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No dia da Assembleia Geral...

Leão Zargo, em 28.06.15

 

“Realmente não se aprende a pensar; essa é a coisa mais bem distribuída no mundo, a mais espontânea, a mais orgânica. Mas aquela de que estamos mais desviados. Pode-se desaprender de pensar. Tudo contribui para isso. Entregar-se ao pensamento exige mesmo audácia, quando tudo se lhe opõe, e em primeiro lugar, muitas vezes, nós próprios.”

 

Viviane Forrester, O Horror Económico

 

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Pretender impedir o pensamento crítico é exigir a suspensão do pensamento. Sem pensamento crítico não há horizonte de futuro. Quando se defende a suspensão do pensamento revela-se que não há optimismo possível.

 

É como um rio caudaloso que galga as margens. É impossível detê-lo.

 

Há uma lógica de terrível que se abateu sobre o clube ao dividir os sportinguistas em "todos bons" e "todos maus" como se isso fosse possível. No entanto, talvez pela sua infantilidade, tem sido “vendida” como verdadeira de tanto ser repetida e batida através de frases feitas e de poses ensaiadas.

 

Ao contrário do que é propagandeado não existe saudosismo pelo Project Finance de Roquette. O que os sportinguistas querem é uma avaliação sem anátemas do caminho que se realizou no passado, sem estratégias de poder e de comunicação. O que os sportinguistas querem é um presidente que compreenda que o Sporting é um clube centenário com uma história que deve ser reconhecida e não criticada. O que os sportinguistas querem é um presidente que una a nação sportinguista e não quem, de forma insistente, provoque a cisão e divida para reinar.

 

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publicado às 09:59

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20 comentários

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De Rui Gomes a 28.06.2015 às 10:39

Excelente texto caro Leão Zagro, mas, infelizmente, é uma mensagem perdida no "rio caudaloso que galga as margens".
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De Leão Zargo a 28.06.2015 às 11:41

Caro Rui

Como se costuma dizer "água mole em pedra dura, tanto dá até que fura"! Confiança...
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De Smoker a 28.06.2015 às 10:48

Construir em Vez de Combater
Creio que uma das atitudes fundamentais do homem humano deve ser a de reconhecer em si, numa falta de compreensão ou numa falta de acção, a origem das deficiências que nota no ambiente em que vive; só começamos, na verdade, a melhorar quando deixamos de nos queixar dos outros para nos queixarmos de nós, quando nos resolvemos a fornecer nós mesmos ao mundo o que nos parece faltar-lhe; numa palavra, quando passamos de uma atitude de pessimista censura a uma atitude de criação optimista, optimista não quanto ao estado presente, mas quanto aos resultados futuros. O mesmo terá já dado um grande passo para impedir os ataques, quando aceitar que só puderam existir porque a sua acção não foi o que deveria ter sido; quando se lembrar ainda de que toda a sua coragem se não deve empregar a combater, mas a construir.

Agostinho da Silva, in 'Textos e Ensaios Filosóficos'
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De Leão Zargo a 28.06.2015 às 11:43

Smoker

A “coragem de construir” decorre de uma coerência atitudinal, de uma acção dinâmica, de uma persistência consciente e interactiva, de uma utopia relativa à condição humana na relação com o outro, um supremo bem determinado pela Ética que, sistematicamente, se insinua na aparente normalidade do quotidiano das pessoas comuns.

Aliás, nestes dias difíceis que atravessam o Sporting a “coragem de construir” é uma questão que permanece presente e nos confronta, inevitavelmente, com decisões dilemáticas e com opções complexas que, necessariamente, temos de assumir.
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De Smoker a 28.06.2015 às 12:02

Tente a sua sorte! A vida é feita de oportunidades. O homem que vai mais longe é quase sempre aquele que tem a coragem de arriscar.

"Dale Carnegie"
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De Leão Zargo a 28.06.2015 às 12:49

Smoker

Estou nessa...
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De Sérgio Palhas a 28.06.2015 às 12:17

Não sou moralista nem falso moralista ... cada qual é livre de agir e pensar o que quiser desde que agindo não interfira com direitos de terceiros.

