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O Sporting é um presente envenenado

Drake Wilson, em 20.01.17

 

20197745_Qbe0P.jpg

 

No dia que se apresentou como candidato oficial à presidência do Sporting, Bruno de Carvalho trouxe consigo a entusiasmante sensação de novo sangue e novas ideias, onde se elogiava no debate o seu conhecimento aprofundado sobre o estado do Clube. O jovem candidato, de discurso objectivo e argumentos fechados (os pontos de acusação à anterior gestão eram evidentes e factuais), em tudo beneficiou do questionável status operativo de Godinho Lopes: desportivamente e financeiramente, embora não estando necessariamente à deriva, o Sporting resumia-se a uma estratégia já esgotada. Restava apenas o último bastião do engenheiro Godinho Lopes – a reestruturação financeira do Clube, prestes a desenhar-se por aqueles que mais tarde a concluiriam.

 

“Mãe, tive um 20 a Matemática…”

 

Este tema da “reestruturação financeira” do qual o universo sportinguista acredita ter conhecimento, é para além de vago, sobejamente discutível. Dissimula um rol de ligações sigilosas e quase clandestinas do qual o Clube viveu entre 1984 e 2015, onde todos os Presidentes (sem excepção) desfrutaram ou fizeram parte. A imoralidade do acto constata-se quando, tanto os conhecedores do processo de revitalização do Clube como os maiores ou menores accionistas dos principais credores do Sporting, assumem e aceitam que saíram a perder, de uma forma ou de outra. O leitor, que a título de exemplo detém uma participação nas entidades bancárias através de qualquer aplicação de capital investido, simplesmente desespera pela remuneração do mesmo enquanto o BCP transforma em activo mais de 50 milhões de dívida que o Sporting tem para com esta entidade. Ao proceder deste modo, a Banca nacional beneficia do descalabro do panorama económico português, ávido de se entregar ao capital privado estrangeiro para própria salvação. Agradeceu o Dr. Carlos Costa e o Banco de Portugal, assim como a própria Comissão de salvação nacional (a TROIKA). E agradecem todos os ingleses que validaram o Brexit, que simplesmente se recusam continuar a apoiar o regabofe que existiu durante mais de 40 anos no sector bancário dos países economicamente mais frágeis e sujeitos a uma “gestão de lobby” dos seus próprios governantes.

 

A Saber…

 

– A Banca prejudicou o Sporting quando decidiu transformar uma dívida incobrável em activo próprio. Qual manual “Como Transformar Passivo Em Activo Em 5 Minutos”, usou tal engenho para se mostrar às Agências de Ratings mundiais, afim de melhorar a sua cotação de “Lixo” para “Um-Pouco-Mais-Do-Que-Lixo”.

 

– Para alguns, as aparências são fundamentais. Estas medidas revelaram-se de fútil utilidade à Banca no que objectivava uma demonstração de “recuperação” ao investidor internacional. Porém, útil à Direcção do Sporting: vociferou-se uma “recuperação” financeira do Clube aos seus associados, e quase todos engoliram.

 

– Em 2013, Bruno de Carvalho prejudicou o Sporting para beneficiar a sua estratégia falida de “investidores”, quando obrigou a Banca a fazer o papel de “russo”, exigindo não as verbas acordadas entre estes e o Clube afim de garantir solvabilidade do nosso emblema até ao fim da época, mas o suficiente para pagar ordenados elevados e investir em atletas na época seguinte, tal como se dizia capaz pelos próprios meios. O resultado, é este: 3 treinadores no Futebol, pouco acerto em contratações e o plantel que temos.

 

– O Sporting vai proceder a um aumento de Capital tendo em vista uma futura “Operação-Harmónio”; os Sócios que estejam atentos.

 

– Pedro Madeira Rodrigues – ou qualquer outro candidato que entretanto surja – não poderá usufruir destas acrobacias que tanto ajudaram à criação de um mito. 2013 era o momento para alguém cair na lama e alguém brilhar. Hoje, o Sporting para além de estar penhorado, está de mão atadas o que respeita à sua independência financeira.

 

– Os leitores devem evitar procedimentos, argumentos e debates heróicos ao compararem períodos homólogos de trimestres, semestres ou anuais de Relatório & Contas do Sporting. Devem utilizar sim ferramentas ao dispor de Economistas (ex: o índice de Sharpe) úteis para combater a demagogia perante plateias. O Rácio de Solvabilidade do Sporting é miserável, depende de uma economia que não a sua. Se o Sr. Carlos Vieira estiver disposto a rebater esta realidade na nossa caixa de comentários (e não como os habituais comentadores/economistas de vão-de-escada que surgem munidos dialéctica de jornal desportivo), será bem-vindo.

