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O internacional português João Gustavo Pinto, ponta/lateral direito da equipa de andebol do Sporting, vencedora da Taça de Portugal, confirmou a sua saída do clube após seis anos e ainda com contrato para mais um:

 

"Sinto-me muito triste. Tive uma reunião com a direcção da secção de andebol e transmitiram-me que não tinham condições e apresentaram-me uma proposta de redução do vencimento na ordem dos 40 por cento, que não aceitei. Não esperava, tinha mais um ano de contrato. Acreditava  no grupo que estava criado e do qual eu era parte integrante, tinha condições e ambições para almejar o que tanto desejamos, o título. É com muita tristeza que vejo chegar ao fim este percurso no Sporting."

 

Como ele, também já foram anunciadas outras saídas da equipa. E, assim, este presidente cumpre a promessa de apoiar totalmente as modalidades. Decerto que foi com isto em mente, que o grande sportinguista e capitão da equipa de futsal, João Benedito, afirmou após a conquista do título: "Não foi uma modalidade que foi campeã, é o Sporting Clube de Portugal que é Campeão Nacional." Claro, com este jogador Bruno de Carvalho não terá o "apetite" nem a loucura para cometer suicídio.

 

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publicado às 13:04

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18 comentários

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De MM a 26.06.2013 às 13:20

Ontem (anteontem) na entrevista à SIC Notícias, Bruno de Carvalho dizia sobre as modalidades, «Não é como no futebol. As reduções nas modalidades não passam necessariamente pelos vencimentos, mas outras questões».

Enfim. Não se queixem mais tarde.
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De Rui Gomes a 26.06.2013 às 13:54

Eu diria que 40 por cento de redução de salário é "passar pelos vencimentos". Mais demagogia...
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De peyroteo a 26.06.2013 às 15:01

No final de Maio, faz portanto um mês, já se sabia que o orçamento do Andebol seria reduzido para sensivelmente metade. Alguns jogadores não sofrem reduções, a outros (considerados não prioritários) foram propostas reduções entre 40% a 50%. Não é novidade para ninguém. Nem podia deixar de ser, uma vez que os patrocínios da modalidade são menos de metade dos custos com o pessoal e as receitas de bilheteira são irrisórias.
Não sei qual é o espanto disto. Será que não sabem que até a renda do Multiusos de Odivelas estava, em Abril, com 5 meses de atraso? A direcção anterior deixou o clube na merda mas parece que a culpa é toda de Bruno de Carvalho.
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De Rui Gomes a 26.06.2013 às 15:19

Não estou preparado para lhe responder em pormenor neste momento, por que não tenho a informação à mão mas, em termos gerais, é bem conhecido que o orçamento total para as modalidades é uma muito pequena percentagem das operações do Sporting e, em especial, do futebol. Salvo erro, e a memória pode estar a falhar aqui, gasta-se cerca de 3 milhões anuais com as modalidades que é, efectivamente, equivalente ao salário reduzido de 3 ou 4 jogadores de futebol.

Se estamos à espera que as modalidades precipitem receitas de relevo, então será melhor acabar com todas. Há aqui questões que vão mais longe do que dinheiro, penso eu, pela história do clube.

Não há espanto algum, apenas desânimo para quem dá valor ao ecletismo do Sporting.

Vou-lhe ser muito sincero, este discursi demagógico a que recorrem diariamente está a ser ultra "doentio". Ninguém culpa Bruno de Carvalho pelo que foi feito antes de ele chegar e exaspera qualquer pessoa sensata esse constante argumento. Faz-se referência, específica, às garantias dadas por quem afirmou vezes sem conta que tinha total conhecimento da situação do Sporting e, mesmo assente nesse conhecimento, nunca teve a honestidade de então declarar que iria fazer cortes nas modalidades. Além do mais, como um leitor indicou num comentário acima, tão recente como na entrevista de anteontem ele afirmou que os cortes nas modalidades não se relacionam com vencimentos, quando precisamente o contrário está à vista.

Por fim, será que haverá uma muito pequenina coisa que é criticável desta direcção ? Pela reacção de muitos, a exemplo da sua, o apoio incondicional atinge extremos exagerados e a ordem do dia é "atacar" quem tem a ousadia de questionar seja o que for. Acha que isto é justo ?... Eu acho que não.
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De peyroteo a 26.06.2013 às 15:59

Claro que há coisas criticáveis nesta direcção mas da mesma forma que o Rui vê apoio incondicional de alguns adeptos, como eu, ao novo presidente, se reparar, também não vê da sua parte qualquer comentário positivo. Ou seja, em quase todos os posts critica a nova direcção.
Eu acho que, se vai haver um corte significativo no futebol, também faz sentido que ele exista nas modalidades. Ninguém coloca em causa o ecletismo do Sporting. Aliás, é essencial para o clube.
Mas o andebol, neste momento, é a 2ª modalidade amadora do Sporting, com orçamento um pouco inferior ao futsal. Tem custos com pessoal inferiores (780 mil euros) mas os restantes custos são os mais altos das modalidades. Se tem receitas de uns 350 mil euros e custos de 1 milhão (números por alto), acho que faz sentido tentar reduzir os custos e aí, a fatia será sempre maior nos honorários. É possível que se consiga sem comprometer a competitividade.

