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"Obviamente demito-o"

Naçao Valente, em 03.02.17

 

 

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Em 1958, Salazar, para dar a ideia de uma imagem de democraticidade, marcou eleições presidenciais. O general Humberto Delgado resolveu concorrer contra o candidato do Regime. Tendo-lhe sido perguntado o que fazia com Salazar se fosse eleito respondeu: “obviamente demito-o”. Esta afirmação conseguiu congregar à sua volta toda a oposição, incluído o candidato comunista que desistiu em seu favor. Mas ao pronunciar tal frase, obrigou Salazar a assumir por palavras veladas e acções que nunca poderia ganhar as eleições, mesmo que as ganhasse. O enorme apoio popular à sua candidatura foi prontamente reprimido. Nas mesas de voto apenas havia boletins de voto do candidato oficial. Delgado teve de distribuir as dele de forma clandestina. A ousadia, a frontalidade pelo bem do país, acabou por lhe custar a vida.


Sem pretender fazer comparações com as actuais eleições no Sporting, que tudo leva a crer decorrerão de acordo com as regras democráticas, encontro algumas similitudes. A frase “obviamente demito-o” pode aplicar-se a Pedro Madeira Rodrigues (PMR) quando afirmou que demitiria o treinador, uma espécie de alter ego do presidente. Adeptos de Bruno, sempre fiéis ou convertidos, têm utilizado essa decisão, para atacarem Madeira Rodrigues. Mesmo compreendendo o contexto em que foi pronunciada, também considero que não foi politicamente correcta. E embora se aceite como princípio, não me parece que sirva para ganhar votos. Antes pelo contrário. Vai funcionar como um espinho cravado na sua candidatura.


A frontalidade de PMR em demitir o treinador Jorge Jesus (JJ), o assalariado mais bem pago de sempre no clube, que tomou o partido de um candidato, revela coragem, mas é pertinente saber como o pretende fazer, sem utilizar verbas do clube. Madeira Rodrigues tem dado a entender que JJ , ao apoiar publicamente o presidente, se demitirá no caso de este perder as eleições. Pelo que conheço do treinador, para utilizar uma formulação histórica,”pesetero”, este não prescindirá de um centavo a que tem , contratualmente, direito. 'Limpinho, limpinho'. Mas o maior responsável pela situação chama-se Bruno de Carvalho. Como pode um presidente que termina o seu mandato, em 2017, assinar um contrato com um treinador, seja ele quem for, para um período temporal que ultrapassa em vários anos a sua presidência? E mesmo que houvesse a certeza absoluta que ia continuar na presidência, não seria do mais elementar bom senso, não fazer contratos com indemnizações tão elevadas? Sabendo da precariedade das equipas técnicas, esse acto imprudente pode sair caro ao Sporting, mesmo com a actual Direcção. E os acusadores de PMR, não percebem que , neste aspecto, têm telhados de vidro?


De facto, nas criticas que nestas páginas são feitas a Madeira Rodrigues, pelos apoiantes da outra candidatura, apenas tenho visto atitudes de “bota abaixo”. O candidato que ousou apresentar-se como alternativa, só tem defeitos, nem uma única virtude. Como se fosse crime de lesa-pátria alguém candidatar-se contra um ungido dos céus, coisa que Bruno não é. Convém recordar que Bruno de Carvalho. com o beneplácito e apoio da presidência da Assembleia Geral , a dupla maravilha Barroso/Sampaio, não fez outra coisa que não fosse conspirar contra a presidência de Godinho Lopes, que caiu pelo golpismo, em função dos maus resultados desportivos, e não tanto pela má gestão financeira. Convém lembrar que Bruno sempre teve tiques de ditador, que conflictuou com tudo e com todos, que teve atitudes eticamente reprováveis, que rasgou contratos com atitudes de chico espertismo, que usou, nas suas funções institucionais, linguagem abaixo de carroceiro,(sem ofensa) que se apresenta como o refundador e salvador de uma instituição centenária.


