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O que dizem eles

Rui Gomes, em 28.05.13

 

"O actual projecto é o de um clube grande em Portugal que, no presente, não vive a fogosidade que teve em anos anteriores. Mas, acreditamos que o podemos reerguer com uma reestruturação forte e com resultados desportivos que permitam voltar a colocar o Sporting, no plano desportivo, à dimensão do clube"

 

-    Leonardo Jardim    - 

 

Observação: Muito embora o referido projecto e até a muito badalada reestuturação ainda não sejam conhecidos, não se pode acusar o novo treinador do Sporting de não ter uma atitude positiva. Decerto que a visão da nova liderança para o futebol do Sporting lhe terá sido explicada e, por ter aceite o desafio, concordou com a mesma. Espera-se algum desacerto pela potencial saída de jogadores apreciados pelos sportinguistas mas, no final das contas, os resultados desportivos, como sempre, é que ditarão o futuro. O presidente já afirmou que não se deve esperar títulos - tudo bem - mas ele que não conte com o apoio incondicional de todos se a competitividade da equipa não atingir patamares que lhe permitam, no mínimo, estar mais envolvida na discussão dos lugares cimeiros da Liga, especialmente com a Europa fora da equação para esta época.

 

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publicado às 14:48

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6 comentários

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De Lionheart a 28.05.2013 às 16:47

O treinador tem toda a razão. Nota-se que está consciente das dificuldades mas não perdeu a ambição. O Sporting tem de recuperar a sua competitividade. Esse tem de ser o nosso desígnio.

Em comparação, na fase Soares Franco/Paulo Bento, semelhante à actual, o Sporting passou por uma fase de aperto financeiro, conseguiu resultados acima do esperado, mas o nosso futebol estagnou. Por isso quando os rivais subiram de nível, o Sporting não mais se bateu com eles no campeonato, porque o efeito Paulo Bento durou dois anos (na primeira época - incompleta - ficou a seis pontos do Porto, na segunda ficou a um, na terceira a cerca de 20 e depois nem vale a pena falar). Ficaram todos muito confortados que faziam muito com "pouco", porque ficavam à frente de um Benfica muito incompetente, mas isso tinha prazo de validade. Só não via quem não queria. Por isso não vejo esse período como exemplo para nada.

Agora, aceita-se um ou dois anos de reestruturação, mas esta pressupõe sempre esforço e evolução. Senão não estão ali a fazer nada. Ninguém pede que o Sporting gaste tanto quanto os outros, até porque ninguém pode assegurar qual o valor de orçamento ideal para ganhar campeonatos. Mas acho que todos concordamos que se o nosso orçamento continuar sempre a ser metade do deles, estamos feitos...
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De Rui Gomes a 28.05.2013 às 17:23

Partimos do princípio que a situação real lhe foi explicada e ele compreendeu e aceitou. Nós não estamos em posição para poder avaliar os recursos que lhe foram prometidos para permitir o tal nível de competitividade.

Não vencer títulos é uma coisa, outra é nem sequer discutir os lugares cimeiros como aconteceu estes dois anos.

Para fazer mais com menos, teremos de ter uma operação,no seu todo, muito eficaz.

P.S. Bem sabemos que com Paulo Bento devíamos ter sido campeões e não fomos pelas razões do costume.
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De Tywin Lannister a 29.05.2013 às 16:09

Na temporada de 2005/06, e que Paulo Bento substitui José Peseiro, na mesma em que Filipe Soares Franco sucede a Dias da Cunha (que acumulou um prejuízo de -€90,97 milhões, incluindo a temporada de 2000/01, aquela em que tivemos Augusto Inácio, Fernando Mendes e Manuel Fernandes como treinadores, tendo José Roquette passado o testemunho a Dias da Cunha, sendo um tal de Luís Duque o responsável pelo futebol), o Sporting somou 72 pts (22V-6D-6E), menos 7 pts que o FC Porto, e teve um aproveitamento de 70,59%. Na temporada seguinte ficou a apenas um ponto à conta da mão do Ronny, somando 68 pts com um aproveitamento de 75,56%.

Em 2007/08, Paulo Bento ficou a 14 pts do FC Porto, e não vinte, somando 55 pts com um aproveitamento de 61,11%. Época seguinte, -4 pts, 66 pts somados, 73,33% de aproveitamento. Um prejuízo de -€13,349 milhões nesta temporada, deixou a soma dos quatro anos com um lucro de +€2,041 milhões.

Filipe Soares Franco sabia até onde as receitas do Sporting conseguiam esticar, mesmo com participações regulares na Liga dos Campeões e teve de vender vários jogadores do plantel para com estas receitas extra-ordinárias poder cobrir os custos operacionais já de si elevados na altura.

Depois José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes, com menos receitas ainda, resolveram de forma brilhante aumentar os custos em tal ordem, que -€118 milhões depois, e sem sabermos as contas desta temporada, não há qualquer maneira, de o Sporting poder competir em termos orçamentais com Benfica ou FC Porto... e todavia, o que Godinho Lopes gastou com salários de jogadores e impostos, ficou à volta dos 50 ou 51 milhões de euros!!! Isto sabendo que as receitas da SAD, excluindo proveitos das transferências de jogadores, dificilmente excediam os 40 milhões de euros...

Agora pergunto: algum de vocês entregava a gestão do seu negócio a alguém que fizesse um disparate destes, sabendo como pelo menos dois dos concorrentes, competem de forma suja e desigual?
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De Lionheart a 29.05.2013 às 17:49

"Em 2007/08, Paulo Bento ficou a 14 pts do FC Porto, e não vinte"

O Porto perdeu 6 pontos na secretaria no fim dessa época, daí ter acabado a 14, mas na prática foram 20 pontos de diferença.

