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As versões e as diferenças

Rui Gomes, em 13.05.13

Um texto da autoria de Lídia Paralta Gomes - Record - sobre o "clássico" do Dragão, do qual transcrevo apenas três parágrafos mais relevantes:

 

"(...) Mas a verdade seja dita: o Benfica não perdeu o campeonato no Dragão. Perdeu-o no imprevisto empate com o Estoril, no primeiro indício de que a meia-final da Liga Europa frente ao Fenerbahçe tinha marcado o fim da réstia de frescura física da formação de Jesus. Sem esse empate, O Benfica jogaria no Porto sem pressão, o ideal para uma equipa em frangalhos. Assim não foi. Talvez por isso acusem os encarnados de não terem feito tudo para ganhar no sábado.

 

Vejo por outro prisma. Face à falência da condição física dos seus jogadores, Jesus só podia jogar em contenção. Jogasse de peito feito e sujeitava-se à goleada. E até ao milagroso remate de Kelvin, a estratégia do Benfica resultou na perfeição.

 

Resta agora ao Benfica fazer das tripas coração em Amesterdão. O jogo de quarta-feira pede verdadeiros gladiadores na Arena, para que o Benfica não viva aquilo que em 2004/2005 viveu e sofreu o Sporting: numa semana perder campeonato e, na altura, Taça UEFA. Essa época, em que o Sporting era de longe a equipa que melhor futebol praticava na Liga... (...)."

 

Observação: O empate com o Estoril é visto à conveniência de memória selecta pelo infâme jogo na Luz frente ao Sporting. Na realidade, perdendo os três pontos como devia ter perdido - houvesse justiça e arbitragem imparcial - e com os outros dois do jogo com o clube da Linha, o Benfica teria chegado ao Dragão com um ponto de atraso em relação ao FC Porto, e o cenário alterava-se significativamente. E, agora, estaria a quatro e o clube do Norte já celebrava o título.

 

Como já indiquei em um outro texto, a única pessoa em posição para poder avaliar a condição física da equipa é Jorge Jesus, tudo o resto vindo da praça não passa de meras conjecturas. Mas mesmo admitindo esse condicionante, não dá para compreender o ilusório argumento que se o Benfica tivesse jogado no Dragão em carácter - o seu desde sempre jogo ofensivo - seria goleado. Acho isto muito estranho, porque esta equipa portista também é vulnerável e precisava de vencer o jogo. Não podia jogar em contenção e teria de correr alguns riscos que potencialmente teriam sido explorados pelas "armas" atacantes dos encarnados, o que eles sempre fizeram melhor ao longo da época.

 

Por fim, à semelhança comparativa do que já aqui escrevi, é bom que a cronista se tenha lembrado do que aconteceu ao Sporting em 2005. A grande diferença é que o golo de Kelvin foi limpinho, limpinho, e o de Luisão, em 2005, foi extraordinariamente sujinho !

   

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publicado às 18:20

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