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Solução, procura-se !

Rui Gomes, em 06.09.13

 

 

É por de mais evidente que com a maioria dos mercados europeus fechados e os poucos que faltam prestes a fechar, a situação dos chamados excedentários do Sporting complica-se cada vez mais. Os jogadores principais em questão - Labyad, Evaldo, Bojinov e Jeffrén - oferecem cenários algo diferentes, mas todos de difícil resolução:

 

Zakaria Labyad- contrato até 2017, com o Sporting a deter 35,0% dos seus direitos económicos.

 

- Constou interesse de clubes da Holanda mas nada se concretizou e, segundo o seu empresário, Marcel Veerman, o jogador nunca quis jogar na Turquia e limita-se a esperar instruções do Sporting. Quando questionado sobre a possibilidade de integrar a equipa B, o agente afirmou que isso é uma decisão dos responsáveis do Clube.

 

Não culpo o jogador por não querer ir para a Turquia, no lugar dele faria o mesmo. A única solução plausível para ambas as partes, na minha opinião, é integrá-lo na equipa principal e deixar nas mãos de Leonardo Jardim a decisão quanto à sua utilização. Mesmo admitindo uma eventual transferência na próxima abertura do mercado, o jogador só será desvalorizado se não jogar. Uma dúvida está por esclarecer: não se sabe se foi inscrito na Liga. Caso não tenha sido, admite-se o pior dos cenários: mau para o atleta, mau para o Clube.

 

Evaldo Fabiano - contrato até 2014, com o Sporting a deter 90,0% dos seus direitos económicos.

 

- O jogador recusou a proposta de rescição do Clube, embora não se saiba os valores envolvidos nem as exigências do jogador. Se houver espaço para aumento de valores ao ponto de o satisfazer, é melhor solução do que assumir a totalidade do seu salário e ele andar a época inteira a treinar à parte.

 

Valerei Bojinov - contrato até 2016, com o Sporting a deter 75,0% dos seus direitos económicos.

 

- A informação sobre este jogador é muito escassa, a bem dizer, nem dá para compreender como o Sporting tem lidado com o caso. Pelas recém-declarações do empresário, deu para depreender que uma proposta do Parma tinha sido apresentada ao Sporting, mas nada mais surgiu neste contexto. Com as portas mais apetecíveis do mercado fechadas, a única hipótese é um empréstimo para a Turquia, Rússia ou Ucrânia e, mesmo estas, fecham este fim de semana. O Sporting há longo que devia ter assegurado um empréstimo, mesmo assumindo parte do seu salário. A alternativa é bem pior, já que a rescisão envolverá valores bastante elevados.

 

Jeffrén Suarez - contrato até 2016, com o Sporting a deter 75,0% dos seus direitos económicos.

 

- Outro caso que devia ter sido resolvido há muito tempo. As opções agora limitam-se à sua integração na equipa B ou ao empréstimo para um dos acima referidos países. Desconhece-se a receptividade do jogador quanto a este derradeiro cenário. Rescisão não aparenta ser uma opção viável, pelos valores envolvidos. No momento, tal como Evaldo, treina-se à parte, sem solução à vista.

 

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publicado às 03:10

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27 comentários

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De Mike Portugal a 06.09.2013 às 08:36

Eu diria que, para Evaldo é dar-lhe os ordenados remanescentes e rescindir, pois ele não vai fazer nada aqui.

Quanto a Bojinov e Jeffren podiam ser integrados nos treinos da equipa principal, nem que seja para ver se Leonardo Jardim consegue aproveitá-los de alguma forma.

Finalmente, quanto a Labyad, deve ser integrado na equipa B e mostrar lá porque é que deveria estar na equipa principal.
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De jose a 06.09.2013 às 10:57

Caro Rui, há coisas que não dá para compreender. No lugar do Labyad fazia o mesmo, preferia ficar parado ou ficar encostado do que ir para a Turquia, ou seja, preferia desvalorizar-se do que jogar na Turquia e depois fala que deveria ser integrado para valorizar-se. Quer dizer o Sporting tinha que ceder em tudo.
Não aceitam baixar o salário, não aceitam mudar de equipa mantendo o salário, preferem ficar sem fazer nada e Sporting teria que integra-lo para valoriza-lo?

