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Relatório & Contas, 1º Trimestre

Rui Gomes, em 02.12.16

 

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“…a tendência da natureza em utilizar a evolução criativa para formar

um «todo», que é maior do que a soma de todas as partes”.

 

Jan Christiaan Smuts, em "Holism and Evolution"

 

 

O Sporting enviou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) o Relatório e Contas relativo ao primeiro trimestre da época 2016/17. Conforme refere o documento, a SAD anuncia resultados positivos de 62,932 Milhões de Euros, “o melhor resultado de sempre desde que foi constituída a sociedade anónima desportiva”. Uma notícia cuja continência será do agrado de todos, sendo que conforme temos conhecimento, o Sporting procura recuperar de todo um percurso financeiramente sinuoso, onde o passado é por diversas vezes apontado como responsável.

 

Do passado, devemos sempre retirar as ilações. Foram muitos anos a investir a fundo perdido, sendo que a maior causa de défice reside efectivamente no mau planeamento estratégico do Clube, sem razoabilidade ou retorno de todos os seus recursos utilizados. Formador por natureza, por diversas vezes o Leão se esqueceu de si próprio, comprando jogadores em ansiedade, fundamentando o nosso fechar de olhos na necessidade imediata de ganhar. A verdade é que pouco ganhámos, e quase nada rentabilizámos. Tal como na vida, tudo tem um preço, mas também tudo tem um custo.

 

Como se obtiveram €62,932 Milhões positivos?

 

A base deste resultado positivo está totalmente ligada ao desempenho da equipa de futebol na época 2015/16. Sim, o Sporting ficou em 2º lugar no campeonato, não vencendo qualquer competição digna de registo, porém quatro cenários se materializaram:

 

- Os adeptos “investiram” mais 20% no Clube neste trimestre (quase €350 mil por mês), do que no período homólogo.

 

- As denominadas receitas clássicas (Direitos TV, Bilheteira, Patrocínios, etc.) renderam ao Clube cerca de €5.562 Milhões/mês, mais €1.300 Milhões/mês do que em 2015.

 

- A entrada directa para a Champions League, juntando a performance na competição até ao momento, já atribuíram ao Sporting €14.646 Milhões, versus os €3.000 Milhões do Play-Off do ano transacto, mais os €3.427 Milhões da participação UEFA.

 

- A valorização do plantel, face às exibições de alguns atletas tanto no campeonato como no Europeu, permitiram um encaixe de transações de jogadores na ordem dos €56.353 Milhões (após respectivas deduções com imparidades no plantel e custos).

 

Ou seja, enumerando os valores globalmente mais importantes neste R&C apresentado:

 

Receitas Clássicas – €16.686 Milhões (mais €4.034 Milhões que 2015).

Performance UEFA – €14.646 Milhões (mais €8.219 Milhões).

Cedências Jogadores e Outros – €901 Milhares (mais €514 Milhares)

Vendas de Atletas – €56.353 Milhões (mais €55.881 Milhões).

 

Assim, observamos que na globalidade, a SAD do Sporting obteve um total de proveitos acima dos €88 Milhões. Se a este valor retirarmos o total dos Custos Operacionais do período em análise, alcançamos então os tais €62.932 Milhões. Bom? Na realidade, seria óptimo! Se assim fosse.

 

€62.932 Milhões… de certeza?

 

Estes documentos vulgarmente conhecidos por Relatório & Contas devem ser lidos e analisados sempre como um todo. Se estes tiverem 100 páginas, quem tiver acesso e interesse à análise, deverá proceder a uma observação minuciosa das 100 páginas. Porque se assim não for, as informações tornam-se vagas e induzem em lapso. Como? Existem valores de duas vias cuja disposição no documento não é linear. Assim, é fácil cair no erro de não consideramos custos de investimentos (a designação dada à compra de atletas) como encargos do Clube. De tal modo, que os €62.932 Milhões não contemplam sequer as custas de aquisição de Bas Dost ou Castaignos – entram no Relatório como Activo de Investimento e não como Custo Operacional. Por outro lado, os €62,932 Milhões são um valor formal, pois grande parte desse dinheiro assenta numa previsão de entrada a médio prazo, não estando no seu todo sequer, à disposição do Clube. Na realidade, o saldo bancário real do Clube pouco mais permite pagar do que os encargos anuais com os Órgãos Sociais – quase €400 Mil. Existe depois um valor à ordem, caucionado, orientado para todos aqueles encargos mensais correntes, nomeadamente vencimentos dos atletas e outros encargos fixos correntes.