 

“Mãe, tenho um Curso de Gestão de Empresas…”

 

Um dos maiores problemas no nosso País é a Dissonância Cognitiva que existe entre o querer e o poder. É a profissionalização do Lobby nas instituições que deveriam servir as causas e não os seus próprios executivos. É a dificuldade em ler contratos e respeitar cláusulas. É a dificuldade em executar dentro dos parâmetros, sem excepções. É a dificuldade em planificar e estruturar. É o acreditar que somos os melhores do mundo a desenrascar, acreditando tal como o Sapateiro que também é Político nas horas vagas, que percebemos de tudo um pouco. Este é igualmente um dos problemas que sempre existiu no Sporting, e continua insistentemente a existir.

 

Bruno de Carvalho, para além de não ter resolvido os problemas estruturais do Sporting neste mandato, delapida continuamente a sua capacidade autónoma de decisão como Presidente, associando-se exclusivamente a um caminho pessoal e intransmissível do qual o Sporting penou no passado, hoje personificado pelo próprio e pelo treinador. Para a dimensão do nosso Clube, convenhamos que depositar a fé em apenas 2 interpretes é manifestamente pouco – num Sporting de vídeo-jogo até poderia resultar, mas nunca na instituição real. Pode o leitor esclarecer-me como se controla num video-jogo apenas metade de uma equipa a agradecer aos adeptos no final do último jogo, com um presidente perdido ao lado destes? O “modelo-Carvalho” está esgotado, porque pura e simplesmente falhou. Para quê fazer disto um drama? Se somos do Sporting, só não podemos é continuar a tolerar mentiras. Seja a este, seja ao próximo, seja a qual presidente for.

 

“Mãe, afinal estava a sonhar…”

 

O Clube está num estado tóxico, embrionado numa utopia de emoção e demagogia, do qual nenhum de nós se orgulha. Os mais racionais já não sabem o que sentem ou o que pensam acerca deste momento. Os energúmenos pedem aos pobres jogadores que “joguem à bola” tanto quanto o “desliga essa m…” para os operadores de órgãos de comunicação. O Clube está em Black-Out, mas procede ao levantamento do mesmo, afim de publicar romances pelo Facebook. Bruno de Carvalho gesticula para César. Octávio olha e sorri. Até o Saraiva já fuma cigarro electrónico. Um Clube moderno portanto, à imagem de Homero e da sua Odisseia. 

 

A manutenção do perfil organizacional e estrutural do Sporting a médio-longo prazo depende não apenas do seu comportamento como actor económico na próxima década, mas de um definitivo amadurecimento desta “criança-que-existe-em-nós”. O estado de graça das presidências no Clube estão a durar cada vez menos, porque é tudo “mais-do-mesmo”, é tudo uma mentira que nem de organizada se define. Como se atrai investidores, se nem homens de excelência o Sporting atrai para o ajudar? O Sporting tem de abolir estes regimes presidencialistas de “salvação” e permitir ao invés que se desenvolvam comissões administrativas por excelência, nomeadas por capacidade comprovada nos sectores dos quais o Sporting precisa. 

 

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publicado às 11:00

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52 comentários

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De Diogo a 20.01.2017 às 11:20

Bom dia!

Acho inegável que a solução financeira para o Sporting é discutível e que o Sporting não é ainda uma sociedade sólida. Mas há um ponto que me parece evidente: está muitíssimo melhor do que estava há 4 anos.

Deixo algumas questões:

Parece-me evidente que o anónimo autor do post considera nefasta a solução das VMOC'S, para Sporting e para os bancos. Mas a solução das VMOC's apresenta contrapartidas, por exemplo, o facto de serem cativas e depois entregues aos bancos verbas extraordinárias resultantes da Champions e transferências. Não se trata de uma mais-valia significativa para os bancos? Independentemente do risco assumido.

"Vociferou-se uma “recuperação” financeira do Clube aos seus associados, e quase todos engoliram."

Julgo, salvo melhor opinião, que o vociferar da recuperação financeira se refere com os exercícios positivos, que deve ser analisada face à redução da despesa (nos primeiros 2 anos de mandato) e no forte aumento de receitas (em especial, ponderando o último exercício e nem tanto as resultantes das vendas de passes)

"O Sporting vai proceder a um aumento de Capital tendo em vista uma futura “Operação-Harmónio”; os Sócios que estejam atentos."

Porque acha isso?

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De Rui Gomes a 20.01.2017 às 11:33

Meu caro Diogo,

Primeiro e sobretudo, por pretender defender o seu Bruno a todo o custo, não apareça aqui a desvalorizar pessoas e opiniões muito mais bem credenciadas para o efeito que o caro.

O "anónimo autor do post" já se identificou por nome próprio aqui no blogue. Se o caro não prestou atenção, o problema é seu.

Falta-lhe muita "bagagem" para esta carruagem !!!
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De Diogo a 20.01.2017 às 13:18

Bom dia Rui,

Levantei perguntas diretamente ao autor do post e não a si, em moldes que julgo até bastante construtivos.

Compreendo que tenha respondido na qualidade de moderador deste espaço, mas dificilmente compreendo que o faça em moldes conflituosos e insultuosos, pondo palavras na minha boca e desvalorizando a minha opinião e a minha pessoa, quando não me conhece de lado nenhum e desconhece, em absoluto, o meu percurso pessoal e profissional.