Sendo assim hoje como sócio espero conhecer os negócios feitos por gente que se diz /dizia credível pelo que já ouvi e li, acima de tudo vejo muita incompetência e desleixo ... diria até que no caso de GL desleixo é uma palavra simpática.

Temo que algumas injustiças sejam cometidas por isso prefiro sempre responsabilizar os presidentes do clube e não outras figuras que muitas vezes serão vitimas e não os responsáveis.

Mas parece que o SCP era uma entidade pública onde ninguém se responsabilizava e muitos se serviam do clube ... o que é para mim grave e só deve envergonhar a quem de direito.

A grande lição será para mim o desmascarar e desmistificar certas figuras "credíveis", não acredito em mais processos em tribunais porque o mais provável é que os mesmos se digam incompetentes para julgarem os fatos em cima da mesa ... é a justiça que temos.

Espero sinceramente que o dia de hoje não se torne num circo ... mas confesso ter pouca fé!

SL,

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De Leão Zargo a 28.06.2015 às 12:59

Sérgio

De acordo no que se refere a moralistas ou falsos moralistas... até porque o céu e o inferno estão cheios deles!

Infelizmente o essencial que era para se saber sobre a Auditoria já se sabe através dos jornais. É uma vergonha o desrespeito pelos sócios e o menosprezo pela Assembleia Geral. E logo quem abre tanto a boca a propósito dos méritos da Assembleia Geral permite o seu desvirtuamento.

Também desejo o cabal esclarecimento do que se passou. Detesto é que estratégias de poder e de comunicação condicionem o fluxo da informação.

Numa sociedade democrática e civilizada a justiça é feita pelos tribunais. A alternativa é a barbárie. Hoje ou no futuro. Tenho a certeza que o Sérgio está consciente disso.
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De J. a 28.06.2015 às 12:20

Esta "superioridade" moral baseada em principios que ninguém sabe muito bem quais sãos e assentes num discurso bem composto mas vazio, é algo que felizmente as pessoas já começam a perceber a entender e a criticar.
Não pode ser que se percam mais de 90 milhões em 2 anos e fique tudo bem, em nome do "bora dar-nos bem, é passado e o futuro é o que interessa".
Estes principios não me interessam e espero de facto que fiquem enterrados no passado.
Estivessemos nós numa sociedade onde de facto a extrema incompetência, repito extrama incompetência, tivesse que prestar contar e talvez neste momento não estivessemos nesta situação tão precária e indesejada.
Seja o Sporting também um exemplo nisso.
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De Luis Santana a 28.06.2015 às 13:00

A malta que escreve no blog é engraçada. O que não falta aos mesmos é a verborreia, parlapier ", vocabulário, etc excepto o City , esse só se enterra caso não fossem os salvadores colegas na caixa de comentários).

Sabem tudo, ouvem tudo, enfim... Sabem quem também tem disso tudo? Os políticos e a maltinha que ocupa aqueles cargos que levaram ao estado deste país. Cada vez que são confrontados, tentam contornar sempre na conversa. É uma delícia vir aqui a este blog só mesmo para ver o vosso "poder de argumentação". Não vi uma ÚNICA palavra que seja que critique o que se passou antes no clube, aqui só existe uma direcção , Bruno de Carvalho pois claro!

Eu não quero nem saber que tipo de pessoas vocês são. Mas uma coisa é certa, tenho uma GRANDE curiosidade em saber quem são os vossos amigos/famílias, os vossos círculos sociais Talvez isso me explicasse muita coisa, e assim não sentiria esta necessidade enorme de tentar entender o que de real se passa convosco.

E olhem tentem lá arranjar alguém que tenho um ponto de vista diferente do vosso para escrever aqui no blog, de forma cordial claro, aí se calhar já existiriam conversa bem mais interessantes para além das trocas de acusações constantes.

Continuem a campanha... e já agora apareçam na AG!

SL
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De Leão Zargo a 28.06.2015 às 14:51

Caro Santana

Regozijo-me com a alegria que sente cada vez que consulta o Camarote Leonino! Vá então passando por cá pois poderá acontecer que compreenda melhor quem exprime aqui as suas opiniões.

