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O defeso e afins

Rui Gomes, em 30.05.13

Neste período de defeso em que a bola está parada, salvo pela Selecção Nacional que ainda tem dois jogos importantes por disputar, vamos lidando com um vasto leque de conjecturas, boatos e rumores diários sobre o movimento de jogadores e treinadores no mundo do futebol. Meramente para manter aceso o debate sobre a modalidade, em geral, e o nosso Sporting, em particular, vamos comentando o mais construtivamente possível as temáticas de maior relevância, especialmente as que, porventura, mais interessam a sportinguistas, reconhecendo, no entanto, que nem tudo o que é noticiado corresponde à verdade.

O presidente e Augusto Inácio têm discursado imenso sobre o que pretendem para o futebol do Sporting sob a sua liderança, mas muito pelas generalizações ou afirmações que pisam o irrealizável, ainda não se tem um conceito concreto relativamente aos meios a que recorrerão para levar a cabo a complicada missão que assumiram, considerando as limitações dos cofres de Alvalade e os muitos jogadores sob contrato, sejam eles da equipa principal, da B ou do lote dos emprestados. 

Depois da má decisão sobre Jesualdo Ferreira, surgiu a contratação de Leonardo Jardim a estimular os ânimos e a injectar renovada esperança de que na próxima época continuaremos a ter um treinador competente a liderar a equipa. Por muito do que tem constado sobre a venda de jogadores, especialmente aqueles com maior potencial no mercado, não deixa de ser preocupante que alguns dos mais importantes da equipa seguirão outro rumo, para serem substituídos por outros activos "low budget". A contratação de Jefferson encaixa neste enquadramento e só resta desejar que o defesa brasileiro consiga repetir a época que realizou este ano no Estoril, ao nível do Sporting. Já o atraso em contratar o muito badalado ponta de lança do Moreirense, Ghilas, precipita a sensação que um activo um pouco além do "low budget" já não é expectável.

Um dos jogadores mais falados - com razão de ser - é Marcos Rojo, o polivalente defesa da selecção argentina que pode provocar um negócio razoável para o Sporting. Nunca será um "bom" negócio, porque o jogador é jovem e necessita de ser valorizado através de mais uma ou duas época de bom nível. Não é segredo algum que Leonardo Jardim aprecia-o imenso, mas nem esta consideração será um impedimento caso surja uma oferta que satisfaça a SAD leonina. Entre os muitos outros dossiers à mão, encontra-se a renovação de Bruma, processo que aparenta estar num impasse pelo extremar de posições entre as partes. O seu representante Nir Zahavi não dá sinais de querer recuar nas exigências e o Sporting continua a não ceder por as considerar muito altas. Consta que o seu antigo representante Catio Baldé, que ainda age como uma espécie de conselheiro, irá mediar as negociações nos próximos dias para tentar encontrar uma resolução.

Por fim, e não de menor importância, parece-me que um plantel de somente 20 jogadores, como foi enunciado por Inácio - em vez do usual e mais desejado 23 - não é adequado, mesmo para um Sporting não europeu. Partindo dessa base, poderemos então contar com dois guarda-redes, quatro centrais, três laterais, seis médios, inclusive de trincos, três avançados/extremos e dois pontas de lança. Esta disposição obrigará Leonardo Jardim a recorrer frequentemente à equipa B, esta aos juniores e estes aos juvenis, perturbando o mais natural e eficaz curso de evolução dos jovens. A muito propagada ideia de "fazer mais com menos" é viável em certas áreas de funcionamento e gestão, mas não ao que concerne a vertente desportiva, independente da ilusão em voga que o Sporting poderá recuperar os patamares de sucesso seguindo os exemplos do Estoril e Paços de Ferreira, entre outros. Teoricamente é apetecível mas, na realidade, especialmente na do Sporting, não resultará.

 

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publicado às 23:03

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