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E a insólita campanha continua...

Rui Gomes, em 23.12.12

 

Devo ser sincero e admitir que não tolero mais olhar para a cara deste homem, tal a repugnância que me induz, embora ainda faça o sacríficio de ler as suas diatribes para as poder comentar. Não me consigo perdoar por me ter deixado seduzir por esta ignóbil personagem no último acto eleitoral, disposição que jamais tornará a acontecer, isso posso garantir. Como parte integral da estratégia delineada quanto à indecorosa campanha oposicionista que tem vindo a conduzir desde março de 2011, o  candidato derrotado apressou-se a vir a público - através das redes sociais - a fim de complementar a já noticiada «obra» do seu colega de campanha e co-líder da oposição, o PMAG do Sporting. Como não podia deixar de ser, face à sua polémica essência, o pasquim «encarnado» prontamente retirou as suas declarações do Facebook para lhes dar ainda maior relevo:

 

«As verdades vão sendo cada vez mais difíceis de esconder e a vergonha que vivemos desde 26 de março de 2011 é cada vez mais acentuada e percebida por todos. Entre tramoias, resultados de gestão desastrosos/danosos, resultados desportivos de nível inferior, processos judiciais, chantagens aos núcleos, mentiras ventiladas às claques, adeptos e sócios, pagamentos para aterrorizar e bater nos chamados «descontentes», tudo vale no Sporting da actualidade. Compreendo que existam dúvidas de qual será a solução a dar ao Sporting e quem deve personificar essa liderança e projecto, mas é evidente a todos que existe uma união, quase generalizada, de que esta direcção não faz parte da mesma. Sendo assim, cada dia que passa, cada decisão precipitada que se toma, apenas prejudicam mais o Clube....Precisamos de entrar em 2013 com um novo fulgor e uma nova crença, a dizer bem alto: não queremos mais isto!»

 

Ao longo dos anos, qualquer cidadão já ouviu este tipo de oração centenas, se não milhares de vezes, em qualquer campanha política pelos cinco cantos do Mundo. E admitindo, para a discussão do momento, que a situação é exactamente com ele a descreve, onde estão as soluções da sua autoria para corrigir o estado das coisas? O apelo à emoção é apenas e tão só com base nos resultados desportivos, caso contrário, já se tinha deixado de o ouvir há muito tempo. Ele reconhece isso e pretende manipular o senso comum sportinguista no sentido de ignorar tudo o resto. O adepto quer a equipa principal a competir e a ganhar e enquanto isso não acontecer, a plataforma da oposição enriquece, pelo oportunismo. O sócio deve-se questionar a si próprio, a fim de tentar compreender, face ao estado financeiro do Clube e as suas elevadas obrigações com a Banca, como é que uma figura quase anónima da sociedade portuguesa, empresário de créditos duvidosos e sem o mínimo de experiência na liderança de uma instituição desportiva à dimensão do Sporting, ou qualquer outra de semelhante responsabilidade, vai conseguir resolver tudo aquilo que outros muito melhor qualificados têm imensa dificuldade em resolver. Ou será que a ideia é somente: «entreguem-me o poder e depois logo se vê?»

 

Já comentei com amigos que tudo está a ser preparado para nos primeiros dias de janeiro surgir a muito badalada assembleia geral no sentido de destituír os orgão sociais vigentes. O veículo será aquele pseudo-movimento «Dar rumo ao Sporting» que, segunda consta, já possui as assinaturas necessárias e espera pelos tais 60 mil euros inerentes aos custos da reunião. O montante vai aparecer por uma ou outra via e será então este grupo a aparecer na linha da frente da «revolução», já que o candidato derrotado lidera-a, mas não quer parecer liderá-la, para minimizar eventuais repercussões caso a contenda vá a voto. A minha oposição a eleições antecipadas centra-se somente na minha crença de que nada servirão o Clube e não insulta a sensatez temer a possibilidade de um desaire muito mais grave, pelas emoções desgarradas. Não creio de modo algum que a Banca tenha participado ao PMAG que vê o acto com bons olhos, pela maior instabilidade que precipita e pelo potencial para «aventureirismos».

Em última análise, apresenta-se uma pergunta crucial: indiferente do que vier acontecer e de outros hipotéticos candidatos à liderança do Clube - caso hajam eleições - será que os sportinguistas querem mesmo entregar o poder a esta pessoa, cuja conduta exemplifica a proverbial atitude »não olhar a meios para atingir fins» sem o mínimo de respeito e responsabilidade para com a Instituição centenária Sporting Clube de Portugal?...Fica com a consciência de cada um. A haver mudanças, terão de oferecer garantias de melhoramento, caso contrário, tornar-se-á em mais um retrocesso.

 

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publicado às 18:06





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