 

Não pretendo deste modo colocar em causa a seriedade do R&C apresentado – são dados contabilisticos que servem para análise e observação alheia aos mais impressionáveis, esta é a verdade. Porque de outro modo a sua publicação nunca seria tornada pública. Por outro lado, são claramente notórios os interesses da comunicação social portuguesa não especializada em matérias financeiras, afim de "agradar" ou manipular os seus interesses, com claros objectivos comerciais. Já chega de brincar com os adeptos do Sporting.

 

Quanto custa sustentar a SAD do Sporting?

 

Aconselho agora o leitor a prestar a devida atenção. No anterior exercício, os Custos Operacionais do trimestre cifravam-se nos €18.749 Milhões, indicando-nos que o Sporting tinha em encargos mensais fixos quase €6,3 Milhões. Hoje, a SAD precisa de €8.2 Milhões/mês para se sustentar, dos quais €5 Milhões são destinados a cobrir vencimentos de atletas e técnicos, remanescendo €3,2 Milhões em Custos diversos, alguns mesmo de difícil compreensão. Analisando a dinâmica de Custos ao pormenor, hoje o Sporting tem menos despesas externas (ex: scouting), mas mais encargos internos (vencimentos dos Órgãos Sociais, cedências de atletas). Com cerca de €24.530 Milhões em Custos Operacionais/Trimestre actuais, a minha previsão aponta para que no próximo Exercício Anual, a mesma parcela atinja valores record na ordem dos €73.590 Milhões. Dos cerca de €55 Milhões da época 2015/16, a SAD aumentará os seus custos em quase €19 Milhões anuais. O que significa isto?

 

Significa brincar com o fogo, na minha opinião. Ou então, significa que os adeptos bem podem estar preparados para o próximo passo desta Direcção, que será vender uma participação de larga escala a alguma entidade que surja. Porquê? Porque sem negócios semelhantes aos efectuados neste Verão (João Mário/Slimani), o Sporting não consegue gerar verbas para se auto-sustentar. E isto não é apenas um problema do Sporting, mas de toda a planície desportiva portuguesa.

 

Sem contarmos com as receitas de vendas de atletas, os Proveitos Operacionais da SAD foram de €32.233 Milhões. Se a este valor, retirarmos os €14.646 Milhões da receita UEFA, verificamos que muito dificilmente o Sporting conseguirá um Break-even entre custos e receitas clássicas. Se contarmos com as receitas provenientes da participação na Champions, o Resultado Operacional da SAD foi de apenas €7 Milhões. Ou seja, por muito interessante que seja o aumento de €4 Milhões em Proveitos Operacionais clássicos (sem Champions), ou os €12.017 de aumento em Proveitos Operacionais Globais (com Champions), não se prevê a estabilidade desses valores ano após ano – não podemos aumentar a lotação do Estádio, e mesmo aumentar o custo de Bilheteira poderia provocar um afastamento dos adeptos. O facto de não sermos cabeça-de-série na Champions também não nos favorece – Real Madrid e Borussia Dortmund no mesmo grupo foi muito azar, reduziu-nos drasticamente a possibilidade de angariar mais dinheiro em vitórias ou passagem à fase seguinte.

 

Não obstante de em tempos se ter afirmado que "o Sporting não precisa de vender", como terei referido igualmente no passado, o Sporting terá SEMPRE de vender, ou pelo menos garantir que verbas na ordem dos 40/50 Milhões/Ano entrem nos cofres anualmente, sob formato de receita extraordinária. Agora questiono eu: sem Gelson, Adrien e William, quem vale esse valor no restante plantel? Existe alguma contratação nos últimos 3 anos que valha sequer no mercado, um valor aproximado? Por outro lado, urge inverter esta tendência gastadora do Sporting, porque como percebemos, é bem possível que não se realizem transferências milionárias todos os trimestres, tal como ocorreu na anterior janela de Verão.

 

No Verão e no Natal, os subsídios aumentam o nosso poder de compra. Virtualmente.

 

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publicado às 11:03

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124 comentários

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De Amaf a 01.12.2016 às 23:00

Caros, Drake e restantes leitores do Camarote,

Começo por confessar que ainda não tive oportunidade de ler totalmente as cerca de 100 paginas, do relatório, mas lendo este post e alguns dos comentários seguintes, julgo estar em condições de tecer alguns comentários.