Gostava de ver se tivesse algum empregado nesta situação se ia lhe rebuçados.

Na minha opinião o Sporting não tem que valorizar o jogador A ou B por ter um salário alto ou baixo, tem é que valorizar a sua equipa. Começam a treinar na B, mostrem valor e logo se vê.

Há certas coisas que não entendo, ouve-se muitas vezes que o jogador X tem que jogar para valoriza-lo, se não tem lugar na equipa vai jogar para valorizar? As tantas se jogar e mal então é que desvaloriza-se definitivamente.

A minha pergunta é como foi possível fazer contractos com salários tão elevados?
O DN diz que a soma destes 4 jogadores chega aos 7 milhões por ano.

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De ajorge73 a 06.09.2013 às 11:19

Caro José,

Passado por cima de tudo o resto (e não é pouco), gostava de lhe fazer uma pergunta: acha sinceramente que o Labyad motivado (ou até o Jeffren sem lesões), não tem lugar, no minimo, no plantel do Sporting?

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De jose a 06.09.2013 às 11:54

Responderei em duas partes.
1. Face ao rendimento vs custo, são ambos um flop, foi um mau negócio, por vezes faz-se maus negócios, por vezes temos azar.

2. Se fossem ambos motivados, se tivessem bom rendimento em campo, eventualmente seriam titulares, o problema está em chegar lá. Do que vi de ambos, nenhum seria titular. A pergunta que faço é, vamos coloca-los a titulares porque em tempos revelaram que tinham bom potencial? Se fosse assim, o Anceloti não despachava o Kaka, já foi o melhor do mundo. Depois é preciso não esquecer que dando oportunidade a estes, estamos a tirar oportunidade a outros.

Continuo na mesma, o clube não deve dar oportunidades ao jogador A ou B para que estes se valorizem, quem deve valorizar é a equipa.
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De ajorge73 a 06.09.2013 às 14:23

1. Gostava de ouvir o que o Sr. dizia do Adrien o ano passado. Eu sei o que eu dizia e não era nada meigo :)
Este comentário é mais para o caso do Labyad que chegou cá e apanhou uma época completamente surreal. O facto de o LJ o ter utilizado de forma consistente no incio da pre-época leva-me a crer que ele não está assim tão convencido que seja um flop. O Jeffren reconheço que é um caso diferente.

2. a minha lógica é a seguinte:
- O custo com salários está assegurado;
- A treinar à parte, é simplesmente um custo, pode gerar uma situação de conflito ainda mais acentuada e certamente que concordará que ninguém se vai chegar á frente com uma verba que se veja numa situação destas.

Não posso deixar também de estranhar o seu argumento de dar oportunidade a outros (assumo que jovens da B) quando, na verdade, é Welder, Cissé e Magrão que temos no banco. Já agora, nunca em parte alguma sugeri que seriam titulares obrigatoriamente, simplesmente não deveriam ser ostracizados.

O seu exemplo do Kaka simplesmente não percebi o que é que tem a ver com esta situação.
Tal e qual como não percebi que raio quer dizer com "o clube não deve dar oportunidades ao jogador A ou B para que estes se valorizem, quem deve valorizar é a equipa."
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De jose a 06.09.2013 às 18:06

Caro Jorge,
O custo com salários está assegurado, mas se o libertarem a direcção fica mais folgada ou não? Que saiba o dinheiro não abunda.

Sempre houve e sempre haverá jogadores a treinar a parte, por razões várias; conflitos entre jogador vs treinador ou vs direcção, umas injustamente outras justamente, a não ser que na vossa perspectiva os jogadores sejam sempre vítimas.

Quanto ao treinar a parte e diz que ninguém vai chegar a frente para o comprar, o inverso também pode ser verdade e mais nefasto.
Penso que partilha da opinião que o jogador tem potencial mas ainda não mostrou nada se assim for, imagine que ele é integrado, sempre que joga uns minutos é um flop, como tem sido até o presente. Qual é a imagem que passa? É um jogador que desvalorizaria por completo, o seu potencial futebolístico passaria para zero. Estando encostado, há sempre a incerteza do seu potencial, podem sempre argumentar que por razões de conflito, ele não tem jogado etc.. É óbvio que estando encostado não valoriza, mas não desvaloriza por completo.