Em suma, e para além do obviamente demito-o, como significado de princípios e valores, o que é substantivo é que durante os últimos quatro anos, não tivemos um presidente no Sporting. Tivemos um chefe de claque, que de vez em quando, se senta na cadeira da presidência. Por isso, o balanço geral, apesar de algumas medidas mais positivas, não é brilhante. Uma situação económica e financeira baseada numa engenharia de curto prazo, uma situação desportiva sem rumo, errática, sem estratégia consistente e sempre dependente dos humores do presidente .Se isto não é suficiente para mudar de Direcção, não sei o que será.

 

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publicado às 12:30

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62 comentários

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De joao pereira a 03.02.2017 às 12:49

Compreendo a decisão de PMR sobre JJ.
Não creio que tenha sido a forma mais correcta de o fazer nem a maneira como o disse.
Teria sido mais ponderado esperar pelo final da época, sentado à mesa com o treinador e fazer o balanço da época e tentar chegar a um acordo, se assim o entendessem.

Desta forma fica numa posição extremamente delicada, sem margem de manobra.
Se PMR for eleito, e JJ chegar ao gabinete do presidente com o seu contrato de trabalho, e disser simplesmente que não quer sair do Clube e quer cumprir o seu contrato.. PMR terá uma grande batata quente e cara nas mãos.
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De joao pereira a 03.02.2017 às 13:00

Li agora as declarações de PMR,
«Indemnização a Jesus? Será Bruno de Carvalho a pagar»

É uma declaração demagógica ... nunca será Bruno de Carvalho a pagar, será sempre o Sporting visto que o contrato de trabalho é rubricado entre a Sporting SAD e Jorge Jesus.
Nem Bruno de Carvalho tem dinheiro para isso e mesmo que tivesse centenas de milhões de € .. seria sempre a SAD a pagar.

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De jpinto a 03.02.2017 às 13:11

Essa declaração mais do demagogia, revela uma grande impreparação.

então afinal porque quer despedir JJ ?

se é por este fazer parte da comissão de honra de BC - a culpa é de JJ e logo não tem direito a indemnizaçao

Se admite que JJ vai receber indemnização (ou seja tem a razão do seu lado) então nao há razão para o despedir ?

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De mfd a 03.02.2017 às 13:33

"Se admite que JJ vai receber indemnização (ou seja tem a razão do seu lado) então nao há razão para o despedir ?"

Eu acho que isso não é problema nenhum. Já existe um precedente para despedir o treinador alegando justa causa por não usar fato num jogo.

Certamente os sócios e adeptos do Sporting também vão apoiar uma decisão destas em relação a JJ.

/s
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De jpinto a 03.02.2017 às 14:43

Só posso falar por mim e como disse na altura - devia-se chegar a acordo com MS e despedi-lo sem processo - aliás se bem se lembra grande parte dos Sportinguistas criticou BC por tudo o que se passou - o que mostrou claramente que os Sportinguistas continuam bastantes atentos e criticos quando acham que o devem fazer

Mas já agora qual a sua opinião sobre os dois assuntos ?
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De mfd a 03.02.2017 às 15:54

jpinto,

Obrigado pela sua resposta.

Concordo consigo que o caso MS demonstrou que existiam muitos Sportinguistas, como o caro qualificou, "bastante atentos e críticos quando acham que o devem fazer". Contudo, esses Sportinguistas que refere, certamente devem ter mudado de opinião, não? Ou então passaram a concordar com tudo.

Vejamos, desde esse triste episódio com MS, BdC demonstrou que aprendeu ou que mudou para melhor? Com mais 3 anos de experiência continua a cometer EXACTAMENTE o mesmo tipo de erros - é só perguntar aos jogadores depois do igualmente triste episódio no balneário em Chaves.

BdC demonstra que não aprende com os erros e continua a insistir numa estratégia de comunicação - retirada do playbook de Donald Trump - que não produz frutos nenhuns para o clube, muito pelo contrário, e é, com as suas declarações e acções, a maior fonte de instabilidade da equipa de futebol.

Portanto, é-me ilógico, tendo em consideração todo o seu histórico, chegar à conclusão que BdC é a resposta certa para o quer que seja.

Quanto à questão de PMR e JJ. Bom, compreendo a posição de PMR depois de JJ ter aceite ir para a comissão de BdC - particularmente quando PMR, anteriormente, até tinha afirmado que JJ seria o seu treinador - mas não concordo com estas últimas declarações e posições de que JJ se irá despedir ou que será BdC a pagar a sua rescisão.

