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É facto curioso a diferença de opiniões que se verifica entre aqueles que apoiaram Bruno de Carvalho nas eleições e outros, sobre o actual desempenho de Jesualdo Ferreira e o seu futuro na liderança técnica da equipa, tudo, claro, com os interesses do Sporting em mente. Poderia transcrever inúmeros comentários dos espaços da net em que os primeiros manifestam, fundamentalmente, indignação por o treinador não ter feito uma vénia à presença presidencial no banco dos suplentes em Braga e, assente nessa premissa, clamam apreciar o trabalho desenvolvido até à data mas, e vem sempre o «mas», isto ou aquilo sobre este ou aquele jogador, o sistema de jogo, etc.. Alguns ainda vão mais longe e já sublinham a inevitabilidade do professor fazer as malas no final da época, pelo suposto desrespeito com o novo «Messias».

 

NInguém é insubstituível, inclusive Jesualdo Ferreira, mas seria importante reconhecer que 99.9 por cento de treinadores não gostam de ver «intrusos» no seu espaço, quer seja o banco ou o balneário e na vasta maioria desses casos a presença é inútil, por vezes, até contraproducente. O populismo é muito bonito mas não ganha jogos de futebol e quanto mais rápido isso for compreendido, melhor. 

 

Se Jesualdo Ferreira agradasse a todos os adeptos relativamente às suas opções, seria o primeiro técnico na história do futebol a conseguir essa proeza. A contestação mais em voga esta semana centra-se em André Martins e o porquê de ter levado tanto tempo a reconhecer a sua mais-valia, pela bela exibição em Braga. A realidade é que este jovem e talentoso jogador não convenceu nenhum treinador até à data e ainda deixa algumas dúvidas no ar sobre alguns aspectos do seu jogo. Por outro lado, por algum motivo Jesualdo Ferreira decidiu apostar nele logo num jogo tão importante e de dificuldade acrescida. Porque terá sentido, de certo, pela qualidade do trabalho realizado diariamente nos treinos, sob a sua tutela, que ele estava estava em condições de assumir o desafio exigido que, porventura, não oferecia duas, três ou mais semanas atrás.

 

Jesualdo Ferreira não será insubstituível, mas continuidade de trabalho é muito importante, especialmente neste Sporting que já não conhece essa disposição há muitos anos e ainda tendo em conta o número de jovens no plantel.  Ou será que queremos que venha outro milagreiro para a próxima época, tipo Marco van Basten, que vai andar meia época só para conhecer os jogadores ? 

 

Os ingleses/norte-americanos têm uma frase popular muito aplicável a este tipo de situação: «Wake up and smell the roses!».

 

 

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publicado às 12:18

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4 comentários

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De Petinga a 06.04.2013 às 13:24

Caro Rui

Muito interessante ter escrito um post sobre Jesualdo na sequencia do comentário que trocámos mais cedo hoje.

Penso ser necessário separar as águas.

1. Como escrevi abaixo, penso que ninguém contesta a validade do trabalho efectuado por Jesualdo. Reitero aqui o que escrevi: sem Jesualdo Ferreira estaríamos muito, muito pior e provavelmente sem hipóteses de sonhar sequer com a Europa.

2. Se perguntar a QUALQUER adepto, independentemente de quem tenha sido o seu candidato preferido, o que mais espanta nas opcoes de JF é a insistencia em colocar Dier fora de posicao e numa zona do terreno onde o Sporting tem muitos e bons jogadores de raiz. Sobretudo porque isso implica jogar com o inenarrável Rojo a central. E quando Ilori e Dier estao juntos no eixo da defesa, a qualidade da linha defensiva parece ser totalmente diferente.

André Martins é um nao-caso: Sá Pinto fez quase toda a caminhada memorável na Liga Europa apoiando-se no pequeno talento e vários blogues, entre os quais o excelente Lateral esquerdo, sabem do que falam (http://lateral-esquerdo.blogspot.de/2013/04/ignorando-estatutos-e-hierarquias-eis-o.html).

3. Uma eventual saída de Jesualdo nao implica a entrada de um Van Basten. Aliás, o acerto ou nao dessa saída - que neste momento está apenas no domínio da especulacao deste blogue, e que eu próprio nao desejaria "per se"! - só pode ser avaliada à luz do resultado final desta temporada (que ainda nao terminou) e de quem eventualmente o substituir.

Saudacoes Leoninas
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De Rui Gomes a 06.04.2013 às 14:00

Caro Petinga,

É apenas parte coincidência a nossa troca de impressões. Deve-se muitíssimo mais a comentários na net, incluindo o meu antigo blogue. De qualquer modo,já era minha intenção abordar a temática.

Como bem sabe, pareceres sobre jogadores é muito subjectivo aos conhecimentos, experiências e sentimentos de cada um.