O Kaka é um exemplo de um excelente jogador, já foi o melhor do mundo e simplesmente deixou de render. Uma equipa não vai andar constantemente na premissa de lhe dar oportunidades a ver se o valoriza. Por vezes o melhor para o jogador e para o seu clube é mudar de ares. Repare que o Anceloti era o treinador dele no AC Milan e despacharam-no.
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De Rui Gomes a 06.09.2013 às 11:21

Não sei a experiência do José no futebol, mas acho que tem uma ideia muito romântica. Não obstante a decisão de Bruma, o futebol turco está longe de ser o local ideal para a evolução de um jovem jogador. O José limita-se a comparar negativos, quando não é isso necessariamente que está em causa. Além do mais, ele está no seu pleno direito de não aceitar a Turquia, se é que surgiu alguma proposta daquelas partes.

Não sei o que o DN publicou, nem me vou dar ao trabalho de pesquisar a validade dos citados 7 milhões, mas o único que é desconhecido dos quatro jogadores é o do Labyad.

Essa pergunta retórica já foi feita mil vezes.

O José deixa frequentemente a ideia de que os jogadores são escravos e os clubes mestres absolutos. A realidade é que foi o Sporting que o contratou e foi o Sporting que entretanto optou por esta via em vez de jogar, e não venha com a conversa fiada de um ou dois jogos menos bons durante a pré-época. Labyad é um jogador muito talentoso que teve uma época tão boa/má como todos os outros tiveram o ano passado. A situação actual deve-se somente ao facto de ele ter recusado baixar o seu vencimento.
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De HY a 06.09.2013 às 11:58

Escravos a 2 milhões de euros por ano? Não será preciso exagerar tanto para provar o seu ponto de vista, não acha Rui?

Sobre romantismo, faço outra pergunta: se o clube não pode pagar o que faz? Parece-me muito romântico dizer que se paga 2 milhões de euros por ano a uma jogador para provar na equipa B se merece ou não ir para a A...

Enfim, eu não sei qual é a solução, mas este não é um problema novo (pelo menos no Sporting). Quanto anos ficou o Afonso Martins no Sporting, principescamente pago, sem jogar? Também eram incompetentes os directores da altura? É fácil dizer que a direcção devia ter resolvido há muito o problema, mais difícil é dizer como... (a não ser reintegrá-los na equipa de novo, como o Carnide está a fazer com Carlos Martins et cxompanhia...será boa solução?)

Em suma, o Rui acusa o José de estar sempre do lado do clube contra os jogadores, mas dá a ideia de estar sempre do lado dos jogadores contra o clube (pelo menos contra o clube dirigido por esta direcção). Por exemplo, o Rui parece achar completamente ilegítimo que o clube diga: se não baixas o salário não contamos contigo. Será?

Deve haver um modo intermédio de analisar o problema... a começar por indicar qual poderá ser uma solução airosa para o problema.

Quanto ao outro comentário: visto o se passou nos dois últimos anos tenho muitas dúvidas que o Jeffren tenha lugar na equipa A... sobre o Layad tenho apenas dúvidas. Mas essa não é a questão: o Messi teria de certeza lugar na equipa A...vamos contratá-lo?

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De Rui Gomes a 06.09.2013 às 12:30

Tanto para tão pouco, mas compreendo a sua satisfação em me poder confrontar. Eu já escrevi a minha sugestão, qual é a sua ?

O Adrien Silva na época passada também era alvo de críticas e ele tem um salário semelhante ao de Labyad, este ano nada se ouve.

Quantos jogadores do seu conhecimento baixam salário para agradar ao clube ?

Para mim a solução passa por o valorizar desportivamente e não desvalorizá-lo e, entáo, se ainda pretenderem transferi-lo estarão em muito melhor posição.

O HY devia perguntar ao Leonardo Jardim se ele gostaria ou não de poder contar com o jogador. Garanto-lhe que sei a resposta dele.



