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Alex Ferguson nem sempre foi Sir Alex

Rui Gomes, em 09.05.13

 

Hoje evoca-se a glória, os títulos, a figura lendária por nome de Sir Alex Ferguson, mas poucos, se alguns, teriam sobrevivido o tumulto das suas primeiras campanhas ao lemo do Manchester United.

 

O técnico escocês chegou aos "Red Devils" a 6 de Novembro de 1986 já com títulos nacionais e europeus conquistados na sua terra natal, mas nada disto o tinha verdadeiramente preparado para o que o esperava no clube de Bobby Charlton. Assumiu a liderança com a equipa em 21.º no campeonato inglês - ainda não era a "English Premier League" - e acabou a época em 11.º. Na temporada seguinte alcançou sucesso inesperado, classificando-se em 2.º, apenas 9 pontos atrás do campeão Liverpool. Mas as celebrações foram prematuras, pois ainda tinha um enorme pesadelo à sua frente. Na época de 1988/89 regressou ao 11.º lugar e foi eliminado da Taça de Inglaterra logo nas primeiras eliminatórias. Em 1989/90, pior ainda; com os adeptos constantemente a pedir a sua demissão, classificou-se em 13.º lugar mas, quase por milagre, conseguiu conquistar a Taça de Inglaterra pela vantagem mínima de 1-0 sobre o Crystal Palace, a vitória que salvou a sua carreira. Em 1990/91 voltou ao meio da tabela com um 6.º lugar e, finalmente, a época de glória em 1991/92, com o título inaugural da English Premier League e o primeiro do clube de Manchester em 26 anos. O resto é registo histórico...

 

Pergunta que nunca resisto fazer: quanto tempo teria durado Alex Ferguson no Sporting ?... Uma época ou duas, talvez, de certo que não teria terminado a terceira.

 

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publicado às 19:21

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24 comentários

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De haja luz a 09.05.2013 às 21:34

Rui

Grande treinador, aquela equipa da decada de 90, para mim foi a melhor.
Naquela altura o futebol inglês era uma alegria, era acima abaixo, sem paragens.

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De Rui Gomes a 09.05.2013 às 21:41

Caro Haja Luz,

O futebol inglês ainda é muito agradável de seguir, embora em moldes um pouco diferentes do passado. Quanto a Sir Alex, sem dúvida, grande, enorme até. Fica na história e suspeito que ainda vai ser mais homenageado.
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De haja luz a 09.05.2013 às 21:38

Quanto á pergunta, basta recordar que tivemos o melhor treinador do mundo contratado, e tivemos que escolher outro.
Aliás eu já disse, que os adeptos têm sido um dos problemas
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De Rui Gomes a 09.05.2013 às 22:01

Os adeptos ao longo dos anos têm dado o seu indispensável apoio, mas também têm criado problemas pelas pressões, por vezes senm nexo, que colocam em direcções e equipas.

Quanto a José Mourinho, admito o que nunca admiti até hoje: também eu, na altura, opinei contra a sua contratação, por um simples motivo: reagi emocionalmente porque veio em cima da derrota com o Benfica. O timing foi mau e, por muito que se diga agora, ninguém verdadeiramente imaginava que ele chegava onde chegou. São coisas da vida...

Por fim, durante o reino de Alex Ferguson no MAN U, 26 anos, o Sporting teve, salvo erro, 33 ou 34 treinadores, Teria de ver as minhas para confirmar o número exacto.
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De Lionheart a 09.05.2013 às 23:36

Caro Rui Gomes, a opção Mourinho nunca foi explicada aos sócios do Sporting. Quem de direito - Luís Duque - nunca por ela deu a cara e depois tivemos pessoas como Dias da Cunha a vetá-la publicamente. Depois, como se sabe, Duque caiu, depois de ter feito cair José Roquette também.

Quanto a se Alex Ferguson teria durado no Sporting, ponho a questão de outra maneira. Qual foi o treinador a chegar ao Sporting nos últimos 30 anos com um currículo parecido com o de Ferguson antes de entrar no United? Lembro-me de apenas dois: Bobby Robson e Jesualdo Ferreira. Nós temos tido muito poucos treinadores de nível, em comparação com os rivais. A instabilidade e a precaridade também se devem a isso.
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De Rui Gomes a 09.05.2013 às 23:46

Caro Lionheart,

Não obstante o confronto interno entre Duque e Roquette, é claro para mim que todos nós, ou a maioria, reagimos emocionalmente pelo momento desagradável.

Quanto ao outro ponto, reforça a minha insinuação: quem foi despedido à entrada da Porta 10-A com a equipa em 1.º lugar ?

