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O tempo em que vivemos

Rui Gomes, em 10.08.13

 

«Já aqui escrevi que este é o momento mais fácil de sempre para ser presidente do Sporting. O susto foi demasiado grande e as expectativas tornaram-se simplesmente nulas. Mas é mais do que justo reconhecer que Bruno de Carvalho exponenciou as virtualidades da situação. Feitas as contas aos seus primeiros meses de mandato, foi quase sempre criterioso no investimento, foi quase sempre paciente na gestão dos dossiers delicados e foi invariavelmente persuasivo na comunicação das suas opções aos sócios e adeptos. Naturalmente, os confrontos com os outros grandes serão um teste importante à solidez do presente élan.

 

O Benfica passou de rival a besta negra e o FC Porto tornou-se de repente inimigo, naquela que foi porventura a mais ousada medida até ao momento (e, aliás, de resultados ainda por apurar). Perder nos clássicos será, pois, profundamente penalizador. Mas quem hoje vê Bruno de Carvalho ser aplaudido como a maior estrela do Sporting já não estranha. Na verdade, o grande património leonino, hoje em dia, já não são as suas infraestruturas, a sua história ou sequer a sua identidade. O grande património do Sporting, do ponto de vista estratégico, é agora o seu "presidente do povo". Não estou a ver quem mais pudesse ter transformado numa alegria este penoso percurso de regresso à tona de água. E não deixa de ser divertido imaginar os senadores, durante o almoço de domingo com as famílias, cruzando olhares entre as mesas do Porto de Santa Maria. Deram ao pobretanas corda suficiente para ele se enforcar. O pobretanas, habilidoso, fez com ela uma jangada. E agora sempre quero ver quando vai permitir o "presidente do povo" que os iates voltem a navegar naquelas águas... .»

 

Por Joel Neto - O Jogo

 

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publicado às 12:47

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4 comentários

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De Miguel a 10.08.2013 às 14:24

Desconheço se o sr Joel Neto bebe,se é discípulo de Kafka ou se é simplesmente irónico.
Em qualquer dos casos,é hilariante.
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De Rui Gomes a 10.08.2013 às 15:01

A minha interpretação do seu escrito, mesmo tendo em conta a ironia do mesmo, é que com tudo o que se está passar, quando se chegar à hora H os resultados é que vão ter a palavra final.

Nada que não se tenha já mencionado aqui, tanto em escritos como eu comentários.

Já sublinhei ao longo dos tempos, que mesmo com os erros cometidos nos últimos anos, especialmente pela SAD de Godinho Lopes, este ainda hoje estaria na liderança caso tivesse conseguido os resultados desejados.
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De AM a 10.08.2013 às 17:27

Há um erro de facto neste texto:"O Benfica passou de rival a besta negra...". Não é a política oficial do Sporting.Leva-nos a questionar a proximidade do autor com o futebol.
O texto:ironia ou não?

BdC tem duas grandes áreas em que pode ser avaliado:

1-Financeira(sem pretender ser rigoroso ou exaustivo)

-Temos que reduzir a despesa corrente,ou seja no essencial os custos com o pessoal,do qual a maioria são os custos com o plantel:

As saídas nem foram dos jogadores mais caros-mas eram os que tinham mais mercado-e foram parcialmente compensadas pelas entradas(8,um para a B).Não é suficiente.

Os excedentários:nenhum tem a situação resolvida.Se forem acrescentados à folha salarial,as despesa crescem consideravelmente.Rescisões amigáveis também custam dinheiro.A resolução de todos os casos poderá poupar milhões...mas nada está feito.
Dúvida: Labyad é excedentário...ou está de castigo?

As receitas ordinárias:vão mal,pelo que tenho lido.Espero sinceramente que a adesão aumente.

Receitas extraordinárias:RP e Capel são os mais prováveis.Ilori,talvez,mas duvido que pelos valores referidos(7 M).Do ponto de vista desportivo deviam ficar todos mas...
Ilori em particular,não devia ser vendido.

O aumento de capital(18M):acredito que se realize mas com conversão de dívida em acções.Sem dinheiro "fresco".
Mas não está feito.

A auditoria de Gestão:em que ponto está?Quando começa?
Mais trabalho a realizar.

