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Mesmo sem haver qualquer comunicado oficial para o efeito, é por de mais evidente que existe um grave impasse nas conversações entre Jesualdo Ferreira e Bruno de Carvalho, num primeiro momento, e, mais recente, com Augusto Inácio, sobre a continuidade do técnico em Alvalade. Vindo do Correio da Manhã vale o que vale, mas o jornalista Nuno Miguel Simas cita uma "fonte" directamente:

 

"Jesualdo Ferreira pediu para se alterar a estrutura da SAD. Com essas exigências, o Sporting é que teria de se encaixar nas pretensões dele e não o contrário. O presidente tem a estrutura montada com Inácio e Virgílio, e ele queria um modelo diferente. Jesualdo esticou demais a corda, o presidente não cede a pressões e muito dificilmente haverá retorno. Com Bruno de Carvalho, são pessoas que têm de se encaixar no modelo e não o modelo a ter de se adaptar ao que as pessoas querem. Jesualdo queria ficar com os plenos poderes que tinha no tempo de Godinho Lopes como manager. Agora é outro tempo. Esta semana ainda deverá acontecer mais uma reunião entre Jesualdo e Bruno de Carvalho, mas as posições estão muito distantes. Se não ceder, Jesualdo sairá no final da época."

 

Este cenário faz lembrar o treinador - e há muitos do género - que desenha o sistema de jogo da equipa ignorando as características dos jogadores à sua disposição e depois exige que estes encaixam nesse sistema, quer resulte quer não. De qualquer modo, nada nestas revelações surpreende por que uma leitura compreensível das circunstâncias, desde o primeiro dia, permitiu tirar estas ilações sobre as visões diferentes que as partes pretendem para o futebol do Sporting. Confirmando-se a veracidade da informação da "fonte", é óbvio que os principais actores estão a preparar o terreno para a saída de Jesualdo Ferreira e temendo a reacção dos adeptos - salvo os Brunecos, claro - pretendem fazer o "casting"" do professor como o mau da fita. E a estratégia resulta em pleno, com alguns, a exemplo destes comentários à reportagem:

 

«Considero-o um bom técnico. Experiente, conhecedor e pouco afecta que lá dentro o coração bata por um rival. Um profissional é superior a isso. MAS não pode ser superior aos interesses do Clube. PODE sair já HOJE.»

 

«Teve muito tempo para deixar o Sporting no verde da classificação, quem não é do Sporting, fora do clube. Em querer seguir os métodos de Godinho, disse tudo!»

 

«Vai-te embora Jesualdo! Conseguiste fazer o impensável, deixar o clube na pior classificação de sempre. Fizeste um bom jogo com o Benfica. Tudo o resto foi uma miséria. Obrigado e até nunca mais, não deixas saudades!»

 

«Ou seja, o Sr. Professor quer se colocar acima de toda a gente no Clube. Quer que o Presidente, eleito com cerca de 10.000 sócios, altere o seu programa, sufragado por esses mesmos sócios, para o acomodar. Tá bem tá."

 

A campanha eleitoral há longo que terminou, mas a mesma finória estratégia continua em voga e convence os incautos. Mais (menos) não era de esperar. As palavras chave de tudo isto: "estrutura" - "programa" - "modelo" - "não ceder a pressões" - "seguir Godinho" - "agora é outro tempo". Ainda nada de concreto se viu, mas a propaganda é infinita !

 

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publicado às 12:44

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19 comentários

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De robsen92 a 15.05.2013 às 13:27

Boa tarde,

Tenho acompanhado o blog e agrada-me a equidistância relativa a posições a favor ou contra de algumas pessoas do clube.

No entanto, criticar a direcção por não conseguir manter Jesualdo não parece justo.

Os Sócios votaram num modelo, num sistema e num tipo de Gestão. Isto é claro, não percebo o porquê de tantas interpretações e presunções.

Há análises que são desnecessárias.

Esperemos por noticias de fonte oficial e aí sim, podemos falar.

Até lá, deixemos de embarcar na fantochada dos jornais.

O Celso Roth ainda vem????
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De Rui Gomes a 15.05.2013 às 13:42

Boa tarde,

Nem tudo é "fantochada", como bem sabemos. Isso à parte, qual é, precisamente, o modelo, o sistema e o tipo de gestão que refere ?... Até à data, ainda nenhuma das promessas foi cumprida e, à vista dos sócios, ainda não existe um modelo, um tipo de gestão e um sistema.
A questão de Jesualdo prende-se tanto ou mais com a falta de compreensão do que consta a suposta nova estrutura da SAD, que inclui, o tal ainda por revelar misterioso terceiro elemento.
Agora, "há análises que são desnecessárias" mas durante mais de dois anos tudo valia.