Ainda mais, Laszlo Boloni é campeão e depois fica em 3.º lugar. O que é que lhe aconteceu ? Este, talvez mais do que muitos, poderia ter evoluído no lugar e ter ficado ficado a longo prazo.
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De Lionheart a 10.05.2013 às 00:00

Bem, essa cena com o Sousa Cintra foi mais do que lamentável. É o que dá não ter bases na matéria, porque tanto lhe atentaram a cabeça depois da eliminação em Salzburgo, que o homem passou-se completamente. O ambiente no regresso a Lisboa era muito tenso, com uns a fazerem-lhe a cabeça e outros a tentaram acalmar a situação. Depois foi o que se sabe. Coisas que só acontecem no Sporting.

Mesmo que não tivesse ganho esse campeonato (o sistema acabaria por fazer o Benfica campeão, pois foi bastante beneficiado pelos árbitros nesse ano), o Sporting tinha uma equipa técnica de futuro, caramba. Tinha o Robson, o Manuel Fernandes como adjunto e o Mourinho lá dentro a aprender. Fomos na moda do Queiroz e lixámo-nos bem. Regredimos ANOS. Jogadores como o Paulo Sousa, o Balakov ou o Valckx saíram todos por causa do Queiroz. E depois o Robson foi para as Antas e ganhou lá tudo. Ai meu Deus...
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De Rui Gomes a 10.05.2013 às 00:13

É bem verdade, e eu acompanhei a situação muito ao perto, pertíssimo aliás. A cabeça de Sousa Cintra já estava no Queiroz. Na sua ideia era o milagreiro que lhe iria dar muitos títulos, enquanto presidente e, diria até, que o próprio ex-seleccionador contribuiu directamente para aquilo.

Vou agora dizer o que, salvo erro, só disse uma única vez: nessa época e por essas alturas, perdi muito do respeito e admiração que sempre nutri por Manuel Fernandes. Assisti a casos que nunca deveriam ter acontecido e o Manel era o "bufo" do Cintra.

Por outro lado, o Mourinho, então, era um simples tradutor. Fiquei com muito má impressão dele quando me foi apresentado no restaurante do antigo estádio. Eu e um vice do Sp+orting íamos almoçar e já lá se encontravam o Manel e o seu compadre Mourinho. Isto foi logo nos seus primeiros dias.

Coisas do destino: se eu e o Cintra tivessemos chegado a um acordo, os dias de Mourinho estavam contados. Quem diria !!!
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De Lionheart a 10.05.2013 às 00:45

O Queiroz estava já em litígio com a FPF por causa do falhanço do apuramento da selecção portuguesa para o mundial de 94, não foi? O Sporting foi ouro sobre azul para ele se safar. E depois da "porcaria" na federação, tivemos a desculpa da relva de Alvalade. Incrível a forma como a selecção falha o apuramento e depois como o Sporting perde o campeonato em 1995 com uma série de empates em casa, para além dos terríveis 3-6 em 1994... Que incompetente!

A vida é feita de oportunidades. A cunha do Manel e depois a influência do Bobby Robson foram o ponto de partida do "special one". Sem isso o seu percurso se calhar teria sido muito mais acidentado, a ter de aceitar trabalhos e clubes duvidosos apenas por precisar de ganhar dinheiro. Mourinho foi um previligiado neste aspecto, porque andou sempre num patamar superior. A propósito, quando ele foi para o Leiria, já sabia que tinha o Porto na calha não?
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De Rui Gomes a 10.05.2013 às 01:03

Nem me fale do Carlos Queiroz, ultrapassa os meus limites de tolerância.

Tem razão, a vida é oportunidade, timing e saber aproveitar. Nesse sentido o Mourinho foi muito esperto e, ainda por cima, o Bobby Robson ficou a gostar muito dele. Eu dizia-lhe que teria maior impacto ele dirigir-se directamente aos jogadores, mesmo com pobre português, mas ele, parte pela conveniência e mais por gostar do JM, nunca admitiu outro cenário. O Manel abriu-lhe a porta, também o Cintra, claro, e o Bobby conduziu-o pela mão. Ele estava fresco, tinha chegado não há muito tempo do curso de 4 meses, salvo erro, na Inglaterra e tudo bateu certo. Também muito mérito dele. Mais tarde, aprendi a respeitá-lo e o resto é história.

Não tenho memória específica dessa parte do FC Porto nem de se ter falado do assunto. Muito por isso, penso que não haveria nada concreto.

