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Novelas (tv, facebook e vídeos)

Naçao Valente, em 30.09.17

 

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Vem aí mais um clássico Sporting-Porto. Este, para além da rivalidade natural, apresenta duas novidades: a aliança estratégica entre os dois rivais do norte e do sul, para “tramar” o outro rival de Lisboa, e, a continuar assim, a luta entre ambos pela conquista do campeonato nacional. Nunca vi nessas alianças duais qualquer vantagem, e por isso vai ser curioso ver como ela vai evoluir. Espero que a disputa se restrinja às quatro linhas e que vença o melhor, dentro do jogo, e que seja o Sporting.

 

Fora do jogo está o presidente Bruno de Carvalho, com mais um castigo do Conselho de Disciplina. De acordo com um quadro apresentado pelo jornalista Rui Santos, o Presidente ocupa o primeiro lugar com 360 dias, logo seguido do seu pajem, senhor Saraiva. Quase um ano de suspensão, sem nenhuma necessidade e sem nenhum proveito, é obra. Podemos até dizer que temos um Presidente em part-time, embora pago a tempo inteiro. E o mais curioso é que se o ridículo matasse, o Sporting já estaria sem presidente. Desde a inenarrável entrevista ao canal Sporting BdC, até à divulgação de vídeos da vida privada nos écrans do estádio, passando pelo Facebook ,o Presidente não perde uma oportunidade para se ridicularizar a si e ao clube centenário que representa. Só falta que nos próximos capítulos apareçam as primeiras ecografias.

 

Podemos discordar dos regulamentos federativos, mas não podemos, enquanto estiverem em vigor, desrespeitá-los. Quem se põe a jeito, não pode depois armar-se em menino mimado e vítima do sistema. A bazófia e a bravata não levam a lado nenhum. O Sporting Clube de Portugal terá êxito desportivo quando for melhor. Como prova a realidade não é com alianças e verborreia agressiva que se ganham títulos. A situação do nosso adversário do sul é prova disso. Se não houver qualidade, de nada serve um ou outro empurrãozinho.

 

É mais que tempo de o Presidente presidir. Para dar espectáculo temos gente mais bem preparada!

 

Nota de roda pé: Disse-me um gestor bancário que acompanha as finanças dos “grandes” que os vencimentos subiram muito, assim como  a dívida do Sporting, cerca de 81 milhões de euros nas últimas duas épocas. Com as devidas reservas, a assim ser, para onde vamos?

 

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publicado às 05:53

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29 comentários

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De Naçao Valente a 30.09.2017 às 16:08

Obrigado Sérgio Palhas pela intenção. Sem pôr em causa os seus conhecimentos, e com todo o respeito, não é a explicação que pretendo. Além de me parecer que a sua abordagem não abrange todos os itens, o que preciso para me considerar esclarecido é a exposição de alguém independente e que não se encontre, por razões óbvias e compreensíveis, comprometido com o discurso oficial. Não para criticar Bruno, mas para defender o Sporting, que é fundamentalmente o que está em causa. Mascarar a realidade por ignorância ou má fé não é um bom serviço que se presta ao clube.
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De Sérgio Palhas a 30.09.2017 às 17:10

Desculpe !????

"Mascarar a realidade por ignorância ou má fé não é um bom serviço que se presta ao clube” vai ser mais directo ou fica pela insinuação !????

Ao contrário de si conheço bem os números oficiais das contas do SCP, engenharia é uma boa bengala para quem não percebe nem quer perceber, tentando dessa forma justificar algo que não consegue de forma objetiva.

Sobre "sua abordagem não abrange todos os itens" a do João Carvalho também não mas ai como a incidência é o Passivo e os Resultados Operacionais negativos não à problema algum com ausências de outros itens.

Evolução dos últimos 3 exercício o passado não me interessa e certamente a si ainda mais.

Rendimento operacionais (s/transações) - passaram de 58M€ em 2015 para 80M€ em 2017 crescimento de 27%; (3 exercícios com Liga dos campeões, logo o crescimento significativo não encontrará ai justificação)

Gastos operacionais (s/transações) - passaram de 52,1M€ em 2015 para 96,9M€ em 2017 crescimento de 44%; ai convém referir o grande esforço ao nível dos gastos com pessoal passando de 25M€ em 2015 para 68M€ em 2017.

