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Onde há vontade, há um meio

Rui Gomes, em 20.03.15

 

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O impacte da frase em inglês é superior "Where there is a will, there is a way", mas creio que a tradução passa a ideia de forma clara. Este post surgiu-me pela troca de opiniões entre os nossos leitores HY OCR no post que informa do agendamento do TAS para ouvir o caso da Doyen Sports contra o Sporting.

 

Na liga inglesa - English Premier Leagure (EPL) - é expressamente proibido os direitos económicos do jogador serem propriedade de terceiras partes, que não os clubes. A Doyen Sports, que pertence ao Doyen Group, sediado em Londres, tem vindo a elaborar a "fórmula" para entrar na liga mais rica do Mundo, e muito embora ainda seja um trabalho em progresso - com forte oposição por parte da EPL - comunica o modelo que poderá eventualmente surgir em Portugal, após a proibição dos fundos de investimento, pela FIFA, for implementada em Abril.

 

Em termos breves e muito simples, a Doyen acredita que poderá operar em associação com os clubes sem infringir as regras da EPL, investindo sem ser proprietária dos passes do jogadores, assumindo-se apenas e tão só como um credor. A empresa dá crédito ao clube para que este possa adquirir um qualquer jogador do seu interesse, com a exigência de que o crédito seja liquidado na totalidade no período máximo de três anos. O clube pode optar por ficar com o jogador por um período mais longo e, nesse caso, apenas paga à Doyen a totalidade do crédito, ou, então, pode transferir o jogador, pagar à Doyen a totalidade do crédito mais uma percentagem da mais-valia.

 

Isto foi o que encontrei casualmente em um dossier, de forma muito abreviada e que não explica tudo. Surgiu-me que dentro deste modelo, o clube poderia ficar com o jogador além dos três anos - três anos e meio, por exemplo - e depois transferi-lo sem ter de dar uma percentagem da mais-valia à Doyen. Creio, portanto, que deverá existir uma qualquer cláusula não explanada, assim como também não é claro se o pagamento de juros é aplicável nestes casos em que o clube não transfere o jogador durante o período pré-estipulado. De qualquer modo - e já referi isto em conversa com amigos - a ideia é de conceder um crédito ao clube sem ser proprietário de qualquer percentagem dos direitos económicos do jogador, mas apenas e tão só com direito a uma percentagem do eventual lucro. Creio que é precisamente isto que a FIFA devia impor e não banir totalmente os fundos.

 

Não deixa de ser curioso, que mesmo na EPL, " a liga mais rica do Mundo", há receptividade a este modelo de investimento por parte dos clubes de menor dimensão. A realidade é que não obstante as receitas superiores que esta Liga proporciona, continua a existir um enorme abismo entre os clubes que "têm" e os que não "têm".

 

Veremos o que acontecerá no futuro em Portugal, com a certeza, porém, que algo surgirá.

 

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publicado às 03:35


2 comentários

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De HY a 20.03.2015 às 14:50

Acho que o que mais se aproxima em português é "querer é poder".

De resto , sempre foi assim, uma vez proibida uma conduta, os interessados procurarão outras formas de defenderem os seus interesses, mas já não poderão fazer certas coisas. Ter um crédito sobre o clube não é a mesma coisa que ser proprietário dos direitos sobre um certo jogador.mesmo que haja uma cláusula sobre uma participação na mais valia (e a sua validade ainda terá provavelmente que obedecer a certos requisitos de modo a não ser considerado um negócio simulado...). Se se detectar posteriormente falhas no sistema, este será corrigido com nova legislação... É o corrente em tantos sectores da actividade económica. Mas não me parece que a proibição da propriedade sobre os passes dos jogadores possa ser posta em causa à luz do direito da UE.

Aos especialistas de se pronunciarem.
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De Rui Gomes a 20.03.2015 às 15:16

Para ser sincero, nunca compreendi a "cruzada " levada a cabo por Bruno de Carvalho em relação aos Fundos, ou melhor, talvez compreenda, mas não os reais fins da mesma.

O Sporting excedeu-se como bem sabemos no que a Fundos diz respeito, isso é indiscutível. Mas ninguém obrigou o Clube a seguir esse curso, assim como também ninguém obriga agora. Por conseguinte, se a gestão actual impõe a não utilização de Fundos, tudo bem, aceita-se e segue-se outro rumo. Porquê exigência da sua proibição ?... É para nivelar os rivais ? E é por esse meio - reduzindo o poder de compra deles - que pretendemos competir ?

Reitero que o caminho que a FIFA devia ter seguido era o de implementar regulamentos muito mais rigorosos a proibir que os Fundos tivessem percentagens dos passes e a exigir maior transparência.

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