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De Leão Zargo a 28.06.2015 às 13:06

J

Da pretensa "superioridade moral" estamos todos fartos, é o que mais anda por aí de mãos dadas com a intolerância cívica.

No meu texto trata-se do elogio do espírito crítico essencial para que não fiquemos encarcerados pela propaganda de vendedores de falsas virtudes. É uma conquista que vem desde os tempos de Leonardo da Vinci e do nosso Duarte Pacheco Pereira.
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De Petinga a 29.06.2015 às 11:53

Caro LZ

Vejo o seu post mais como uma tentativa de apelar à calma. Nao o leio como uma tentativa de branquear o que quer que tenha sido feito (de mal) no Sporting, porque com isso nao posso estar de acordo.

Da mesma forma que quando escreve (e perdoe-me se, como o Rui, nao gostar que sejam transcritas passagens dos seus textos)

"(...) o Sporting é um clube centenário com uma história que deve ser reconhecida e não criticada (...)"

, nao posso concordar. A história existe para ser recordada, reconhecida E criticada. Claro que a crítica "a posteriori" tende para a injustica, porque é forcosamente feita fora do contexto em que a dita história ocorreu. Mas acha mesmo que nao vale a pena olhar de forma crítica para a história de um clube centenário que bateu no fundo, perdeu 90M em 2 anos e fez a pior temporada desportiva da sua história?
O que sucedeu ao Sporting deveria ser recordado de forma bem vívida para sempre, para que evitemos cair no mesmo precipício outra vez. Esquecer os momentos trágicos da história é pedir para, mais cedo ou mais tarde, os reviver.
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De Leão Zargo a 29.06.2015 às 18:40

Caro iorda

Tem razão no que se refere à palavra "criticada". Com a pressa de escrever o post não fui feliz na escolha da palavra pretendida.

Na realidade, pretendi referir o permanente "escrutínio" negativo do passado, a obsessão em encontrar falhas em determinado momento que serão próprias de sportinguistas "submissos", segundo o actual presidente, em contraste com este "tempo novo" em que todos "tremem" perante o "novo" Sporting.

De resto, a crítica, mesmo acutilante, é sempre bem vinda e indissociável do progresso.
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De Petinga a 30.06.2015 às 05:48

Iorda? Estará mesmo a responder ao meu comentário? :)

"Na realidade, pretendi referir o permanente "escrutínio" negativo do passado, a obsessão em encontrar falhas em determinado momento que serão próprias de sportinguistas "submissos", segundo o actual presidente, em contraste com este "tempo novo" em que todos "tremem" perante o "novo" Sporting."

Pois. Concordo com tudo! Mas esta frase, plena de bom-senso, contrasta com o escrutínio negativo de tudo o que a direccao actual faz, com a obsessao em encontrar falhas a todo e qualquer momento ou até de prever possíveis desaires, que infelizmente parece ter-se tornado apanágio de certos escribas deste blogue (e quase da sua linha editorial). A forma como, por exemplo, já se vai preparando aqui uma narrativa em que se JJesus ganhar, será porque conseguiu impedir a interferencia do nefasto Bruno. Mas se JJesus perder, será toda a culpa para os ombros desse mesmo Bruno. Nao ver que é precisamente este jogo que a Imprensa Desportiva vai fazendo (com objectivos que, garantidamente, nao sao os de ajudar o Sporting a realizar o seu destino de grandeza) entristece-me...
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De Leão Zargo a 30.06.2015 às 12:06

Petinga

Estou convicto que JJesus "afastou" o presidente da área directa do futebol e exigiu autonomia decisória para conseguir sucesso desportivo.
Se não houver sucesso desportivo a responsabilidade será, em primeiro lugar, de JJ. No entanto, não havendo sucesso é natural que seja avaliado o grau de responsabilidade de BdC.

O Camarote Leonino não tem linha editorial. Pode ser surpreendente, mas cada redactor é responsável perante si e a sua consciência sportinguista.
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De Petinga a 30.06.2015 às 13:15

Gosto particularmente da forma como se foca no insucesso desportivo.
Entao e se houver sucesso? Ele é de quem?

