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O que dizem eles

Rui Gomes, em 26.12.12
 

 

«O que ele (Eduardo Barroso) está a dizer é que o rei vai nu. E diz coisas que toda a gente vê. Há coisas que se vão calando porque não há provas ou não se pode dizer. Mas mantenho a posição que não é o momento de fazer uma Assembleia Geral para distituir a Direcção de Godinho Lopes. Mas numa coisa tem razão: tem de se fazer uma Assembleia Geral por que é aí que se discute o Sporting. Eduardo Barroso é o presidente da Mesa da Assembleia Geral e há determinados momentos em que se deve tomar posição. Se estivesse na posição dele podia fazer algumas coisas de maneira diferente, são estilos, mas a Assembleia Geral é o órgão máximo do Clube, e da minha parte, com preparação, feita como deve ser, de maneira construtiva, se calhar também convocava uma.»

 

-    Dias Ferreira    -

 

Observação: Pela sua usual ambiguidade, acabei por ficar a saber o mesmo. Insinuou que Eduardo Barroso tem razão quanto às suas alegações de que terá havido «marosca eleitoral» mas que «não há provas ou não se pode dizer». Qual é o exacto significado disto? Faz-se uma alegação de enorme gravidade e fica um vazio de explicações. Houve, de facto, algo incorrecto no acto eleitoral ou estas suspeitas lançadas para a praça pública pelos candidatos derrotados apenas servem para minimizar os danos às suas imagens? A realidade é que, mais uma vez, fala-se muito e não se diz nada. A nação sportinguista quer é ouvir soluções reais para os problemas reais  que afectam o Clube e não discursos demagógos. Dias Ferreira nunca teve o mínimo de hipótese de ser eleito e, na opinião deste observador, nunca daria um bom presidente, simplesmente porque não satisfaz nenhum dos requisitos para o cargo. A sua inclusão de Paulo Futre, pelo seu passado e evidente inaptidão, simplesmente ajudou a confirmar o inevitável. 

Não refuto a tese que uma Assembleia Geral é o único fórum para a voz do sócio ser ouvida, no entanto, ele sabe muitíssimo bem que pouco, de concreto, é resolvido em reuniões desse carácter. Servem para adiantar ideias, às vezes, e quase sempre para a «lavagem de roupa suja», que nada resolve. Por outras palavras, tem de se ir para uma Assembleia Geral já com soluções em mente, e não esperar que elas apareçam milagrosamente pela discussão. Não deixei de notar que por não querer ser severo para com o actual presidente da Mesa da Assembleia Geral, ele não descreve a sua conduta como deplorável, mas somente como uma questão de «estilo». O uso e abuso das palavras é fascinante!

 

 

«Perante os problemas que estão a surgir, há uma fractura evidente. Já nem há uma paz podre como cheguei a dizer há uns tempos: há um conflicto aberto entre o presidente do Conselho Directivo e da Assembleia Geral. Já vivi uma situação idêntica no tempo de Jorge Gonçalves. Agora é incomensuravelmente pior. É que na altura o passivo era cinco milhões de euros, mas os activos cobriam e muito esse valor. Também fui pressionado para fazer uma reunião magna, mas acabei de fazer as coisas que conduziram a um novo processo eleitoral. Aliás, considero que neste momento o ambiente é de explosividade latente para que haja uma Assembleia Geral serena e pacífica como se quer. Deverá ser Godinho Lopes a resolver a situação e ser ele a convocar eleições. Esta ideia de ou eu ou o dilúvio é errada. Há sempre uma alternativa, até porque está a passar uma imagem muito negativa do Clube para o exterior.»

 

-    Sérgio Abrantes Mendes    -

 

Observação: Não está em questão o seu sportinguismo nem a sua integridade - ao contrário de alguns acácios - mas resume-se a mais um discurso sem oferecer solução alguma. A ideia «há sempre uma alternativa» é alarmante, porque face aos enormes problemas que afrontam o Sporting, é equivalente a dizer «há de aparecer qualquer coisa». Apesar de ser uma pessoa que merece o nosso respeito, ainda estou por compreender a sua intenção em candidatar-se no último acto eleitoral. Não estava preparado, não tinha projecto algum e, sobretudo, sabia antecipadamente que nunca seria eleito. A comparação entre o tempo e as circunstâncias de Jorge Gonçalves e o presente, nem merece comentário. Com tudo isto, voltamos ao ponto de partida: nunca houve na história do Sporting uma oposição organizada - dentro e fora do Clube - em actividade simultânea com o mandato do Conselho Durectivo e, por todas as dificuldades que afectam o seu bem estar, a questão, à essência, é a ausência de resultados desportivos de agrado. Por muito que se fale, é um conceito que ultrapassa as minhas faculdades racionais, salvo no aspecto que se a equipa se encontrasse em primeiro lugar e ainda a disputar as competições europeias, ninguém se atreveria a vir para a rua gritar «tem de haver uma Assembleia Geral para destituír o presidente e o Conselho Directivo porque não conseguem dar resolução à crise financeira do Sporting.» A ironia das ironias !

Por fim, o dr. Abrantes Mendes expressa o seu parecer quanto à imagem negativa que Godinho Lopes passa para o exterior do Clube. E as frequentes vozes incendiárias dos pantomineiros que surgem na praça pública a denegrir o Sporting, que imagem passam eles?

 

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publicado às 03:06





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