Resultados operacionais (c/transações) - passaram de 17M€ em 2015 para 59M€ em 2017 crescimento de 71%; (convém referir que a venda de Adrien não entrou nas contas deste exercício de 2017);

Resultados líquidos – passaram de 19,333 em 2015 para 30,537 em 2017 (pelo meio em 2016 tivemos 32M€ de prejuízos);


No que toca ao Activo – cresceu de 235,542 em 2015 para 316,497 em 2017 (pelo meio em 2016 tinha baixado par a 224,339)
Aumento do Valor tangível do Plantel (19M€ de 2015 para 59,5M€ 2017) devido ao investimento feito no plantel;
Aumento da rubrica Clientes (22M€ de 2015 para 56,5M€ 2017) devido as vendas efetuadas;
Relativamente a outra rubrica tantas vezes aqui comentada houve um aumento de 3 para 6M€ em Caixa e equivalentes de caixa;

No que toca ao Passivo – cresceu de 228,499 em 2015 para 310,879 em 2017 (pelo meio em 2016 tinha o valor de 249,293 exercício que ocorreu a Provisão de 14,991M€ relativa à Doyen)
Em financiamentos obtidos houve um decréscimo de 2016 para 2017 de 4M€;
Aumento da rubrica de fornecedores considerável passando de 16M€ em 2016 (próximo do valor de 2015) para 41M€ em 2017 (reflexo do investimento feito no plantel)
Aumento da rubrica Outros Passivos (Corrente e não correntes) em parte devido a “Cedência de créditos futuros” no valor de 16,99
* “Cedência de créditos futuros” decorre do montante não corrente relacionado com antecipação de receitas sem recurso, do contrato de direitos televisivos.
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De Naçao Valente a 30.09.2017 às 19:28

Sérgio Palhas,
Conheço-o destes comentário como adepto sportinguista, mas também por ser um adepto convicto da actual Direcção, com todo o direito. Quando disse que ao mascarar a realidade se prejudica o clube não fiz qual observação personalizada. Limitei-me a referir um princípio genérico. Todos nós somos "prisioneiros" da subjectividade, gerada pelo meio social, cultura laica ou religiosa que professamos , ideologias etc Nesse sentido temos tendência a percecionar a realidade de maneira diversa.
Agradeço a paciência que teve em descrever os números contabilísticos para um leigo confesso. Da sua descrição e da do comentador João Carvalho e de outras informações privadas, tiro uma conclusão simples: quando gastamos mais do que recebemos, criamos dívida; pelos números que têm sido referidos o saldo geral das contas do Sporting é negativo, ou seja está a aumentar a dívida, numa espécie de fuga para a frente que visa (interpretação minha) resultados desportivos significativos a curto prazo, fundamentais para a sobrevivência da Direcção. Enquanto sportinguista interessa-me mais a sobrevivência do Sporting como sempreo conheci.
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De João Carvalho a 30.09.2017 às 17:53

Nação Valente, vou tentar dar resposta às suas dúvidas.

1. Penso que não há engenharia financeira nas contas do SCP, exceptuando os VMOCS serem de facto passivo, até estarem pagos e então passarem a ser Capital Próprio (CP) e de ter havido uma reavaliação dos direitos de superfície do estádio que reavaliou o activo em cerca de 140M, passando o mesmo valor para os CP. Esses 2 factos embelezaram os CP. Mas deixemos isso que na minha opinião nem é o mais grave.

2. Quando temos custos correntes superiores aos proveitos correntes, (custos de todos os dias, comida, renda, electricidade, etc, superiores aos salários), temos uma actividade corrente deficitária, isto é, andamos a viver acima das nossas possibilidades. Isso também se pode chamar um "buraco" nas contas.

Quando isso acontece nas nossa vidas privadas o que fazemos?
a) Apertamos o cinto, baixando os custos diários para o valor dos salários;
b) pedimos um empréstimo bancário para poder continuar a viver acima das nossas possibilidades. Aumento do passivo;
c) vendemos bens que possuímos, relógios, carro, quadros, etc;
d) pedimos o pagamento de salários ou prémios futuros ao patrão. Aumenta o passivo;
e) arranjamos um segundo ou um terceiro emprego;
f) há também quem tente conseguir proveitos alternativos jogando no euromilhões ou investindo na bolsa.

Uma coisa é certa, quando se tem uma actividade deficitária, ela não pode continuar para sempre. Chega a altura em que a hemorragia tem de parar. O SCP é um bom exemplo. O FCP também.

No ultimo R&C, o SCP apresentou um actividade corrente deficitária. Os resultados correntes foram 18M negativos, isto é, apresenta uma défice mensal corrente de 1,5M, mais de 20% da facturação corrente.

No ano anterior os resultados correntes também negativos tinha sido de 9,7M. Houve um aumento de 85%. O buraco aumentou quase para o dobro num ano.

