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O Som da Bancada

Rui Gomes, em 23.06.13
 

Um comentário de um adepto sportinguista ao texto "Um clube um presidente" -  publicado no blogue Futebol a 3 - que referimos no nosso post "Visitar os nossos amigos da blogosfera":

«Elas (facções) só existem porque não ganhamos e assim todos se tentam rever em alguém, ou então catalogamos com quem não concordamos. A sabedoria popular ajuda-nos e esclarece-nos nesta reflexão: Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. No dia que formos campeões, desaparecem as várias facções, qualquer que seja o presidente. Por isso, desejo que BdC seja campeão o mais rapidamente possível. É possível em curto espaço de tempo ? Claro que sim. Isto de dizer que é preciso tempo e um projecto a longo prazo para construir uma equipa é uma falácia. Basta ver o exemplo das últimas vezes que fomos campeões. Em 1999/2000 começámos com Materazzi e acabámos com Inácio. A meio da época fomos buscar o Mpenza, César Prates e Di Francesci que juntámos ao Peter, André Cruz Ducher e Acosta e pronto, em 6 meses fomos campeões. Em 2001/2002 juntámos João Pinto ao Jardel, acompanhados por Sá Pinto, Nicolae , Pedro Barbosa, etc.. E pronto fomos campeões. Então o que faz uma equipa campeã ?... O tempo ou a qualidade dos jogadores ?... Quem compra jogadores ? O presidente. Não é preciso muito dinheiro. Basta saber comprar. É isso que espero de BdC.» 

Observação: Compreende-se e até é possível concordar com a primeira parte do comentário em relação à alusão que resultados curam muitos males. Com todo o negativismo no Sporting do momento, Godinho Lopes ainda seria presidente se os resultados tivessem surgido. O bem intencionado adepto não deixa de ter razão neste sentido, contudo, quanto ao futebol, além de estar mal informado - André Cruz chegou em Janeiro de 2000 e Di Francesci no Verão de 1999 - tem um conceito deveras sonhador. É de admitir que clubes como o Real Madrid, Manchester United, Bayern Munique e outros do género, com enorme capacidade financeira, podem adquirir um plantel fabuloso espontaneamente e serem campeões a curto prazo, mas essa condição não é aplicável à vasta maioria, como é o caso do Sporting. São necessários projectos bem definidos e tempo para os desenvolver para compensar a falta de capacidade para ir ao mercado e adquirir uma dúzia de jogadores com talento para fazer a diferença. Achei uma certa piada ao adepto que menciona João Pinto, Jardel, Peter Schmeichel, André Cruz, Acosta e outros, como se jogadores desse calibre aparecessem todos os dias ou estivessem na Avenida da Liberdade à espera que o Sporting os venha contratar. Por fim - e não afirmo isto com intuito crítico - é verdade que muitos são os presidentes que fazem as decisões finais quanto à contratação de jogadores, mas poucos são aqueles que conduzem o processo de avaliação para definir alvos. A maioria - a óbvio exemplo de Bruno de Carvalho, que não tem conhecimentos alguns da matéria - limita-se a confiar nos pareceres dos seus confidentes e a assumir a palavra final quanto a verbas. Invariavelmente, as decisões finais são tão bem sucedidas quanto as avaliações que sustentaram a definição de activos exigido pelo enquadramento técnico da equipa. 

 

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publicado às 04:07

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2 comentários

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De haja luz a 23.06.2013 às 09:32

Bom dia Rui

Sem dúvida que as equipas precisam de tempo, mas por vezes também se nota que com o tempo as performances vão baixando.
Exceptuando alguns clubes, principalmente ingleses, a maioria dos treinadores, passam pouco tempo nos clubes, mesmo ás vezes havendo vitórias.
Porquê?
Porque com o tempo vão-se criando hábitos e vícios, e o treinador vai deixando de ter impacto sobre os jogadores.
Pode-se observar que muitas vezes os treinadores conseguem ter mais sucesso, na primeira época, ou quando são contratados a meio da época, que nas temporadas seguintes.

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De Rui Gomes a 23.06.2013 às 11:08

Não há regra sem excepção, mas os clubes que não têm capacidade financeira para comprar jogadores de alto nível têm de se sujeitar a desenvolver um trabalho, no mínimo, a médio prazo.

Mesmo com os que têm isso por vezes acontece, a exemplo do Real Madrid que até Mourinho já não ganhava uma taça há cerca de 20 anos.

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