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A insustentável leveza de "Um" ser...

Drake Wilson, em 31.07.16

 

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Branca de Neve brincando com os troféus do Pai, por Paula Rego, 1995

 

 

Quem foram os 5 violinos?

 

A) Um dos maiores legados da história do desporto nacional

 

B) Um extraordinário quinteto de jogadores que, em conjunto, marcou mais de mil golos em jogos oficiais.

 

C) Principais responsáveis pelo primeiro tri-campeonato em Portugal, assinalando talvez a inédita manifestação nacional e internacional de grandiosidade de um clube português.

 

D) "Já lhes expliquei (sócios, adeptos e jogadores) e eles perceberam perfeitamente. Cinco jogadores do Sporting que ao jogar futebol tocavam música."

 

 

Não considero a Jorge Jesus o título de extraordinário treinador de futebol. Reservo-lhe a designação de um "muito bom" treinador, claramente acima da média. Talvez tenha sido em Portugal o grande reprodutor em termos técnicos de um estilo de jogo que em tempos se considerava "Futebol Total", em que todo o jogador de campo teria uma função ofensiva e defensiva, independentemente da sua posição original no rectângulo de jogo.

 

Auto-intitulado "a Paula Rego dos treinadores", Jesus manifesta-se culturalmente ao nível da presente taxa de literacia da República Democrática do Chade, um país detentor de um rico património cultural, mas onde o nível de alfabetização do povo não ultrapassa os 40%. Num dia especial, numa noite de homenagem, Jesus podia ter-se esforçado um pouco mais. Seria uma oportunidade para poder brilhar...

 

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publicado às 10:50

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9 comentários

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De Mike Portugal a 31.07.2016 às 12:14

Como tantos outros, este é apenas mais um exemplo de pessoa que terá que sair de Portugal para os Portugueses lhe reconhecerem a sua grande qualidade.
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De Vozes a 31.07.2016 às 15:34

Provavelmente já nao o fará, dado que completou recentemente 62 anos. O melhor que nos poderia acontecer era que JJ terminasse a carreira como treinador do Sporting...
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De Drake Wilson a 31.07.2016 às 17:21

Mike

É indissociável que um indivíduo com responsabilidades superiores, proceda à medição da qualidade da sua mensagem no sentido de valorizar não só, mas ainda mais, todas as qualidades que apresenta noutros campos para além do profissional.

Este texto não visa reduzir as qualidades de Jorge Jesus como técnico; lamenta sim, a falta de qualidades noutro campo, principalmente num clube como o Sporting que para além de futebol, tem inclusivamente um inédito projecto Olímpico, o que por si só será um enorme motivo que obrigue qualquer representante do nosso clube a medir a extensão da sua prosa.

O que falta a Jorge Jesus é o mesmo que falta a alguns portugueses: saírem da zona de conforto e abraçarem novos desafios e novas experiências, seja no campo profissional ou no campo didático. Tal aconteceu com grandes portugueses como Damásio, Agostinho da Silva, Horta Osório, Almada Negreiros, Paula Rego, José Mourinho, como outros tantos anónimos.

Pese embora a avaliação recente que uma publicação desportiva tenha colocado Jesus a uma distância de 6 pontos de Mourinho, entre os dois existe claramente um fosso em diversos níveis, à exceção da arrogância. Mesmo Aurélio Pereira, muitas vezes anónimo, revela uma categoria e uma dimensão onde de tal nunca procurou retirar dividendos públicos.
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De Schmeichel a 31.07.2016 às 12:19

Acha que o nível cultural do JJ não chega para treinar jogadores de futebol? por acaso acha que quando JJ fala com o Slimani, R.Semedo ou Patricio eles não entendem a forma de comunicação do JJ?

JJ é do povo, e os jogadores são do povo.... não se fala de Paula Rego ou da Bolsa nos bairros sociais, que é o local de onde a maioria vem.

JJ sabe de futebol e é para isso que é pago.... ninguém lhe paga por ter cultura, se não íamos contratar o Marcelo rebelo de Sousa para treinador do Sporting!
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De Rui Gomes a 31.07.2016 às 16:08

Estamos no ano 2016 Schmeichel, não em 1900 !!!
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De Leão Zargo a 31.07.2016 às 12:53

Tem razão, Drake Wilson, talvez o Jorge Jesus tenha vsido o reprodutor em Portugal do que em tempos se chamou de “futebol total”. E isso é um elogio extraordinário ao nosso “Cruiff da Reboleira”.
O que sempre me impressionou em Jesus é a adaptibilidade e dinamicidade que ele é capaz de revelar às diferentes circunstâncias competitivas com que se confronta. E como ajusta o sistema táctico às características dos seus jogadores.
Ao contrário do que se esperava, no Sporting de Jesus o Slimani faz de Slimani, Adrien de Adrien, João Mário de João Mário e assim sucessivamente. Esqueça-se Gaitan, Matic, Salvio ou qualquer outro.
Tem, portanto, uma capacidade excepcional de comunicação com os jogadores.

No entanto, surpreende a absoluta incapacidade de se exprimir sobre aspectos importantes da vida do Clube onde trabalha e cuja camisola envergou como atleta. Por vezes parece que está a falar para crianças da Escola Primária.
Muitos adeptos acharão normal por que têm dos jogadores a imagem de serem muito bons com os pés, mas fraquinhos de cabeça. Nada mais errado, até porque a muitos não se aplica uma imagem tão redutora. Viajam, conversam, observam.
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De Corvo a 31.07.2016 às 14:06

E ao contrário do que afirma o Schmeichel, leem clássicos e sabem o que é a Bolsa.
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De HY a 31.07.2016 às 17:10

De facto, embora o DW pretendesse nitidamente "diminuir" o Cruifj da Rwboleira acabou por lhe fazer o maior elogio possível. Se com a qualidade que lhe atribui não o considera um treinador extraordinário, não sei o que seria necessário...ah, talvez que o BR tivesse empurrado aquela bola para dentro da baliza dos galináceos...mas bom...o Mourinho também não teria sido o que foi se o golo limpo do MU não fosse anulado, não é?

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De Drake Wilson a 31.07.2016 às 17:36

HY, existem sempre duas faces de uma moeda.

Podemos ser bons a copiar exactamente o que outros fizeram ou a seguir o que os outros dizem. Como podemos ser igualmente bons se questionarmos todos os dias o valor das nossas acções e procurarmos melhorar o nosso desempenho. Não vejo porque razão no Desporto, como entre adeptos, não pode existir sentido crítico que permita ter uma opinião diversa.

O mesmo acontece na situação que refere. Para uns, infelizmente, passados seis meses continua-se a apontar o dedo a Brian Ruiz, quando não se questiona o falhanço da contratação do jogador que efectivamente deu a vitória ao clube da Luz nesse jogo.

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