1º - Se, como escrevi na altura, relativamente ao ultimo relatório anual, o prejuízo não era preocupante, atendendo que continha o reflexo, provavelmente final do caso Doyen, e simultaneamente reflectia também o falhanço de um dos objectivos mais importantes da época passada, também em relação a este relatório, trimestral, não posso embandeirar em arco, pois reflecte, alem da entrada na CL o resultado "extra" das vendas de 2 dos melhores jogadores e consequentemente um enfraquecimento do plantel.

2º - Uma das principais criticas que faço à Administração actual, é precisamente, colocar a fasquia do sucesso financeiro, na mesma latitude do sucesso desportivo, ou seja dependente da bola que entra ou no arbitro que erra. Exactamente. da mesma forma que fizeram os antecessores e o que fazem os clubes rivais.

3º - Nesta óptica, não podia concordar, mas compreendo, o elevado investimento, feito a nível salarial do plantel, na época passada, e que continuará nas próximas épocas.

4º - Por outro lado, quando se analisa esta questão do risco, deve existir uma base de comparação, seja pelos exercícios anteriores, seja pela média do sector, seja pela analise da concorrência directa e neste aspecto, tirando os dois primeiros anos da gestão actual, estamos com um risco incomparavelmente menor, seja na comparação com gestões anteriores, seja com as gestões do Benfica e Porto.

5º - Na situação actual, se retirarmos da equação, os rendimentos relativos às rubricas que dependem e muito do sucesso desportivo, LC e Vendas, a evolução das contas do Sporting, tende a demonstrar a necessidade de apresentar cerca de 40M por ano nestas rubricas, o Benfica necessita do dobro e no Porto, a fasquia já anda nos 100M anuais. A mudança de paradigma tão apregoada, por todos os clubes, mas apenas colocada em pratica no 2 primeiros anos de BdC e pelo Vitoria de Guimarães. É possível que existam, mais alguns pequenos clubes que ajustam os seus orçamentos à realidade mas de certeza que não serão muitos.

6º - A necessidade de se submeter a este risco justifica-se? Bem, se queremos competir pelos títulos, necessariamente que a fasquia do risco terá de ser mais elevado, caso contrario, arriscamos a ter neste momento um onze base constituído pelos seguintes jogadores: Gulherme Oliveira na baliza, defesas Esgaio, Tobias, Paulo Oliveira e Jefferson, meio campo com Matheus, Palhinha, Geraldes, Gelson e uma frente avançada composta por Podence e Mane. No banco teríamos nomes como Iuri, Betinho, Wallison, Fokobo.
Acham mesmo que podíamos lutar pelo titulo?
Acham que Patricio, Adrien, William, Coates, Bas Dost, Bryan, e mesmo os dispensáveis, por enquanto, Markovic, Campbell, Elias, ainda estariam no Sporting, com os salários adequados à realidade do pais e do Sporting em particular.

7º - Apesar dos salários no Sporting se aproximarem dos números praticados nos rivais e o risco ser incomparavelmente menor, deve-se a dois factores, que espero se mantenham nos próximos anos. - As amortizações do Investimento no plantel (aquisições de jogadores) no Sporting o valor anda em cerca de 15M, pode aumentar mais um pouco, mas não vai ultrapassar os 20M, nos rivais esta rubrica já anda nos 40M com tendência para se aproximar dos 50M. - Os gastos financeiros (juros) no Sporting temos valores bem inferiores a 10M e nos rivais os valores gastos andam bem acima dos 20M.

8º - Esta analise intercalar, aparentemente, porque não vi em pormenor, nada trás de novo, e a minha previsão é que no final do ano, sejam apresentadas contas com resultado positivo superior a 40M, bem abaixo dos 62M mas mesmo assim, record de resultados nas SADs portuguesas. Para verem a dimensão do resultado, o record actual anda em cerca de 28M apresentado pelo Porto à mais de 10 anos.

9º - Será que o risco compensa? Uma coisa eu tenho a certeza, as SADs, não deveriam ter como objectivo principal a distribuição de dividendos e quando assim é ...
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De Drake Wilson a 01.12.2016 às 23:25

Boa noite Amaf, obrigado pela sua participação.