Pelos meus muitos anos no futebol, tenho sempre a tendência de dar o benefício da dúvida aos treinadores até provas em contrário, incontornáveis. Reconheço o argumento sobre o Eric, jogador que acompanho muito ao perto há anos, mas respeito a decisão. O Rojo será melhor a lateral esquerdo, é possível. Não obstante algumas falhas, gosto dele, mesmo a central. Tirá-lo de lá implicaria jogar com Ilori e o Eric, jovens de mais para estarem juntos tão cedo no eixo da defesa.

Gosto do André Martins, sempre gostei, mas o seu jogo ainda deixa algo a desejar, especialmente no sector defensivo. Essa campanha de Sá Pinto, por motivos vários, não serve de exemplo definitivo.

Quanto a Jesualdo, quer se admita quer não, nota-se as atitudes diferentes entre os adeptos, nos termos que citei. Até parece que já se está a preparar o terreno para a sua saída.

A diferença de fundo será que eu não respeito de BdC, não vejo seja o que for na nova SAD e temo imenso pelo futuro. Quem é Virgílio Lopes? Eu não o conheço.Deixou de jogar há 23 anos e mais nada. Augusto Inácio é um treinador mediano sem capacidade comprovada em gestão desportiva. Salvo fé de olhos fechados, não vejo causa para não pelo menos questionar o seu futuro desempenho no SCP. E temos então o presidente que percebe tanto de futebol - desporto e indústria - como eu de astronomia.

A saída de Jesualdo é discutida por muitas partes, não só neste blogue. Até nunca fui grande fã dele mas, neste momento, penso que é a aposta certa, pela continuidade e maturidade.

SL
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De Petinga a 06.04.2013 às 14:21

Caro Rui

Penso que está obviamente no seu direito de emitir dúvidas sobre a qualidade das pessoas que lá estao. O blogue, afinal de contas, é seu :-)
Se Inácio é um treinador mediano nao sei - pode seguramente vangloriar-se de ser um dos poucos treinadores de futebol Portugueses em vida que foram campeoes nacionais pelo Sporting.

Toda a temática da continuidade ou nao de Jesualdo Ferreira é um bocadinho estéril, a meu ver. O facto de muito se falar sobre isso em alguns blogues nao muda os "facts on the ground": ele é neste momento treinador do Sporting Clube de Portugal e nunca recebeu menos do que apoio incondicional do candidato BdC e do Presidente BdC.

Desde que as decisoes para a próxima temporada estejam a ser tomadas, nao me parece contestável que é a Direccao da SAD (empossada há uma semana! uma semana...) que deve escolher o timing para as anunciar.
Nao vi em nenhum orgao da CS qualquer celeuma ou polémica sobre a continuidade de JF (e seria um excelente tópico para vender papel e destabilizar o Sporting) - porque é que havemos de ser nós, os adeptos, a criá-la?

Saudacoes Leoninas
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De Rui Gomes a 06.04.2013 às 16:21

Meu caro,

A minha postura é uma de reacção e não acção, ou seja, neste contexto reajo mediante os comentários e escritos que se verificam na net, cujo «tom» é por de mais óbvio.

BdC não teve outra alternativa se não dar apoio a JF, especialmente durante a campanha, especialmente depois de o terem repreendido por, logo nos primeiros dias, o ter criticado. Até ao final da época, quer ele o queira quer não, não há outra opção.

A minha opinião sobre as pessoas - quantas são, duas? - que estão na SAD não são subjectivas e o meu maior desejo é que tenham sucesso. O que não compreendo e nunca compreendi é o critério das escolhas e gostaria que o meu Amigo, ou outro, me indicassem especificamente onde poderei estar equivocado perante factos. O título com o Inácio - muito mérito na ocasião -não uma carreira faz. O que é que ele tem feito desde esse ponto, salvo andar de clube em clube, com curtas estadias, e sem resultados que se possam reconhecer, com distinção. Não tenho nada contra Inácio, pessoalmente. Até, como já escrevi, não compreendi como é que ele se colocou na sua actual posição, comprometendo-se com o Moreirense com eleições à vista no SCP e ele a saber que faria parte do grupo.

Se tem lido os meus escritos «A indefinição da SAD», a exemplo, a minha preocupação nem se relaciona com anúncios públicos, já que eu até tenho acesso ao foro interno, não total, mas suficiente para me manter informado, mas sim por não ver uma estrutura no lugar. É BdC e VL e quem mais ?

Quanto a Jesualdo não há polémica, por enquanto, isto tudo faz parte das conversas de café (blogues); para isso eles existem, desde que se apresente argumentos construtivos.

Talvez a diferença entre «nós», é que eu não vou em populismos. Não apoiei GL no último acto e a partir desse ponto, louvei e critiquei mediante a situação, inclusive no Jornal do Sporting onde escrevo. Nunca uma palavra minha foi censurada, mesmo com críticas. Desta vez apoiei Couceiro e ele foi derrotado, mas se não tivesse sido, diria o mesmo sobre ele se a situação liderada por ele fosse idêntica. Já passei por muito no Sporting para me deixar levar apenas por simpatias. Sou uma pessoa muito metódica, frontal e pragmática.

Cumprimentos

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