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De Rui Gomes a 26.06.2013 às 16:30

Em primeiro lugar, a informação disponível é mínima, muito deve-se ao nosso trabalho de pesquisa em sites portugueses e de clubes estrangeiros. Ainda não vi nada de concreto para elogiar mais do que moderadamente.

A maior parte dos simpatizantes ainda nem compreendem a totalidade do plano financeiro, mas todos aplaudam euforicamente. Eu opto por não seguir esse curso, pelas dúvidas que ainda sinto sobre o que é proposto. Justo e natural que assim seja, salvo para aqueles que não querem ouvir razão.

Eu acho, e garanto-lhe que 90% de sportinguistas concordam, que as modalidades não deveriam ser afectadas pelos cortes. Agora o leitor e outros entendem que sim, não há nada a fazer. A exemplo do hóquei, vamos andar a lutar para não descer de divisão.

Não sei - aliás, sei bem - de onde vem esta nova ideologia que se consegue ser competitivo ao nível da grandeza do Sporting - não do Paços, do Estoril, do Rio Ave, etc. - sem investimento.

Mais logo vou entar publicar os resultados de um estudo sobre o futebol nacional e na Europa que sublinha bem o meu ponto.

Marque bem as minhas palavras: sem investimento não há retorno. Sem sustento adequado não há competitividade. Sempre foi verdade e não é agora que vai deixar de ser. E para evitar mais retórica, em resposta, isto não nega a necessidade de ser prudente, de haver boa gestão e de minimizar desperdícios. Uma contenda não nega a outra.
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De MM a 26.06.2013 às 16:34

«Ninguém coloca em causa o ecletismo do Sporting. Aliás, é essencial para o clube».

O problema é que medidas como esta colocam de facto em causa o ecletismo do clube. Nomeadamente a sua capacidade de discutir títulos. Os honorários do andebol têm o peso de 740 mil Euros por época, se os restantes custos são os mais altos das modalidades, então ataque-se o problema atacando esses custos, como foi dito na entrevista que seria feito. O que não faz nenhum sentido é deixar sair os melhores jogadores das modalidades quando os vencimentos de todos esses jogadores são uma ninharia ao pé dos custos que temos com o futebol.

Há forma mais rápida e directa de hipotecar as modalidades do que privá-las dos melhores jogadores?, quando na maioria delas, exceptuando futsal, já nos batemos com dificuldade relativamente aos rivais? Isto é feito no andebol pela modalidade não ter 1/5 da notoriedade do futsal. Caso contrário (imagino) não seria feito. Não é só o João Pinto, mas muitos outros.

No mais estamos a 26 de Junho, a 4 dias de começar uma nova época e a alguns dias de votar a proposta de reestruturação financeira, e quer em fóruns de discussão como a blogoesfera ou em entrevistas a jornas e TV, só se fala de passado, como se resolvesse algum problema ou servisse de justificação para toda e qualquer opção tomada por estes órgãos sociais.
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De peyroteo a 26.06.2013 às 16:52

O problema é que os honorários representam uns 80% dos custos. E não deve estar à espera que se retire dinheiro do futebol para o distribuir pelas modalidades, ou está?!
Sendo o futebol a principal modalidade do clube, não faz sentido que seja a única sacrificada.
O MM diz que isto se faz no andebol e não no futsal por uma tem mais notoriedade que a outra. Eu parece-me que isso é uma razão aceitável para haver um corte superior. Se tem maior aceitação dos adeptos, é normal que tenha um desinvestimento menor.
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De Rui Gomes a 26.06.2013 às 16:57

Não me quero intrometer na V. "conversa", mas há uma outra dimensão radical: BdC sabe que seria atacado pelos próprios maiores apoiantes se cortar no futsal. Há aqui muito à conveniência. Passo a palavra.
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De peyroteo a 26.06.2013 às 17:12

Rui, é possível. Eu, por exemplo, prefiro andebol ao futsal mas parece que a maioria dos adeptos não tem essa opinião. Mas também vai haver cortes no futsal, que eu saiba. Sendo o campeão, tem outro tipo de responsabilidades, por isso também aí é natural que o desinvestimento seja menor. Agora que uma modalidade amadora condicione um presidente, aí já tenho dúvidas. Mas não tenho certezas...
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De MM a 26.06.2013 às 18:14

Peyroteo,

«E não deve estar à espera que se retire dinheiro do futebol para o distribuir pelas modalidades, ou está?! Sendo o futebol a principal modalidade do clube, não faz sentido que seja a única sacrificada».