Acerca do seu ponto 8, queria perguntar-lhe como chegou ao valor de €40 Milhões?
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De Amaf a 01.12.2016 às 23:56

Drake, é uma previsão minha, feita de uma forma simplista, sem qualquer cuidado para a fundamentar. Mas de uma forma muito rápida explico o raciocínio que fiz, e creio que no final, ou seja em Junho, provavelmente não andará muito longo da realidade. Isto se, no mercado de Janeiro, não aparecerem factos, que neste momento não são expectáveis, como por exemplo uma revolução total no plantel, em termos de aquisições e saídas.
Vejamos o raciocínio que fiz, volto a dizer, de uma forma muito rápida, sem grande preocupação com contas:
Se expurgar o efeito Doyen às contas do ano passado, falamos num deficit nas contas de cerca 15M.
Este ano, mesmo prevendo que os gastos vão aumentar, também os proveitos estão aumentar, mas na pior das hipóteses, que os gastos aumentam muito mais, sinceramente não acredito que o aumento seja superior à receita já realizada com a entrada na LC. Ou seja teríamos um resultado idêntico ao ano anterior, - 15M, ainda sem o efeito das vendas, ora se as mais valias com as vendas foram 56, deduzindo os 15, ficamos no resultado que falei dos mais de 40M positivos.

Repare a margem que estou a dar para o aumento dos gastos, inclui o aumento de todos os proveitos "clássicos" mais a receita da LC.
No fundo está em linha, com o que o Drake explana no post, se o gastos aumentam 19M em relação ao ano anterior, acabam por estar cobertos, pelo aumento da receita "clássica" e pelo aumento da receita da LP. Nesta condições, ficaríamos com o deficit do ano anterior - 15M para cobrir, bem, temos as mais valias dos atletas, e ficamos com o resultado nos 40M.

Desculpe não ter de momento oportunidade de fundamentar melhor esta previsão, feita apenas com a minha percepção.
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De Amaf a 02.12.2016 às 00:05

Drake, só mais um pormenor, este deficit estrutural que já vem do ano passado de - 15M, e que mantenho na previsão deste ano, conjuntamente com as receitas provenientes do sucesso desportivo, mais de 15M, leva-nos para os valores do risco que menciono no ponto 5, Ou seja a necessidade de realizar anualmente receitas suplementares aproximadas dos 40M em LC e venda atletas. Valor considerável, mas como disse no ponto 5 longe dos rivais.
E como disse no ponto 7, se em termos de gastos salariais e gerais nos aproximamos dos rivais, a nossa dependência destes gastos suplementares é menor, porque temos valores bem menores de amortizações e Financeiros.
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De Pedro Pinto Teixeira a 02.12.2016 às 12:03

Todo este raciocínio simplista optimista cai pela base quando sabem (ou esquecem) que dos tais 59 Milhões das vendas do Slimani, JM e Naldo 30 + 20% são para entregar aos Bancos 30 Junho 2017.

Assim que, é só fazer as contas. Deixem-se de sonhar alto, de quimeras. Ou de assobiar para o lado!!

E volto aqui a insistir para não confundirem Relatórios de Engenharia Financeira, Contabilidade Criativa e Economia virtual... com a realidade do dia a dia, em que a gaveta (Tesouraria) está vazia.
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De Amaf a 02.12.2016 às 12:17

Até podiam ser para entregar aos pássaros ou distribuir pelos accionistas, o que é que isso tem a ver com os resultados de exploração?

Apenas existe probabilidade de encher a gaveta da tesouraria, se existirem resultados de exploração positivos, se os resultados forem constantemente negativos a gaveta de certeza absoluta que nunca enche.

Com os resultados positivos apresentados neste relatório, foi dado um pequeno passo rumo ao objectivo de começar a encher a gaveta.


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De Pedro Pinto Teixeira a 02.12.2016 às 14:24

Sim, em vez dos 63 Milhões até podiam dizer que foram 100, ou 200 Milhões. Que não deixam de ser apenas nºs, valores, cifras digitalizados num Relatório Virtual de Engenharia Financeira.

Façam lá agora, ao mesmo tempo um Relatório Real. Assim tipo:

Vendi 60, tenho a dar 30 aos Bancos logo sobram 30 para mim. Como já gastei 28 em compras sobram 2.

Estas as verdadeiras contas de mercearia.. assim tipo Deve e haver. Agora fazer R&C Financeiros muito bem esgalhados, moldados, manipulados com Contabilidade Criativa... ISSO de nada serviu à Grécia, Portugal, Islândia.. BPP, BCP, BPN, BES, CGD... On Going, Obriverca, Promovalor, PoliBuild, Prelumiar, Electro Prof.. aposto que todas elas faziam R&C bem estruturados !!

