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Artigo de opinião da autoria de António Tadeia - TSF - que faz uma abordagem eloquente e certeira à actualidade do Sporting:

 

A apaixonada decisão da Liga e a final da Liga Europa, com os dramas vividos pelo Benfica, concentraram a atenção de todo o país  desportivo e deram a Bruno de Carvalho o tempo e a tranquilidade para resolver a fase-três da sua presidência no Sporting. E se as duas primeiras se saldaram por uma vitória com algumas reservas, nas negociações com a banca, e uma derrota com sinais de esperança na retoma, no ataque ao lugar europeu que acabou por escapar, a fase-três, a da definição do treinador, pode vir a ser fulcral.

 

A vitória no desbloquamento das verbas de que o Sporting precisava de forma a assegurar a gestão do dia a dia não pode ser muito valorizada, porque era evidente que o clube e a banca estavam condenados a um entendimento que não se revelasse demasiado penalizador. Já a falha na qualificação europeia não deve ser muito empolada, pois os sinais que a equipa deu no final da época foram bons e permitem esperança no futuro próximo.

 

A questão é que a equipa não subiu de produção por ter Bruno de Carvalho no banco - ainda que a proximidade do presidente possa ter contribuído para entusiasmar e responsabilizar os jogadores. A equipa subiu porque foi finalmente coerente na forma de encarar política desportiva e espaço competitivo e custa entender por que razão um dos principais responsáveis por essa coerência não há-de continuar ao leme ou terá de ser submetido à intermediação de um director nos contactos com o presidente que até se senta a seu lado no banco.

 

Não é por Jesualdo Ferreira, como antes não foi por Domingos, pois se vier Leonardo Jardim, Marco Silva, Rui Vitória ou até José Peseiro, os leões ficarão bem servidos de treinador. É porque a interrupção do caminho, agora, enferma de dois erros que já são usuais no Sporting: a vontade irreprimível de começar tudo de novo e a sedução pela "next big thing", pela derradeira sensação, que alimenta essa política de terra queimada e impede o clube de dar os seus passos firmes numa direcção escolhida há já alguns anos.

 

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publicado às 10:10

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7 comentários

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De Lionheart a 19.05.2013 às 11:22

Concordo que a opção Leonardo Jardim, de todos os treinadores na moda, ou seja, aqueles cuja carreira é tão curta que ainda não tiveram tempo para falhar, é o que tem mais experiência e conhecimento do que é trabalhar num clube grande. Mas será preciso uma estrutura muito forte para lhe dar apoio, e aí é que estamos para ver o que é que eles valem.

Vamos esperar pelo melhor...
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De Rui Gomes a 19.05.2013 às 13:09

Sempre considerei Leonardo Jardim um bom treinador. Estou surpreendido com o FC Porto já não o ter agarrado, partindo d princípio que Vítor Pereira não ficará.

Mas penso que BdC e cia. terão que ter cuidado, porque se não cumprirem com o prometido, seja o que for, incluindo apoios, ele é do tipo de bater a porta sem mais nem menos.
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De sergiom a 19.05.2013 às 17:27

"... estamos para ver o que é que eles valem"

sr. Lionheart, a ler todos os comentários que já fez a esta direção já há muito tempo que sabe o que eles valem.
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De Lionheart a 19.05.2013 às 18:30

Desconfio. Só não sou bruxo, nem crente.
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De antónio a 19.05.2013 às 16:45

“O treinador será mais uma peça de uma máquina que tem de funcionar em pleno, uma peça importante evidentemente, mas nunca um ser genial e providencial a quem se pede que resolva todos os problemas da equipa e, por vezes, até do próprio clube.” (Bruno de Carvalho)
Nesta afirmação de Bruno de Carvalho há uma revelação subliminar: é ele próprio que se considera salvador do Sporting, constituindo a sua pessoa a genialidade, o saber, a competência, em suma, a iluminação que irá resgatar o nosso clube de todos os seus males.
Por essa razão, não resistiu a cortar com o passado recente, mesmo nos seus aspectos positivos, e recomeçar tudo de acordo com o seu plano e convicção. Quando exalta os valores do presidencialismo é isso mesmo: o poder concentrado na sua pessoa iluminada. Imagina-se um “Pinto da Costa” mas não conhece nem a milionésima parte da missa. Uma pessoa assim não será capaz de trabalhar em equipa, ao contrário do que quer fazer crer.
Dir-se-à que foi eleito. Verdade. O problema é que ele não tem um “saber de experiência feito”. E isso será fatal para o seu presidencialismo. Pior, será terrível para o Sporting, que é o que verdadeiramente interessa.
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De Rui Gomes a 19.05.2013 às 17:09

Caro António,

Concordo, na íntegra.
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De Pinto da Costa e José Maria Pedroto a 19.05.2013 às 22:14

Pinto da Costa fez-se dirigente no FC Porto, iniciando-se no Hóquei em patins com apenas 20 anos de idade. Foi dirigente nas modalidades por vários anos e acumulou muita experiência, que depois soube usar aquando do seu regresso em 1976.

Bruno de Carvalho parece que esteve ligado ao regresso do hóquei em patins do Sporting à primeira divisão, todavia tem ainda muito para aprender e apesar de saber aconselhar-se, terá de compreender que nada irá conseguir sozinho.

Compreendo todavia que no que ao domínio do simbólico e no que ao aspecto político da coisa diz respeito, faça questão em extirpar o mais possível todas as referências ainda existentes no Sporting que apontam aos últimos anos do Projecto Roquette, à chamada Dinastia da Continuidade, à tão propalada "Situação".

Fica uma interrogação: tal limpeza será suficiente para eliminar os espiões e as toupeiras "colocadas" pelo FC Porto nas últimas temporadas...?

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