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De HY a 06.09.2013 às 15:11

Rui, não o quero confrontar, mas sim a sua tendência - suponho que a reconhecerá - de diabolizar tudo e todos que expressem algum apoio ao modo de agir desta direcçao. E, sinceramente, não compreendo a sua defesa tão intransigente dos interesses dos jogadores, que os leva até a considerá-los escravos... sim, o Sporting assinou um contrato. E vai cumpri-lo dê por onde der, porque os tribunais a isso obrigam. Mas tem ou não legitimidade para tentar modificar os termos do contrato, uma vez que na verdade não tem meios para o poder cumprir? É um problema complicado e terá que ter uma solução que agrade a ambas as partes. Eventualmente, no final será a tal re-integração na equipa A, para não deitarmos o dinheiro à rua sem nenhuma utilidade. Mas você não é capaz sequer de questionar que raio de profissional é que num momento decisivo da sua afirmação prefere ficar sem jogar para continuar a receber o filão do que baixar o ordenado e continuar a poder afirmar-se. Ou não baixou para ir para outro clube onde pudesse afirmar-se. O Schars baixu o ordenado para ir para o PSV, não foi?

Era só isto que eu queria realçar: se você acha que o José é um "esclavagista" (força de expressão) a sua posição também não é nada equilibrada, deixe que lhe diga. Se fosse no site do sindicato dos jogadores compreendia, mas num site de um sportinguista...

Eu não sei qual é a boa solução. Como você diz talvez seja voltar à equipa A. Tem bons argumentos para isso (de facto na B, não comprendo, seria o jogador mais caro do mundo e estaria a tapar a progressão de um jovem), se o Jardim o quiser (eu não sei, mas você sabe sempre tudo o que se passa lá dentro). Mas mesmo a esse respeito, o Jardim, como qualquer treinador, trabalha com os recursos que a direcção decide disponibilizar-lhe, não é ele que decide. Tivesse a direcção da altura tido mão firme sobre o Liedson e o Polga, por ex., e talvez o Peseiro se tivesse aguentado mais tempo..., o treinador decide das questões técnicas, não contratuais ou disciplinares...
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De Rui Gomes a 06.09.2013 às 16:01

Vamos por partes:

Nexte contexto, qualquer argumento que possa apresentar não se relaciona exclusivamente a esta Direcção mas a qualquer uma, salvo em casos em que houve uma intervenção específica desta.

Não compreende a minha defesa dos jogadores, possivelmente, não sei ao certo, por nunca ter andado no futebol e nunca ter lidado com muitos, como é o meu caso, e eu sempre fui dirigente. No entanto, penso que sei ver os dois lados e que muito embora eles possam ser acusados de defender os seus vencimentos, os clubes, mais vezes do que não, também só olham para si próprios, e usam os jogadores à conveniência. É caso raro ver um clube como o Sporting reconhecer que está a pagar muito pouco a um jogador, face à sua prestação, e por iniciativa própria, sem renovação contratual, aumentar o salário desse jogador. Não me esqueço das palavras de Eric Dier: Sei que estou a ganhar pouco e que merecia ganhar mais, mas não vou crirar problemas para o Sporting.

O outro cenário relevante, que aparentemente apoiantes incondicionais como o HY recusa compreender, é que à semelhança de Schaars, o caso de Labyad não se limita apenas a aceitar ir para outro clube e baixar salário, já que o Sporting ainda lhe deve uma boa tarte do custo do seu passe.

Recorde-se das palavras de Schaars e que as negociações com ele não foram nada fáceis, precisamente por verbas devidas das quais ele não abdicou. E só depois desse acordo é que acordou com o PSV nos modos que ele entendeu.

O José é bem competente para falar por si próprio, não precisa que o HY o abrigue.

Eu não sei de tudo o que se passa lá dentro, as palavras são suas, mas tento recorrer ao bom senso e à minha experiência de muitos anos. Como já disse em outro comentário, Labyad, a ficar, necessita de ser trabalhado por Leonardo Jardim e não por Abel Ferreira que, na minha opinião, devia ter ficado mais tempo com os juniores e não ser promovido tão rápido à equipa B.

