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Quando tudo começa a tornar-se errado...

Drake Wilson, em 05.01.17

 

20164413_624wz.jpg

 

"Quem, tendo ao seu cuidado, à sua guarda, sob a responsabilidade da sua direcção ou educação, ou a trabalhar ao seu serviço, pessoa menor ou particularmente indefesa, em razão de idade, deficiência, doença ou gravidez, e lhe infligir maus tratos físicos ou psíquicos ou a tratar cruelmente, é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos..."

Artigo 152 do Código Penal Português

 

Poderia aproveitar este espaço, para aprofundar razões pelas quais a partida de ontem não nos correu do modo como todos gostaríamos. Temos o direito de fazer pelo uso da nossa voz, tanto pelo dever que nos assiste como pela obrigação de correspondermos à liberdade intelectual que detemos.

 

Mas o Futebol está a tornar-se um "lugar" cada pior. Dentro e fora das quatro linhas. Cada acção praticada por intervenientes afectos ao desporto, com a responsabilidade inerente da exposição mediática que lhes assiste, provoca em cada indivíduo uma reacção. Uma reacção que varia, de acordo com a capacidade cognitiva e intelectual de cada um. Quem assistiu à partida de ontem em Setúbal pela televisão, e aguardou até ao desfecho da transmissão para observar reacções dos intervenientes directos ao jogo, foi brindado não apenas pela ausência de declarações de responsáveis da nossa equipa, como pela imagem que a gravura acima colocada nos demonstra: um adulto, presume-se que figura paternal ou responsável da criança, que perante o choro de tristeza da mesma pelo resultado porventura injusto que assistiu ao seu Clube afecto, a brindou com uma agressão por demais visível.

 

Podemos virar costas ao que os nossos olhos observam. Mas virar a cara a tudo isto é ser conivente com o rumo que a sociedade civil, também por influência do desporto, está a tomar. Tem culpa o prevaricador, como porventura, todo o meio que o influencia. São problemas de sempre? Sim, sem dúvida. Que tendem a nunca mudar, principalmente quando são os meios de entretenimento a promover a violência.

 

Sejam Árbitros, Presidentes, Treinadores, ou simplesmente Pais. Porque quem sofre, no final, é sempre o adepto.

 

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publicado às 10:50

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48 comentários

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De João Carlos a 05.01.2017 às 11:04

Caro,

Também vi essas imagens e tenho-lhe a dizer uma coisa: Não temos nada a ver com isso! Esta sociedade de virgens ofendidas e de politicamente correcto está a atingir limites absurdos. Toda a geração de 70-80 foi criada com "amor duro" e estamos a tornar-nos nuns xoninhas!

Cumprimentos,
JC
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De Drake Wilson a 05.01.2017 às 11:07

"Não temos nada a ver com isso..."

João, presumo que não faz ideia do que acabou de afirmar. A sua expressão nada mais é do que o resultado concreto de como a sociedade se tornou: doente e passiva.
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De Nuno Coelho a 05.01.2017 às 11:12

Concordo com o João Carlos.

As imagens são chocantes, mas não estamos dentro do contexto. Eu próprio chorei demasiado pelas derrotas do Sporting, deixava de falar...vivia amuado. A dada altura ter levado umas chapadas não me matou...

Hoje em dia parece que as criança são de cristal. Um pai que leva o filho à bola....não me parece que queira assim tanto mal ao seu filho (pior é vesti lo de vermelho).

Se calhar se tivesse levado mais teria percebido que o futebol não é tudo na vida mais cedo...

Eu não atiro a primeira pedra claramente, mesmo não tendo gostado do que vi...
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De João Gonçalves a 05.01.2017 às 11:18

Pensou bem no que escreveu, Nuno Coelho?
Releia com calma e analise bem os seus conceitos.
Estamos no século XXI e o futebol não justifica tudo...


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De Nuno Coelho a 05.01.2017 às 11:22

É a minha opinião.

No século XXI que vivemos, as crianças são demasiado mimadas, mandam nos pais que fazem o possivel e impossivel para as agradar (nada a ver com o caso em questão).