Note que:

- Eu não sou obrigado a conhecer o conteúdo de todos os posts do blog;.
- Em momento algum eu estou a "defender o Bruno", porquanto nem elogio, nem critico a emissão das VMOC's, sendo que as primeiras nem sequer são da responsabilidade desta Administração;
- Em momento algum eu desvalorizei o autor do post ou a sua opinião;

Assim, aguardo pelo contributo sempre sereno e construtivo do Drake Wilson, que certamente contribuirá para uma discussão sadia sobre as contas do nosso clube.

SL
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De Rui Gomes a 20.01.2017 às 13:27

Meu caro,

Respeito o seu direito a liberdade de expressão, mas não atire areia para os olhos.

A sua ideia de se referir a Drake Wilson como "o autor anónimo do post" era com o sentido de o valorizar, assim como a sua opinião ?... Esta, não por mera coincidência, é de um perito nesta área.

Please...
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De Diogo a 20.01.2017 às 13:38

Rui,

Eu só disse que era anónimo, como já o disse a praticamente todos os outros posts de todos os outros comentadores, pelo mero facto de me causar desconforto a impessoalidade inerente ao uso de um pseudónimo.

O meu post visava aprofundar a opinião do Drake sobre dois ou três pontos do seu comentário. Se eu achasse que o Drake não tem competência ou sapiência para aprofundar certos aspectos das contas do Sporting, eu nem sequer tinha perguntado nada, como me parece evidente.

SL
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De Drake Wilson a 20.01.2017 às 13:43

Bom dia Diogo.

Financeiramente falando, o Sporting está pior do que há 4 anos.

Com um valor de mercado exactamente igual ao da época 2013/2014 mas com um encargo salarial manifestamente superior, o plantel da equipa de Futebol estava nessa época à disposição do Clube para valorizar e vender (após o resgate dos passes como garantias) – mesmo com William e Adrien a valerem bem menos do que valem hoje.

Se debitarmos o valor de mercado de jogadores como Markovic, Campbell (e mesmo Coates) que não pertencem ao Sporting, percebemos que o Clube perdeu activos e não valorizou – nem desportivamente, e mesmo financeiramente, se excluirmos Bas Dost.

Em mais-valias, tudo o que a Banca cobrar ao Sporting nos próximos 7/8 anos, vai retirar ao Clube a possibilidade do mesmo revelar a autonomia economica que precisa, sem que tal valor sequer consiga abater pouco mais do que juros de dívida. O valor das VMOC é tóxico, porque definitivamente se trata de um valor incobrável – 100 Milhões em participações no Capital de um Clube vale manifestamente menos do que 100 Milhões de Euros. É quase como entregar os pavilhões de um Liceu como imóvel de garantia.

A Operação Harmónio que refiro será a constante tábua de salvação para evitar o Clube da falência técnica, no que respeita às distribuições de Capitais Próprios e Dívida, propagando toda esta mentira da "salvação económica" por mais uns tempos.

No que concerne ao valor dos exercícios, recomendo a leitura do 6º parágrafo do tema "A Saber..." do texto. A única diferença reside no estrangulamento do Passivo Imediato, que hoje é pago através de uma linha de crédito. Antigamente, ficava por pagar.
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De José Santos a 20.01.2017 às 13:56

Drake Wilson,

Perfeitamente de acordo com as suas palavras. O sucesso da restruturação financeira que BdC tanto apregoa, e que os seus apoiantes tanto replicam nas redes sociais em grande regozijo, não é mais do que um enorme embuste e uma grande falácia. Sendo esta uma das bandeiras do "grande" serviço de BdC à nação sportinguista, a oposição tem que combater fortemente esta mentira. BdC esgotou-se e está a esgotar o Sporting.
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De Diogo a 20.01.2017 às 16:55

Haverá que ponderar nas contas o aumento de receitas, importante na ponderação do valor global da SAD.

Concordo que o que a Banca cobra retira autonomia económica ao clube, daí colocá-lo como mais-valia da própria banca.

Continuo porém sem ver como a operação harmónio se poderá aqui enquadrar caso as VMOC's sejam convertidas em capital (como parece ser a intenção da Direcção). Porque, efetivamente, nunca deixará de ser ativo.

