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As mil e uma dúvidas

Rui Gomes, em 06.05.13

Com esta liderança ou com qualquer outra, teria sempre de haver uma reestruturação da Sporting SAD que inclui, infalivelmente, uma profunda análise e revisão de todos os atletas sob contrato profissional, quer sejam da equipa principal, da B e dos que se encontram em diversos outros clubes, por empréstimo. A começar pelos últimos, o Sporting tem o total de 16 jogadores emprestados, 3 em emblemas portugueses e 13 no estrangeiro. O acordo de empréstimo para todos termina a 30 de Junho de 2013, salvo Elias e Gelson Fernandes que foram cedidos até 2014. Estes serão casos que não requererão decisão imediata. Dos restantes, Evaldo, Grimi, João Gonçalves e William Owusu serão de mais fácil resolução uma vez que os seus vínculos terminam precisamente este verão. Ficamos então ainda com dez, dos quais seis têm contrato até Junho de 2014 - William Carvalho, Wilson Eduardo, Renato Neto, Oguchi Onyewu, Diogo Salomão e André Santos. dois até Junho de 2015 - Pranjic e Nuno Reis - e dois até Junho de 2016 - Valeri Bojinov e Allan Turan. 

 

Decisões do foro técnico em conjunto com as exigências salariais terão de ser feitas relativamente aos referidos dez, muito em especial sobre aqueles que não há muito tempo ainda representavam uma grande promessa: Wilson Eduardo, Renato Neto, André Santos, Nuno Reis e Allan Turan. Visto de fora para dentro e sem dados concretos, não dá para perceber como estes casos serão deliberados uma vez que ninguém da nova estrutura os conhece e, como Renato Neto afirmou recentemente, nenhum representante do Sporting tem ido observar os seus jogos para poder avaliar a sua evolução. Os casos mais complicados - pelo investimento feito à raiz e pelo elevado salário, Bojinov (custou 2,6 milhões por 80% do seu passe); Onyewu, que está emprestado ao Málaga e que tem um salário a rondar 900 mil euros e Danijel Pranjic que se encontra com o Celta de Vigo.

 

Não tenho os dados em relação à equipa B, embora se saiba que Godinho Lopes renovou com alguns dos mais promissores antes da sua demissão. Os mais evidentes são Bruma, cujo contrato termina em 2014, Eric Dier e Tiago Ilori em 2015.

 

Chegamos então à equipa principal, que será, indubitavelmente, o «olho do furação» que se aproxima, acreditando nas palavras do presidente. Este dá a entender, esclarecidamente, que alguns dos activos mais importantes do plantel actual vão ser disponibilizados no mercado. Quais são eles é impossível de adiantar pelo desconhecimento dos relevantes critérios, mas não é missão muito espinhosa antecipar que a atenção vai recair sobre os que estão mais valorizados e têm maior procura: Rui Patrício, Marcos Rojo, Diego Capel, Adrien Silva, Boulahrouz (pela idade e salário) e Labyad. Isto é mera opinião minha, mas não deverá estar longe da realidade, caso aparecem clubes interessados. Lamentarei a saída de Rui Patrício, mas chegou o dia de ele se aventurar no estrangeiro, especialmente, se possível, na English Premier League. Idem para Diego Capel, que tem vindo a ser observado pelo Marselha e por emblemas ingleses, mas os erros mais grosseiros que esta liderança vai cometer será com a venda de Rojo - vai ser um dos grandes centrais europeus - e Labyad - o talento está lá mas ainda não se afirmou devidamente. Jeffren deverá sair, se tiver mercado e talvez também Schaars, que vai ser outra perda de peso. Não imagino o que pretendem fazer com Carrillo e nem sequer quero admitir que estejam dispostos a transferir Rinaudo. Se assim fizerem, aconselho que o Sporting desista do futebol profissional e se concentre nas outras modalidades e não venham os «suspeitos usuais» atirar areia para os olhos com o discurso demagogo do passo certo para um futuro risonho, que servirá para adormecer os mais incautos. Muito embora Jesualdo Ferreira já tenha dado a sua recomendação sobre Joãozinho, a opção de compra é de um milhão de euros e veremos se estãrão dispostos a despender essa verba com ele. Miguel Lopes, pela idade, e imagino que terá um salário razoável, também estará incluído na lista dos transferíveis.

 

Quem ficará, então: Marcelo Boeck, por ser o substituto lógico de Rui Patrício, Valentin Viola, André Martins, Cédric Soares e o trio dos jovens se os conseguirem manter: Bruma, Ilori e Eric Dier. O resto do plantel será preenchido por elementos da equipa B, casos de Ricardo Esgaio, Zezinho, Betinho, Gael Etock, João Mário, etc.. Reforços ?... Nem dá para conjecturar.