Quando disse que se tivesse ficado como director-técnico do SCP ele teria os dias contados, talvez seja um exagero, porque não contabilizei o querer de Bobby Robson. Mas, pela minha maneira de trabalhar e já que inglês não seria factor, a minha primeira inclinação seria essa. Em princípio, não me agrada a ideia de intermediários entre treinadores e jogadores. Eu não acompanharia todos os minutos de treino, mas estaria presente em tudo o resto.

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De Lionheart a 09.05.2013 às 23:52

Só para clarificar o que quis dizer antes. Em oito anos como treinador do Aberdeen, Alex Ferguson ganhou três campeonatos da Escócia, quatro Taças da Escócia, uma Taça da Liga, uma Taça das Taças (batendo a equipa do Real Madrid na final em 1983) e uma Supertaça Europeia contra o Hamburgo. Como treinador do ABERDEEN, não com o Rangers ou com o Celtic! Absolutamente NOTÁVEL! Nunca tivemos um treinador com um currículo destes, já nem falo no seu período no Manchester United. Não admira que lhe tenham dado tempo em Manchester, pois ele tinha crédito para isso.
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De Rui Gomes a 09.05.2013 às 23:56

Eu compreendi isso meu caro. Temos a mentalidade inglesa e, por vezes, há coisas do destino. Sir Alex já estava condenado a sair, indubitavelmente, salvo aquela quase milagrosa vitória na Taça. Mas, isso, à parte, currículo ou não currículo, quantos clubes aguentavam um treinador que em quatro anos fica duas vezes em 11.º e outra em 13.º. Razões que a razão desconhece.
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De Lionheart a 10.05.2013 às 00:05

É verdade. Ele já estava por um fio em Manchester. E depois "rouba" o Cantona ao campeão Leeds United e a partir daí o United dispara completamente.
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De Rui Gomes a 10.05.2013 às 00:31

Existiram diversos factores, porque não podemos esquecer que ele neste período foi gastando muit dinheiro. Em 1991, salvo erro, chegou o Peter Schmeichel e foi a estreia de Ryan Giggs e tinha o grande capitão Robson.
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De Lionheart a 10.05.2013 às 00:59

É. As equipas dele sempre conjugaram os durões com os criativos. No princípio tinha o Steve Bruce, o McCallister, mas também a genialidade do Eric Cantona. Depois foi a fase do capitão Roy Keane e dos miúdos da formação, como o Ryan Giggs, o David Beckham, ou o Paul Scholes.

Depois da saída do Ronaldo acho que entraram na "mediania", mesmo continuado a ganhar campeonatos. O United já não é uma equipa que imponha respeito na Europa. E depois acho que aquele que queriam fazer dele uma estrela, por ser internacional inglês, o Rooney, é um flop. Tem havido especulação que este está de saída e que o United está a fazer tudo para recuperar o Ronaldo. Os dois não são compatíveis e o clube inglês prefere voltar a ter o Ronaldo a manter o Rooney. Só não sei é que clube estará disposto a pagar uma nota preta pelo Rooney, mas pronto.
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De Lionheart a 10.05.2013 às 01:09

Perdão, quis dizer Pallister, não McCallister.
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De Rui Gomes a 10.05.2013 às 01:14

A sua memória para nomes é melhor do que a minha.
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De Rui Gomes a 10.05.2013 às 01:12

Opinião pessoal, porque não fiz qualquer contacto nesse sentido, mas não acredito que CR7 regresse a Manchester, apesar de existirem interrogações sobre o "clima" em Madrid. Mas, o dinheiro fala sempre mais alto e tudo é possível.

Penso que a vida particular do Rooney tem afectado muito a sua performance. Muito disto, como bem sabemos, é só para vender jornais. O MAN U este ano, só vai ao título pela irregularidade dos outros e van Persie. Tem uma defesa muito pobre para o seu nível.

Neste momento, vai-me desculpar meu caro, mas tenho de me ausentar durante algum tempo. A hora também já é tardia.

É sempre um prazer. Cumprimentos
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De Miguel a 09.05.2013 às 22:34

Depende.
Se fosse até há dois meses atrás,Sir Alex duraria meia época,sendo optimista.
De então para cá,regista-se uma súbita resignação e condescendência que o levaria a morrer de velho ao leme,mesmo que descesse de divisão.
Chama-se a este estado,"exigência máxima"!
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De Rui Gomes a 09.05.2013 às 23:05

Ou, mediante a interpretação, exigência mínima.
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De Lionheart a 10.05.2013 às 10:11

Ainda sobre a questão dos treinadores do Sporting, que o Rui falou em cima, a minha opinião sobre Lazlo Boloni não é muito positiva. Ele tinha de facto inclinação para lançar jovens da formação (lançou o Ronaldo, o Quaresma e o Hugo Viana) mas era fraco no banco e tinha um discurso mais moralizador dos adversários do que dos nossos jogadores. Ganhou o campeonato numa conjuntura muito favorável, com o Jardel e o João Pinto em grande forma, o Porto em transição e o Benfica completamente em baixo. Qualquer treinador seria campeão pelo Sporting naquele ano (menos o Carlos Queiroz...).

