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As contas do mundo do futebol fascinam-me, muito por não perceber patavina da matéria. Sou um autêntico leigo nesta área, que se atreve a escrever este breve comentário apenas e tão só por não resistir opinar sobre algo que me é estranho. Os três "grandes" enviaram os seus relatórios à CMVM, relativamente ao terceiro trimeste do exercício de 2012/13 de cada SAD.
 
Começamos pelo Sporting, em que a existência de prezuízo não deverá surpreender nem os mais distraídos. Se 29,7 milhões de euros negativos é um número razoável ou não face ao expectável, não faço a mais pequena ideia, mas não fico chocado por muito do que se já sabia. Com isto, verificou-se um crescimento do passivo para 249,2 milhões. O relatório também indica que houve um proveito operacional de 25,7 milhões de euros, menos 4,8 que no mesmo período do ano passado. Aparentemente, tudo se deve ao decréscimo de bilheteira, ausência de receitas na pré-época e decréscimo em diversas outras receitas. A parte de tudo isto que mais me intriga - ou talvez não - é a referência às receitas de pré-época, e leva-me à conclusão que o único tipo de receita signifcativa no verão, além da venda antecipada de gameboxes e bilhetes de época, é a venda de activos a preços milionários, uma área em que o Sporting se tem evidenciado pela sua inactividade de há uns anos a esta parte.
 
O FC Porto, com a sua elevadíssima performance desportiva, participação nas provas europeias, vendas milionárias de activos, etc., consegue apresentar um prejuízo de 6,565 milhões de euros. Para este observador, esta disposição é muito mais surpreendente do que o prejuízo do Sporting, mesmo que a SAD portista tenha melhorado do ano passado, onde tinha apresentado um negativo de 22,139 milhões de euros. Claro que a venda de João Moutinho e James Rodrigues não está contabilizada neste período.
 
E chegamos então ao relatório do Benfica, que ao nível do seu propagado estatuto do "maior" cá do burgo, apresenta um resultado positivo de 7,3 milhões de euros, não obstante o seu passivo de 403,9 milhões de euros. Analisando brevemente alguns pormenores do relatório, chega-se à conclusão - pelo menos eu cheguei - que o factor principal que produz o referido resultado positivo centra-se nas vendas de Witsel e Javi Garcia. Para este leigo observador, sem estas verbas, o exercício seria igualmente negativo.
 
A minha simples conclusão: todos os clubes atravessam períodos de enorme dificuldade financeira - uns mais do que outros, evidentemente - e muito além da necessidade de ter elevada performance desportiva, disposição que precipita, em cadeia, um bom número de proveitos - o factor mais crucial centra-se na venda milionária de activos, sem esta, o que já é difícil torna-se muitíssimo pior. Especialmente ao que concerne o Sporting, servirá para sublinhar aquilo que a maioria sempre reconheceu: sem investimento para garantir a capacidade para competir no topo, não existem meios de sobrevivência, por muitas poupanças que se façam e por muito necessárias que estas sejam.
 
Estarei errado nas minhas conclusões ?... É muito possível, por isso comecei a escrever o texto admitindo que não percebo patavina destas coisas.
 

 

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publicado às 22:13

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14 comentários

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De AM a 01.06.2013 às 00:51

Está certíssimo.Embora não seja a minha
área profissional,tenho algum conhecimento(porque não um texto do Desert Lion sobre este tema?) nesta área.
Pelo menos consigo compreender razoavelmente um ROC.E de facto sem investimento, o Sporting não tem hipótese de manter o seu estatuto.Também dá uma ideia do tipo de gestão arriscada que se faz em Portugal.Uma época como a nossa e parece-me que os nossos rivais teriam imensas dificuldades.
Ah,pois é,só nós é que nos podemos dar ao luxo de ter guerras civis e eleições a meio do mandato.
Afinal devemos ser muito mais ricos que os outros.
E já gora...mais fundamentais são os investidores de BdC.
Tem ou não tem?O Rui mantém a mesma ideia?
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De Rui Gomes a 01.06.2013 às 01:11

Caro AM,

Grande coincidência: estava a escrever o post e a pensar que esta temática é da área de perícia do Desert Lion. Infelizmente ele anda muito ocupado neste momento e não sei se terá disponibilidade para publicar o seu parecer. Esperamos...

Eu faço uma leitura destas coisas só por alto, precisamente por não ser a minha área de maior conhecimento, mas parece-me que o velho provérbio é aplicável: não há investimento sem risco e não há proveito sem investimento, ou palavras para o efeito. O GL compreendeu isto, o problema, como bem sabemos, foi que arriscou porventura excessivamente e perdeu pelos resultados desportivos.