SL
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De Drake Wilson a 20.01.2017 às 17:13

A Operação Harmónio visa reduzir o impacto de uma perca de Capital futuro, assim como equilibrar os denominadores de falência técnica.
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De Rui Freitas a 20.01.2017 às 15:01

"recuperação financeira se refere com os exercícios positivos"

2 exercícios positivos e 1 negativo. A soma dos 3, dá um valor NEGATIVO... Nos 3 anos, a Sporting SAD deu prejuízo de mais de 10 milhões de euros
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De Rui Gomes a 20.01.2017 às 15:10

Acho que isto é em resposta ao leitor Diogo.
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De Diogo a 20.01.2017 às 16:56

Tem razão Rui Freitas, mas na sequência de exercícios muito negativos (daí a expressão "recuperação" financeira).
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De rui freitas a 20.01.2017 às 17:52

Sim, é melhor do que foi. Começou bem, mas depois foi o que se viu.
Aumento de custos maior do que as receitas. Trapalhadas como a da Doyen.
Se não fossem os 80 milhões de VMOCs, não se tinha safado.
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De Jorge Carvalho a 20.01.2017 às 11:23

Os meus parabéns! Das melhores dissertações que li até hoje sobre o momento actual do Sporting Clube de Portugal. Percebessem e interiorizassem as suas palavras a maioria dos Sportinguistas, e estou certo que o futuro do nosso clube seria bem melhor...
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De Manuel Fernandes Torres a 20.01.2017 às 11:46

Sobre o texto 20 valores :-)

Nada a opor.

Agora convinha era saber quem mente.

Afinal a Academia de Alcochete é do BCP ou é do SCP?!

Alguém está a mentir e a PJ devia intervir!!
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De José Santos a 20.01.2017 às 11:53

Bom dia,

Retirado de uma anterior publicação do Camarote:

A Academia Sporting, situada em Alcochete, é actualmente propriedade do Banco Comercial Português e o clube celebrou um contrato de locação financeira no valor de 13,3 milhões de euros, que está a pagar em 20 anos, segundo o contrato divulgado esta quarta-feira pelo Football Leaks.

As 240 rendas implicam o pagamento mensal de 61 mil euros pelo Sporting, o que significa que no final do contrato tenha despendido mais de um milhão de euros em juros. O Sporting possui o direito de opção de compra antecipado, mas pode ficar proprietário da Academia no fim do prazo, contra o pagamento do valor residual previsto pelo contrato: cerca de 268 mil euros.

Este acordo com o BCP, com data de 28 de Novembro de 2014 e mencionado no relatório e contas da SAD (2015), foi celebrado na sequência de outros, feitos para a construção da Academia. O primeiro era de 29 de Dezembro de 2000 e previa a liquidação em 15 anos, mas dois anos depois houve um reforço, fixado em 9,9 milhões, pelo prazo de 194 meses.

Face às dificuldades de pagamento, o Sporting CP pediu a rescisão desse contrato, disponibilizou a Academia ao banco, conseguiu a anulação parcial das rendas entre Agosto e Novembro de 2014, e assinou o acordo que se encontra em vigor de 2015 a 2035.
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De Manuel Fernandes Torres a 20.01.2017 às 12:02

Meu caro, eu já o sabia, mas hoje lemos no Record o Diretor Financeiro da SAD a dizer que a Academia é do SCP e a chamar mentiroso ao outro candidato.
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De José Santos a 20.01.2017 às 12:44

Boa tarde Manuel,

Peço desculpa, não estava a par dessa última notícia.
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De José Santos a 20.01.2017 às 11:51

Drake Wilson,

Um texto brilhante, muito racional e cheio de lucidez, algo que tanta falta faz aos adeptos que neste momento apoiam a atual direção. Um dos melhores textos alguma vez escritos no Camarote. Os meus parabéns!

Não me surpreende que haja uma Operação Harmónio (mais uma). As falências técnicas podem ser uma enorme dor de cabeça, não é?

Abraço,
SL
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De Drake Wilson a 20.01.2017 às 14:25

Bom dia José Santos.

Obrigado pelo enriquecimento das suas intervenções.
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De Naçao Valente a 20.01.2017 às 13:05

Drake Wilson
Numa primeira abordagem, uma excelente e bem fundamentada análise da situação económica/financeira do Sporting, enriquecida com perspectivas de futuro. "Os habituais comentadores/economistas de vão-de-escada que surgem munidos dialéctica de jornal desportivo" aqui aparecerão a defender o Presidente "ilusionista" e a sua Direcção. Fazem lembrar a prosápia do responsável da comunicação do Iraque quando este já estava derrotado. Como no mito da caverna platónico veem sombras que aceitam como realidade. Como dizia o "outro" que se lixe o Sporting. Viva Bruno!
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De Drake Wilson a 20.01.2017 às 14:28

Boa tarde estimado Nação Valente.

Apesar de tudo, espero que os nossos leitores não se sintam condicionados por intervir, pois essa é seguramente a vertente essencial desta nossa razão de escrever.

Um abraço.
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De Robert Mc'Namara a 20.01.2017 às 14:01

Drake,
Perdoe-me a ignoráncia, mas de que forma a banca prejudicou o Sporting ao transformar divida incobrável em activos próprios?
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De Drake Wilson a 20.01.2017 às 14:24

Temos de observar o que era considerado Passivo a Curto-prazo e Passivo a Médio/longo-prazo.