Nem todos nós sentimo-nos obrigados a "engolir" tudo. Para esclarecer o estado das coisas, o presidente que venha à praça. como ele faz tão frequentemente, e explique a situação, em vez de discursar demagogicamente.

A opnião ou crítica construtiva é sempre útil. Provoca debate e deste sai uma melhor compreensão, desde que as pessoas sejam sensatas. Agora, não nos vamos calar só porque sim.
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De Rui Gomes a 15.05.2013 às 15:20

Ainda mais um pequeno reparo, já estava a caminho do escritório quando respondi ao seu comentário.

Preza-me saber que acompanha o blogue e espero que continue. Dito isto, não acha curioso que o leitor - e outros - só surgem a comentar quando se escreve algo que é interpretado como crítica ao novo presidente, quando se publica diariamente 7/8 posts abrangendo variadíssimas temáticas. Visto deste lado, isso só pode ser interpretado como uma tentativa de calar quaisquer vozes discordantes das acções do novo presidente e afins. Francamente, sendo esse o objectivo, escolheram o endereço errado, porque aqui não nos deixamos influenciar/intimidar por estratégias dessa natureza.

Se desejar debater, concretamente, os específicos da nova liderança, terei imenso prazer em o fazer, o único problema que o leitor terá, assim como eu - é que pouco ou nada se sabe das supostas reformas que estão a ser implementadas. Por isso indiquei que seria útil o presidente explicar, mesmo sem entrar em confidencialidades do foro interno.
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De Lionheart a 15.05.2013 às 13:41

É evidente que os treinadores é que têm de se adaptar à estrutura dos clubes e à sua estratégia, só que o problema do Sporting é que a "estrutura" do Bruno de Carvalho não presta para nada. Antes, mesmo com uma direcção fraca, o Jesualdo tinha total autonomia e reportava perante o presidente. Agora, a direcção é igualmente fraca, mas pejada de elementos que o actual treinador não respeita profissionalmente, e ainda para mais sendo seus superiores, o Jesualdo prefere ir à vida dele.O resto é fantasia.

Se alguns sócios acham que prevalecem os superiores interesses do "clube", ou que se aproveita alguma coisa do programa que venceu as eleições, bom proveito. Quando votaram como votaram inviabilizaram a continuidade do actual treinador, por isso não venham agora pedir para as partes se entenderem. Ou não sabiam o que faziam quando votaram? Azar.
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De Rui Gomes a 15.05.2013 às 13:48

Neste caso concreto, a referida "adaptação" é diferente porque Jesualdo Ferreira não era somente treinador, daí o impasse das conversações. Não se trata apenas da contratação de um técnico. Este, bem ou mal, quer o que já tinha: uma palavra sobre o futebol do Sporting. E, com indica, é natural que não lhe agrade ficar subjugado a pessoas que ele considera, e que são, seus inferiores, em contexto.
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De Lionheart a 15.05.2013 às 14:05

Claro. O Jorge Jesus aceitaria ser subalterno do Shéu, só por causa de eleições no Benfica? Não me parece. Então porque é que o Jesualdo Ferreira haveria de querer ficar na dependência do Inácio, ainda por cima sem poder de escolher ou vetar jogadores? Ficavam os comissionistas a escolher os jogadores e depois os adeptos a cobrar ao treinador, como é costume no Sporting? Treinador que tenha colocação não aceita isto.
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De Rui Gomes a 15.05.2013 às 15:11

É evidente meu caro Lionheart. Esta situação de Jesualdo oferece contornos algo invulgares pela sua posição com poderes alargados antes da nova liderança chegar.É perfeitamente compreensível que ele pretenda uma definição clara da estrutura de forma a permitir-lhe continuar a funcionar nos mesmos moldes em que aceitou a posição. Isto à parte, torna-se evidente que ele não respeita a competência de quem é pretendido ser colocado como seu superior e esta coisa do "adepto" no banco para se evidenciar perante a plateia e ainda confrontat Jesualdo publicamente como ele já fez, não ajudar a cimentar um ambiente de respeito e solidariedade entre as partes. Não foi necessário o CM surgir a reportar seja o que for, tudo isto já foi lido e comentado, aqui e em outros espaços. O meu artigo semanal no jornal, entre outras coisas, alimenta a lógica da continuidade de Jesualdo. Veremos se não vai ser censurado.
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De Francisco Melo a 15.05.2013 às 17:26

