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Naçao Valente, em 30.05.17

 

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Na sua coluna semanal, Bilhar Grande, no Record, Alberto do Rosário, comentador de tendência leonina, escreve sobre o sonho concretizado de Bruno de Carvalho, de ser presidente do Sporting. Depois de descrever as razões do seu fracasso, do ponto de vista desportivo, conclui que chegou a hora de obrigar o presidente a pensar. Ora o pensamento estruturado é uma característica do ser humano, desenvolvido ao longo de milénios, e que levou Descartes a concluir que se o homem pensa é porque existe.


O pensamento sendo também um acto colectivo é sobretudo um acto individual. Assim sendo, que me perdoe Alberto do Rosário, ninguém pode ser obrigado a pensar se não o quiser ou não o souber fazer  Com efeito, Bruno de Carvalho, por palavras e actos praticados, parece não querer, ou não saber pensar. As suas acções são muitas vezes repentinas, sem ponderação, e sem medir consequências. Por ordem cronológica, recordo as acusações feitas à equipa de futebol, de forma recorrente, desde os três a zero de Guimarães aos três a um do Rio Ave. Recordo a acusação sem provas a presidentes seus antecessores. Recordo, mais recentemente, a decisão de fazer regressar jogadores emprestados ao Vitória de Setúbal, depois de um resultado desfavorável com este clube. Recordo, a cereja em cima do bolo, o seu último Facebook . Este tipo de exemplos podem ser multiplicados, se abrirmos o baú de declarações e medidas deprimentes, ao longo do seu mandato.


A forma de agir repentista e instintiva de Bruno de Carvalho, não o beneficia, e prejudica a instituição que dirige. Que vantagens tirou a colectividade desta forma de agir antes de pensar? Acrescenta Rosário que o presidente pode estar por um fio, e portanto ,antes que caia, tem que começar a pensar, nem que seja obrigado. Bem, das duas uma, ou é ser pensante e pensa, ou não é ser pensante e não pensa. Se pensasse já teria percebido, por exemplo, que não pode ser o novo Pinto da Costa do Sporting, como parecia ser o seu sonho e por três ordens de razões: primeiro porque a época gloriosa do Sporting é anterior à sua chegada; segundo porque ao contrário de Pinto da Costa ainda não ganhou nada, terceiro porque os sportinguistas não são dados a seguir caudilhos. E quem o diz não sou eu, mas um dos seus apoiantes indefectíveis, também com coluna no Record, que se chama Daniel de Oliveira.

 

Daniel-Oliveira.jpg

Na mesma linha de Alberto do Rosário, Daniel de Oliveira conclui que faz falta uma chuva de humildade em Alvalade onde não há presidentes ou treinadores insubstituíveis. Depois da saída de Vicente Moura parece que alguma coisa começa a tremer nos alicerces do brunismo. E se ainda há uma tentativa de ir tapando brechas, pedindo modéstia, reflexão e moderação, talvez mais cedo que tarde os sustentáculos da aventura brunista comecem a cair na realidade. Bruno de Carvalho teve quatro anos para aprender a pensar, mas talvez isso não seja a principal característica da sua natureza.

 

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publicado às 14:30

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3 comentários

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De José Martins a 30.05.2017 às 21:47

Soberba observação: "Bruno de Carvalho teve quatro anos para aprender a pensar, mas talvez isso não seja a principal característica da sua natureza". Diz muito !
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De PF a 31.05.2017 às 06:34

Diz muito também acerca da inteligência dos 90% de sportinguistas votantes que há poucos dias aclamavam o seu líder, também nestes, o bom senso e sabedoria não abunda, mas como Daniel de Oliveira é um democrata só tem de respeitar a opinião do povo, parece-me no entanto que também ele já vem tarde, se fosse rápido a pensar não necessitaria de quatro anos para concluir o que conluio. Aposto que a Daniel bastaria um titulo para dizer o contrário do que disse daí concluir que o pensamento molda-se ás situações independentemente de estarmos a falar de analfabetos ou de intelectuais porque quando toca ao futebol a irracionalidade é comum a todos.
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De Paulo Salcedas a 31.05.2017 às 11:13

enquanto houver sócios com direito a não sei quantos votos (muito mais do que um) como é que podem falar em 90% dos sócios?

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