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Octávio passageiro

Rui Gomes, em 24.07.17

 

Não era difícil prever que a relação entre Octávio Machado e Bruno de Carvalho chegasse ao fim com estrondo.

 

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Há mais ou menos dois anos, quando foi anunciada a contratação de Octávio Machado pelo Sporting, antecipei neste espaço que a relação entre o novo director-geral e Bruno de Carvalho tinha tudo para funcionar mais ou menos como os submarinos que, como todos sabemos, até podem flutuar, mas foram feitos para afundar.

 

De resto, considerando a rigidez, beligerância e inflexibilidade das personalidades em causa, era tão previsível a rotura que agora se confirma, como fatal o estrondo provocado pelo inevitável choque que se lhe seguiu. Expressões como "cobarde", "passarinho", "terceira escolha" ou "isto não é a Santa Casa" e "um especialista em áreas mentais que trate dele" são tão duras como pouco surpreendentes, considerando os protagonistas.

 

Quanto a consequências, também é possível antecipar algumas. Para Octávio Machado, que já tinha batido a porta do FC Porto com a mesma violência e que passou os últimos dois anos nas trincheiras de Alvalade a disparar sobre o Benfica, o tumultuoso processo de saída do Sporting significa muito provavelmente o fim do envolvimento directo no futebol português ao mais alto nível. Para Bruno de Carvalho, mais uma separação litigiosa pode encerrar pelo menos uma lição importante: é muito complicado apontar ao futuro apostando em soluções do passado.

 

Mais difíceis de prever são as consequências que tudo isto poderá ter no relacionamento entre o presidente leonino e Jorge Jesus, principal responsável pela chegada de Octávio a Alvalade. Talvez depois de ouvirmos o que o treinador terá a dizer sobre o assunto tudo fique mais claro.

 

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

_________________________________________________

 

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Entretanto, Octávio Machado, em declarações ao jornal O Jogo, deu o caso da guerra aberta entre ele e Bruno de Carvalho por encerrado:

 

«O Sporting e os sportinguistas não merecem que isto se estenda no tempo. Dado todo o respeito que tenho pela instituição e a sua massa associativa e adepta, é 'finito'.

 

Nada disto deveria ter acontecido. O Sporting precisa de estabilidade, mas lamento profundamente. Não podia permitir as ofensas que me foram feitas. Fico-me por aqui».

 

Ainda bem que o bom senso prevaleceu, tardio mas ainda assim bem vindo, e esperamos que isto seja mesmo o fim de um episódio indecoroso em que só o Sporting saiu a perder.

 

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publicado às 04:25

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1 comentário

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De Pastor a 24.07.2017 às 18:43

É tão triste não é?

Dois carroceiros destes a ver qual é o que desce mais baixo é um espectaculo triste de se ver.
Roça a hipocrisia este enterrar do machado de guerra visto que foi ele que o desenterrou mas ao menos está calado.
Também posso ser só eu que na minha falta de fé nestes personagens não consiga dar-lhes crédito e acreditar no que dizem. Não sei. Não me interessa.
Esperemos que o outro siga o exemplo.

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