A NOS por ex., fes um acordo com o SCP.. de 546 Milhões. Mas na tal Engenharia Financeira falaram logo em 515 Milhões. Mentira.

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De Amaf a 02.12.2016 às 14:59

Não existes mesmo!

Julgas que estás falar das tuas contas mensais? Até mesmo a padaria do teu bairro tem de apresentar contas bem mais elaboradas.

Estas a falar de sociedades cotadas em bolsa, que se regem por normas contabilísticas.

A prestação de contas em regime de caixa, apenas é obrigatório, para pequenas associações.
Achas mesmo que uma SAD "dá" dinheiro aos bancos?
Na tua lógica, falta acrescentar, entre outras coisas, o valor que os bancos "deram" e o valor que os factorings também deram, e no final o resultado acaba por ser maior que 2. Isto não é só dar, também implica receber.
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De Pedro Pinto Teixeira a 02.12.2016 às 16:22

Finalmente vejo que conseguiste atingir, alcançar, compreender onde quero chegar.

Uma coisa é fazer, apresentar um Relatório & Contas Financeiro bem esgalhado, moldado.. com muita engenharia, criatividade, ginástica. Outra coisa é dizer a verdade dos factos.

Factos:

Vendi uma vitela por 75.
A parte, a fatia que me coube foram 58.
Desses 58 tenho que entregar até 30 de Junho 2017 30 + 20% aos Bancos.
Logo sobram 30.
Já gastei 28 em compras
Já tive que pagar despesas, ordenados, custos...
Logo já estou outra vez com Saldo Negativo, coma Gaveta vazia...
E por ISSO tive que antecipar dinheiro da NOS, da PPTV... e até lançar a rede
a ver se aparece um Novo Investidor.

Sim, estas são as verdadeiras contas. As contas do dia a dia...

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De julius coelho a 02.12.2016 às 10:57

Caro Drake li com atenção a sua ideia apresentada e é de louvar todo o seu trabalho em apresentá-lo com toda esta qualidade.

Mas...o que fica para a maioría dos adeptos é uma ideia de um maior equilibrio financeiro em comaparação com o passado , as derrapegens nas despesas no futebol quando se trata de clubes da dimensão do Sporting nao são novidade , o futebol nunca será uma ciencia exacta e muitas vezes o que parece certo , um bom investimento sai depois tudo furado esbarrando por exemplo numa lesão grave de um jogador comprado a peso do ouro.

Os adeptos pressionam resultados desportivos e de momento que nao se leiam as notícias de que á ordenados em atraso ou que nao pagam os premios á meses tudo seguirá numa normalidade.

Eu em particular nao tenho tanta preocupação nos lucros financeiros que o clube pode obter , porque nao vejo o Sporting como uma Empresa que obrigatoriamente tenha que apresentar resultados claramente positivos , o Sporting é um clube desportivo em que o seu objectivo principal é desportivo , apresentar vitórias e títulos mesmo que o resultado financeiro nao seja famoso mas que se mantenha controlável.
Para se aspirar á liderança do desporto nacional as engenharias financeiras terão maior risco sem duvida , outro patamar mais elevado de despesas em que obriga á venda numa rotatividade de atletas fora de série e ainda bem que existem compradores.
Está a chegar o início do contrato com as televisões com valores que certamente darão maior confiança numa sustentabilidade entre as receitas e as despesas efectivas.

Para já nao me parece grave , pelo contrário á uma ideia de esperança de um futuro proximo melhor. É a ideia do momento...
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De Drake Wilson a 02.12.2016 às 14:53

Boa tarde Julius, é com muito gosto que o revejo por aqui.

Este Relatório & Contas revela-nos um valor elevado, propagado pela Comunicação Social como o maior de sempre.

E de facto é, no que concerne a uma observação muito generalizada e pouco rigorosa. Os negócios de Slimani e João Mário permitiram o Sporting respirar de alívio mais uma vez, levando o povo a fechar os olhos para despesas superiores ao período de Godinho Lopes – podemos mesmo observar um galope de €40 Milhões em dois anos.

Bem, na realidade isto não nos diz que o Sporting vai acabar. Mas diz-nos que afinal de contas, fazendo fé nas contratações, nas despesas e nos resultados desportivos até hoje obtidos, que muito se fala, muito se gasta, mas no final continua-se a não ganhar nada.