Caro Rui Gomes,

Também vejo com muita preocupação este impasse na renovação de Jesualdo Ferreira, e tenho pena que ao cabo destes anos todos (pós-Paulo Bento) em que acertámos finalmente no treinador, este venha, afinal, ser sol de pouca dura.
Usando a feliz expressão de José Eduardo Bettencourt quando comentou o despedimento de Bobby Robson, diria que a saída do Jesualdo Ferreira será mais uma "precipitação à Sporting!".
Não me vou pronunciar sobre se existe ou não alguma estratégia da Direcção no sentido de empalidecer a imagem de Jesualdo junto dos adeptos, para assim melhor justificar a sua não continuidade. No entanto, sempre direi que a existir essa estratégia, ela acaba por ter (perigosamente) o efeito contrário.
É que se Jesualdo sai porque queria ter uma palavra a dizer na escolha e formação do plantel e não lha deram, então o novo treinador irá aceitar o cargo abdicando dessa autonomia, o que para começo cria logo mau impacto junto dos adeptos. É que queremos um treinador forte, e não um pau mandado que aceita trabalhar com qualquer jogador, sem avaliar a sua qualidade.
Espero bem que Inácio não alinhe na conversa de o treinador não ter uma palavra a dizer. Ainda me recordo bem quando disse, depois de ter sido despedido na época 2000/2001, que trabalhou com um plantel em que contrataram jogadores para os quais ele não foi tido nem achado. Tantos anos depois seria triste vê-lo fazer a outro aquilo que não gostou que lhe tivessem feito...
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De Rui Gomes a 15.05.2013 às 17:51

Caro Francisco Melo,

Eu considero esta situação preocupante não apenas e tão só pela eventual substituição de um treinador, mas sim leitura que eu faço de uma estrutura de futebol tudo menos definida que aparenta querer aglomerar "yes men" à volta de um presidente que, como bem sabemos, não tem conhecimentos alguns nests esfera de actividade.

Jesualdo Ferreira não é insubstituível, mas será, muito indica, o homem certo no lugar certo neste momento do Sporting, para permitir alguma estabilidade de gestão interna e de nível de competitividade. Considero o timing deste processo importante. O pior que pode acontecer ao Sporting actual é meter-se novamente nas apostas em novos treinadores, com os inevitáveis riscos. Eu até acho interessante a ideia dos jovens do Paços ou do Estoril, mas liderar esses clubes, sem qualquer pressão, e liderar o Sporting, é significativamente diferente. Pode eventualmente resultar, mas é um grande risco que deve ser evitado neste momento.

A leitura que eu sempre fiz da situação - isto hoje não é nada de novo . é que o Jesualdo aceitou vir para o SCP, nesta tardia fase da sua carreira, pelo desafio que o captivou muito além de estar apenas no banco. A própria esposa já fez saber que ele anda muito entusiasmado pelo envolvimento no desenvolvimento dos jovens e por ter palavra nesse foro. Agora, querem-lhe tirar tudo ou quase tudo disso - e ainda por cima para ele ser subalterno de pessoas que são suas inferiores, em contexto e o impasse é inevitável.

Mas meu caro Francisco, digo-lhe isto muito francamente e sem qualquer animosidade contra a nova direcção: eles nunca o quiseram e ainda não o querem. O dilema é a sua produtividade desde que chegou, a recuperação da confiança dos jogadores, estes sentirem-se bem a trabalhar com ele e os muitos adeptos que têm apreciado a sua contribuição, até, diga-se, a comunicação social é unânime neste sentido. Como despedir esta pessoa sem ficar mal aos olhos de todos salvo os que os apoiam cegamente ?

Cumprimentos

P.S. O outro ponto é que Jesualdo, mesmo reconhecendo as limitações, tem a visão de ver um Sporting moderadamente competitivo. Esta disposição coloca a noda liderança na ingrata posição de aparecer com os apoios que garantiu ter e que ainda não se viram. Tenho a certeza absoluta - alías, sei -que JF não concorda com a venda de alguns dos activos que ele considera nucleares para alicerçar o novo SCP. BdC quer vender para arranjar as verbas que ele não conseguiu pelos meios prometidos.
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De Francisco Melo a 16.05.2013 às 01:03