O Passivo a Curto-prazo era incobrável como um todo no imediato, mas com um simples acordo em tribunal seria pago em 4 anos. As vendas de Slimani e João Mário teriam pago essa dívida em 2 anos e ainda sobraria dinheiro para comprar Bas Dost (talvez não fosse o suficiente para comprar Alan Ruiz ou Castagnos, mas duvido que o rendimento de um Atleta Júnior ou qualquer dos emprestados fosse pior que estes dois).

A Banca tinha colocado €40 Milhões à disposição do Sporting, através de uma linha de crédito, afim de fazer face a despesas correntes. Bruno de Carvalho quis mais – o suficiente para investir em força em vencimentos e contratações na época seguinte e salvar a pele da mentira dos "investidores" – e o Banco fez-lhe a vontade, a troco de Vmoc's e outras condicionantes nas auditorias internas às contas do Clube, que Bruno de Carvalho pretendia que se elaborasse.

Pagou-se pelo silêncio, a troco da garantia de um peso-médio como avalista: Álvaro Sobrinho.

Na minha opinião, tendo em linha de conta que não se consegue "obrigar" uma entidade privada em estado de falência-técnica a pagar uma dívida, o Sporting deveria ter ameaçado recorrer a um tribunal afim de nomear uma comissão administrativa. A Banca ficava de mãos atadas e nunca viria a exigir contrapartidas – não gastar mais do que €5 Milhões num passe, exceptuando no caso de vendas de activos, é uma delas.

No estado em que as coisas ficaram, hoje todos os credores fazem fila à porta do Estádio porque acreditam que o Sporting tem como pagar. E o Sporting paga, com Cash-Advance de todos os Income's futuros, e nunca com liquidez própria. Algo que não é justo para o futuro do Clube.
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De joao d. a 20.01.2017 às 15:02

Pois... da medo ler isto, e com que necessidade? Com marco Silva estavam no bom caminho. O problema maior que vmocs é perceber que qualquer venda dos próximos 3 anos é para pagar dividas...

Estes tipos que estão no SCP agora só o estão a sugar.
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De jpinto a 20.01.2017 às 14:12

Aviso já que me considero abaixo de comentador/economista de vão-de-escada e não tenho capacidade para rebater algumas das questões aqui levantadas

Acho que tem toda a razão em afirmar que se devia analisar de uma forma mais cuidada as finanças da SAD e sem duvida que o racio de solvabilidade continua muito baixo mas já o era assim antes.

BC ou esta direcção na minha opinião não fizeram uma inversão a 180 graus dos resultados financeiros do clube mas conseguiram na maior parte dos casos, no minimo um estancamento.

A economia do Sporting nos ultimos 15 anos (até 2103) foi terrivel e quando BC entrou encontrava-se no auge desse descalabro - por cada 1€ que se conseguia produzir havia 5€ para pagar.

2013 era o tempo de alguém cair na lama, mas a lama era tanta que facilmente quem viesse de novo poderia rapidamente se atolar e era de resto esta a previsão de muitos na altura.

BC (parece-me com grande merito de Carlos Vieira) equilibrou as contas
Soube vender bem alguns dos activos que herdou ou cujos seus treinadores (bem escolhidos) produziram
Soube negociar bem com alguns parceiros, nomeadamente a NOS

Por outro lado comprou-se mal e isso foi mais visivel esta epoca onde se teve mais disponibilidade financeira para o fazer
Para piorar ainda, BC não é de todo uma pessoa consensual e pode pela sua forma de ser criar alguns focos de instablidade interna com treinadores e jogadores.

O carissimo Drake Wilson sabe perfeitamente bem que o futebol é um mundo à parte do resto da economia. Nem as melhores financeiros fazem milagres se a politica desportiva não for a melhor.

Para isso temos de comprar bem e vender ainda melhor.
BC conseguiu fazer até agora metade da equação, caso seja eleito tem necessariamente de fazer melhor, na minha opinião - tem de comprar melhor ou apostar mais na academia.
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De Drake Wilson a 20.01.2017 às 14:38

Boa tarde Jpinto.

Agradeço e louvo a sua participação. Considero bastante a sua opinião e intervenção, tal como de demais leitores, não desejando de algum modo condicionar debate através de temas que apenas objectivam a troca de ideias e o alertar de situações pouco conhecidas. O termo "comentadores/economistas..." que utilizei visou essencialmente a contra-informação que surge por intermédio de participantes identificados, visando exclusivamente o caos e a dúvida. Geralmente leitores que infelizmente pouco participam nos meus textos.

Ainda hoje sou um acérrimo crítico a todas as condições (e condicionantes) do negócio NOS, mas considero a sua opinião, como creio, da maioria.
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De jpinto a 20.01.2017 às 15:44

Não pretendo contribuir de forma alguma para o caos

Já para a duvida talvez não fosse mal pensado porque parece que anda tudo na posse de verdades universais sobre os varios aspectos do nosso clube

Acho sinceramente que estamos a perder uma boa oportunidade de debater o "estado da nação" e lançar ideias sobre o que queremos para o futuro.
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De Oceano Vermelho a 20.01.2017 às 14:16

Drake,

desculpa a intromissão, mas, independentemente de ser benfiquista, gosto de perceber estas coisas, porque o que diz respeito a 'um' acaba por dizer a todos.

