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Memória e gratidão: Liedson

Naçao Valente, em 11.02.17

 

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O futebol é hoje uma indústria que move e se move por milhões. O futebol romântico de amor à camisola é uma faceta do passado. Apenas persiste na Liga dos últimos e mais concretamente nos jogos de solteiros e casados. Ser artistas na arte do pontapé é sinónimo de sucesso imediato. Apenas amam um clube, o do cifrão, apenas adoram uma cor, a do dinheiro.
 
Outra coisa são os adeptos do chamado desporto rei. Não agem com a razão mas com o coração. Não procuram nas arenas, racionalidade mas emoção. Vibram exultam ou choram com o espectáculo. Amam os seus ídolos, tanto ou mais que a si mesmos. Uma vitória é mais excitante que um prozac. Uma derrota é mais deprimente que um desgosto de amor. É esta a magia do futebol, é esta a sua beleza.
 
Na vertigem do cheiro do metal sonante que inebria os gladiadores dos tempos modernos, ainda há quem consiga aliar à justa remuneração do seu trabalho, um pouco de dignidade moral, um pouco de fidelidade ao clube que o acolhe, aos adeptos que o idolatram. Há poucos, infelizmente, mas há. Liedson é um profissional da bola que se encaixa nesse perfil. Jogador acima da média chegou ao Sporting, discreto e desconhecido. Cedo mostrou elevada qualidade, alto profissionalismo. Com um ou outro arrufo natural, foi ficando e completou ao serviço do clube quase oito anos ininterruptos. Saiu para acabar a carreira no seu país. Saiu mostrando não só o seu valor técnico, mas uma faceta profundamente humana: a emoção. E por isso não será mais um atleta efémero, será o Atleta, de corpo e alma. 

 

P.S.: Regressado a Portugal para fazer uma "perninha" no rival do norte, Liedson ainda contribuiu, directamente, para tirar o campeonato ao nosso principal rival. Fraca consolação, mas deu-me gozo. 
 

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publicado às 12:00

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14 comentários

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De Luis a 11.02.2017 às 12:34

Você dá-se ao trabalho de escrever este texto para elogiar esse Liedson por ter regressado a Portugal para jogar no Porto ? E congratula-se por isso ?

Em Maio de 2005, o Sporting tinha um jogo na Luz com o Benfica - sendo esse jogo decisivo para o título dessa época - e na 4ª feira seguinte disputava no seu estádio a final da UEFA com os russos do CSKA. Propositadamente, este Liedson provocou a sua própria expulsão no jogo antes da Luz, para asim evitar jogar na Luz e estar na melhor das formas físicas para o jogo de 4ª feira seguinte com o CSKA, para assim se poder mostrar!

Acha que este indivíduo merece algum destaque na história do Sporting ? Por alguma razão, o Sá Pinto (esse sim, um verdadeiro sportinguista), quase o agrediu (segundo dizem) um dia no banlneário.
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De Naçao Valente a 11.02.2017 às 13:13

Luís,
Possivelmente distracção minha, mas é a primeira vez que o vejo nos comentários. Os meus agradecimentos.
Este texto não foi escrito para elogiar o Liedson por jogar no Porto, uns meses. Foi escrito para o elogiar por jogar no Sporting. Ponto. Oito anos. Ponto.
É curioso que se dê ao trabalho de escrever um comentário para criticar Liedson por um acontecimento, do qual procura tirar ilações pessoais, que são, no mínimo, discutíveis. Durante o longo período que jogou de verde e branco deu muitas alegrias aos sportinguistas. Mas isso o meu caro omite.
Esse "indivíduo" quer queira quer não, faz parte da história do Sporting. Na sua acção enquanto atleta, teve momentos, positivos e negativos, como todos, mas o seu empenho e a sua competência só podem ser desvalorizadas por ignorância ou má fé.



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De Luis a 11.02.2017 às 14:09

Mal seria se em 8 anos como avançado o Liedson não tivesse dado alegrias aos sportinguistas.

Agora, para mim e para vários outros sportinguistas, a imagem que tenho do Liedson é, e sempre será, a da sua atitude nesse final de época de 2005 !