Pois é precisamente o que espero, ou então assumamos que estamos nas modalidades para competir sem que necessariamente disputemos títulos e se o Sporting o fizer, como adepto, não gostarei menos dele, mas seja assumido sem hipocrisia e enganos. A discussão tida nesses moldes não tem pernas para andar porque é simplesmente impossível a uma modalidade do Sporting (como andebol, futsal, atletismo, ou outras) competir para disputar títulos sendo auto-suficiente. Isso não existe. No Sporting, Benfica, FCP ou onde quer que seja. O esforço para reduzir custos não pode passar pela pressão para que os nossos melhores atletas nos troquem por outros emblemas e tem mesmo de ser o futebol a pagá-las. São opções. E dado o custo pequeno que encerram relativamente a esse mesmo futebol, pois é precisamente o que espero como adepto. Agora se não há coragem para fazê-lo isso já é outra conversa.

Mas Peyroteo, quando afirma «não espera que uma modalidade amadora condicione um presidente», deixa entender que está a centrar a discussão na figura do presidente. Mais uma vez, de que forma podemos discutir quando a sua preocupação é essa? Se o Sporting cortar com muitos atletas você dirá muito bem e relacioná-lo-á ao presidente do Sporting, afirmando que não há outro caminho. Se o Sporting não cortar com atletas e mantiver a aposta nas modalidades, você dirá muito bem e relacioná-lo-á ao presidente do Sporting louvando-o por isso.

Não pretendo hostilizá-lo mas compreende onde quero chegar? Estamos a discutir opções do Sporting, e não pessoas. Neste caso, opções para as modalidades. Em concreto, opções que no andebol levar-nos-ão a perder capacidade competitiva.
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De Rui Gomes a 26.06.2013 às 17:53

Acredite, que isto não é só plausível, é muito provável: os cortes nas modalidades têm o potencial para serem o "calcanhar de aquiles" desta Direcção. O andebol é popular e levou uns anos para recuperar a competitividade que, agora, está a ser colocada em sério risco. Se ele tocar no futsal, considerando a sua popularidade e o seu alto nível de competitividade, que inclui der cabeça de série com o Barça ns Taça UEFA, promete ser desastroso.

Aqui é que muito das nossas apreciações divergem. Contrário ao que afirmou, repetidamente, não estava preparado, e agora, perante o cerco da Banca (e não é o que diz, eu sei de fonte directa) dispara em todas as direcções, em desespero. O cenário mais ideal, foi aquele que ele garantiu ter e não tem, nunca teve. Era ter confrontado as negociações com a Banca com dinheiro no "bolso" para reforçar a sua posição negocial e alargar o cerco da Banca. Ele entrou "teso", ainda recorreu ao bluff dos 70/80 milhões (conferência de imprensa) que satisfez os simpatizantes (para inglês ver) mas não alterou a posição da Banca. Contrário ao que ele disse ainda anteontem, que GL estava a negociar o PER, é pura mentira. O que BdC recebeu da Banca foi precisamente o que já estava negiciado com GL, que as eleições congelaram. Por isto e por outras, é aqueles que sabem mais alguma coisa e opinam são olhados como "inimigos" e confrontados. A verdade nem sempre é o que parece ser.
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De Virgílio a 26.06.2013 às 19:10

peanuts...

Poupam-se amendoins e coloca-se em causa a construção consolidada duma secção, modalidade e equipa que tem (por enquanto...) mt por onde crescer...

O titulo para o ano não era uma miragem, como a fase final desta época demonstra. A (bi)taça de Portugal é msm uma realidade mas, a continuar esta politica de redução de amendoins, mt dificilmente será repetida... A tri taça seria (julgo) uma conquista inédita... E a conquista do campeonato afasta-se novamente do horizonte...

"Cumpri todas as minhas promessas" Boa, Bruno!...
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De haja luz a 26.06.2013 às 15:41

Rui

A estratégia deles reside nisto.
Em retórica falaciosa.
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De peyroteo a 26.06.2013 às 16:30

Deles quem? E onde está a falácia?
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De Petinga a 26.06.2013 às 19:59

Sim hajaluz, porque o que voce melhor faz é apresentar argumentos concretos e claros... já para chamar a tudo o que nao lhe agrada "retórica falaciosa" está cá o caríssimo.

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