O Leonardo Jardim trabalha com os recursos à sua disposição, em contexto, não é bem assim preto e branco. Em algumas questões disciplinares ele também tem uma palavra a dizer. Novamente, outra situação que não é a preto e branco. Quem andou no futebol identifica estas disposições, até porque todo este trabalho é feito em equipa, não individualmente e sem consulta, porque uma das partes afecta todas.

Em questões contratuais o treinador não intervem nas negociações quanto a verbas e prémios, por exemplo, mas é chamado a dar o seu parecer sobre duração de contrato, a expectativa de retorno por parte do jogador e o timing do mesmo e outras considerações relevantes. Além disso, treinadores experientes e que já passaram por diversos clubes, têm um conceito muito mais ampliado do todo do futebol. O Bruno de Carvalho chegou há dois dias ao futebol, vai negociar contratos baseado em quê ? No máximo, poderá orientar o orçamento disponível mas para as decisões individuais depende de terceiros.

Nunca diga que eu diabolizo, é injusto por ser MENTIRA. Eu critico quando entendo que crítica é merecida. Esta palavra "diabolizar" e "demonizar" vi pela primeira vez na minha vida ser usada em contexto de clubes e futebol agora, pelo discurso em voga.

Não preciso que simpatize comigo, mas não seja injusto. Eu digo sempre o que penso e penso sempre o que digo e não clamo ser dono da moral e da razão.

O HY devia tentar operar um blogue para identificar as dificuldades inerentes a este meio moderno de comunicação. Talvez assim reconhecesse que em algumas ocasiões especiais aqueles de nós que nos damos à enorme tarefa merecemos uma pequena palavra de apreço.
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De HY a 06.09.2013 às 17:11

Rui, concordo que é óbvio que devemos ver os dois lados, é isso mesmo que eu lhe quero dizer. Por isso nunca alinhei nas críticas absurdas aos jogadores que entram em litígio com o Sporting (quem não gostaria de ver a sua situação melhorada, sobretudo quando, como a maior parte dos jogadores, se vem de meios muito desfavorecidos e se tem apenas 10 ou 12 anos para exercer a profissão?) e muitas vezes vi que o nosso clube não estava a agir bem. E agora até compreendo que o Labyad se sinta muito mal com a situação, mas também não quero ver só o lado dele. É óbvio que o contrato é incomportável para o Sporting. Ele não quer ter isso em consideração. A direcção optou por uma determinada estratégia, certa ou errada. Não é caso para considerar que o clube os quer tratar como "escravos";... se quiser, a utilização do "diabolizar" por mim é igual à utilização de "escravos" por si... devia ter posto entre " " no comentário, mas não o tome mal, aplique os mesmos standards às minhas palavras do que às suas e verá que não é grave.

Eu não sou apoiante incondicional da nova direcção Rui. Não percebo é porque se deve adoptar uma atitude do tipo "in dubio pro outra parte”, como você frequentemente faz, criticando mais por princípio do que por análise, quando me parece que qualquer observador isento dirá nesta altura que o trabalho feito, seguramente com alguns erros, tem sido globalmente muito melhor do que se esperaria.

Quer um ex. de como tem uma atitude negativa para com quem defende a direcção? Ao José diz pergunta: " Que negociações ocorreram com o PSV e o Ajax? E não cite rumores da praça...”. Mas em sentido contrário já diz “O HY devia perguntar ao Leonardo Jardim se ele gostaria ou não de poder contar com o jogador. Garanto-lhe que sei a resposta dele.”…Sabe porque tenta “… recorrer ao bom senso e à minha experiência de muitos anos”. …

É uma espécie de filtro que você aplica ao que diz respeito ao Sporting: do lado do BdC só podem vir coisas más”. Você já mo disse: nunca há-se considerá-lo bem porque ele é um mentiroso, mau-carácter etc. etc,. Como já tentei explicar, esta atitude permanente leva a ver as coisas de forma distorcida e, o que é o pior, a perder eficácia quando a crítica até for justificada.

De resto, não tome estas críticas como algo de pessoal (também não vim “ajudar” o josé, que não sei sequer quem seja, não é nada se pessoal). Trata-se apenas de tentar contribuir para que da discussão nasça a luz. Se não apreciasse a sua actividade de blogger, não viria aqui amiúde e não me daria ao trabalho de intervir. Discordo frequentemente de si, mas reconheço o valor do seu trabalho como sportinguista.
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De Rui Gomes a 06.09.2013 às 18:08

Apenas para finalizar...