Também existiram outras mas, apenas por essa atitude, entendo que Liedson está longe de ser merecedor das seguintes palavras:

«
ainda há quem consiga aliar à justa remuneração do seu trabalho, um pouco de dignidade moral, um pouco de fidelidade ao clube que o acolhe, aos adeptos que o idolatram. Há poucos, infelizmente, mas há. Liedson é um profissional da bola que se encaixa nesse perfil.
»






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De Luis a 11.02.2017 às 14:20

Obviamente, expliquei-me mal quando escrevi que o texto foi escrito para elogiar Liedson por ter regressado a Portugal para jogar no Porto. O que queria dizer é que, o fato de Liedson ter regressado a Portugal para jogar no Porto também não abona muito, a meu ver, sobre a sua "lealdade" ao Sporting.

Mas cada um é livre de ter a opinião que entende, por isso respeito inteiramente a sua.

Cordiais cumprimentos.
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De Naçao Valente a 11.02.2017 às 15:16

Luis,
Liedson é um profissional do futebol. Jogou no Sporting porque lhe pagaram. Quando o Sporting prescindiu dos seus serviços foi para o Brasil ganhar a vida. Fez um contrato com o Porto de curta duração. A carreira de futebolista é curta e precisa de garantir o futuro. Não vejo que isso comprometa a minha apreciação. Nem sei se Liedson é sportinguista, mas o que lhe posso dizer é que conheço muitos jogadores sportinguistas que passaram pelos rivais, e que continuam a ser sportinguistas.
SL
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De O Cid a 11.02.2017 às 13:33

O único jogador do Sporting que mostrou amor e fidelidade ao clube, tanto quanto eu conheça, foi o Tonel.
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De Naçao Valente a 11.02.2017 às 15:07

CID,
O único, em milhares?
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De O Cid a 11.02.2017 às 15:22

Pelo menos foi o único que o provou.
:)
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De jpinto a 11.02.2017 às 14:11

Cada vez que oiço falar do Liedson, ainda me lembro do Luisão, por isso as memorias são muito boas.

O sua passagem pelo porto é um pormenor na sua carreira e até compreensível pela forma como empurrado para fora do clube .

No entanto não partilho da sua satisfação em tirar o titulo ao benfica - não tenho quaisquer preferências entre benfica e porto.
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De Naçao Valente a 11.02.2017 às 14:50

jpinto,
Do ponto de vista racional também não tenho preferências entre Benfica e Porto, mas do ponto de vistas das emoções, a que todos somos sujeitos, o meu grande rival é o Benfica. Quando eu comecei a apreciar futebol o Porto era um "zero à esquerda" e quando o Sporting e o Benfica se tonaram rivais e dividiam o país, ainda o Porto "andava de fraldas". Talvez aí esteja a explicação.
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De PP a 11.02.2017 às 14:48

"P.S.: Regressado a Portugal para fazer uma "perninha" no rival do norte, Liedson ainda contribuiu, directamente, para tirar o campeonato ao nosso principal rival. Fraca consolação, mas deu-me gozo".
-Com todo o respeito digo,o seu gozo é mais do que pobre, é paupérrimo!
O nosso clube não se pode alimentar das derrotas do rival,essa é a doutrina do azevedo de carvalho, que para esconder e disfarçar o insucesso do seu mandato mais não faz do que comentar, ou mandar comentar os resultados negativos,que são poucos diga-se de verdade, do rival.
Triste sina a nossa, que não ganhando nada vamos celebrando as derrotas dos outros!!
Não, não é este o clube que aprendi a amar.

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De Naçao Valente a 11.02.2017 às 15:05


PP,
A adjectivação do gozo pessoal,de quem for, é legítima, mas com todo o respeito, revela alguma presunção e como diz o ditado "presunção e água benta cada um toma a que quer". Nem é esse o cerne do meu texto, mas para clarificar também lhe digo que não comungo da "doutrina de "azevedo de carvalho". Aliás de tudo o que aqui escrevi, e que exprime o meu pensamento, não encontra, seguramente, nada sobre as derrotas dos adversários. Uma frase retirada do contexto significa zero.
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De PP a 11.02.2017 às 16:49

Não inventei nada, simplesmente comentei o que escreveu, não foi retirada do contexto, foi sim retirada do texto!

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De Naçao Valente a 11.02.2017 às 19:13

O texto é na sua substância sobre o atleta Liedson e sobre a sua passagem pelo Sporting. Sobre isso, a substância, comentou "nada". Comentou sobre uma reacção pessoal e emocional momentânea, referida no contexto do assunto. Mais, utilizou a expressão para tirar conclusões que, honestamente, não podem ser tiradas.

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