Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




O que está agora a ser ventilado pela comunicação social relativamente à troca entre o Sporting e o FC Porto - assente em co-propriedade de jogadores - não é uma prática universal mas é muito comum, já há uns anos, nomeadamente na Itália, Argentina, Chile e Uruguaio. O modelo centra-se em fundamentos muito simples e o intuito único é de aliviar as responsabilidades financeiras dos clubes quanto ao investimento na aquisição dos direitos económicos de jogadores.

 

a) O clube que detem os direitos económicos e desportivos do jogador, transfereo-o para um outro clube e mantem 50 por cento ou mais dos seus direitos económicos, no entanto, os direitos desportivos passam a pertencer, exclusivamente, ao outro clube que o inscreve oficialmente;

 

b) Para este modelo de negócio ser permitido, os jogadores em questão têm de ter não menos de dois anos de validade nos seus contractos correntes.

 

c) O negócio é obrigatoriamente revisto ao fim de um ano, e os dois clubes terâo de decidir se pretendem terminar o acordo ou prorrogá-lo;

 

d) O jogador pode vir a ser emprestado a um terceiro clube, pelo clube que o inscreveu, desde que os dois clubes originais estejam de acordo;

 

e) O clube que detinha os direitos económicos do jogador, à partida, e que ainda mantem uma percentagem de 50 por cento ou mais, poderá vender essa percentagem a terceiros, desde que o clube onde o jogador está inscrito e o próprio jogador concordem. Ou seja, o clube com parte do passe e os direitos desportivos, terá sempre o direito de opção;

 

f) Se o jogador for entretanto transferido para um outro clube, a título definitivo, os dois clubes que detêm os seus direitos económicos, receberão os valores correspondentes às suas percentagens desses direitos económicos;

 

Este modelo difere significativamente do investimento por fundos, em que estes não detêm controlo algum sobre os direitos desportivos dos jogadores e não estão directamente envolvidos na sua carreira profissional. Apenas a exemplo, entre muitos casos existentes, o brasileiro Adriano era co-propriedade do Inter e do Parma, tendo este emblema pago ao Inter 4,9 milhões de euros por 50 por cento dos seus direitos económicos. O Parma inscreveu o jogador e assumiu o seu salário. Como o Adriano teve grande sucesso no Parma, o Inter apareceu mais tarde a querer comprar a parte dos direitos económicos da pertença do Parma e, para o efeito, pagou a este 16,6 milhões de euros para concretizar o negócio. Aconteceu com o Inter, mas podia ter sido com um outro qualquer clube. Actualmente, o AC Milan detem parte de 10 jogadores que transferiu para outros clubes.

 

Este é modelo que existe neste momento, mas como não é universal, será possível ao Sporting e ao FC Porto efectuarem quaisquer ajustes de comum interesse.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:54

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.





Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D




Cristiano Ronaldo