Receio que estas últimas declarações e posições da campanha de PMR - estou a incluir também as palavras do seu mandatário - sinalizem uma mudança de estratégia e se assemelhe muito à de BdC, para tristeza daqueles Sportinguistas que anseiam por uma verdadeira alternativa.

Se PMR pensa que vai ser eleito sendo mais Brunista que BdC engana-se redondamente. Em primeiro porque não me parece que PMR, genuinamente, tenha essa personalidade. Num confronto nessa dimensão BdC tem larga vantagem, já que é o seu habitat natural.

E em segundo porque, mesmo na improbabilidade de ganhar as eleições, terá de manter essa "fachada" se não quiser começar a ser criticado pela vocal e extrema ala Brunista assim que se desvie minimamente dessa estratégia. E se se pensa que é um detalhe insignificante, é só lembrar que a instabilidade e os conflitos internos são, a meu ver, os maiores causadores do deserto de títulos de campeão nacional que o Sporting tem atravessado.

Reconheço, com tudo isto, a situação difícil em que os sócios do SCP se encontram. Mas isso, para mim, não justifica que se defenda o indefensável (BdC), na minha modesta opinião, claro está.
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De jpinto a 03.02.2017 às 16:13

Gerir pessoas não é facil

Na altura de MS, a principal critica que se fez ao presidente foi que o devia ter feito em privado e não em publico - desta vez fez em privado e não lhe correu bem - talvez fosse o timming - não sei

Antes nada se criticava e estava tudo bem e no dia seguinte sabiamos de despedimentos - tambem nao corria bem.

nunca me há de ouvir dizer que BC não comete erros e que é o presidente ideal, mas parece-me melhor que os ultimos que tivemos.

Espero que BC aprenda com os erros e nem sequer estou a falar so da parte comunicacional mas principakmente dos poderes que dá a JJ para ir à compras porque temos conseguido vender bem (e sem Mendes pelo meio) mas tenho falhado na hora de comprar
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De mfd a 03.02.2017 às 17:03

jpinto,

"nunca me há de ouvir dizer que BC não comete erros e que é o presidente ideal, mas parece-me melhor que os ultimos que tivemos."

Não partilho da sua conclusão mas respeito. E agradeço a discussão civilizada.


Caro Diogo,

Está à vontade para me corrigir, estou sempre interessado em aprender. Peço desculpa se não foi claro - eu ainda deixei um "/s" - mas o meu post é sarcástico.
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De Diogo a 03.02.2017 às 16:13

Caro MFD,

"Eu acho que isso não é problema nenhum. Já existe um precedente para despedir o treinador alegando justa causa por não usar fato num jogo. "

Permita-me corrigi-lo no sentido de que nem Marco Silva foi despedido (apenas foi aberto um procedimento disciplinar), nem o único motivo era não usar fato num jogo.

Quanto a PMR, é uma tirada infeliz. Curiosamente, tinha dito há poucos dias que os investidores estavam preparados para pagar a dita indemnização.

SL
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De Naçao Valente a 03.02.2017 às 17:56

João Pereira,
Concordo. Se a decisão de PMR se entende no âmbito dos princípios, é muito complexa na aplicação prática. Disse que Bruno vai pagar? Também não entendo. Agora uma coisa lhe digo: se Bruno continuar Presidente e os resultados desportivos não melhorarem, quem vai ficar com a criança nos braços, é ele.
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De jpinto a 03.02.2017 às 13:01

Para começar pelo fim, o balanço geral será dado pelos socios nas urnas no dia 4 Mar

Obviamente que não sabemos que resultado poderia ter contra alguem mais forte, mas também é verdade que essa alguém não apareceu principalmente pelas poucas hipoteses de ganhar a BC.

Sobre a queda de GL, acho que já tudo foi dito, mas como sabe começou internamente - foi minada de dentro pelos seus vice-presidentes que ao fim de 2 ou 3 meses já ameaçavam bater com a porta.

Concordo que não foi sensata a renovação de JJ, mas independentemente do valores (e nenhum treinador sai com o valor total da indemnização) sao situações que podem acontecer, e nao so com o treinador mas também com os jogadores.

