a Lisboa.

Nestes sítios, as pessoas poderiam votar eletronicamente. No fecho das urnas enviava-se os dados todos para o computador central em Lisboa, que somava tudo e mostrava os resultados imediatamente.
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De Rui Gomes a 26.03.2013 às 10:07

Caro Mike,

A ideia é boa mas temos de considerer o custo do equipamento, embora não saiba quanto é. Mas ainda temos o estrangeiro a considerer. Penso que o voti deveria ser por via electronica.

Agora, continuo a não compreender como eles podem dizer que só esperam 200 para hoje, com ainda milhares lá for a.

SL
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De Mike Portugal a 26.03.2013 às 10:15

Rui,

O custo do equipamento e das ligações não é assim tão grande para um clube como o SCP. Deve representar cerca de 1% dos custos que o clube tem actualmente, no máximo.

Quanto ao estrangeiro, sinceramente, não faria nada. O custo aí não justifica o nº de votos que iríamos ter. Se acharem que justifica ter algum equipamento em Moçambique, tudo bem, mas eu pessoalmente acho que não.
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De Rui Gomes a 26.03.2013 às 10:29

Caro Mike,

É possível que seja assim, mas não faço ideia. No estrangeiro foram anunciados muito menos do que eu esperava.

Agora só daqui a 4 anos (talvez) é que nos teremos que preocupar com isso. Mas cerca de 15 mil eleitores em mais de 32 mil aptos e votar e 60 mil com as quotas não actualizadas não é bom.
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De MM a 26.03.2013 às 12:45

Rui Gomes, no estrangeiro, onde nos encontramos, a abstenção terá naturalmente sido elevadíssima porque nem toda a gente comportará um reconhecimento em cartório: os preços são altíssimos. Por outro lado, 95% dos solicitadores não fará o reconhecimento de uma assinatura num documento escrito em Língua estrangeira, como era o caso do PT - os boletins e declaração para a Mesa foram enviados em PT.

Qual a saída? Nenhuma. Simplesmente não votar.
Um abraço.
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De MM a 26.03.2013 às 12:52

Notário*, onde se lê cartório.
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De Rui Gomes a 26.03.2013 às 12:55

Nas «sedes» do meu maior conhecimento: Canada,EUA, Hong Kong, Macau e China, existem situações diferentes, embora em todas haja algo em comum: apatia.

No Canada e EUA não há falta de advogados luso-canadianos/Americanos, além dos consulados. A questão principal prende-se, na maior parte dos casos, com perder um dia de trabalho que, pelos ordenados elevados, sai caro.

Em Macau temos advogados de origem portuguesa, ainda hoje e na China, mesmo que seja difícil encontrar um, não há problema.

Para muitos, a questão é não se quererem incomodar. Eu tenho amigos assim, que não votaram. Para mim, a solução é o voto electrónico não presencial, sendo possível tomar as indispensáveis medidas de segurança.

Um abraço.
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De MM a 26.03.2013 às 12:50

Isto para não falar dos problemas que na altura o Rui Gomes mencionou relacionados à legalidade (eventual falta de) de ida a consulado. Aqui em Londres, o reconhecimento em notário variava entre as 80 e as 110 Libras. Os solicitadores obviamente são baratos mas lá está, nenhum deles reconheceria um documento em Português. Para não falar na "chatice" de ter de ser tudo feito à pressão num dia útil.

Procurar solicitadores Portugueses no estrangeiro também não é muito prático. Portanto ou se desenrasca um favor, ou nada feito.

Mas como diz, é tudo arcaico. Desde o 1º dia.
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De Rui Gomes a 26.03.2013 às 13:05

Sim, e também os custos. Em geral nunca menos do equivalente a USD $50.00.

O todo do processo não é motivador. Mas eu tinha uma solução parcial, especialmente em Toronto, onde a maioria reside, se ainda andasse envolvido como em tempos de outrora:

O Sporting de Toronto é um grande clube e eu teria combinado com um ou dois advogados e a autoridade consular, se necessário, uma sessão a um sábado ou até a um domingo, onde todos de deslocariam à sede e tudo seria tratado no mesmo local, na mesma hora e até dava para um excelente convívio. Devidamente anunciado na radio, tv,jornais, todos portugueses, seria um sucesso. Ainda enviei recado para o efeito, mas quando os eternos líders (como eu) não metem mãos à obra, nada feito. Abraço

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