Uma contenda para mim é clara: compreendo que haja a necessidade de fazer alguns cortes e poupanças, mas tudo será insuficiente sem o eventual investimento para tentar atingir a competitividade necessária.

Continuo a acreditar que BdC não tem nem nunca teve investidores. Dito isto, é possível que alguém apareça a médio prazo com a gestão mais estabilizada e com a equipa mais competitiva. Mas mesmo nesse mais agradável cenário, não vai ser fácil.

Cumprimentos
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De Petinga a 01.06.2013 às 02:25

Concordo com as conclusoes até certo ponto. Alguém escreve acima que, sem investimento, nao há sobrevivencia. E eu permaneco na minha opiniao de que esse investimento, sendo feito como se ve nos clubes portugueses, é suicidário.

Só pode haver um campeao por ano em Portugal mas devem existir 3 clubes a investir somas faraónicas de dinheiro?

De que serve o investimento se o clube nao tem capacidade de proteger os seus activos e de intervir decisivamente nas instancias que controlam a arbitragem e o futebol para pelo menos se precaver em relacao ao "jogo sujo" que os outros fazem?

De que serve o investimento se a estrutura do clube nao é capaz de delinear uma estratégia clara e coerente que nao ande a reboque dos assobios e vaias da plateia de Alvalade?

Para mim nao é esse o caminho. Mas posso estar errado. O Benfica e Porto também estao tecnicamente falidos: se hoje fosse preciso vender todos os activos desses clubes, duvido que cobrissem o montante dos passivos respectivos.

Escreve algo muito acertado: havendo capacidade de valorizar os seus jogadores, o Sporting pode facilmente realizar as mais-valias que lhe veem faltando desde o tempo em que transferiu o Nani. Nessa altura, nao foi preciso mais do que o 2o lugar no campeonato e participacoes razoáveis nas provas da UEFA para vender um jogador por 25 milhoes de euros.

O fundamental sao duas coisas: uma estratégia de proteccao de toda a equipa e um treinador que saiba o que é futebol de qualidade. Com classificacoes a rondar o 3o lugar (que acho difícil antes de 2014-15) e bom futebol o Sporting nao teria dificuldades em transferir, por cada época até 2017, uma das suas pérolas por valores elevados (se contarmos: Bruma, Carrillo, Dier, André Martins estao aqui 4 potenciais transferencias de +15 milhoes). Mas posso estar errado...
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De Rui Gomes a 01.06.2013 às 03:41

Não é que eu seja perito nesta matéria, mas aprendi na vida e como profissional que sem investimento - por inerência, risco - não há retorno de algum significado.

No desporto, a valorização de activos não pode atingir níveis mais do que modestos sem a equipa competir em patamares superiores que inclui as provas europeias, nomeadamente a Champions. Tudo isto ocorre em cadeia: competitividade, montra, marketing, imagem, receitas diversas. etc.. Não podemos usar o modelo de um Estoril ou de outros pela época atípica que fizeram e por uma dimensão de clube insignificante comparada à do Sporting.

O caso do Nani foi excepcional porque ele já era bem conhecido do MAN U, foi só uma questão de timing.

Fala em protecção da equipa... esta não é possível sem investimento, por vezes, sem sequer até que ponto os jovens irão. Daí, um dos riscos da formação.
À parte de tudo isto, o futebol não é uma ciência exacta. Pode elaborar os melhores planos do mundo e ser um fracasso. Existem muitos variáveis e, por isso, é necessário margem de erro suficiente para operar. Limitações financeiras, e outras, reduzem essa margem de erro.

O "sistems" é debate à parte, por crucial que seja, mas, em termos gerais, tem de ter poder nas mãos para o combater.
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De Petinga a 01.06.2013 às 22:28

Mas nao me admira que Bruma e Carrillo quando atingirem o seu patamar de excelencia ao nível do Sporting tambem sejam já conhecidos do ManU ou do Real Madrid. Nessa altura o Sporting participava regularmente na Champions League. Nos dias que correm, nao consigo aceitar que seja o Braga ou o Pacos de Ferreira a ganhar a terceira vaga para a Champions League que deveria ser nossa. E nao acho que seja necessário um investimento faraónico para conseguir chegar ao 3o lugar.

Isto sao tudo opinioes...

Quanto ao "sistema": de cada vez que penso nele, só me dá vontade de deixar de me importar com o futebol em Portugal. É terrível tentar-se jogar o jogo de forma limpa e honesta e nem sequer ter uma chance de o ganhar. As histórias que ouvi em jantares (com participacao inclusive de Augusto Inácio), de coisas sucedidas nos anos 90 e comeco deste século, sao de arrepiar.