A memória é boa conselheira.
O que peço ao Presidente e ao Inácio é que imaginem no que poderia ter dado a única solução de treinador, de sua iniciativa, conhecida à data. Marco van basten.
Tirando em BdC/Inácio, mais ninguém quis pegar nele, desde as penúltimas eleições do Sporting. Só voltou a treinar uma equipa esta época, o "colosso" Heerenven, o qual terminou num modesto 8.º lugar.
Não vale a pena inventar nesta matéria.
Paulo Fonseca e Marco Silva entusiasmaram, mas só têm 1 ano nestas lides. Se uma andorinha não faz a primavera, também uma excelente época não faz logo um treinador consagrado.
Saudações leoninas,
FM
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De Rui Gomes a 16.05.2013 às 01:13

Concordo na íntegra, caro Francisco Melo. Já usei o van Basten como exemplo diversas vezes em conversa com amigos. Ainda há instantes telefonou-me um outro amigo sportinguista e esta foi o tema da nossa conversa. E eu disse-lhe que se eu fosse presidente do SCP neste momento, eu diria para mim próprio que vou precisar de um ano ou dois de sossego e mesmo que Jesualdo não nos leve ao título - muito improvável - a equipa será suficientemente competitiva para preservar alguma paz e tranquilidade. Por outro lado, is vender as pedras fundamentais da equipa a troco dos 35% que nós temos dos seus passes, nem nos vai dar muito dinheiro nem equipa. Sei que este é um dos pontos fundamentais do impasse.

Cumprimentos
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De Pedro Quartin Graça a 15.05.2013 às 15:33

Excelente post. Parabéns!
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De Rui Gomes a 15.05.2013 às 16:00

Obrigado Pedro.
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De robsen92 a 15.05.2013 às 20:41

Caro Rui,

Faço os comentários que faço porque entendo que vivemos num mundo desportivo sem factos concretos. È muita especulaçäo e poucos dados.

Devo informar que sempre fui muito céptico face a Bruno Carvalho. Aliás, nem votei nem para presidente. E sim, nos tempos de Godinho falava-se demais na praça pública, mas isso näo retira a incompetência das anteriores direcções.

Quanto a esta. Até agora retenho o seguinte: o clube fala na voz do presidente; o presidente conseguiu um primeiro diálogo com a banca com sucesso; o clube tem estado muito melhor na ligaçäo aos sócios, basta ver os conteúdos diários do site; o regresso positivo à formaçäo de pessoas que avisaram durante anos as más opções que andavam a ser feitas, como a entrada de pessoas do benfica, que após dois anos de aquisiçäo de know how no scp voltaram para o benfica; a colocaçäo de abel nos b's e lima nos juniores.

É claro que há aspectos negativos. Mas eles só lá estäo desde Março. Näo devemos dar algum tempo? Esperar um pouco para ver como ficam as renovaçöes, o treinador, a auditoria e outros.

Quanto ao modelo de gestäo tem sido claro. Fala se pouco e trabalha se muito ou mais.

Se reparar o Presidente tem sido ponderado nas suas comunicações, a excepçäo dos bancos, tem estado em muitas modalidades. Em suma tem presidido o clube e a sad.

Para mim isso é positivo.

Face ao exposto, entenda que näo faço comentários para para censurar as suas opiniões, até é raro fazer comentários.

O tempo é precioso e seria absurdo perder tempo em busca de blogs para defender esta direcçäo.

Cumprimentos
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De Rui Gomes a 15.05.2013 às 22:24

Caro robsen92,

Escrevi uma longa resposta ao seu comentário e acidentalmente rasureia-a e cá estou novamente:

1. Faz bem comentar, pelo menos neste espaço. A reacção colateral deve-se muito às inúmeras tentativas que têm surgido apenas para silenciar.

2. É verdade que temos boatos a mais e factos a menos e precisamente por isso entendo que determinadas questões que não estritamente confidenciais deviam ser divulgadas por quem de direito para minimizar especulações avulsas. BdC tem falado muito mas dito um pouco, concretamente.

3. A direcção de Godinho Lopes foi incompetente - na realidade até mais a SAD - mas no sector de aproximação aos sócios e de recuperar os espectadores para os jogos fez um excelente trabalho. As estatísticas confirmam-no. Claro, indiferente do que ele fazia nada estava bem para a oposição efectiva, dentro e na periferia do Clube, cujo objectivo único era a Direcção cair, daí todos os movimentos de destabilização.

4. A interpretação do acordo com a banca é muito subjectiva. A realidade é que BdC acabou por aceitar o que já tinha sido negociado com GL. Nem mais, nem menos. Aliás, ele tentou a tal verba adicional (70 milhões) que provocou o impasse e a famosa conferência de imprensa. Nada mais.

