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Alex Ferguson no Sporting ?

Rui Gomes, em 06.01.13

 

Sempre que vem à discussão a azáfama de treinadores no Sporting - especialmente nas últimas duas décadas - vem-me prontamente à ideia o nome de Alex Ferguson. A resposta à pergunta do título do post é apenas e tão só: IMPOSSÍVEL...mas não pelos motivos mais óbvios.

 

Se o lendário técnico dos «Red Devils» de Manchester tivesse tido a infelicidade de vir parar a Alvalade e concretizassse o mesmo registo competitivo do United, nos seus primeiros tempos no comando, é por de mais lógico que não teria passado mais do que o primeiro Natal em Lisboa. Se um seu já falecido compatriota e amigo foi demitido com a equipa em primeiro lugar, Sir Alex teria tido mesmo uma passagem relâmpago pelo emblema ver-e-branco.

 

Quando assumiu o comando do Manchester na época de 1986/87, classificou-o em 11.o lugar da «English Premier League». Mesmo assim, os líders do clube não vassilaram e deram-lhe um voto de confiança para continuar, que ele retribuiu com 2.º lugar na época seguinte. Mas desastre esparava-o; voltou a ocupar o mesmo 11.º lugar em 1988/89 e em 1989/90 mal escapou a despromoção, apaziguando um pouco os ânimos com a conquista da «FA Cup». A sua quinta época continuou a não agradar, pelo 6.º lugar, mas apesar do enorme movimento sensacionalista pela comunicação social na tentativa de promover o seu afastamento, o clube resistiu e, finalmente, em 1991/92 o Manchester United e Sir Alex Ferguson foram campeões de Inglaterra, quebrando um jejum de 26 anos.

 

O resto da sua lendária carreira fica para a história: 37 títulos nacionais e internacionais - e ainda não parou - a adicionar aos 10 que já trazia com ele da Escócia, onde conquistou 10 títulos pelo Aberdeen, que incluem uma Taça das Taças e a Supertaça UEFA.

 

Realísticamente, Sir Alex Ferguson não serve de exemplo em termos comparativos, pelas diferentes sociedades, culturas e inerentes mentalidades e espírito desportivo entre países e clubes, mas dá para sublinhar o que referi no primeiro parágrafo do escrito; no Sporting, não tinha chegado ao Natal e o presidente do Manchester, se não fosse um dos proprietários, tinha ido para a rua com ele. Muito por isto, gostava de ver a liderança do futebol Sporting ser assumida por dirigentes não eleitos e não subjugados ao parecer demagógo e populista. Se algum dia chegar o tal grande investidor - e esse dia vai chegar - ou espera-se que chegue - para permitir a sobrevivência da modalidade ao nível profissional - será precisamente isso que acontecerá. As alternativas simplesmente não existem, por muito que se propague fantasias na praça pública.

 

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publicado às 16:26

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