Saudacoes Leoninas
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De Rui Gomes a 01.06.2013 às 22:42

O caso que cita - 3.º lugar - pode muito bem surgir desse modo, no entanto, o Sporting mesmo dentro da sua actual realidade tem de ter muito cuidado em não se "encolher" excessivamente, por variadíssimos motivos, entre eles, claro, a valorização de activos. Ir contratar jogadores a um campeão é significativamente diferente de o fazer com um mais abaixo na tabela. Depois, ainda temos as questões de imagem e marketing. Não se pode perder de vista que ocorre em cadeia e, para o efeito, visite o MaisFutebol e veja os detalhes dos relatórios dos três grandes.

Quanto ao "sistema", sempre existiu de alguma forma, mas como já indiquei, uma das armas para lutar contra ele é de se dar a nós próprios maior margem em jogos. Como temos andado, um fora-de-jogo mal assinalado, um penalti, um cartão provocam imediata queda. Por isso torna-se mais fácil "controlar" o Sporting, para não pisar os pés dos outros dois.
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De Petinga a 02.06.2013 às 09:10

Concordo.

E como escrevi acima, se jogássemos sempre como o fizemos contra o Beira-Mar, na procura do golo apesar de estarmos em vantagem, provavelmente teríamos chegado sem espinhas à Europa este ano. O Sporting venceu demasiados jogos pela margem mínima muito pela incapacidade de continuar a mandar no jogo depois de marcar o primeiro golo. Que se permita uma ténue reaccao aos Gil Vicentes, Académicas e Olhanenses desta vida ainda vá que nao vá. Mas que se lhes de a iniciativa do jogo e se deixe de dominar nao é condizente com aquilo que preconiza. Aliás, vencesse o Sporting todos os jogos em casa e fora contra as equipas da 2a metade da tabela e já teria aí os pontos suficientes para chegar à Liga dos Campeoes...

Saudacoes Leoninas
(já viu como até podemos concordar em muita coisa?)

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De Rui Gomes a 02.06.2013 às 09:17

Meu caro,

É perfeitamente aceitável termos diferenças de opinião. Agora o debate em voga "nós e eles" é que já não é tão agradável, quer seja directa ou indirectamente. Como já comentei, a preocupação prioritária da maioria é o Sporting e não dar razão a um líder e criticar outro. Quando critico BdC é isso e nada mais, não visa defender Godinho Lopes ou outros. E nunca critico só porque sim.

SL
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De Tywin Lannister a 03.06.2013 às 10:40

"Hear Me Roar!"


O jogo em Aveiro não é exemplo pois o adversário também precisava de ganhar, e teve de abrir-se, pelo que ao jogar de igual para igual com o Sporting, acabou por vergar-se ao nosso maior poderio. Ao contrário de todos os outros adversários que enfrentámos com Jesualdo Ferreira ao comando, à excepção de FC Porto, Braga (atrás de Paços de Ferreira) e Benfica (João Capela a 115), todos jogaram para não perder, pois o empate já era bom e podiam sempre conseguir algo mais. Sorte a nossa nesse jogo acabarmos com uma diferença de golos não negativa, nula, que bem podia ser positiva, não fosse a exibição de João Capela na Luz. Com uma vitória na Luz, talvez o Estoril Praia não tivesse ido à Europa...


Tywin Lannister
"Hear Me Roar!"
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De Rui Gomes a 03.06.2013 às 10:50

Está a irritar-me ao máximo. O que é que o jogo em Aveiro tem a ver com a discussão deste post ?

Último aviso: ou comenta em contexto e como deve ser ou então vou passar a não publicar NENHUM comentário seu. Repito: este é o ÚLTIMO AVISO !!!
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De Tywin Lannister a 03.06.2013 às 11:41

"Hear Me Roar!"


Eu comentei por três vezes em resposta ao comentário do Petinga, clicando para tal em http://camaroteleonino.blogs.sapo.pt/376390.html?replyto=754246#reply, três vezes o comentário não apareceu.


Mas reparo que o comentário foi finalmente publicado, mas fora de contexto, http://camaroteleonino.blogs.sapo.pt/376390.html?replyto=751942#reply, fora de ordem, seguido de desnecessário reparo.


Eu não tenho culpa que um comentário meu, em resposta directa a outro comentário, apareça fora de posição. Só pode ser erro do sistema.