2-Desportivo

-A renovação dos jovens jogadores

Ilori e Bruma ...o que se sabe.Há um caso Dier?
Suspeito que com Dier estamos num impasse semelhante ao de Bruma.Certamente Dier não quer ficar com o salário actual até ao fim do contrato.Devem estar a trabalhar na sua renovação...mas Dier deve querer mais do que o Sporting lhe quer pagar.Mas devido à duração do contrato não deve haver "caso"...para já.
Em qualquer caso dossiers em aberto.
Resolveram-se vários casos mas todos concordamos que os referidos são os mais importantes.

-Valor global da equipa:pior,na minha opinião mas seria inevitável alguma degradação.Se não saísse mais ninguém e resolvessem favoravelmente os casos anteriores,a equipa seria forte(incluo a possível saída de RP-as realidades económicas falam mais alto).

-Os resultados desportivos.

Vão determinar tudo.A verificar...quando for a sério.

Conclusão:A corrida está no início,mas há coisa que deviam estar mais adiantadas.No princípio de Setembro faremos o balanço da pré-época .

Ironia ou não...é cedo para tirar conclusões definitivas.

PS-Não mencionei o estilo do presidente.Também não é bem do meu agrado mas estilos são estilos.
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De Rui Gomes a 10.08.2013 às 18:00

Caro AM, em geral penso que o texto ironia, em muito.

1. Financeiramente BdC é obrigado a seguir as imposições da Banca, com pouca ou nenhuma liberdade de acção. O tão celebrado acordo não foi mais do que uma imposição, não negociável, face às circunstâncias. José Couceiro teria sido confrontado com a mesmas imposições, embora com mais recursos à mão pelos apoios então disponíveis. As suas opções desportivas visando os cortes salariais/orçamentais teriam sido diferentes, pela sua visão diferente do futebol.

2. Os casos mais cruciais estão ainda por resolver, nomeadamente os chamados excedentários, que são os que têm os salários mais elevados. Quero crer que todos ou quase todos da época passada foram colocados sobre a mesa dos transferíveis, e, com diz, só sairam aqueles que tiveram mercado pelos valores envolvidos.

3. Labyad sempre foi alvo para transferência, desde o primeiro dia. O que terá transtornado os planos, entretanto, foi LJ gostar dele. A sua relegação à B é um método para o tentar persuadir a facilitar uma transferência, especialmente depois da sua recusa em baixar o seu vencimento, que não se limita somente a salário.

4. Não entrou nem vai entrar dinheiro fresco no Sporting num futuro próximo apenas e tão só porque esta Direcção não tem recursos para tal.

5. Também acredito que 2/3 dos mais vendáveis sairão, mas não pelos números desejados. Muito depende do desespero com a aproximação do fecho do mercado. Admito que Ilori seja um deles, mas não sabemos o que ocorre no foron interno em relação à sua posição para renovar.

6. A renovação dos jovens é uma medida sensata e muito viabilizada porque nenhum deles tem impacto no mercado, por enquanto. Se algum tivesse, as dificuldades, pelo "modesto" vencimento oferecido, seriam semelhantes às de Bruma e Ilori.

7. Bem esperamos que não haja um caso Eric Dier.Se lhe apresentaram uma proposta para aumento salarial mas só em troco de assinar até 2018,vão ter dificuldades com o jovem, porque ele sabe que tem mercado e prefere ter as suas opções abertas. Contrato até 2018, limitaria o seu leque de escolhas, isto pela sua óptica.

8. Não tanto pelos jogadores mas mais por Leonardo Jardim, dentro de limites, claro, a produção desportiva deverá melhorar. A dúvida é até que ponto e se será o suficiente para satisfazer os objectivos do Clube e as aspirações das hostes.

Como sempre, não obstante o duscurso minimizador, os resultados desportivos vão falar mais alto e tudo dependerá disso. Bastaram as duas derrotas no Guadiana para se começar logo a sentir e ouvir alguns tremores de disatisfação.

Utilizaria muitas palavras para descrever o tipo de conduta do presidente, "estilo" não seria uma delas, Vai muito mais longe do que isso. Neste sentido, o autor do texto recorreu mesmo à ironia.

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