Penso o mesmo sobre o Inácio. Igualmente conjuntura muito boa, Porto com excesso de jogos, Benfica em crise. Na época seguinte, com maior responsabilidade e a Liga dos Campeões pelo meio, foi um desastre. A parte emocional que falou deve-se ao facto de Mourinho ter festejado eufóricamente os 3-0 do Benfica ao Sporting e o sentimento de "traição" pela sua entrada em Alvalade se fazer à custa do treinador campeão ao fim de 17 anos. Mas, lá está, quem escolheu o Mourinho tinha de dar a cara, explicar essa opção e bater-se por ela. Quem é que manda afinal?

O Fernando Santos teria feito um bom trabalho no Sporting se não lhe tivessem desfeito a equipa logo no princípio. Prometeram-lhe coisas e acaba por ver sair o Ronaldo e o Quaresma logo antes do campeonato começar, sem que entrem jogadores para esses lugares. O treinador e os adeptos foram enganados e essa época, novamente com o Sporting campeão em título, foi outro descalabro, com o Santos a não sair sem antes mandar bocas à SAD. Já nesse ano as contratações dos "barretes" Silva e Ricardo ao Boavista (porque se falava que o Benfica os queria contratar), demonstraram como o Bettencourt era mais fama que outra coisa...

Depois veio o "forever". Homem lutador, simples, mas muito limitado como técnico. O Paulo Bento não é treinador para um clube que precisa que os técnicos principais "moldem" e aperfeiçoem os jovens da formação. Se o Ronaldo é hoje um grande jogador, deve-o a Alex Ferguson, porque se tivesse continuado em Alvalade, sujeito às sucessivas mudanças de treinadores e estilos que isso implica, tinha-se perdido.
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De Rui Gomes a 10.05.2013 às 12:12

Caro Lionheart,

Eu reconheço que Laszlo Boloni tinha algumas insuficiências mas acho injusto a desde sempre apreciação que ganhou porque tinha jogadores a, b ou c. Ele ganhou usando o que tinha e tem mérito por montar um sistema de jogo precisamente para extrair o máximo desses jogadores. Com o passar do tempo, poderia ter evoluído na posição.

Inácio e Fernando Santos nunca me impressionaram.

Paulo Bento é um caso à parte. Nunca fui admirador do seu sistema de jogo, mas também reconheço que conseguiu resultados no seu consulado. O Ronaldo para ele seria um problema porque ele não gostava de extremos, exemplo de Varela que dispensou.

Em geral, a temática de treinadores no Sporting é sempre muito subjectiva, pela estrutura, cultura do clube e dirigentes que pouco ou nada percebem de futebol. E depois ainda temos os adeptos, sempre muito impacientes e a não perdoar o mais pequeno deslize. Acho que é um complexo que temos.
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De haja luz a 10.05.2013 às 21:07

Boa tarde

Rui e lion
Muito assunto
Permitam-me opiniões diferentes em alguns assuntos, algumas contra o pensamento geral
Começo por Rooney, grande portento quer física, velocidade força resistência, quer tecnicamente.
Jardel é que \"ganha\" o campeonato, há o antes e o depois dele. No ano a seguir sem ele, encostamos.
Para mim o Carlos fez um grande trabalho na primeira época, fizemos grandes jogos, e só não fomos campeões, porque os outros foram levados ao colo.
Inácio, grande trabalho para o título.
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De Rui Gomes a 10.05.2013 às 21:41

Eu detesto ouvir essa do Jardel. Voltamos sempre à mesma. Se o treinador utiliza os seus activos como deve ser e vence o mérito é dos activos, se não os utilizar e perde a culpa é dele. O Boloni teve o grande mérito de montar um sistema de jogo para servir o Jardel e este tinha a capacidade para tirar o devido proveito. No próximo ano, não foi só «sem ele», foi também a grande polémica que foi criada.

A exemplo, o Paulo Bento que insistia no 4x4x2 sem extremos, nunca aproveitoria o Jardel da mesma forma. Já no FC Porto o sistema de jogo também era tirar o máximo dele. E assim é que deve ser.

O Inácio tem mérito mas deve-se a uma conjuntura de factores. Um destes factores, é o homem do vídeo que publiquei hoje. Nunca mais teremos outro como ele. Classe total em futebol.

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