Sou naturalmente contra a violencia condeno ações deste genero. So nao vou a correr chamar a policiar por ter visto um pai dar um estalo a um filho....

Hoje em dia estamos todos preocupados com a casa da vizinha e muitas vezes deixamos a nossa casa "por cuidar".

Só nao sou é fundamentalista...

Repito caso nao tenha percebido....condeno o que se passou.
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De Nuno Coelho a 05.01.2017 às 11:23

a minha frase "Se calhar se tivesse levado mais teria percebido que o futebol não é tudo na vida mais cedo..."

Estava a falar de mim....nao do pobre rapaz.
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De Robbie Fowler a 05.01.2017 às 11:23

Quando alguém considera que "pior é vesti-lo de vermelho", está tudo dito. Infelizmente até isso o BdC conseguiu incutir em muitos adeptos, o ridículo de considerar uma cor como inimiga.
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De HY a 05.01.2017 às 11:31

Não fui o autor da frase, mas a sério que acha
- que era para levar a sério?
- que acha que o BdC seria responsável por isso?
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De João Gonçalves a 05.01.2017 às 12:13

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De Drake Wilson a 05.01.2017 às 11:26

Se partirmos do princípio da questionabilidade do que poderá ser considerado "contexto"...

... o 11 de Setembro nunca esteve no "contexto" do território europeu.

Nuno, fiz questão de colocar o artigo previsto no Código Penal.
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De Nuno Coelho a 05.01.2017 às 11:29

Perguntei à criança se quer o pai na cadeia.

11 setembro para comprar com uma imagem que nem sabemos bem o motivo? A serio?

Vamos la falar de bola que disso que "sabemos"...
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De José Sousa a 05.01.2017 às 13:40

Caro Drake Wilson,

Sem comentários as imagens. O choro não é mais do que o tranbordar dum sentimento de alegria ou tristeza. Já vai o tempo em que se dizia "um homem não chora". O meu pai nunca me disse tal absurdo e essa frase nunca fez sentido para mim.
Fica na minha memória a primeira vez que levei a minha filha mais velha ao Estádio de Alvalade. Entrou e só de ver o estádio e o ambiente, e já com lágrimas nos olhos, virou-se para mim e para a minha mulher e perguntou: "Não faz mal chorar, pois não?".
Mas a vida, tal como o futebol não é sentimento!!?
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De JCN a 05.01.2017 às 11:09

Temos a ver com isto porque, excepto engano meu, isto é um crime público.
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De Drake Wilson a 05.01.2017 às 11:14

Sem dúvida JCN. O exercício do direito de queixa é uma condição essencial de procedibilidade para os crimes de natureza semipública e particular.
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De RDS a 05.01.2017 às 13:07

Sou da geração de 70 e nunca me bateram, foram duros, mas nunca usaram da violência física. Como eu, muitos dos que conheço. Essa afirmação de "Toda a geração de 70-80 foi criada com "amor duro", está muito longe da realidade da violência física.

Quanto à agressão do pai ao filho, ela existe e é clara, e punida por lei. Sendo que foi cometida em publico e está registada torna-se crime publico. É obrigação do Estado Português abrir processo a este pai.

As leis existem, e são para ser cumpridas.

Pode consultar aqui tudo o que é considerado agressão a uma criança: http://www.cnpcjr.pt/default.asp#2
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De João Carlos a 05.01.2017 às 13:27

Portanto como no seu mundo não existe, a sua realidade é a de toda a gente. Parece-me justo. E até mete um link e tudo, parece-me então que é verdade absoluta.

Adoro indignação de teclado! Viva a Internet!

Cumprimentos,
JC
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De RDS a 05.01.2017 às 17:49

Quem generalizou foi o caríssimo ao dizer que TODA a geração de 70-80 foi alvo de "amor duro". Não eu.
O meu mundo é o de todos, onde crianças são agredidas todos os dias e da forma mais desumana. Sei do que falo.
O link que lhe deixei, e você nem sequer abriu, é o da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens com quem colaboro todos os anos durante o mês de abril.
Eu não estou fechado num mundo pessoal, insiro-me num mundo global com o qual colaboro ativamente.