Ganham-se as vitórias morais, porque a maior parte dos adeptos ainda vão olhando para as contas com indiferença...
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De Pedro Miguel a 02.12.2016 às 11:35

Olá Drake.

Excelente o post. Repito o que já disse noutras ocasiões, são estes textos que me "obrigam" a visitar o CL regularmente.

Em relação ao teor do mesmo, existem alguns pontos que me suscitam dúvidas e, caso algum colaborador queira/saiba responder...

1º Os resultados são, realmente, animadores para o SCP, mas segundo li há uns tempos (ou ouvi num programa de TV, não sei precisar), falava-se que o SCP tinha "transferido" parte do passivo para o clube, de modo a permitir que a SAD tivesse resultados mais animadores e, ao mesmo tempo, cumprisse o fair-play financeiro. Alguém pode esclarecer?

2º Na sequência do primeiro ponto, e pegando em algo que também já foi levantado neste thread, é ou não verdade que o SCP não apresentou a sua consolidação de contas? É que, mesmo presumindo que também aí poderia haver alguma "engenharia financeira", seria sempre um melhor indicador do estado global das contas do grupo SCP.

3º Mais do que discutir se os contratos de TV são melhores no clube X ou Y, parece-me que o facto de o SCP sentir necessidade de antecipar as receitas referentes aos mesmos, denotam falta de liquidez, o que deverá ser preocupante. Na gíria popular, parece-me que a direcção está a empurrar com a barriga as dívidas.

4º É indesmentível que o sucesso das sociedades desportivas, aos olhos dos ADEPTOS, estão umbilicalmente ligadas aos resultados (principalmente desportivos). Na minha opinião, o SCP estava a percorrer um caminho "doloroso" de contenção que, num médio prazo, poderia fazer do clube o mais poderosos dos 3 grandes portugueses, uma vez que deixaria de estar refém das dívidas.

No entanto, talvez pressionado pelas eleições, a direcção resolver inverter este rumo, e fazer uma espécie de "all-in" o ano passado, com a aposta em ser campeão nacional, o que não conseguiu, ficando com o ónus das inversões feitas nesse sentido. A situação amenizou-se um pouco com as vendas de verão, mas os ónus financeiros ficaram.

Isso é comportável? Por quanto tempo?

5º Através de um misto de realidade e misticismo, assistimos ao longo dos últimos anos à dogmatização de que o JJ potenciava jogadores, e que por isso o seu próprio vencimento "pagava-se a si próprio". Ora, se escalpelizarmos em primeiro lugar, e guiando-nos pela tabela dos treinadores mais bem pagos da Europa, concluimos que o treinador do SCP recebe um valor idêntico ao treinador do Chelsea.

É verdade que, se considerarmos que as equipas do JJ praticam (quase) sempre um futebol apelativo, e que valoriza os jogadores, temos que analisar também o reverso da medalha. Considerando que o treinador valorizou, de facto, o JM e o SLi, que foram vendidos por valores altíssimos, mas e o que custou ao clube com transferências frustradas? Quanto é que custou ao SCP as compras/empréstimos de jogadores que aportaram ZERO??? E qual o impacto nas contas dessas contratações falhadas?

Enfim, algumas questões, umas mais retóricas do que outras, mas que me pareceram pertinentes.

Uma vez mais, parabéns pelo excelente texto.
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De Amaf a 02.12.2016 às 12:43

Boa tarde Pedro Miguel,
Reconhecendo as minhas limitação de conhecimento efectivo de alguns dos assunto, posso no entanto responder a algumas das questões que levanta.

1 - Financeiramente são animadores, desportivamente na minha opinião não pois representam um enfraquecimento do plantel, como é óbvio, seria óptimo apresentar resultados positivos sem recorrer à venda de importantes activos desportivos. No plano de reestruturação, foi efectuada a fusão da SAD com diversas empresas do grupo, alem de que houve passivo, que foi incorporado nos capitais, directamente por aumento do Capital Social ou pela emissão das celebres Vmocs. Com isso foram dados os passos importantes para ultrapassar a questão do fair-play, nada teve a ver com transferência de passivo para o clube.

2 - O perímetro de consolidação de contas da SAD não inclui o clube, o perímetro do clube é que inclui a SAD. Julgo que os prazos de apresentação de contas do clube são diferentes dos prazos aplicáveis às SADs.