Quando BC chegou ao Sporting - não teve esse problema com Jesualdo só porque já tinha sido uma solução de recurso e tinha contrato só até ao fim da epoca, mas tinha jogadores a receber bem mais (no conjunto, claro) do que JJ

Tambem acho que JJ é muito caro - acho que devia receber bem menos e ter uma parte variavel sunstancial, não só em função dos resultados desportivos mas também dos financeiros - (pelo menos responsabilizava-o pelas compras que faz)

PMR depois de ser presidente até podia fazer o que está a dizer - BC fe-lo com alguns jogadores, mas nunca o podia dizer agora e muito menos andar a anunciar que já tem 3 treinadores para o lugar de JJ. È mau para ele e para o Sporting.

Se o Sporting estivesse em primeiro também fazia isso ? também vai fazer isso com por exemplo Aurelio Pereira ?

Eu já disse isto no outro dia, PMR poderia dar um excelente presidente, podia ser bastante melhor que BC, mas está a ser um péssimo candidato.
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De Naçao Valente a 03.02.2017 às 18:04

JPinto,
Numa coisa estamos de acordo: PMR tem perfil para ser um bom Presidente, mas a sua campanha não está a ajudar. Precisa de mais dinamismo, mais convicção, um discurso mais rigoroso. Se a luta já é desigual, desta maneira ainda se torna mais difícil.
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De Anónimo a 03.02.2017 às 13:02

Caro NL.

No meu post que foi apagado por si, não fui mal criado, não o ataquei a si nem a ninguém. Penso que somos todos Sportinguistas, embora tenhamos opiniões diferentes.

Mas digo-lhe uma coisa: Há aqui uma ironia fantástica entre o seu post sobre Humberto Delgado e a sua censura do meu post.

Até percebo que você esteja farto de muitos apoiantes de BdC, mas essa atitude fica-lhe MUITO mal.


Se você é deste tipo de pessoas então estamos explicados.
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De Rui Gomes a 03.02.2017 às 13:05

O seu post foi editado por não se identificar. Devia olhar à sua volta e ver que todos os outros leitores identificaram-se com nome/pseudónimo. Fica o alerta.
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De mike1906 a 03.02.2017 às 13:03

O problema de PMR não é o de dizer que JJ sai assim que ele for eleito. Tem todo o direito de escolher com quem quer trabalhar. O problema é a forma como o pretende fazer. Primeiro era JJ que nem teria coragem de pedir um tostão, tendo em conta o que já recebeu. Ontem ficámos a saber se não for assim, quem irá pagar é Bruno de Carvalho. Mais surreal não poderia ser,
Estas suas ideias, associadas à campanha, completamente sem rumo que tem protagonizado, (ainda ninguém percebeu o que foi fazer a Manchester, se calhar mais valia ter ido a Frankfurt apoiar a Patricia Mamona) mais os elogios do seu próprio mandatário ao actual presidente, revelam que, "obviamente não é alternativa".
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De Naçao Valente a 03.02.2017 às 18:07

Mike 1906,
Como dizia o cego, a ver vamos. Agora que na sua candidatura tem havido muito amadorismo é factual.
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De Jorge Miguel a 03.02.2017 às 13:13

Muito se critica (e bem), as direcções por vezes não acautelarem o futuro através da renovação de contrato de jogadores/treinadores quando o devem fazer. Olhando hoje, talvez a renovação de JJ tenha sido um erro. Mas na altura em que foi feita, foi aplaudida por 99% dos sportinguistas. Garantiu-se, por mais um ano, acabando com especulações de ir para o Porto, etc, um treinador com provas dadas, que tinha acabado de fazer uma época muito regular que conduziu a uma pontuação que o Sporting não fazia havia décadas, colocou a equipa a jogar o melhor futebol que me lembro... na altura fazia todo o sentido.