E agora, parafraseando-o: Viva a indignação de teclado (a sua)! Viva a internet! A minha indignação tem voz e ação no mundo real. O caríssimo pode dizer o mesmo? Envolve-se em causas sociais? Envolve-se na resolução de problemas sociais? Usa do seu tempo pessoal em prol do outro? Desconfio que não.

Tome cuidado quando julga os outros, pode dar-se mal e dizer assim umas barbaridades, à imagem do seu amado Ditador de Alvalade.
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De Mike Portugal a 05.01.2017 às 11:13

Não conheço a situação que está na imagem do post. Podem-me explicar, por favor?
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De Drake Wilson a 05.01.2017 às 11:17

Bom dia Mike.

A situação ocorreu após o final da partida de ontem, no momento em que a equipa de arbitragem se encontrava ainda no relvado, escoltada por elementos da PSP, aguardando que o corpo técnico do Sporting abandonasse o recinto.

As câmaras filmam as reacções dos adeptos, indiferentes à preferência clubística dos mesmos, quando esta imagem surge. A própria reacção dos comentadores da SporTv foi evidente.
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De Nuno Coelho a 05.01.2017 às 11:18

No final do jogo, numa imagem muito rápida foi possivel uma criança a chorar compulsivamente depois do golo do Vitoria e o "Pai" a dar lhe um estalo...
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De João Gonçalves a 05.01.2017 às 11:14

Também vi, em directo, e fiquei bastante incomodado.
Não sabemos as razões do acto mas não me parece que haja alguma justificável.
Também tenho um filho, com 15 anos, e nunca lhe bati. Nem sei se seria capaz de o fazer. Educar não é punir e felizmente, até hoje, o meu nunca fez nada que revelasse falta de princípios ou de educação.
É verdade que o futebol está a "bestificar" muita gente. Os responsáveis por isso são, maioritariamente e em última análise, os seus agentes com mais responsabilidades, ou seja, os seus dirigentes.

Obrigado por este artigo. A vida e o desporto não são apenas a bola que rola na relva, o golo marcado ou falhado ou o penalti que é bem ou mal assinalado...

Cumprimentos.
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De Anónimo a 05.01.2017 às 11:24

Vi e achei chocante. Mas não sabemos sequer se a criança chorava pelo jogo ou porque o pai se recusara a "comprar-lhe um gelado"... por isso não podemos lançar o opróbrio sobre o futebol, a sociedade, etc. a partir destas imagens.

O recurso ao direito penal nesta matéria é algo de particularmente sensível. Já me aconteceu perder as estribeiras e levantar a mão sobre alguns dos meus filhos. Acho bem? Não, não acho. Deveria ser condenado a pena de prisão de 1 a não sei quantos anos? Que bom seria para os meus filhos, ficar sem pai, sem o salário do pai...

Além disso, neste caso, parece-me pura e simplesmente impraticável. Apresentar denúncia contra incertos por um bofetada (foi o que me pareceu)...? Enfim...nem sequer creio qua a jurisprudência portuguesa considerasse esta mãozada "maus tratos físicos" para efeitos do artigo em questão. Sinceramente.
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De HY a 05.01.2017 às 11:33

O comentário era meu. Infelizmente, a função guardar dados não parece funcionar...
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De Rui Gomes a 05.01.2017 às 11:37

HY,

Não sei se funciona porque nunca a uso, mas com um pseudónimo tão "extenso" como o seu, é dispensável:)
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De HY a 05.01.2017 às 11:49

Rui, o problema é que de cada vez há que preencher as casas com o pseudónimo e o mail e tendo a esquecer-me... :-)

Vou experimentar ó com o pseudónimo, longo como é, de facto...:-))
mas aceitará sem mail?
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De Rui Gomes a 05.01.2017 às 18:49

O email não é uma exigência absoluta, apenas o nome/pseudónimo.
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De RDS a 05.01.2017 às 13:01

Caro anónimo
"Enfim...nem sequer creio qua a jurisprudência portuguesa considerasse esta mãozada "maus tratos físicos" para efeitos do artigo em questão" . Posso-lhe garantir que considera esta ação como maus tratos físicos.