Não sei tudo mas sei algumas coisas por fonte directa e fiel. Hoje não tenho exactamente o mesmo acesso ao Sporting que tive durante muitos anos mas ainda tenho algum, e nada a ver com a nova Direcção, mas pelo meu afastamento.

Posso confirmar o interesse de LJ, subjugado ao parecer da SAD pelo processo em andamento.

Como já tive ocasião de lhe participar, o benefício da dúvida para BdC da minha pessoa não é grande, por isso, como em qualquer outro caso semelhante, tendo fazer análise mais minuciosa. E não prevejo mudança de atitude a curto prazo.

Enfim... muito mais poderia ser dito mas ficamos por aqui.
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De jose a 06.09.2013 às 19:00

Caro HY,
Eu não conheço ninguém deste blogue, vou conhecendo algumas opiniões, ideias das pessoas que comentam por aqui e não é pelo facto de termos ideias diferentes que me afasta do bloque, neste tema penso que temos opiniões próximas e obrigado por focar ideias que vão no mesmo sentido.

Se as nossas ideias fossem todas no mesmo sentido, isto perdia a piada, perdia o debate, ficava o Rui sem "clientes".

Já tenho saudades do Haja Luz, das suas opiniões "ressabiadas", por mim, nunca o levei a mal, agora tem é que estar preparado também para ler alguma resposta menos simpática. O Rui é que não gosta de adjectivação agressiva, sendo ele o moderador, está no seu direito.

Cumprimentos
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De HY a 06.09.2013 às 22:53

E o Rui bastante trabalho terá para aturar todos os clientes...mas ele no fundo gosta :-) Eu próprio algumas vezes reagirei excessivamente. Mas uma coisa é discordar outra é insultar e agredir (verbalmente, claro). Por isso não consigo ter saudades do Haja Luz, que em minha opinião ultrapassava em muito o que é aceitável, Com a sua mania da conspiração universal da "corja". Acabou por alienar até a simpatia do próprio Rui, o qual - e critiquei-o por isso - tendeu sempre a tolerar-lhe o que não tolera (e bem) aos outros. Mas talvez eu leve estas coisas demasiado a sério...
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De Rui Gomes a 06.09.2013 às 23:13

Sinto-me triste neste momento e não apenas pela ausência do Haja Luz. Vou publicar um post dentro de pouco tempo que vai de certeza provocar forte reacção da sua parte HY .

Mesmo reconhecendo o excesso de adjectivação do Haja Luz, lamento que tenha chegado a este ponto, porque ele foi um incondicional apoiante do blogue desde o primeiro dia.

Fiz saber por diversos meios que preferia que ele moderasse os seus argumentos e não deixo de lhe dar razão em muita coisa, salvo pela escrita agressiva que acabou por o dominar.

Ainda alimento a esperança que ele pondere bem o estado das coisas e regresse com uma atitude mais moderada, mesmo sem alterar o seu parecer, direito que lhe compete.
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De ajorge73 a 06.09.2013 às 14:31

Eu respondo pela minha parte. Se devíamos contratar o Messi? Havendo dinheiro, sem duvida.:-D

Há é um pormenor que faz com que a sua pergunta não faça o minimo sentido: não está em causa contratar o Labyad, ele já é nosso!



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De HY a 06.09.2013 às 15:13

ajorge, o sentido da minha pergunta era pura e simplesmente demonstrar-lhe que a questão não é apenas tem lugar ou não tem... é saber se podemos permir-nos pagar esse lugar
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De ajorge73 a 06.09.2013 às 17:51

Eu percebi mas está a esquecer um detalhe: o custo já cá está. A questão não é se o rendimento desportivo justifica assumir o custo, porque esse está assumido.
A questão para mim é como o vamos minimizar e, do meu ponto de vista, encostá-lo não minimiza o custo actual nem as perspectivas futuras de o fazer.
Depois há ainda a questão da imagem do clube mas sobre isso é que não concordaremos certamente.