Sei que não foi o caso, mas para perceber melhor a argumentação, dou um exemplo: imaginando que um treinador reputado de um clube, acaba contrato no final da época em Junho, e o mesmo clube tem eleições em Março. O Presidente em funções não deve renovar e garantir a continuidade desse mesmo treinador independentemente de vir ou não a ganhar as eleições?
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De Naçao Valente a 03.02.2017 às 18:15

Jorge Miguel,
Não sei qual foi a razão porque prolongaram o contrato de Jorge Jesus. Fosse qual fosse a razão, na minha opinião, foi uma má decisão. Se foi para evitar que rumasse ao Porto, parece-me ser, ainda, mais grave. A Direcção deve actuar em função dos interesses exclusivos do Sporting e não na base de hipotéticos cenários alternativos. Estou convicto, que nesta altura, o Porto não lhe pagaria o que ganha no Sporting. Se ganharmos um título com este treinador, será o título mais caro de sempre.
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De Schmeichel a 03.02.2017 às 13:15

Muito bom!!!

De repente rasgar um contrato já é comparado ao Humberto Delgado.... quando há pouco tempo JJ era o treinador dele!
Para além desta reversão nas ideias, PMR não explica como o faz, como o paga, quem irá contratar em alternativa..... é no fundo um conjunto de nada!!!
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De Luis Vicente a 03.02.2017 às 15:41

Rasgar contrato,não rasga porque vai perder.
Mas,se ganhar,tem mais que matéria para o despedir ao abrigo da Lei do Trabalho Desportivo.
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De Sérgio Palhas a 03.02.2017 às 16:22

Sim sim é como o Venfique tinha para não lhe pagar o mês de Agosto!
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De Luis Vicente a 03.02.2017 às 19:41

E já pagou?
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De Naçao Valente a 03.02.2017 às 18:23

Schmeichel,
Como escrevi no meu texto discordo da decisão de PMR quanto ao treinador, embora a compreenda no âmbito dos princípios. Mas sabemos que estes foram comidos por um burro. Tem razão quando invoca as contradições de PMR. Agora, percebo menos, porque aceita as decisões de Bruno, nomeadamente o prolongamento do contrato milionário. E se não aparecerem rapidamente títulos, sendo Bruno Presidente, quero ver como descalça a bota.
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De Lion73 a 03.02.2017 às 13:22

Em primeiro lugar, parabéns pelo bom post, com argumentos sérios que motivam debate, embora com premissas e conclusões que pessoalmente discordo.

A renovação de JJ, é na sua essência equivalente a qualquer aquisição onerosa do passe de um jogador com salário elevado que se pensa ser um activo valioso. Não se tomam decisões destas motivadas por prazos eleitorais.

Além dos pressupostos óbvios, o de ser um profissional reputado e titulado, que na sua primeira época no clube o recoloca na luta pelo título até à última jornada, coisa que não acontecera nos 9 anos anteriores, valorizando no processo activos que significaram as 2 maiores vendas de sempre do clube.

Não há uma razão objectiva e racional que permita considerar as declarações de PMR relativas ao treinador do clube em a época a decorrer, outra coisa que irresponsáveis, fantasiosas e demagógicas.

Não se muda, também, se se considera que é para pior. Se uma qualquer alternativa se revela impreparada e baseia a sua actuação na convicção que não será eleita e só assim se compreende a postura de PMR, pois estará convencido que não terá que arcar com as responsabilidades daquilo que propõe, as pessoas preferem manter o que conhecem, mesmo que insatisfeitas.

A queda de Godinho não acontece unicamente pelos resultados desportivos, numa época onde o Sporting esteve quase sempre mais perto da descida do que da luta pela Europa.

Foram 90M de prejuízos em 2 anos, foi a debandada geral dos órgãos sociais, foi a colocação de activos do clube nas mãos de terceiros, foi a vergonha e isso sim é uma vergonha, de ver um vice presidente seu a tentar armadilhar um árbitro.