Deixo aqui o link da Comissão Nacional de Promoção e Proteção de Crianças e Jovens: http://www.cnpcjr.pt/default.asp

Consultem-no, estão lá todos os direitos das crianças e deveres de adultos para com elas.
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De HY a 05.01.2017 às 14:18

Estão lá todos os direitos, mas eu referi a jurisprudência, não os textos legais. Veja o texto abaixo do De Plínio. Mantenho a dúvida. O que não significa concordar com a atitude.
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De RDS a 05.01.2017 às 17:56

O problema aqui é mesmo a proporcionalidade do castigo vs a ação.

"2 – que o castigo seja criterioso e portanto proporcional, no sentido de que ele deve ser o mais leve possível e não no de que ele possa (que não pode) assumir um peso equiparado ao da falta cometida pelo educando, quando esta foi grave ou muito grave "
Algo que se debate muito nas CPCJs é exatamente a proporcionalidade dos castigos físicos e verbais em relação às ações que os promovem, esse é um dos pontos mais difíceis de avaliar.
Neste caso, não me parece proporcional dar uma estalada a uma criança porque ela está triste e a chorar por ver uma equipa que gosta perder um jogo. Aliás, na minha opinião é completamente desajustado e nada educacional. O que aprendeu aquela criança? "Se choras levas!"?
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De Anónimo a 05.01.2017 às 20:04

Estou totalmente de acordo consigo na inutilidade e prejudicialidade da bofetada. Sobre o resto nada sabemos, sobretudo, não sabemos porque chorava a criança, para concluir que foi por desgosto pela equipa perder. E o que eu referi foi as minhas dúvidas que a jurisprudência considerasse mesmo ser este um caso de maus tratos...
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De Schmeichel a 05.01.2017 às 11:25

O que concluo desta foto é que o controlo do poder da arbitragem consegue fazer uma criança chorar.... e fazer mais de metade do resto do pais celebrar!! Que siga o circo, que o meu povo gosta....
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De Drake Wilson a 05.01.2017 às 11:30

Com ironia Schmeichel, vou pegar numa frase sua utilizada num comentário não muito distante.

"o Futebol é para homens, não para meninos"...
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De Schmeichel a 05.01.2017 às 11:47

Exactamente.... e já se sabe que os Homens de apito gostam de comer e beber bem....
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De Manuel Pedro Pinto Teixeira a 05.01.2017 às 12:01

Esquecendo a questão do poder paternal.. falando só de futebol, o penalti é bem marcado, assinalado. há falta do Douglas...

Na véspera em Moreira Cónegos foi muito pior, ainda na 1ª parte, com 0-0 no marcador ficaram 2 penaltis por marcar a favor do FCP, mas aí vocês gostaram, vocês calaram.. e até aplaudiram. Tal como gostaram de ganhar ao FCP em Alvalade com 2 golos ilegais . Pois!!

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De mike1906 a 05.01.2017 às 11:29

Tambem vi a imagem em directo e, apesar de desconhecer o contexto, como pai que sou, fez-me alguma confusão, afinal de contas o que se vê é uma criança a chorar e não me parece que uma estalada na cara naquelas circunstâncias seja benefico parao que quer que seja.
Enfim, foi uma noite chocante a varios niveis, este foi mais um...
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De RedRui a 05.01.2017 às 12:35