SL
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De jose a 06.09.2013 às 12:14

O Labyad para o sporting é um problema devido ao binómio custo vs rendimento.
Face a isto, o sporting apresentou algumas propostas, compreendo e já disse anteriormente que ele está no pleno direito de não aceitar qualquer proposta. Nunca tive apreço pela escravidão ou oportunismos, mas também não sou apologista de dar chocolate quando alguém não faz nada por isso.

Até agora não aceitou qualquer proposta e pelos vistos também não apresentou nenhuma proposta, parece-me que ultimamente andou a tentar negociar com o PSV e Ajax mas ninguém o quis. Atenção só ultimamente tentou negociar com aquelas equipas, isso não lhe diz nada sobre o carácter de uma pessoa? Também não compreendo como alguns defendem a sua qualidade e ninguém o quer, nem emprestado pagando o seu salário, idem para o Jeffren.

Face a estes episódios, a solução que lhe dava era integrar na equipa B, que evolua neste quadro e então logo se vê. Aliás, solução igual para o Bruma caso voltasse ao Sporting.

A sua solução é tirar um jogador da A e substituir pelo Labyad, discordo, que demonstre primeiro na B, que ganhe motivação, que mostre qualidade até que seja chamado para a principal. Qual é o problema de ser integrado na B?
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De Rui Gomes a 06.09.2013 às 12:36

Especificamente, que propostas foram apresentadas ao jogador e agradeço que cite a origem dessa sua informação.

Agora também já é o carácter dele que está em causa ?

Que negociações ocorreram com o PSV e o Ajax ? E não cite rumores da praça...

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De jose a 06.09.2013 às 12:50

Caro rui, as noticias que tenho são aquelas que vêm para os jornais e net. Não tenho outra fonte.

Foi público que ele recentemente tentou uma negociação com o PSV, inclusive o director deste clube respondeu e Ajax. Não vou acreditar em noticias apenas quando me convém. Claro que há algumas que não merecem qualquer crédito, como é o caso do Manchester ter oferecido 18 milhões.

Imagine o seguinte cenário: você tem um empregado, face ao seu rendimento vs custo não lhe interessa, apresenta várias propostas, ele não aceita e estamos de acordo neste ponto, ele tem todo o direito de não aceitar. A sua empresa não conta com ele, quando o empregado vê-se entre a espada e a parede, acorda e então tenta ver se há alguma solução que lhe encaixe. Para si, pode não ser nada, para mim, é oportunismo, comodismo. Porque é que ele de inicio não tentou junto do seu empresário uma solução? Qual era a resposta do Empresário do jogador? O Labyad está muito bem no sporting, ama o sporting e é aqui que ele quer cumprir o contracto.

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De Rui Gomes a 06.09.2013 às 13:35

Caro José,

Vou tentar fazer-me compreender melhor, pela última vez sobre o Labyad, porventura, sobre alguns aspectos que lhe serão estranhos:

1. A razão da sugestão de Labyad ir para a equipa A e não para a B é só uma: este jogador, mais do que alguns outros, necessita de ser trabalhado por Leonardo Jardim e não por Abel Ferreira. Espero que saiba reconhecer a vasta diferença entres os dos cenários.

E, em análise final, adoraria saber o parecer de Leonardo Jardim sobre este jogador.

2. O que o empresário do jogador tem vindo a dizer, logicamente, é que o ónus de resolver a situação recai sobre o Sporting, já que foi a SAD, pelas opções que assumiu, que criou este impasse.

3. Não apresente cenários de outras indústrias que não são aplicáveis ao desporto de alta competição onde, invariavelmente, há uma razão que a razão não reconhece. São mundos completamente diferentes.

3. Eu reconheço que por vezes debatemos rumores noticiosos, mas nunca devemos perder de vista que não passam disso, rumores. Muito do que tem surgido sobre Labyad vem de A Bola, o diário mais suspeito de todos.

4. Se o Sporting recebeu algumas propostas de outros clubes para este jogador, a exemplo dos que foram citados na Holanda e se o único impedimento era o salário do jogador, o Sporting, por não o querer em Alavalade, deveria ter concordado em assumir parte desse salário para facilitar o negócio, em caso de empréstimo. É melhor ele andar a treinar à parte, não jogar e receber o salário total ?
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De jose a 06.09.2013 às 18:43

Também será pela última vez, o Rui tem a sua opinião e eu a minha.

