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Ainda o candidato derrotado

Rui Gomes, em 05.12.12

Era a minha maior preferência não voltar a abordar esta já fastidiosa temática, mas a incessante campanha demagoga desta personagem quase  obriga a ter de se lhe dar a atenção que ele não merece, mas que tão obcecadamente persegue. Nunca nos anais históricos de um qualquer clube desportivo - ou de outros - constou um candidato derrotado alcançar a notoriedade de Bruno de Carvalho. Esta (ignóbil) distinção proporcionar-lhe-á enorme satisfação e um (falso) sentido de realização, considerando que até ao acto eleitoral de 2011 não passava de uma figura anónima na sociedade portuguesa e de insignificante presença no universo sportinguista. Aliás, muito permite perceber que foi precisamente este seu anonimato que impulsionou uma boa fatia do inesperado apoio que lhe foi concedido, pela esperança (mal) fundamentada em um rosto novo que dava a (ilusória) sensação de representar os meios para uma ruptura com uma parte do passado de menor agrado e o abrir caminho para um horizonte mais próspero. Evidente e lamentavelmente, acabou por provar ser somente mais um clássico exemplo de que as aparências iludem e de que nem só com palavras se movem montanhas, por muito que se propague o mito.

A sua conduta desde o primeiro dia - assim como a dos seus devotos discipúlos - tem sido no sentido único de promover um clima de destabilização e revolução em torno do Sporting, habilmente discriminado por si como «críticas» à gestão e não à instituição. As suas inúmeras intervenções nas redes sociais, nos periódicos desportivos e em tudo quanto é média, sempre nos piores momentos do Clube, não representa, por qualquer interpretação do termo, uma postura de quem tem os seus melhores interesses em mente.

Não sou adverso a mudança, quando esta se mostra imperativa pela força superior das circunstâncias, mas recuso admitir a destituíção de orgãos democraticamente eleitos, apenas e sobretudo, pela ausência de resultados desportivos. A mais significativa ironia do momento é que, não obstante o grave estado financeiro do Clube, o ruídoso alarido quase não se sentiria se a equipa principal estivesse imersa na luta pelo título e a disputar as competições europeias. É tudo uma questão de percepções e prioridades do ânimo.

A recém-presença do candidato derrotado no programa televisivo «Dia Seguinte», para debater o tema Sporting, instituição a que está ligado somente pelo seu associativismo como muitos milhares de outros sportinguistas, só pode ser raciocinada pelo insaciável apetência da comunicação social portuguesa por tudo quanto dispensa controvérsia sensacionalista. Evidenciou-se pelo seu discurso demagógo, sem rigor nem substância, face à vincada ausência de factos e soluções, deixando transparecer a sua finória intenção, pela subtileza da sua afirmação de que «As eleições antecipadas não são da minha opinião. É opinião de todos os sportinguistas, de toda a gente». E, ainda, que «O Sporting é um dos melhores do mundo, se não mesmo o melhor. No entanto, temos de perceber que há interesses de toda a ordem». Um cínico diria: «a começar com os dele». É também óbvio que ao querer promover a «revolução», não quer parecer liderá-la, estratégia que visa projectar a imagem de «salvador da pátria», já que apenas são necessários mil sócios para convocar uma Assembleia Geral eleitora, partindo do princípio que ele conta com esse apoio. Dai, a sua declaração no sentido de colocar o ónus de causa sobre os sócios, clamando que são eles que vão encontrar as soluções. Pura demagogia populista !

O presente do Sporting é conturbado e o seu futuro incerto, mas uma consideração é preeminente: Bruno de Carvalho é parte do problema e não da solução e não oferece o perfil para ser o líder que o Sporting Clube de Portugal exige e merece, longe disso, em facto.

 

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publicado às 23:05





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