Queria fazer-lhe três perguntas, se tiver a paciência de responder:

1.ª) As VMOC são mesmo para 'pagar' (não sei se este é o termo adequado)? A sensação que tenho é que, no mínimo numa grande parte, não são para pagar, antes para converter 'em algo', ou então para ir adeando «ad aeternum».

2.º) O Sporting fez um contrato com a NOS que, independentemente do que 'vendeu' ou não, lhe vai trazer, nos próximos anos, receitas muito superiores às que tinha até então. Encarando a situação deste prisma, a situação financeira do SCP é / será melhor. Correto?

3.º) Li, num blogue vermelho, que o 'buraco' do Sporting, tendo em conta o clube, a SAD e as Sociedades-Sporting, é superior aos 600 milhões de euros, pois muito passivo / muita dívida está escondido(a) nessas sociedades. Tenho perfeitamente consciência da fonte, mas a minha dúvida é 'honesta', digamos assim. Pode confirmar se será assim, ou é mera contra-informação vermelha?

Agradeço-lhe a paciência.
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De Oceano Vermelho a 20.01.2017 às 14:17

«desculpe» e não «desculpa»
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De Drake Wilson a 20.01.2017 às 15:03

Boa tarde Oceano Vermelho, obrigado pelas questões que coloca.

As Vmoc's são desde há vários anos uma das principais medidas que visam essencialmente valorizar a entidade credora perante a observação do mercado onde está inserido. Vejamos:

#1 - Eu peço-lhe €100M emprestados. Você, porque é meu amigo, quer emprestar esse dinheiro, mas pretende evitar problemas em sua casa, ao ter de "mexer" em dinheiro que tanto lhe pertence a si como à sua esposa.

#2 - Como a sua esposa desconfia da minha capacidade de pagar de volta, com os juros que ambos decidem implementar ao empréstimo que me concedem, você exige-me como garantias a minha casa. Ambos sabemos que a minha casa não vale €100M, mas como você sabe que todos os anos eu faço negócios (ex. venda de jogadores), fica descansado.

#3 - Após contar com o dinheiro que me concede, procedo a uma sobrevalorização dos meus bens (aumento de Capital Social), afim de resolver um problema futuro (#5).

#4 - Após alguns atrasos meus nos pagamentos acordados consigo, a sua esposa começa a desconfiar que você pôs os "pés pelas mãos" comigo. Como tal, encosta-o à parede e obriga-lhe a fazer-me uma cobrança coerciva, ou então pede o divórcio.

#4.1 - Os seus filhos fazem-lhe pressão porque uma vaga de fome lhes diz que você ficará sem meios para comprar comida, se esta dívida não for cobrada.

#5 - Como eu não tenho como lhe pagar, faço um acordo consigo, entregando-lhe novas garantias: o terreno da minha casa e os meus restantes bens, que entretanto estão hiper-inflacionados pela medida 5.

#6 - Você chega a casa com o novo acordo, comprovando (ilusoriamente) que agora a dívida que eu tenho para consigo é agora património seu. Se eu não pagar daqui por 10 anos, você fica (supostamente) com bens em muito superiores ao valor que me emprestou.

Você é a Banca. A sua Esposa é o Estado. Os seus filhos são as Agências de Rating. Eu sou o Sporting. E tudo isto é uma VMOC.
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De Drake Wilson a 20.01.2017 às 15:17

A respeito dos pontos 2 e 3 que Oceano Vermelho refere.

Sou um crítico ao negócio NOS. Terei escrito sobre o tema num texto e em diversos comentários. Se tiver oportunidade pode revisitar os mesmos. No imediato, os valores envolvidos no negócio são úteis, de facto, mas condicionam uma mobilidade negocial com outros parceiros, nomeadamente parceiros e operadores internacionais, que apoiariam a própria internacionalização da marca Sporting.

Relativamente ao Passivo Consolidado do Sporting, por inclusivamente não ter em posse dados para o efeito, prefiro não me pronunciar sobre o mesmo. As informações que tenho apontam para algo, mas não são públicas. Mais a mais, considero de mau gosto blogs afectos a equipas rivais fazerem menção a valores que ninguém conhece, com o simples intuito de gerar caos.
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De João Gonçalves a 20.01.2017 às 15:11

No tal blogue vermelho, citado pelo Oceano Vermelho, o escriba responsável pela parte financeira dos clubes afirma que as contas consolidadas do Grupo Sporting não são apresentadas há dois ou três anos e que isso se deve ao facto de BdC ter transferido dividas da SAD para a Sporting SGPS. Chega assim aos 600 milhões de passivo, incluindo as VMOCS.
Algum fundo de verdade nisto ou são apenas delírios?
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De Drake Wilson a 20.01.2017 às 15:20

Boa tarde João Gonçalves.