Quando se tem um buracos nas contas, temos de o tapar. O que fazem os clubes?
O mais sensato é usar a alínea a).
Outros vendem activos, alínea c).
Outros usam a alínea b). Algo que está interdito ao SCP por ordem dos bancos.
Há outros que usam a alínea d), antecipam rendimentos futuros. É o que tem feito o SCP e o FCP, já que as entidades financeiras fecharam-lhes a torneira. Aumento do passivo.

O SCP tem proveitos futuros antecipados em 30/7/2017 de 52M, a maioria de contratos televisivos. Um valor muito elevado se pensarmos que o contrato da NOS de 515M é de 12 anos e começa apenas em 1/7/2018.

Os proveitos futuros pedem-se apenas quando há necessidades prementes de tesouraria. Quando temos "buracos" nas contas, as necessidades de tesouraria aumentam exponencialmente, especialmente se forem buracos grandes. Ora 20% da facturação anual é um valor elevado.

O SCP também tem utilizado a alínea c), venda de activos. O SCP vende jogadores para tapar o buraco. O problema é que uma parte substancial da venda de activos vai para os bancos. Depois há também os constrangimentos de tesouraria devido ao facto dos pagamentos nunca serem feitos a pronto.
Outra desvantagem é o enfraquecimento do plantel.

Sintetizando. O SCP tem um buraco nas contas de 18M que se tem vindo a agravar. Este ano muito provavelmente irá aumentar porque os custos correntes são muito superiores aos proveitos correntes.

Qual é então a solução mais sensata para um clube que está intervencionado pelos bancos, está obrigado a amortizar um passivo gigantesco que herdou e com constrangimentos de tesouraria?
Utilizar a alínea a), apertar o cinto e equilibrar as contas correntes.

Mas não é isso que se observa. Antecipam-se proveitos (52M), o passivo aumentou 61M este ano e 83M nos 2 últimos anos. Andam a amortizar um passivo por um lado e a aumentá-lo por outro. Qualquer pessoa percebe que a situação não pode continuar por muito mais tempo. Os custos terão obrigatoriamente de descer, porque os proveitos não irão aumentar. Daí o aviso de BC.
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De Naçao Valente a 30.09.2017 às 19:46

João Carvalho,
Fico grato por ser ter dado ao trabalho de esclarecer as minhas dúvidas. De uma forma simples, e sem se enredar em linguagem muito técnica, descreveu a situação financeira do Sporting, acabando por corroborar informação que me foi fornecida pessoalmente. A conclusão é muito simples: o Sporting tem mais despesas que receitas, com um buraco de 18 milhões com tendência para se agravar, como diz. Isso é insustentável.
O SCP existe desde os primórdios do futebol em Portugal e tem uma história gloriosa, naturalmente com altos e baixos. A sua existência como clube forte é fundamental para o desporto português. Daí que a sua saúde financeira seja preocupante.
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De João Carvalho a 01.10.2017 às 19:41

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De Sérgio Palhas a 30.09.2017 às 20:23

PASSIVO PASSIVO PASSIVO .... e o ATIVO !??? fica na gaveta :)

Já agora informo que o benfica teve/tem? contratos de factoring associados a venda de jogadores.

O Football Leaks revelou na altura o contrato de transferência de Bernardo Silva do Benfica para o Mónaco, assinado a 19 de janeiro de 2015. Ficou acordado que o pagamento seria feito em três tranches iguais, de €5,25M, a primeira a 10 de julho desse ano.

Sobre a sua explicação simplista a medida chama se morte lenta renegando a capacidade de investir (diminuindo a sua capacidade de gerar receitas) apertando o cinto tendo entre maos uma divida "colossal" só mesmo quem acredita em milagres ou nas troikas!

P.S: VMOCs é ACTIVO +e lidar!
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De Sérgio Palhas a 30.09.2017 às 20:26

Faltava o resto texto:

* Mas a 10 de julho, o banco enviou uma confirmação de transferência ao Mónaco em que diz: "Conforme as vossas instruções de 10/07/2015, transferiremos €5,25M em favor de XXIII CAPITAL LIMITED.

Ou seja, houve uma terceira entidade envolvida nesta transferência. Qual o papel dessa entidade? É uma financiadora com quem o Benfica terá feito um contrato de factoring sobre os valores a receber do Mónaco? Ou será mais do que isso? O que é facto é que não há qualquer referência à XXIII Capital Limited no R&C do Benfica de 2014/15 (relatório anual ou do 3º trimestre).

O que é certo é que o Benfica não recebeu nada da primeira tranche. Falta também saber quanto terá recebido o Benfica na segunda tranche, que foi paga no dia 10 de dezembro, e quanto receberão na terceira tranche.

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