Ao seu ponto 1, um jogador pode merecer a confiança de uma direcção ou da equipa técnica e ser trabalhado, o Rui Patrício é um exemplo desses, frango atrás de frango e continuaram apostar nele, outros por razões várias podem não merecer essa confiança e por conseguinte ser encostado, seja ele promissor, com potencial ou não. É necessário ver caso a caso. No caso do Labyad não tem feito nada para merecer confiança de uma direcção.

Quanto ao ponto 2, é a velha historia que os empresários por vezes trazem mas não sabem levar de volta quando jogador vira em flop, não se esforça ou simplesmente não se integra. Nestes casos, os empresários devem ter pensamentos gloriosos, do tipo: a minha comissão já cá está, o jogador tem um excelente salário e agora o clube que se amanhe.

Ponto 4, eu não disse que recebeu propostas ou pelo menos não era isso que quis dizer, disse que na parte final, depois do Labyad sentir-se encostado tentou negociar, arranjar alguma proposta com o PSV e Ajax, mas estes declinaram, nem quiseram negociar, já estavam servidos. E aí pergunto, se é assim tão bom ou se tem tanto potencial, não ficam com o jogador nem por empréstimo? Vai me dizer que são notícias sem fundamento, mas quando lhe interessa, notícias avulso já serve para argumentar.

Para concluir, não pretendo mudar as vossas ideias, todos estes comentários valem tão só para trocarmos opiniões, conhecer os diversos pensamentos na comunidade leonina. Na minha opinião o Labyad face o salário que onera, será um flop, oxalá que estivesse enganado, mas jamais terá um rendimento em conformidade com o seu salário e o ideal seria despacha-lo, empresta-lo, vende-lo, está difícil porque ele recusa em sair mesmo com ameaça de ficar encostado o que torna ainda mais difícil.

Se não conseguirem empresta-lo, terá que passar pela B, é uma questão pedagógica e disciplinar. Então um jogador que ganha principescamente, sabe que o clube está “falido” ele próprio já reconheceu que o clube atravessa graves problemas financeiros, não aceita baixar o salário, tudo bem, está no seu direito, não aceita ir para a Turquia ganhando o mesmo, fazem ver que não aceitando, será encostado e mesmo assim, prefere ficar encostado. Depois destes episódios dávamos um prémio de integração na equipa A? Pelos vistos, na vossa apreciação seria um bom exemplo para o futuro. Na minha seria um péssimo exemplo e espero que a direcção não cometa este erro.

Desportivamente, nunca ganhamos nada com ele, umas semanas na B fazia-lhe bem, pode ser que acordasse.
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De jose a 06.09.2013 às 12:31

Ainda sobre oportunidades do Labyad, então o JF no ano passado não deu oportunidades? Pegou nalguns jovens e estes acabaram por revelarem bom potencial e fazer coisas interessantes em campo, surgindo potencialmente uma estrela, seu nome Bruma. Porque não aconteceu com o Labyad ou Jeffren (não esteve sempre lesionado)? É o JF que estava errado?

Obviamente, se fossem salários de 300 mil por ano, já não havia problemas se fossem para a equipa B. Por ganhar fortunas, o sporting tem obrigação de colocar na A? Não consigo perceber esse ponto de vista.
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De Mike Portugal a 06.09.2013 às 14:05

Jose,

O ano passado não serve de referência para ninguém em termos exibicionais. Vê o caso do Adrien que "não jogava nada" o ano passado e este ano é titularíssimo.

Apensar do 1º comentário que fiz neste post, tenho que o alterar pois o Rui chamou a atenção para um pormenor que não me tinha lembrado.

Labyad PRECISA de estar com Leonardo Jardim para poder demonstrar todo o seu potencial, logo altero a minha opinião e acho que ele deveria passar para a equipa A para tentar mostrar o que vale.
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De Rui Gomes a 06.09.2013 às 15:03

Precisamente Mike, até porque é justo atribuir muito do novo rendimento de Adrien Silva ao trabalho de Leonardo Jardim, individual e colectivamente. Idem para a evolução de William Carvalho e até de Carrillo.

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