5. Essa da infiltração de benfiquistas é admissível mas carece de explicação por alguém mais credível de quem divulgou a ocorrência. Abel e Lima, consta, repito constam, ainda não foram confirmados por BdC.

6. Se compreende o modelo de gestão, dou-lhe os meus parabéns porque compreende mais do que eu. Nas suas comunicações BdC tem falado muito e dito pouco, concretamente.

7. Nunca considero censura, opiniões contrárias. A única razão que aceitei colaborar em um outro blogue e mais recente criei o meu é precisamente porque adoro o debate. A ser sincero, gosto de debater futebol e nã estas políticas de "meia tijela". Quem se expõe, como eu faço, à praça pública, não pode esperar e muito menos exigir consenso de opiniões.

A nossa diferença fundamental é a seguinte: Em 2011 apoiei BdC senti-me atraiçoado, como sportinguista, pela sua desrespeitosa conduta - para ser simpático - durante mais de dois anos. Ele não se preocupou em prejudicar o Sporting para contribuir para a queda da direcção cessante. Em suma, perdi o respeito por ele e nada fez para eu o recuperar. Salvo questões gerais, ainda não cumpriu com nada e o pouco tempo não desculpa. A SAD devia ter sido definida logo nos prmeiros dias, mesmo com a ausência de Inácio.

Bem, vou ficar por aqui por hoje. Apareça sempre que entender que é bem vindo. Eu defenderei sempre quando penso ter razão, mas também serei o primeiro a admitir qualquer parecer errado.

Cumprimentos
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De robsen92 a 16.05.2013 às 00:27

Caro Rui,

Temos posições diferente.

Não me alongo mais nesta questão, pois teremos mais temas para debater.

No entanto, quanto à formação, não achei a entrevista de Bento Valente desprezível.

Cumprimentos,

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De Rui Gomes a 16.05.2013 às 01:22

Caro robson92,

Para ser sincero, eu não tinha a mínima memória dele e recorri prontamente aos meus contactos para esclarecer a contenda. O que apurei é que ele terá razão em algumas coisas e não em outras e perdeu muita credibilidade pela entrevista que deu em que, entre outras coisas, atacou Aurélio Pereira forte e feio.
Mas eu conheço o "mundo" da academia e da formação pessoalmente e apesar do bom trabalho que tem vindo a ser feito, envolve muitas personalidades e alguns egos obliquos, o que torna a situação complicada.

Por fim, ando há anos a insistir que a SAD deve ser totalmente profissional e não deve ser afectada por actos eleitorais. Direcções entram e saiem mas a estrutura profissional deveria ficar intacta. Também não concordo que o presidente do clube seja presidente da SAD, mas enquanto o SCP mantiver a maioria do capital isso vai acontecer, porque o que a maioria dos presidentes procuram - com relevo especial para BdC - é o palco que o futebol proporciona e, isso, acaba por ser, quase sem excepção, a queda deles.

Passe bem.
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De robsen92 a 16.05.2013 às 13:26

Caro Rui,

É mais um ponto que não concordo.

A Sad e o clube devem ser lideradas pela mesma pessoa.

Penso que há uma mania de gestão no SCP que perfila essa linha de pensamento. Não entendo o clube como uma empresa.

A sua natureza obriga a uma liderança una e singular dentro da realidade portuguesa.

Cumprimentos,
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De Rui Gomes a 16.05.2013 às 15:08

Meu caro,

Reconheço que conceitos deste género são de difícil aceitação na sociedade portuguesa, facto que ajuda a explicar a condição do país e, neste caso concreto, do Sporting. E, mais remendo menos remendo, assim vão continuar.

A teoria em voga que obedece a métodos e princípios com décadas de existência não satisfaz as actuais exigências do futebol indústria, que pesa muito mais do que a vertente meramente desportiva. A estrutura profissional não pode estar subjugada às mudanças de liderança e tudo o que isso implica. A realidade - a exemplo do estado actual - é que temos um presidente com um currículo empresarial que ninguém compreende e que nunca "viu" uma bola de futebol à sua frente que tomar decisões que implicam a muitos milhões de euros, pessoas e a própria existência da Instituição. Mas só encararemos estas realidades quando estivermos já a cair pelo abismo abaixo. É essa a "nossa" natureza. Ainda esta semana na Grécia, o AEK entrou em insolvência e abandonou o futebol profissional. Consta que vai recomeçar pelas divisões mais baixas. Deve ler o post "Os investidores" de um colaborador do blogue que sabe muito do que fala, em primeira mão e por intervenção própria, no que ao Sporting concerne.

Cumprimentos

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