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Só faltava este

Rui Gomes, em 19.12.12
É nada menos do que espectacular o número de vozes - na sua maioria ruídosas - em torno do Sporting hoje em dia. Todos discursam - com mais ou menos elegância - todos apontam o óbvio, a escassez dos resultados desportivos - como se uma qualquer criança de 6 anos não saiba fazer o mesmo - todos apontam culpabilidades - que só podem ser da pertença de quem dirige o Clube neste momento - e todos evidenciam-se pela ausência de uma única sugestão construtiva para contribuir para o melhoramento do estado das coisas. Se demagogia fosse música, estes sportinguistas da actualidade dariam entrada nos registos do Guiness com a maior orquestra sinfónica na história deste nosso planeta.

 

 
 
O mais recente a aparecer a opiniar foi Carlos Janela, ex-director «qualquer coisa», que enquanto ao serviço do Sporting andou a servir-se a si próprio e o notório José Veiga, então presidente da «Superflute», a empresa de respresentação de jogadores onde Janela inevitavelmente acabou por ir parar como director, em 2001.
 
Também ele sentiu a necessidade de vir publicamente expressar a sua «prezada» opinião sobre a contratação de Jesualdo Ferreira: « Só é contratado porque há lacunas e porque o Sporting carece de alguém com qualidade e capacidade para gerir o futebol. Se Vercauteren revelasse essa capacidade esta contratação não tinha acontecido. Se as coisas não forem claras e bem definidas vai entrar-se numa zona de conflito em que a corda partirá pelo lado do mais fraco.»
 
Até tem alguma razão quanto à necessidade de bem definir cargos e funções, algo que o presidente Godinho Lopes até já fez publicamente, mas parece-me que o senhor Franky Vercauteren foi contratado para orientar a equipa principal e não para gerir o todo do futebol do Sporting. Missão essa, que foi agora entregue a Jesualdo Ferreira e que já tinha sido proposta a José Couceiro, objectivo que falhou pelo não acordo entre as partes quanto aos poderes inerentes à posição.
 
O futuro ninguém sabe, evidentemente, mas no desporto profissional de topo não há nada permanente nem garantias, salvo as que são salvoguardadas pelos vínculos contratuais e, mesmo esses, são vulneráveis. Por conseguinte, tanto Franky Vercauteren, Jesualdo Ferreira ou qualquer outro activo do futebol profissional reconhecem que a sua permanência depende dos resultados, agora e no curto prazo. Apoio a escolha de Jesualdo Ferreira por ser um homem que sabe estar na sociedade e no futebol e é altamente qualificado para contribuir para o melhoramento da estrutura do futebol leonino. Admito, contudo, que estando eu em posição para assumir decisões, evitaria, ao máximo, contratar um ex-treinador para a posição. Por outra via de análise, também há que reconhecer que não existem «managers» de futebol em Portugal.
 

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publicado às 15:10

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