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Dar nome às coisas !

Rui Gomes, em 12.12.12

Vamos lá dar nome às coisas: a incontornável realidade do futebol português - e não será caso único - é que a vasta maioria dos adeptos, indiferente das simpatias emblemáticas, preocupa-se apenas e tão só com jogadores, resultados e títulos. Desde que estes apareçam, nem que seja em doses mínimas, a exemplo do Benfica, dá para disfarçar tudo quanto mais afecta o estado de vida de um clube e questões de importância superior, tais como activo, passivo, endividamento etc. quase que passam despercebidas.

Relativamente à época de 2011-12, os três «grandes» do futebol nacional viram o endividamento das suas SADs ultrapassar os 400 milhões de euros - 411,9 milhões - mais 59,8 milhões do que no final da época de 2010-11. Como já é tradicional, o clube da Luz lidera a lista com compromissos com a Banca a subir de 157 milhões para 200 milhões, o Sporting aumentou de 95 milhões para 116,4 milhões e apenas o FC Porto apresenta um cenário financeiro diferente, em que os seus empréstimos bancários desceram de  98 milhões para 95,9. Contudo, o clube do Norte lançou um novo empréstimo obrigacionista no mês de novembro, disposição que irá alterar estes números significativamente.

A crise é global e não apenas do Sporting - contrário aos comentários e rumores que circulam diariamente - o acesso a crédito bancário cada vez mais difícil e por cima de tudo, existe a UEFA, com as suas novas regras sobre o chamado «fair-play» financeiro. Na opinião deste observador, o factor que mais acentua a globalidade da crise é o registo do FC Porto, o clube que de há anos a esta parte mais receitas tem tido pela constante participação na Champions e pela transferência de activos a troco de valores muito substanciais. No extremo oposto coloca-se o Benfica, com um passivo e endividamento de longe superiores a qualquer um outro e com um registo de conquistas, neste mesmo período, muito semelhante ao do Sporting. É evidente que o que mais «polariza» o estado de espírito do adepto sportinguista não é o estado financeiro do Clube, mas sim o conturbado estado desportivo e a notória ausência de resultados e títulos. Como já tive ocasião de sublinhar, em diversos escritos, se o Sporting estivesse emerso na luta pelo título e ainda a disputar as provas europeias, as vozes ruídosas silenciavam-se e o movimento chamado «Dar Rumo ao Sporting» não se preocuparia a tentar assegurar as assinaturas e os meios necessários para convocar uma Assembleia Geral eleitora e, por essa via, destituir os actuais orgãos sociais do Clube.

 

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publicado às 19:38


2 comentários

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De A. Santos a 12.12.2012 às 23:09

Sem dúvida caro Rui Gomes! O "rumo" seria outro... A parte financeira que se lixasse... Infelizmente é assim! A emoção sobrepõe-se à razão...

Cumprimentos
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De Rui Gomes a 13.12.2012 às 00:05

E assim continuará, caro A. Santos.

Cumprimentos

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