Desconheço os motivos da bofetada, e esses motivos podem fazer toda a diferença.
Eu não concordo que se deva educar na base da tareia, mas aceito que umas palmadas dadas em certas ocasiões têm um efeito mais benéfico que um sermão.
Eu tenho 2 filhas, e no crescimento delas houve várias ocasiões em levaram uns açoites (sempre no rabo, nunca lhes bati na cara), e apesar de ainda serem bastante novas, há muito tempo que deixei de precisar de usar este tipo de "abre-olhos".
Em oposição, vejo algumas vezes crianças, algumas daquelas que são tratadas por você pelos pais, a terem comportamentos ou faltas de educação em público que incomodam todos os que estão á sua volta, com os pais a assistir sem terem qualquer autoridade sobre elas.
Por isso deixemo-nos de falsos moralismos, desde que não haja maus tratos, cada um deve educar os seus filhos da maneira que acha mais adequada, usando ou não as palmadas.
Todos erramos num ponto ou noutro enquanto pais, e não, a culpa não é dos árbitros.
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De peyroteo a 05.01.2017 às 12:56

Incomoda qualquer um mas não sabemos o contexto. Pareceu-me ser algo como "acorda para a vida. É só futebol" mas há outras maneiras de o transmitir. Daí a crime público, considero excessivo...
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De Carlos N.T. a 05.01.2017 às 12:58

Sem dúvida foi muito feio e provávelmente esse pai hoje estara arrependido!!!
Talvez essa crianca nunca mais queira ir à bola com o seu pai .... Aí, o miudo dará uma licao ao pai. E sem querer !!!.. É a vida

Mas é bom nao esquecer que quem está no comando deve dar sempre o exemplo, mesmo na horas mais dificeis ,complicadas e conturbadas.

""""Podemos virar costas ao que os nossos olhos observam. Mas virar a cara a tudo isto é ser conivente com o rumo que a sociedade civil, também por influência do desporto, está a tomar. Tem culpa o prevaricador, como porventura, todo o meio que o influencia. São problemas de sempre? Sim, sem dúvida. Que tendem a nunca mudar, principalmente quando são os meios de entretenimento a promover a violência""""
Se formos capazes de entender isto e por em prática ..... seremos todos mais felizes!

P.S. Saber educar é necessário, para que nao hajam os tais miudos violentos, mal educados ou mimados.
Saber educar, nao é violencia. É arte !!!...
Saber educar, também nao é tirar as criancas aos pais, por dá aquela palha!!

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De Plinio a 05.01.2017 às 13:41

"1 . Para a caracterização do crime de maus tratos, previsto no artigo 152.º, n.º1 do Código Penal, importa a aferir a gravidade da conduta traduzida por crueldade, insensibilidade ou até vingança.
2 . A reiteração é, na maior parte das vezes, elemento integrante destes requisitos mas, excepcionalmente, o crime pode verificar-se sem ela.
3 . Castigos moderados aplicados a menor por quem de direito, com fim exclusivamente educacional e adequados à situação, não são ilícitos.
4 . Devendo, no entanto, ter-se consciência de que estamos numa relação extremamente vulnerável e perigosa quanto a abusos." (cfr. acórdão do STJ de 05 de Abril de 2006 disponível em www.dgsi.pt)
ou ainda:

"Largamente dominante é hoje a doutrina em considerar que a justificação da conduta (que exclui a ilicitude) ocorre só dentro de três condições:
1 – que o agente actue com finalidade educativa, e não para dar vazão à sua irritação, para descarregar a tensão nervosa, ou ainda menos pelo prazer de infligir sofrimento, ou para lograr aquilo que apeteceria chamar um efeito de “prevenção, geral ou especial, de intimidação”;
2 – que o castigo seja criterioso e portanto proporcional, no sentido de que ele deve ser o mais leve possível e não no de que ele possa (que não pode) assumir um peso equiparado ao da falta cometida pelo educando, quando esta foi grave ou muito grave
3 – e que ele seja sempre e em todos os casos moderado, nunca atingindo o limite de uma qualquer ofensa qualificada ou de todo o modo atentatória da dignidade do menor, ensinamento este assumido pelo Acórdão da Relação do Porto, de 7 de Novembro de 2007, acessível in www.dgsi.pt.. (cfr. acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 19 de Junho de 2013 in www.dgsi.pt).
Em conclusão, sem saber o circunstancialismo concreto da situação acho prematuro saber se há crime ou não. Mas de facto a estalada está lá!
Cumprimentos leoninos

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