E ainda me hao-de explicar como é que, entre tantos escribas, nao há UM UNICO que tenha opiniao positiva do mandato da actual direccao. Sobretudo quando, entre os leitores, existe uma maioria clara nesse sentido.
Se for por política editorial, aceito. Se for puramente para aumentar audiencias (pelo contraditório), também aceito. Mas custa muito acreditar que seja pura coincidencia...
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De Leão Zargo a 30.06.2015 às 20:01

Petinga

Refiro-me ao sucesso desportivo no primeiro parágrafo. Havendo sucesso desportivo o mérito é de JJ e de BdC em graus diferentes, mas de ambos.
Se houver insucesso desportivo a responsabilidade é de JJ e de BdC, embora em graus diferentes, mas de ambos.
Creio que é natural este ponto de vista.

Obviamente que a gestão de BdC tem aspectos positivos como é óbvio por uma observação mesmo que breve. No entanto, considero que o que foi conseguido é meramente conjuntural e que o Sporting continua absolutamente dependente dos seus credores.
A gestão de BdC ultrapassou a difícil situação gerada por Godinho Lopes, mas criou novos e graves problemas.
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De Petinga a 30.06.2015 às 21:37

Caro Zargo

Louvo a sua cordialidade e clareza. Confesso que tenho visto a narrativa para o insucesso preparada nos media portanto agrada-me particularmente que coloque as coisas de forma lógica no que diz respeito à divisao de sucesso e insucesso entre JJ e BdC. Nenhum deles "é" o Sporting mas obviamente muito do que será a psique do universo verde-e-branco nos próximos meses dependerá de ambos. Concordo consigo.

Considerar que o que foi conseguido tem muito de conjuntural é admitir que, por exemplo, com um Couceiro a presidente, estaríamos no mesmo ponto em termos desportivos. Eu considero que nao (not by a mile!). Godinho deixou o Sporting em mais do que "uma situacao difícil": éramos um clube sem amor-próprio, subalternizado aos rivais e sem ponta de estratégia desportiva. Nenhum de nós imaginava nos seus sonhos mais loucos encurtar distancias desportivamente para slb e fcp gastando menos que eles!! Pois se gastando quase o mesmo tinha sido o descalabro que foi... se hoje o Sporting está, desportivamente falando e focando no futebol, praticamente ao nível dos seus dois rivais históricos, isso deve-se à capacidade de gestao desportiva (com todos os seus defeitos, mas com todas as suas virtudes) da direccao actual. E isso é simplesmente incontornável.

Que, por exemplo aqui no Camarote, se de tao pouco relevo a algo tao espectacular como a reabilitacao de uma equipa que mal ombreava com Braga ou Guimaraes para o nivel que ostenta hoje, é o maior mistério deste espaco. Ou talvez nao.

Um abraco e bem-haja
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De Leão Zargo a 01.07.2015 às 17:09

Caro Petinga

Aquilo que resultaria de uma hipotética gestão de Couceiro é do domínio da suposição. Talvez não adiante muito ir por aí, pertence ao passado. Na altura, desejei Couceiro na presidência, mas foi outra a decisão maioritária dos sócios.

O presente é Bruno de Carvalho e o seu mandato presidencial. É, portanto, a reestruturação financeira e a recuperação competitiva da equipa, mas também o isolamento institucional e a absoluta dependência dos credores.
Se o Sporting se intromete de novo no panorama competitivo do futebol português e incomoda as estruturas vigentes é também um clube dividido por um presidente cisionista e desgastado por processos internos e judiciais.

Em Março de 2013 o Sporting estava numa situação difícil em termos financeiros, desportivos e organizacionais. Mas nem a situação de 2013 era tão negra como o Petinga a apresenta, nem a situação actual é promissora como também defende.

O Sporting desde a década de 1960 viveu ciclicamente grandes crises em consequência de resultados competitivos e, em alguns casos, de conflitos institucionais. Aconteceu, por exemplo, 1965 e 1973. O problema do Sporting é mais profundo e complexo e tem causas que estão para além de direcções “submissas” ou “incompetentes” como BdC pretende fazer crer.
Decorre antes de mais de um défice financeiro que se verifica quase sempre desde o final da década de 1950 e que adquiriu um carácter estrutural.

Um abraço leonino

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