Estou à disposição do referido escriba, afim de debater a fontes e garantias que o mesmo tenha sobre este assunto. Algo que provavelmente não passa de um fogo-fátuo afim de brilhar perante uma plateia de "canibais cibernéticos".
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De João Gonçalves a 20.01.2017 às 15:53

Caro Drake Wilson:
Não conheço o escriba, apenas leio os seus artigos no NGB. Não sou apreciador do estilo por ele utilizado, sempre muito bombástico, mas os seus artigos parecem-me minimamente fundamentados.
Se tiver algum interesse em ler, apenas tem de consultar o blogue Nova Geração Benfica, na internet, e procurar os artigos de um tal de BenficaEagle.

Não o maço mais.
Cumprimentos.
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De Schmeichel a 20.01.2017 às 16:25

Existem vários blogues leoninos que já desconstruiriam esse pseudo artigo, cheio de mentiras!

Será que nesse blogue lampião analisaram o relatório da Uefa onde indicava o benfica, como o 2º clube do mundo com maior passivo?!
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De Pedro Miguel a 20.01.2017 às 15:44

Texto absolutamente brilhante. Parabéns!

É claro e bem fundamentado.

Deixava só duas notas que, penso eu, deixam perceber que as contas do SCP não estão tão bem como a actual direcção quer deixar transparecer.

1º É a "estória" das VMOCS. Nos tais "blogs benfiquistas" que já foram aqui mencionados, juntam esses valores às dívidas, e os "blogs sportinguistas"... não!

A questão, pelo que vou percebendo, fica quase no meio... Ou seja, objectivamente, os valores das VMOCS são, efectivamente, dívidas. A questão é que o SCP, segundo me parece, não tem intenção nenhuma de pagar, preferindo alienar as acções da SAD correspondentes.

Ora, se analisarmos objectivamente, temos então de concluir que as VMOCS são mesmo uma dívida uma que que, se o SCP não pagar, fica sem um valor correspondente (mesmo que esteja inflacionado) em acções.

2º A questão dos direitos televisivos... Neste caso refiro-me ao facto de o contrato com a NOS só ter efeitos em 1 de Julho de 2018, e o Sporting já andar a gastar valores correspondentes a esse mesmo contrato.

Esta antecipação de receitas poderá, em última instância, ser desastrosa para quem estiver na direcção em Julho de 2018.
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De Schmeichel a 20.01.2017 às 15:58

Caro Drake,

Apesar da não concordar na integra..... que prazer ler os seus posts! Bem elaborados, e normalmente sobre temas fora da caixa.... e por isso agradeço!

Vou comentar duas afirmações:

"O “modelo-Carvalho” está esgotado, porque pura e simplesmente falhou."

Mas o modelo aplicado em 2013, com um dos orçamentos mais baixos de sempre, com aposta na formação, num treinador como o Leonardo Jardim, isto não pode ser considerado como o modelo do Bruno de Carvalho?!
porque o que o Drake diz é que o modelo baseado em JJ e em contratações caras está esgotado... mas este modelo vai ser alterado sem sequer existirem eleições....foi o próprio BdC que o disse! Porque razão a mudança de modelo tem de significar alterar o Presidente?!

"O Sporting tem de abolir estes regimes presidencialistas de “salvação” e permitir ao invés que se desenvolvam comissões administrativas por excelência, nomeadas por capacidade comprovada nos sectores dos quais o Sporting precisa."

Não concordo a 100%.... o problema do mundo em geral, é ter sido tomado pelos técnicos burocratas... tipo a Troika! Fazem falta os verdadeiros políticos, mas não os políticos de salvação.... simplesmente eu defendo políticos de ruptura.... politicos com visões fora da caixa!
Você deu o caso do Brexit.... o que diziam os especialistas? que iria ser muito mau..... Pois!!....na realidade a Libra atingiu máximos históricos! Cada vez mais desconfio do que dizem os técnicos burocratas....
Exige-se, lideres de ruptura com o estado actual das coisas, mas conhecedores das razões técnicas para o estado actual!

SL
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De Robert Mac'Namara a 20.01.2017 às 16:29

Pode por favor esclarecer em que dia e em que mês a libra atingiu máximos históricos depois de anunciado o Brexit?
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De Schmeichel a 20.01.2017 às 16:44

Robert,

Escrevi mal... não são máximos históricos.... são máximos relativos em relação ao Brexit!
Basicamente a Libra beneficiou da decisão da May de sair da UE.... o pior era ficar na situação do limbo em que estava o Reino Unido!
Daqui a uns anos, a UE vai se desintegrar.... e a Libra será o refugio do capital europeu, contrariando muitos dos agora analistas financeiros europeus!

Se alguém perder tempo a analisar a recuperação financeira da Islândia.... talvez possamos salvar a Europa.... mas como os interesses são outros, o caminho de desintegração da UE está traçado e é inevitável!
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De gng a 20.01.2017 às 17:31

Schmeichel,

Antes do Brexit, uma libra valia 1.43 Euros.