 

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publicado às 16:34

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1 comentário

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De Mundial 2014 a 07.05.2013 às 01:04

Rui Patrício poderá sair para ter-se dinheiro fresco na tesouraria, mas tal será em desespero de causa... sabendo que Portugal tem boas chances de ficar em segundo lugar no grupo F e de ir aos playoffs como cabeça-de-série e apurando-se para o Mundial do Brasil. Sabendo-se que é um dos eleitos de Paulo Bento e que Miguel Lopes poderá também lugar nos 23... fazer um esforço para manter estes dois por mais um ano e depois aceitar propostas interessantes pela sua transferência parece ser uma aposta de risco "calculado". Curiosamente, Cédric Soares é capaz de na Alemanha ter mais mercado que Miguel Lopes em qualquer outra parte do mundo... mas sou capaz de estar errado. Rinaudo é outro jogador com possibilidades de ir ao mundial, juntamente com Rojo, logo faz sentido mantê-los por mais uma temporada, especialmente se aprender a jogar em conjunto com o resto da defesa, aí concordo que poderá ser um grande central, e se deixar as noitadas em que fica podre de bêbado, também é uma grande ajuda.

Quanto aos diversos estrangeiros, conseguir colocá-los todos a jogar em outros campeonatos e evitar pagar salários já não é má ideia, ainda assim, há casos em que jogadores com possibilidades de irem ao mundial, casos de Bojinov, Pranjic ou Onyewu, talvez possam regressar, especialmente o último, já em relação aos outros, tirando Bojinov, dificilmente poderão ser opção.

Adrien Silva duvido que tenha mercado para uma boa venda, uma vez que esta temporada não permitiu valorizá-lo de forma alguma. Quanto ao marroquino, tal como Carrillo, não faz sentido despachá-los, mas por outro lado, o primeiro é capaz de ter mercado lá para os Países Baixos, já quanto ao peruano, duvido que seja muito caro. Jeffrén é capaz de ter saída ali do outro lado da fronteira, mas Schaars só para poupar no salário e para encaixar algum dinheiro extra, pois em termos desportivos, não se revelou ser um grande "melhoramento" ou "reforço", mas esta época, quem é que o foi, tirando Patrício e Cédric, só para dar dois exemplos mais "notáveis"?

É preciso não esquecer que os miúdos da equipa B, enquanto a equipa se manteve sem grandes alterações, andou a lutar taco a taco com Os Belenenses pela manutenção, especialmente com Oceano à frente da equipa, isto apesar das imensas críticas a que era votado... o problema é que subir tantos moços à equipa principal é um risco enorme, não pela sua juventude e inexperiência, mas sim pelos maus hábitos adquiridos na Liga Vitalis, onde jogam sempre mais lentos que um caracol ou uma lesma... Porque fora isso, temos boa matéria-prima para fazer melhor campanha para a próxima época, especialmente se tivermos em conta que alguns dos ainda júniores são capazes de lutar por um lugar na equipa B para o ano.

Obviamente que sem as competições europeias, há uma redução considerável das receitas e com a crise em que o país está, conseguir vender lugares no estádio fica ainda mais complicado... mesmo imaginando que se usem técnicas criativas de venda de gameboxes como, por exemplo, vendas em grupo, em que para encher todos aqueles lugares que temporada após temporada ficam sempre vazios, os mesmos sejam vendidos em pacotes e com preços com desconto para tentar compensar as perdas esperadas... fazê-lo nos lugares mais apetecíveis, apenas mais em cima da data do primeiro jogo em casa, para evitar canibalizar possíveis aquisições dos adeptos mais fieis.

Ainda assim, pode-se sempre arriscar a promoção do clube em terras asiáticas e fazer por lá os jogos de pré-época, usando a marca Sporting (e associá-la à marca CR7 ;) )para angariar alguns trocos extra em termos de "cachets" nos jogos particulares...

Já quanto à composição do plantel para a próxima temporada, o mesmo tem de envolver sempre o treinador e apesar de todos os cortes necessários, o mais importante é acertar no treinador. E segurá-lo assim que o "sistema" prejudicar a equipa consistentemente para manter a actual artificial bipolarização...

Ainda é muito cedo para definições, depende muito do quanto se irá poupar nos pesos-pesados e do quanto vai sobrar depois das renovações com os mais promissores. Há vários "miúdos" que têm qualidade para a equipa de honra, mas que precisam de rodar na equipa B, desde que orientada também por um bom treinador. Isto é, sem José Dominguez.

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