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Foi com sentido humor que li as considerações desta terça-feira do candidato Pedro Madeira Rodrigues, acusando o ainda presidente do Sporting de apenas pretender "show-off" com o pacote de sugestões que fez público ontem, sobre a arbitragem. Humor, porque como indico no título do post, acusar Bruno de Carvalho de exibir o seu ego na praça equivale a acusar um peixe de nadar. É o seu milieu natural, que ele procura alimentar, de uma forma ou outra, 24/7.

 

Antes de transcrever as declarações de Pedro Madeira Rodrigues, aproveito o ensejo para indicar que não perdi mais do que escassos minutos a analisar as propostas de Bruno de Carvalho, especialmente depois de verificar a sua exigência para a implementação imediata do vídeo-árbitro. Isto, porque eu não apoio o uso desta tecnologia, pelo menos nos termos em que está a ser considerada, além de ser por de mais evidente que é um processo moroso, pelo enorme impacte que terá no jogo, potencialmente até negativo, e que a FIFA, mais propriamente dito, o International Board, não oficializará mundialmente num futuro próximo.

 

De qualquer modo, eis o que o candidato à presidência do Sporting teve para dizer sobre o que Bruno de Carvalho preparou no seu "escritório" favorito do Facebook:

 

«Mais uma vez recorre-se ao Facebook, mais uma vez de forma espalhafatosa. Podiam decidir-se estas questões através de uma reunião, em locais próprios, e não com este 'show-off'.

 

O Sporting perdeu quatro anos ao afastar-se dos órgãos de decisão, e depois queixamo-nos, que é isso que temos vindo a fazer e que só nos prejudica. Temos de nos saber defender, coisa que Bruno de Carvalho e a sua equipa não têm feito ao longo dos últimos anos.

 

O levantamento da acção em tribunal contra o antigo presidente José Eduardo Bettencourt, é a decisão certa e volto a frisar que acções similares contra outros dirigentes devem ser resolvidas dentro do próprio Sporting, sem espalhafato».

 

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publicado às 13:59


55 comentários

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De Carlsberg a 10.01.2017 às 19:20

Boa noite,

Não sei se isso de parar o cronómetro seria bom para o futebol, teríamos jogos de quase 3 horas ou mais, com os foras, os pontapés de baliza e afins,

Isso depois seria usado para outras coisas, por exemplo como não há timeout's, os treinadores mandavam um jogador simular uma lesão, para chamar os seus jogadores ao banco e afinar estratégias e falar com eles..... uma lesão até ser tirado em condições de campo, estamos a falar de 1 ou 2 min.

A fluidez do jogo é uma real preocupação, no video árbitro, mas por isso, as decisões têm de ser rápidas de ser tomadas, e tem de haver vários angulos e vários árbitros a verem a mesma jogada, para a decisão ser tomada em questõ de no máximo 15/20 seg.

Por exemplo a mão de Pizzi contra SCP (a 2ª), a imagem só foi mostrada no fim do jogo, durante todo o jogo, ninguém se tinha apercebido e nas repetições nunca mostraram a imagem de frente, apenas a de trás.

Mas já que estamos a falar da luidez do jogo, o que se passou no SCP B x Braga B, tambem estragou a fluidez do jogo. O auxiliar demorou quase 15 seg ou mais a marcar um fora de jogo inexistente, porque estiveram á conversa e decidiram-se pelo fora de jogo, quando antes estavam a correr para o meio campo.

Entre eliminar completamente ou 90% dos erros de arbitragem, e a fluidez do jogo, prefiro eliminar os erros de arbitragem.

SL
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De Rui Gomes a 10.01.2017 às 19:28

Digo isto com o máximo de respeito: isso é ter visão curta. Ou será que vislumbra levar apenas 15 segundos por cada vez que o vídeo-árbitro for consultado ?

O problema do adepto, em geral, é que não consegue antever o eventual impacte no jogo. Já o disse e repito, se desejam perfeição, então devíamos ter robôs a arbitrar os jogos, eliminar completamente a participação humana.
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De carlsberg a 10.01.2017 às 19:40

Eu não falo de video árbitro, como aconteceu no mundial de clubees, onde se parava o jogo, para se rever o lance.

Eu falo, num conjunto de pessoas(árbitros) que estão cada um a ver um conjunto diferenciado de câmaras, que na hora podem indicar ao árbitro principal se é falta, penalty ou não, agressão ou não, fora de jogo ou não!!

Tudo isso pode ser feito em apenas 15/20/30 segundos, sem parar o jogo!! Por exemplo, um video árbitro poderia ter marcadao grande penalidade no lance do Pizzi, já com a bola no meio campo do SCP no contra ataque do Benfica.

E isso não afecta tanto a fluidez do jogo. Aliás na Holanda os testes têm tido até bastante sucesso.

Mas já lhe expliquei que na minha opinião, entre ter um jogo com quase nenhum erro de arbitragem e um jogo com muita fluidez, prefiro o que tenha menos erros de arbitragem.

Mas como ainda não existem robots.... temos de arranjar formas de terminar com estes erros humanos.... mas sempre para o mesmo lado!!


SL
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De Oceano Vermelho a 10.01.2017 às 19:59

O problema é que serão sempre humanos a tomar uma decisão.

No caso que cita a título de exemplo, houve uma divisão de opiniões, sendo que a maioria apoiou a decisão de não marcação de penaltis.

As pessoas esquecem-se que várias leis dos jogos dependem da interpretação que o árbitro faz daquele lance em concreto.

Eu aconselhava as pessoas a lerem os casos em que as tecnologias são aplicadas para perceberem bem a questão.
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De Carlsberg a 10.01.2017 às 20:55

Oceano Vermelho,

Está equivocado, a maioria decidiu que a 1ª mão de Pizzi não era penalty, mas a 2ª era.

O problema aqui é que as imagens da Benfica TV apenas mostraram as imagens da 2ª mão no fim do jogo, o que levou a algumas interpretações em erro. Aliás em todo o tribunal de O Jogo, apenas fala da primeira mão, pois quando escreveram para o jornal, ainda não tinham visto todas as imagens.

Mas o erro não irá acabar, as pessoas são humanas, mas temos de acabar com estes erros que mudam a história toda de um jogo.

SL
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De sangueverde a 10.01.2017 às 20:23

Amigo, isso de simular lesões e enquanto se assiste o jogador, o treinador aproveitar para dar indicações à restante equipa, já acontece e com a agravante de depois o arbitro compensar se "estiver para aí virado". É claro que neste sistema o tempo de jogo teria de ser ajustado, mas eu julgo que melhoraria em muito o jogo em si. O amigo veja por exemplo a questão dos guarda-redes terem de ser assistidos dentro de campo obrigatoriamente, eu compreendo a logica da lei, que tenta evitar ter um jogador de campo que ir para a baliza enquanto o gr seria assistido, no entanto o meu amigo acredita que a realidade resultante dessa lei seja que, sei lá, por aí uns 80% das ditas lesões dos gr são fingidas apenas para queimar tempo. Não acredita que seja assim?
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De Carlsberg a 10.01.2017 às 21:01

Acredito e concordo plenamente com tudo o que diz.

Apenas digo que esses casos aumentariam, de cada vez que um treinador quisesse mudar de estratégia ou dar uma conversa com os jogadores.

E servia mesmo até para descansar jogadores, pois como o cronómetro pararia, quem estivesse contente com o resultado e quem estivesse descontente com o resultado, usariam essa estratégia, quando agora quem faz isso de perder tempo apenas é quem está contente com o resultado.

SL

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