O Bettencourt e o GL aumentaram os custos porque investiram mais, como era CONSENSUAL na altura, porque estava toda a gente FARTA de segundos lugares. Pode-se argumentar que o investimento foi mal realizado, que não existia estratégia, etc. Investiram para aumentar o valor do plantel e assim aumentar as receitas potenciais, para além de tentar obter resultados desportivos, porque os bons jogadores são mais caros, mas também produzem mais resultados desportivos e financeiros.

Como eu não acredito em milagres, não vejo como é que o Sporting com metade do orçamento dos rivais pode ser campeão, seja com o Soares Franco ou com o Bruno de Carvalho. Portanto, ou o clube se habitua a deixar de ganhar títulos, ou tem de encontrar formas de aumentar as receitas para poder investir mais, para ser mais competitivo. Ou isso, ou contratem um bruxo para as coisas correrem muito mal no Dragão e na Luz. E se calhar mesmo assim não chega.
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De Petinga a 29.05.2013 às 20:43

Recordo que Bettencourt entrou no clube, saiu-se com a tirada do "Paulo Bento Forever" mas nao investiu a sério na equipa até Janeiro, já depois de Paulo Bento ter saído. E as contratacoes incluiram o fabuloso negócio de compra de Sinama Pongolle por 6,5 milhoes de euros que foi tudo menos "consensual" e que, sinceramente, até hoje me cheira a comissoes e falcatruas que tresanda. O Sporting foi muito claramente lesado nesse negócio. Depois teve a peregrina ideia de ir buscar um Paulo Sérgio para nos devolver as glórias do passado e foi o que se viu.

O único período de investimento feito de forma minimamente organizada foi o de Godinho Lopes, sobretudo porque se rodeou de pessoas consideradas "competentes" para o futebol. Infelizmente para ele, deu-lhes demasiada rédea solta e nao teve depois algo chamado coluna vertebral para evitar mudar de opiniao a cada semana.

Acima escreves que no período de Paulo Bento o nosso futebol estagnou. 100% de acordo. Os nossos "sucessos" foram obtidos exclusivamente por uma política de triste alianca com o FCP e por demérito total do SLB. Soares Franco foi o único presidente que retirou dividendos deste clima de "amizade" com o FCP que agora parece terminar. Mas o Sporting nao terá ganho assim tanto...
Tenho para mim que o (infeliz) declínio da Seleccao Nacional se arrisca a demonstrar que Paulo Bento, tecnicamente, é um mediano treinador de futebol. Muito em breve perceberemos se Leonardo Jardim é melhor ou nao.

Saudacoes Leoninas
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De Lionheart a 29.05.2013 às 23:11

Só para terminar, até porque este tópico está a ficar para trás. Pegando no que o Rui disse sobre o campeonato em que ficámos a um ponto do Porto, essa época ficou marcada por um erro de arbitragem muito grave, que foi o golo nítidamente marcado com a mão por um jogador do Paços de Ferreira, o Ronny. Jogo esse que o Sporting não ganhou. Já não me lembro se perdeu 0-1 ou empatou. Todavia, esse jogo foi na primeira volta e como sempre o Sporting começou muito mal a época e perdeu muitos pontos no início do campeonato. No início da segunda volta tudo apontava para que o Sporting já estava arredado do título quando se jogou o Porto-Sporting. Só que o Sporting venceu por 1-0 (essa foi a nossa última vitória no Dragão) e assim o Sporting diminuiu a desvantagem de 12 para 9 pontos, salvo erro. Naquela que foi a primeira época de Jesualdo Ferreira no Porto (que tinha sucedido ao Co Adrianse), os andrades fizeram uma má segunda volta, e o Sporting uma excelente, tendo conseguido dez vitórias consecutivas, menos uma que o nosso recorde (11 vitórias seguidas na primeira volta do campeonato de 1990/1991 com Marinho Peres). No final ficámos a um ponto do Porto, mas dava toda a ideia que eles estavam nos limites (como o Benfica no fim desta época) e que se a época durasse mais uma ou duas jornadas eles perderiam o campeonato. Assim não aconteceu e aí o episódio Ronny acabou por ter a relevância que se conhece.

Sobre o consulado de Bettencourt e GL, é óbvio que foram péssimos executantes, com erros na escolha de treinadores e na estrutura que depois ao não darem fruto desportivamente, agravaram a crise financeira.

Sobre o período Soares Franco, sempre disse que a política de então estava nitidamente virada para a satisfação dos compromissos com a banca e por isso ninguém se chateava com os segundos lugares, pois esta classificação (na cabeça de contabilistas) dava a mesma receita que o primeiro lugar, mas menos despesa. A "aliança" com o Porto assegurava o segundo lugar e afagava o ego de alguns Sportinguistas por ficarem à frente do Benfica. O que Sporting "ganhou" com isso rapidamente se esboroou e quando o Benfica conseguiu melhorar um pouco, passou logo à nossa frente, ainda antes da entrada do Jorge Jesus. O Sporting deitou-se à sombra da bananeira por um prato de lentilhas, é por isso incompreensível como se pode usar aquele período como exemplo para alguma coisa. Já nem falo que a presidência de FSF não resolveu nenhum problema de fundo, agravou a fractura no clube e cavou mais a diferença orçamental para os rivais, apesar de ter prometido uma equipa para a Europa em troca da venda do património não desportivo.

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