Se olhar para esta perspectiva, http://camaroteleonino.blogs.sapo.pt/376390.html?thread=754246#t754246, vai perceber que o meu comentário deveria encadear no comentário anterior feito pelo Petinga, "complementando-o".


O Petinga certamente viu o jogo, eu também o vi, com muita atenção, e o Beira-Mar tinha obrigatoriamente de o ganhar. Estando obrigado a jogar mais aberto do que seria habitual diante de uma equipa poderosa como o Sporting, este pode despedir-se condignamente de uma má temporada de futebol.

Já nos restantes jogos que o Sporting disputou, tirando as excepções indicadas, o adversário fechou-se sempre muito bem e dificultou a manobra leonina. Logo foi mais difícil marcar golos, gerir vantagens. Havia muita ansiedade e nervosismo, pouca calma e tranquilidade, demasiada pressão para tanta juventude e tão pouca experiência para tanta exigência.


Nem fui eu quem começou a sair fora do tema de conversa...


Lamento o equívoco e o mal entendido, ao qual eu sou alheio, por manifesto erro de sistema.


Para terminar:

O jogo de Aveiro já não contava para as nossas aspirações europeias, mas a culpa disso não foi certamente de Jesualdo Ferreira nem dos jogadores por si orientados. Não faz muito sentido aumentar de forma abismal a folha salarial, investindo fortemente numa nova equipa de futebol, negligenciando todos os outros factores em redor, como o Petinga e o Rui Gomes tiveram o cuidado de sublinhar nos comentários anteriores.

A falta de liderança e de estrutura que o Sporting tem sofrido nas últimas quatro temporadas acabou com a equipa fora das competições europeias na próxima temporada e as figuras com maior responsabilidade são José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes, que gastaram muito mais do que havia em receita para gastar, e enfraqueceram o futebol profissional leonino, deixando-o praticamente sem estrutura capaz.

Vários treinadores em cada temporada, ausência de continuidade em termos de política de futebol, inócua capacidade de combate ao sistema (ao contrário do que se supunha com a presença de Luís Duque), etc. Foram erros a mais em tão pouco tempo.

Uma situação destas creio que não acontecia num Bayern de Munique, onde há uma estratégia colocada em prática a servir uma visão de médio-prazo. Nem nuns Cleveland Browns ou nuns Oakland Raiders, só para dar dois exemplos da NFL, com a qual deve estar familiarizado no que à gestão desportiva diz respeito.


Em Portugal não há tempo para pensar, não há tempo para esperar pelos resultados, no Sporting muito menos. E lembrar que um tal de Infante D. Henrique teve tempo e vagar para planear em várias gerações, toda a gesta dos Descobrimentos... É irónico com um dos raros projectos de sucesso registado pela História se prolongou por várias gerações num país agora viciado no imediatismo dos resultados.


Tywin Lannister
"Hear Me Roar!"
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De Lionheart a 01.06.2013 às 10:09

Esses números TODOS são desastrosos. Se o Benfica e o Porto estivessem doos anos fora da Liga dos Campeões apresentariam um prejuízo maior do que o Sporting na sua pior época desportiva.

Temos um futebol completamente disfuncional, em que os pequenos e médios clubes estão falidos e muitos chegam a meio da época sem dinheiro para pagar salários; e os grandes estão técnicamente falidos, cujo esforço para vencer campeonatos nunca pode ser compensado pelas receitas que o mercado interno proporciona. Dependem por isso de receitas extraordinárias mas que são sempre incertas.

Perante este cenário, inclusive o do seu clube, o "melhor" dirigente do século passa os dias a gozar com o Benfica, apesar de ainda nem sequer saber como conseguiu ganhar este campeonato. Com estes dirigentes não é possível ter uma competição limpa muito menos viável.
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De Tywin Lannister a 03.06.2013 às 10:11

O modelo de negócio dos grandes do futebol português está falido, mas quem está em pior situação é mesmo o Sporting, que viu duplicar o passivo da SAD em apenas 3 temporadas, e promete não ficar por aqui, resta saber quanto vamos perder ainda até ao final deste mês, pois creio que os próximos negócios sejam todos feitos com data posterior a 30 de Junho de 2013...

Os direitos televisivos em Portugal são uma parcela importante, mas diminuta em relação aos concorrentes estrangeiros e infelizmente ninguém investe no estrangeiro para aumentar esta receita. A FA começou a fazê-lo nos anos 80 e vocês nem imaginam o dinheiro que é movimentado em cada jogo da Inglaterra num Mundial em apostas clandestinas, é superior aos orçamentos dos três grandes juntos, "and counting"!

