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«Muito antes de começar a jogar futebol já ia a Alvalade assistir a jogos. Era miúdo e vinha do Porto a Lisboa para ver o Sporting e a Selecção. Ia a Alvalade ver aqueles que eram os meus idolos da altura. Queria viver aquela emoção, não nas bancadas, mas sim no relvado. Só consegui cumprir o sonho muito mais tarde. Quando assinei pelo Sporting e entrei em Alvalade noutra posição, ou seja a jogar em casa, tive uma sensação muito agradável. Não me esqueço do apoio que recebi dos adeptos fora do estádio. Senti-me tão orgulhoso que, nos primeiros tempos, olhava-me várias vezes ao espelho para ver se o equipamento me ficava bem. No relvado, durante o aquecimento, repeti algumas vezes aquele gesto de olhar para a camisola e conferir a estética. Cada vez que jogávamos em Alvalade, era um dia especial. Quanfo chegávamos ao estádio, lembro-me que percorríamos os corredores advinhando o ambiente espectacular que se vivia nas bancadas. Depois, quando íamos ao relvado, olhava para as bancadas e sentia uma emoção enorme. Olhava muitas vezes à volta e penseva que, apesar de ser um estádio já com muitos anos, sentia um orgulho enorme de poder jogar ali.»

 

* Do livro «Estórias d'Alvalade» por Luís Miguel Pereira

 

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publicado às 03:45

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2 comentários

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De A. Santos a 05.01.2013 às 11:04

Caro Rui Gomes

Esta "estória" revela o peso e a responsabilidade que qualquer jogador sentia ao envergar a camisola do nosso clube. Com muita pena digo sentia, porque hoje infelizmente, não parece ter o mesmo peso e responsabilidade para alguns dos jogadores que lá estão... É urgente recuperar esse gosto, respeito, e o sentimento de previlegío ao vestir a camisola do Sporting.
João Vieira Pinto soube interpretar de forma exemplar toda esta forma de sentir o que é representar o Sporting, dignificando com muito profissionalismo as cores do nosso clube. Sempre apreciei jogadores com este carácter, mas cada vez são menos, infelizmente...

Cumprimentos
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De Rui Gomes a 05.01.2013 às 12:41

Caro A. Santos,

João Pinto, como bem sabemos, também teve as suas «estórias», mas admite-se que foi um bom profissional enquanto no Sporting. Cometeu o erro de não aceitar o último contrato e acabar assim a carreira. Os tempos eram diferentes, mas concordo que o sentido de respeito e responsabilidade tem de ser recuperado, a começar de fora para dentro.

Cumprimentos

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