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O dilema chamado Rojo

Rui Gomes, em 30.07.14
 

 

Não sei bem se "dilema" é o termo adequado à situação, mas no contexto deste escrito serve o efeito. Marcos Rojo chegou esta tarde a Lisboa depois das férias pós-Mundial e prestou algumas declarações à comunicação social:

 

«Tenho contrato, quero ficar. Claro que todos os jogadores ambicionam sempre mais. Se houver uma boa proposta para mim e para o clube logo veremos o que pode acontecer. Tenho acompanhado a pré-época do Sporting e estou desejoso de começar a trabalhar.»

 

Não duvido, minimamente, da sinceridade das suas palavras, mas não deixa de ser um discurso "politicamente correcto", nas circunstâncias, e outra coisa não seria de esperar de um bom profissional, que ele tem provado ser desde que chegou ao Sporting.

 

A realidade é que Rojo tem contrato até Junho de 2017, uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros, um salário que será acima do actual tecto estipulado pela SAD e apenas 25% dos seus direitos económicos são da pertença do Sporting.

 

Consta haver muito interesse no mercado, muito embora nada seja significativo até aparecerem propostas concretas. Desconhecemos quanto o Sporting exigirá para abrir as mãos de Rojo, mas os rumores cá do burgo apontam para 20 milhões de euros. Salvo haver muita concorrência, em simultâneo, creio que 15 ou 16 milhões é uma verba mais realista.

 

O referido dilema assenta-se precisamente na decisão que poderá confrontar o Sporting: uma transferência poderá render entre sensivelmente 3,5 a 5 milhões de euros, o que não é fortuna alguma no mercado actual, mas poderá ser visto como um encaixe substancial para um clube que lida com dificuldades financeiras. Isto, e a inevitável redução da folha salarial.

 

Por outro lado, em um contexto meramente desportivo, a sua permanência seria benéfica tendo em conta os objectivos do Sporting para esta época. Contudo, como não se vislumbra que Maurício venha a ocupar lugar no banco - pelo menos não antecipo esse cenário - ou a colocação de Rojo no lado esquerdo da defesa - para mim, a solução ideal - alguém será "encostado" e o candidato aparente será, novamente, Eric Dier.

 

Não sugiro soluções, apenas e tão só porque não sinto na "pele" o encargo financeiro da SAD, mas como mero adepto, preferia que o atleta ficasse e a jogar a lateral esquerdo. Num Mundo ideal - pela minha óptica - essa seria a solução mais desejável neste momento, mas muito indica que o destino terá outros planos. Além do mais, é de prever que a SAD sinta a necessidade de vender um ou mais activos, para de algum modo compensar o investimento que tem sido feito nos novos reforços, que, pelas minhas contas por alto, deverá estar a rondar os 10 milhões de euros. 

 

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publicado às 03:44

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9 comentários

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De Alexandre Borgia a 29.07.2014 às 19:42

"A realidade é que Rojo tem contrato até Junho de 2016 (...)". Já tive esta dúvida inúmeras vezes, e continuo a ter: no site do Sporting, aquando da apresentação, a notícia é esta: O defesa argentino Marcos Rojo foi apresentado, na tarde desta quinta-feira, como novo reforço dos «leões», para as próximas cinco temporadas. (consulta em http://www.sporting.pt/Noticias/Futebol/Fut_Prof/notfutprof_futrojoapresentado_190712_96141.asp


Ora, como tal, 2012 + 5 = 2017. No entanto, aqui, como nos meios noticiosos, o noraml é dizer-se que o contrato de Marcos Rojo expira em 2016. Não me dei (ainda) ao trabalho de consultar os Relatórios & contas, para tirar isto a limpo. Uma coisa é no entanto factual: ou se deu a informação errada aquando da sua contratação ou se está a dar a informação errada agora.
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De Rui Gomes a 29.07.2014 às 21:10

Caro Alexandre,

Tem razão e eu sabia que o contrato é até 2017. 2016 (que já corrigi) deve-se a lapso da minha parte.

Obrigado pelo reparo.
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De jose a 29.07.2014 às 19:54

Pelo facto do sporting ter apenas 25% acho que deve permanecer, podemos não fazer um encaixe que dava jeito, mas ficamos com retorno desportivo por mais um ano.
Prefiro que fique mais um ano e que depois seja transferido ainda que seja por menos face aos valores divulgados actualmente.

Vamos aguardar...
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De Rui Gomes a 29.07.2014 às 21:13

Bem... pela nossa participação Champions, até é possivel que ele se valorize ainda mais.
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De Mike Portugal a 29.07.2014 às 20:47

Concordo contigo quando dizes que ele, a ficar, devia ser como lateral esquerdo e não central. No entanto acho que era melhor vende-lo e acho que um valor de €12M já seria bom.
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De Rui Gomes a 29.07.2014 às 21:25

Mike, um factor que não referi no post, mas que pode ter influência no processo, é a postura do Fundo, que, como é evidente, tem todo o interesse em assegurar o retorno no seu investimento. Ou seja, até que ponto poderá exercer pressão na SAD.
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De iorda9 a 29.07.2014 às 22:16

O facto do fundo fazer pressão para que o Sporting o venda (e não sei até que ponto pode mesmo decidir, tipo carnide/J Mendes) quer dizer que não acreditam que o jogador possa valer muito mais, porque 50% da sua valorização deve-se ao mundial e para o ano esse factor já não será levado tão em conta

A vontade do Sporting, podendo decidir livremente, acho que depende sempre do mercado - depende da proposta, depende de se há ou não propostas para outros jogadores e pode depender também da renovação ou naõ de Dier.

Por isso o que eu queria era que vendessemos o Helton, o capel, o Vitor e mais ou outro e ficassem Slimani, Rojo e William e Patricio, mas como isso não me parece possivel, acho que a Sad aceitará as 2 melhores propostas que houver por estes jogadores e o mais provavel será a saida de Rojo e Slimani
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De Rui Gomes a 29.07.2014 às 22:26

Não refuto a plausibilidade do cenário que descreve. Sobre o Fundo - e não vou em conversas tipo Jorge Mendes - admito que possa exercer alguma influência mas, concretamente, não sei.
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De Tywin Lannister a 31.07.2014 às 06:27

Quer o iorda9 e certamente que quer o Bruno de Carvalho também, por forma a segurar os melhores e mais valiosos activos. Eu acho que esta temporada vai haver uma aposta de risco calculado, em que se vai evitar vender jogadores até ao final do defeso, excepto os que forem muito caros ou que tiverem sido sinalizados por Marco Silva como dispensáveis.

O Eric Dier, mesmo só com 2 anos de contrato, pode ainda render algum dinheiro no final da temporada e ser uma mais valia a nível desportivo. Acho que só depois dos jogos do Teresa Herrera é que Marco Silva vai fechar o plantel e fazer as últimas dispensas, mas poderá haver um ou outro jogador a ter a última oportunidade contra a Lazio.

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