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Contra a força não há resistência

Rui Gomes, em 07.01.16

 

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Na realidade, escolhi o título do post ao intervalo do jogo no Bonfim, desconhecendo, obviamente, que o Sporting viria a marcar mais três golos nos seguintes quinze minutos. Não pretendo, com isto, ridicularizar o Vitória de Setúbal, mas o Sporting foi simplesmente muito forte para o seu adversário neste dia.

 

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Jorge Jesus não surpreendeu com a sua escolha do onze inicial. Referimos no post sobre a convocatória que era expectável a integração de Bruno César de imediato. Que o médio brasileiro acabasse por fazer uma excelente estreia com dois belos golos, não estava, para ser sincero, nas minhas previsões. 

 

Um Sporting a jogar com muita confiança, compacto e muito bem posicionado no terreno. A defesa que defrontou o FC  Porto, no sábado passado, ficou intacta, tal como prevíamos, e esteve novamente impecável. A maior diferença no meio campo terá sido um William Carvalho muito mais activo, mais sobre o corte e quase sempre eficaz com a bola nos pés.

 

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Como já tive ocasião de observar em comentário, o Sporting alinhou praticamente sem extremos naturais, com Bruno César a cair mais para a ala esquerda e João Mário para a direita. Ambos, sempre que a oportunidade se apresentava, a fazer jogo pelo interior, em diagonal, e, na realidade, seus três golos surgiram em zonas frontais.

 

Seis golos, todos merecedores de destaque, com porventura a mais bela jogada a verificar-se no segundo tento de Slimani, aos 52', com João Mário a lançar Bryan Ruiz e o costa-riquenho a fazer um cruzamento perfeito para a cabeça do avançado argelino do Sporting.

 

Belos remates, para golo, de Bruno César assim como João Mário, uma extra dimensão ao jogo deste muito elegante médio leonino. Bom pormenor técnico de Aquilani, que foi servido por João Mário, para o sexto e último golo da partida.

 

Nada dava para prever esta goleada no Bonfim. Que aconteceu, é apenas e tão só por mérito do colectivo verde-e-branco, desde os técnicos aos jogadores. Bela exibição que garante a continuidade do Sporting no topo da tabela classificativa - agora com 4 pontos de vantagem sobre o FC  Porto, que empatou (1-1) com o Rio Ave - e mais um jogo de teórica elevada dificuldade, pela visita do SC Braga a Alvalade, no domingo.

 

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publicado às 04:11

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30 comentários

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De juliuscoelho a 07.01.2016 às 01:50

Leao todos nós sabemos que Ruiz rende mais ao centro é aí a sua fama na sua seleção em que é o patrão da equipa , sabemos nós e sabe JJ mas.....nao tinha ninguem para colocar á esquerda que lhe desse total confiança e tinha que manter Bryan na equipa a assimilar os processos da estratégia.
Matheus nao tinha ainda pulmão para mais de 45 mt ao nivel que a liga exige e foi necessario fazer-lhe um trabalho específico (que ainda continua) e agora de uma acentada tem Bruno que foi trabalhado já para jogar contra o Porto mas nao pode ser inscrito e Matheus já com mais maturidade e pulmâo que acabou por jogar e correspondeu.

Na segunda volta estaremos mais fortes , com mais soluções.

JJ teve que inventar em muitos jogos e vá-lá não se saiu mal.
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De Rui Gomes a 07.01.2016 às 03:53

Desculpe Julius, mas essa sua explicação não é minimamente aceitável.

Todos os treinadores são teimosos e alguns levam tempo em excesso a corrigirem-se a si próprios porque, ao o fazer, é de certo modo uma admissão que erraram.

Jorge Jesus insistiu com Ruiz na ala mesmo quando tinha Carrillo, por conseguinte, a sua tese vai por água abaixo.

Quem conhecia Ruiz, e eu já o conhecia, sabia a sua posição no meio, até porque não tem velocidade para percorrer a ala, como um extremo natural.

São opções e ele errou com essa sua opção. Ponto !
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De Petinga a 07.01.2016 às 05:06

João Mário também joga "na ala" e não é extremo nem tem propriamente a velocidade natural de um.

O modelo implementado por JJ previa a equipa apoiada num extremo puro (Carrillo) e um interior com características variáveis e sentido de baliza (Ruiz). Acabou por se adaptar ao que a equipa foi mostrando e à vicissitude de não ter Carrillo. E ganhou a formação.
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De juliuscoelho a 07.01.2016 às 11:39

Bom é a sua opinião que respeito , mas penso que nao foi e nao é um caso de teimosia (sem sentido) de JJ.
Passei varias vezes pelo mesmo problema de ter que adaptar jogadores a outras posiçoes no terreno , os que me transmitiam mais confiança para as funções que pretendia na equipa .
Nos extremos a velocidade é uma das principais armas mas insuficiente se não possuirem outras caractristicas muito importantes para a posiçao , Bryan tem tudo isso menos a velocidade.
Mas era o jogador que mais confiança dava a JJ no plantel para ir a jogo por falta de melhores soluções , nao tenho a minima duvida que era disso que se tratava.
Carrillo jogou a fletir para o centro por 2 motivos , primeiro porque JJ pretendeu dar mais importancia ás funcoes de Carrillo na equipa na esperança que este as reconhecesse e ficar mais seduzido a assinar , depois porque um jogador como Carrillo o melhor do plantel a executar esse tipo de funçoes de desiquilibrio e a buscar jogo atrás para depois carregar a equipa.
Conclusão Bryan teve que ser encostado á ala porque teve um colega adversário de peso melhor que ele para a funçao de 10.
Simples amigo Rui.
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De Rui Gomes a 07.01.2016 às 11:57

Teorias de "treinadores" que gostam de complicar o que à partida é simples !!!
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De juliuscoelho a 07.01.2016 às 12:10

rssssssssss
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De SMCM a 07.01.2016 às 14:09

O JJ insistiu e vamos ver se não vai continuar a insistir a colocar o Ruiz na esquerda... Vamos ver se quando o Téo voltar se o SCP volta ao 4-4-2 ou se mantém no 4-3-3...
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De Rui Gomes a 07.01.2016 às 16:48

Apesar do interesse em justificar Gutiérrez, creio que com a equipa a jogar como está não vai haver lugar para ele no onze. Isto, se não sair em Janeiro...

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