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Danos colaterais

Rui Gomes, em 23.08.17

 

A pressão sobre os grandes está a fazer vítimas. Em 84 anos, é a quarta vez que Benfica, FC Porto e Sporting estão imaculados à terceira jornada.

 

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Os grandes entraram na época a fazer jus ao estatuto que os suporta e foi com toda a naturalidade que o FC Porto conseguiu ontem uma vitória robusta e tranquila, dando a resposta esperada às goleadas de Benfica e Sporting, conseguidas na véspera. A superioridade exibida por este trio deixou Manuel Machado a clamar contra as assimetrias do futebol português, esta época ainda mais evidentes no arranque da temporada.

 

O problema do desequilíbrio de forças havia sido aflorado por Abel Ferreira logo à primeira jornada, após a derrota do Braga na Luz (3-1). Defendeu-se com a diferença de orçamentos, referindo a desproporção de 15 milhões contra 150. A situação deste ano não é diferente das anteriores, existe é sobre os grandes uma pressão incomum.

 

O Benfica procura um penta inédito, o FC Porto nunca antes esteve quatro épocas seguidas sem ganhar na era Pinto da Costa, o Sporting está em jejum há uma década e meia e o investimento feito por Bruno de Carvalho num projecto comandado por Jorge Jesus, após dois anos a passar ao lado, está no limite da validade. A pressão sobre os grandes é perceptível, audível, quase palpável. E as primeiras respostas estão a ser positivas como poucas vezes o foram. Apesar das assimetrias de sempre, atente-se na estatística: em 84 anos de I Divisão/I Liga esta é apenas a quarta (!) ocasião em que o percurso dos três grandes é imaculado à terceira jornada. É inevitável uma luta tão aguerrida provocar danos colaterais, mas os dos outros campeonatos não têm de se sentir dispensáveis. Bater o pé, fintar o destino é um caminho percorrido há mais de oito décadas.

 

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:38

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1 comentário

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De PSousa a 23.08.2017 às 12:02

O problema dos clubes com menos "orçamento" é que alguns vão para dentro de campo já com o pensamento no "pontinho".
Deixem de perder tempo, joguem à bola, que por vezes a sorte nos "sorri".
Em tempos idos de jogador de pelado, ganhei alguns jogos contra os ditos "grandes" porque íamos para campo fazer o nosso melhor. Muitas vezes com linhas mais recuadas, como é óbvio, mas NUNCA demos o jogo por "fechado". Na minha altura a táctica 4-3-3, por exemplo em cantos do adversário estavam 3 jogadores na linha de meio campo, prontos a arrancar para o contra-ataque, hoje em dia quem faz isso. Só vi uma equipa a fazê-lo em Alvalade, foi o Steaua, o 7 quase nunca recuou e por vezes ficava mais um na ala...
No modesto clube do Olivais, na minha passagem e dos diversos jogos que fizemos o pior resultado foi em Alvalade (campo 2) por 4-1... também só ganhei um jogo e empatei 2 nos 10/12 jogos que fizemos...os restantes era 1-0/2-1/3-2...
Com isto quero dizer que a "carne para canhão" se não se designar somente a enfiar dentro do dito cujo pronta a ser disparada, pode fazer as suas "gracinhas".

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