Depois do Brexit, vale 1.16 Euros. E atingiu mínimos históricos em relação ao USD. Isto são factos.
O Schmeichel percebe tanto de economia como de futebol.
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De Schmeichel a 20.01.2017 às 16:31

Tendo em conta alguns comentários, fui fazer uma pequena pesquisa sobre os reais valores do passivo, e cheguei aos seguintes dados, que solicitava a interpretação do Drake.

- Godinho Lopes deixou 442 Milhões de Passivo no grupo Sporting. A este montante há que somar 55 Milhões em VMOC, que antes da reestruturação financeira teriam de ser totalmente adquiridas pelo Sporting para manter a maioria do capital da SAD. Tudo somado, estamos a falar de cerca de 500 Milhões de Euros.

- Bruno de Carvalho tem um passivo de 343 Milhões de Euros, e em termos de VMOC nunca pagará mais do que 44 Milhões de Euros para manter a maioria do capital da SAD. Tudo somado e na pior das hipóteses Passivo + VMOCs = 387 Milhões de Euros.

Conclusão: Houve então um decréscimo de 110 Milhões de Euros de passivo, no mandato de BdC.... e atenção são dados do Relatório e Contas consolidado de 2014/15!
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De Drake Wilson a 20.01.2017 às 16:49

Schmeichel, em relação às notas que colocou.

Dias da Cunha, em 2009, alertou para a maquilhagem que representava passagem da Academia e do Estádio para a SAD, com a consequente redução de €100M no Passivo. Em 2010, o Passivo Consolidado do Sporting encontrava-se sensivelmente nos €350 M. Em 2012, Bruno de Carvalho alertou para o mesmo que Dias da Cunha tinha feito, anos antes.

Em 2013, o Plano de Restruturação tinha "colocado" a dívida do Sporting cerca de €150 M abaixo do seu valor real – de €355M passa para €206M (!)... Após esse período, são emitidos cerca de €80M em Valores Convertíveis.

Em 2014, o Passivo declarado encontra-se nos €450M, conforme foi divulgado em Assembleia. Agora pergunto eu: onde está o Estádio?
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De Schmeichel a 20.01.2017 às 17:00

O que sempre li, foi que o passivo consolidado em 2014/15 não chegava aos 400M€, você fala em 450M€.... consegue-me explicar porque razão esta diferença de números? os relatórios e contas consolidados apresentados em Assembleia não é o mesmo da CMVM?!

Você está a alegar que o Estádio está aonde então?! pergunta inocente.... :)
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De Drake Wilson a 20.01.2017 às 17:11

É exactamente o que o Schmeichel percebeu. Eu sei que percebeu. Andam cerca de €100M ocultos...

Relativamente aos números, faço uso de matéria publicada, não lhe consigo assegurar de onde surgem outros valores.
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De Schmeichel a 20.01.2017 às 17:17

É sempre um prazer discutir consigo! Vou estar mais atento nesse aspecto...

Um abraço leonino!
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De Drake Wilson a 20.01.2017 às 16:33

Boa tarde Schmeichel. Obrigado pela sua intervenção.

Sejamos sinceros... Não reconheço a Jorge Jesus, nesta fase da sua carreira, disposição para dar alguns passos atrás no que respeita a privilégios consagrados do mesmo junto das Direcções com quem tem trabalhado.

Não nos podemos esquecer que em virtude de uma redução de poderes e influências suas junto da formação de planteis (entre outras razões) terá existido uma das razões pela cisão de interesses entre o nosso treinador e a sua anterior entidade patronal, com a consequente saída do mesmo do referido Clube. Com mais ou menos demagogia de Filipe Vieira, a verdade é que o modelo de contenção e aproveitamento da cantera era, de algum modo, incompatível com Jesus.

Bruno de Carvalho não defendeu o Sporting de um treinador tóxico como Jorge Jesus – encarou-o, com todo o orgulho deste mundo e de outros, como a sua maior conquista, uma espécie de desembarque na Normandia de bandeira verde em punho.

A ordem e a disciplina – algo desprezado pelos países menos desenvolvidos do mundo – juntamente com a "profissionalização" dos "Jobs for the Boys" na Política, foram as verdadeiras causas para a falência desta nossa nação. Algo que diversos economistas portugueses consagrados – caso de Paulo Morais, Vitorino de Magalhães Godinho, António Nogueira Leite, entre outros –sempre identificaram.

Quando as coisas correm mal, pudera, que nos valham os tecnocratas para salvar alguma coisa.
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De Artur Hermenegildo a 20.01.2017 às 16:42

Schmeichel, meu querido, diz-me lá qual foi o dia ( ou dias ) em que a Libra bateu records históricos de valorização! O Cherba informou-te mal !! Ou foi o Mestre do Café ? Quanto á situação do SCP é caótica! Toda a gente sabe. Mas, como és pago pelo actual presidente tens de dizer tudo o que ele te assopra. Certo? Diz lá ao Saraiva para te dar dicas correctas.

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