A alternativa que resta em termos de receitas, passa por boas participações na UEFA CL e por frequentes transferências a preços elevados. O FC Porto paga que se farta aos bons jogadores que possui, mas se pagam comissões por fora, as mesmas não aparecem mencionadas nos ROC. Ou são pagas apenas aquando das transferências.

No caso do Sporting, é preciso ter em conta o abaixamento das quotizações e vendas de gameboxes, que após a crise se instalar, terá também algo a ver com o "ódio" a Godinho Lopes por parte de muitos sócios após o que aconteceu no penúltimo acto eleitoral, e/ou ao mau futebol evidenciado pela equipa(s) de honra do Sporting desde a saída de Paulo Bento (cujo futebol sempre foi "desqualificado"), aqui o declínio também é responsabilidade de José Eduardo Bettencourt, eleito por 90% dos sócios, lembram-se?

Mau futebol ainda era o menos, o pior mesmo foi a quebra de resultados, com o Sporting a deixar de estar presente na Liga dos Campeões e logo com isso, a cavar prejuízos mais elevados nas contas.

Transferências de jogadores a preços elevados, só quando estávamos presentes com regularidade na Liga dos Campeões, fora isso, não temos grandes vendas a assinalar e nesse aspecto, Carlos Freitas (-€120 M. +/-) é responsável por boa parte dos prejuízos acumulados pela Sporting SAD, pois muito comprou, mas pouco ou nada vendeu.


Depois tivemos estes resultados:

2011/12 [-€45,947 M.]: €33,852 milhões (€2,642 M. em quotizações, mas €8,844 M. em Bilheteira e Bilhetes de Época (BBE), €7,722 M. em Patrocínios e Publicidade (PP)) em Prestações de serviços (PS), num total de €40,765 M. em Proveitos Operacionais excluindo Proveitos com Transacções de Passes de Jogadores (PO excl. P. c/ TPJ) contra €66,300 M. em Custos Operacionais excluindo Custos com Transacções de Passes de Jogadores (CO excl. P. c/ TPJ) (Fornecimentos e Serviços Externos (FSE) = €18,07 M. e Custos com pessoal = €42,532 M.).

2010/11 [-€43,991 M.]: €31,363 milhões (€4 M. em quotizações, €6,647 M. em BBE, €7,589 M. em PP) em PS, num total de €35,366 M. em PO excl. P. c/ TPJ contra €52,774 M. em CO excl. P. c/ TPJ (FSE = €15,659 M. e C. c/ P. = €29,692 M.).

2009/10 [-€28,187 M.]: €30,110 milhões (€4,29 M. em quotizações, €8,577 M. em BBE, €5,932 M. em PP) em PS, num total de €35,199 M. em PO excl. P. c/ TPJ contra €42,095 M. em CO excl. P. c/ TPJ (FSE = €16,149 M. e C. c/ P. = €23,158 M.).

2008/09 [-€13,349 M.]: €32,617 milhões (€4,432 M. em quotizações, €10,201 M. em BBE, €6,091 M. em PP) em PS, num total de €46,822 M. em PO excl. P. c/ TPJ contra €44,065 M. em CO excl. P. c/ TPJ (FSE = €16,673 M. e C. c/ P. = €23,731 M.).

2007/08 [+€0,597 M.]: €32,617 milhões (€3,976 M. em quotizações, €12,505 M. em BBE, €6,276 M. em PP) em PS, num total de 45,461 M. em PO excl. P. c/ TPJ contra 38,335 M. em CO excl. P. c/ TPJ (FSE = €15,753 M. e C. c/ P. = €19,863 M.).

JEB + GL = -€148 milhões em prejuízos acumulados "and counting". :^(

Godinho Lopes seguiu na senda de José Eduardo Bettencourt, duplicou os custos do tempo de Soares Franco, mas em política desportiva ficaram muito aquém do esperado e deixaram o Sporting quase na bancarrota... Fazer mais com menos, é isto que nos resta fazer.

Daí que Bruno de Carvalho esteja apostado em regressar para valores de 2004/2005, 2005/2006, com Custos C/Pessoal abaixo dos €20 M., FSE à volta dos €15 M., menos de €20 M. se contarmos com as outras parcelas, excluindo as imparidades com os passes dos jogadores.

Resultará para nos colocar na rota da UEFA CL?
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De Tywin Lannister a 03.06.2013 às 10:26

Correcção:

2007/08 [+€0,597 M.]: €35,618 milhões em Prestações de serviços e não
2007/08 [+€0,597 M.]: €32,617 milhões em PS.

Erro de copia e cola. As minhas desculpas pelo sucedido.

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