Nota final. Os pressupostos financeiros da reestruturação planeada e em concretização, não são engenharia de curto prazo. São decisivos para a sustentabilidade do clube.
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De Naçao Valente a 03.02.2017 às 18:54

Lion73,
Coloca várias e pertinentes questões, que agradeço. Vou tentar ser sintético. Não coloco no mesmo saco contratações de jogadores e treinadores. Têm responsabilidades diferentes. Os treinadores estão sempre a prazo. Veja o histórico do Sporting durante este mandato. JJ colocou o Sporting na luta pelo título. Aos treinadores anteriores foram disponibilizados os mesmos meios? Compare orçamentos. Já escrevi que a campanha de PMR tem sido algo amadora, mas não acredito que concorra para perder. Uma candidatura dá trabalho e custa dinheiro e muita disponibilidade. Não se faz para brincar às eleições. Se as pessoas preferirem o que já está é porque a mensagem que tem passado é eficaz. O que não significa que seja real. Quando esta Direcção chegou ao Sporting já a crise de maus resultados estava a ser ultrapassada com Jesualdo Ferreira. A Direcção não acrescentou nada, nem podia acrescentar, até ao final da época. Está por demais debatido que a reestruração já estava a ser negociada. Quanto à sustentabilidade, com o disparar do despesismo, vamos ver.
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De Lion73 a 03.02.2017 às 19:36

Tudo bem, caro Nação Valente. Só que JJ não é como muitos dos treinadores da história recente do Sporting. Tem uma carreira sólida e em crescendo, com um primeiro ano de grande impacto no clube, quer a nivel do salto competitivo do futebol, quer da valorização dos activos.

Que os resultados desta época e a própria politica de contratações de fetiches seus, a custos excessivos e na maior parte, sem valia desportiva, pelo menos no contexto em que foram contratados, coloca em causa o futuro de JJ no Sporting, quando tal não parecia possivel há 6 meses atrás, coloca.

Não digo que PMR tenha concorrido para perder. Digo é que rapidamente se apercebeu que a realidade do Sporting, dos seus adeptos e da forma como a generalidade olha para o clube, é diferente do "casulo" onde PMR "vivia" e várias das suas ultimas aparições parecem-me já em desespero.

Com toda a sinceridade, estou convencido que essa realidade vai bater de forma ainda mais dura a PMR, quando debater com BdC, conhecedor dos dossiers e para o bem e para o mal, convicto das suas posições e do trabalho que fez e quando gosta das câmaras de tv como gosta. É que PMR revela ignorância em matérias estruturantes e isso simplesmente não é aceitável num candidato à presidência.
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De De Franceschi a 03.02.2017 às 13:29

Queria apenas recordar que Godinho Lopes foi destituído numa assembleia geral pedida por um grupo de sócios, para que os sócios do Sporting votassem a proposta para a qual foi convocada, precisamente a destituição, ou não, do então presidente. Tal está previsto nos estatutos do clube e dado que todo o processo cumpriu com as regras previstas, não poderia nunca ser alvo de recusa por parte da presidência da Assembleia Geral, quem quer que fosse que ocupasse o lugar. Impedir a realização dessa assembleia geral seria ferir os princípios democráticos em se fundou o Sporting e diminuir o papel vital dos sócios na vida do clube.
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De jpinto a 03.02.2017 às 14:25

Nem chegou aí

GL na verdade demitu-se
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De Jorge Miguel a 03.02.2017 às 14:46

Acabou por nem chegar aí, mas foi a motivação da demissão de GL. Ele fez tudo para que essa AG não fosse realizada...
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De De Franceschi a 03.02.2017 às 14:59

Exactamente (erro meu no comentário acima). A Assembleia Geral não chegou a realizar-se porque Godinho Lopes percebeu que não tinha condições para lhe sobreviver, tal a contestação dos sócios perante o estado em que se encontrava o clube.
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De De Franceschi a 03.02.2017 às 15:05

Já agora, um estado só comparável ao vivido durante o caótico período final de Jorge Gonçalves. Este considerado um aventureiro populista; Godinho Lopes, dito um homem de bem, respeitado e bem instalado na sociedade portuguesa, quer social, quer profissionalmente. Resultado das direcções de um e outro? Exactamente o mesmo. O descalabro total e a quase falência do Sporting.
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De Naçao Valente a 03.02.2017 às 19:03

De Franceschi,
Sabe-se que o Presidente da Assembleia Geral fez campanha nos meios de comunicação contra Godinho Lopes. Basta rever as suas declarações. Nem sentido não contribuiu para resolver os problemas que existiam. Pode ou não concordar, mas ajudou a criar as condições para aquilo que se passou, a convocação da Assembleia Geral.
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De António Santos a 03.02.2017 às 13:56

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