3 - Falta de liquidez é comum em todos os clubes e em muitas empresas, antecipar receitas é um mal necessário, e não significa mais do que a confirmação da necessidade das SADs terem parceiros a quem recorrer para solver compromissos. Se emitisse por exemplo obrigações, era exactamente a mesma questão, necessidade de financiamento, para suportar os compromissos exigidos por um passivo tão elevado.

4 - O problema é exactamente esse, a vertigem do sucesso desportivo obriga a correr riscos, no caso do Sporting como identifiquei mais acima, são ainda bem menores do que nos rivais, mas o risco está a aumentar.

5 - Este ponto será sempre uma opinião pessoal de cada um. Para mim, JJ melhor significativamente o rendimento de alguns atletas, alem disso, possivelmente o futebol apelativo pode ser uma das causas da melhoria dos rendimentos de outras rubricas.
Nenhuma direcção do mundo acerta em todas as aquisições, no entanto as contas finais fazem-se no fim da relação laboral, ainda é cedo para fazer essas contas, por exemplo, o Naldo, ou Sarr e alguns outros, quando saíram acabaram por gerar mais valias.
Em todo o modo, o risco das aquisições está diluídos por muitas, basta que uma dê certo que provavelmente, recupera-se o investimento total.
Repara as duas aquisições mais caras feitas por esta direcção (Bas Dost e Ruiz) juntas representam um valor inferior à aquisição de Jimenez no Benfica, e no mesmo ano o Benfica ainda adquiriu Rafa e Pizzi.
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De Pedro Miguel a 02.12.2016 às 14:28

AMAF,

Desde já agradeço o seu comentário às minhas "questões".

1 e 2 - Considero que a sua resposta responde à quase totalidade dos 2 pontos. Pelo que destaco apenas a preocupação que, penso eu, os sportinguistas também devem ter em relação ao prazo das VMOCs e o que acontecerá caso não sejam pagas.

Como já aqui disseram noutras ocasiões, não é nenhum drama, em condições normais, as sociedades anónimas de clubes terem proprietários "externos" mas, no caso dos bancos, sendo que a sua missão social é o lucro, pode ser preocupante para os adeptos.

3 - Compreendo e concordo com o que escreve. Eu também acho que todos os clubes têm dificuldades de tesouraria. O que aqui me parece perigoso é antecipar receitas para cobrir essas dificuldades.

E excluo desta lógicas as operações financeiras, que se afiguram mais normais e com prazos estipulados. A antecipação das receitas televisivas é retirar, de um exercício futuro, uma receita que já não poderá ser substituída.

5 - Este é o ponto mais subjectivo de todos, porque depende também da opinião pessoal da valia de cada jogador.

No entanto, penso que todos estaremos de acordo que, tanto o Slimani como o JM já tinham feito uma época muito boa com Marco Silva. E considerando que Portugal foi campeão europeu, quanto é que o JM realmente foi valorizado com Jesus?

Independentemente desta análise, penso que os encargos MENSAIS assumidos pelo SCP são incomportáveis a médio/longo prazo.

De um ano para o outro, o SCP mais que duplicou os seus encargos mensais fixos com a SAD do Futebol. Fez investimentos impressionantes nas modalidades amadoras, que presumo tenham muito pouco retorno.

E, tudo isto, sem sequer ter um patrocinador na equipa de futebol, e considerando que, a situação financeira há apenas 2/3 anos, era de caos absoluto.

Acresce ainda que estão a construir um pavilhão...

Em resumo, a discrepância dos RC apresentados nos últimos 2 trimestres parecem denotar que a situação financeira do SCP é irregular.

Talvez se tenha uma percepção mais realista com o RC anual de 2016, que permitirá aferir metade da época passada e outra metade da presente temporada.
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De Amaf a 02.12.2016 às 16:20

Caro Pedro Miguel,

Efectivamente o compromisso das Vmocs, é preocupante, embora, caso o plano de reestruturação seja integralmente cumprido, a situação pode ser calmamente ultrapassada. O próximo passo da reestruturação implica o aumento do Capital Social em mais 18M, através da entrada de um novo investidor. Em 2026, no vencimento das Vmocs, existe opção de compra obrigatória de 44M e o restante valor pode ser disperso pelos bancos e outros investidores. Nesta situação o Sporting clube fica com 51% do Capital e para os 44M existe a obrigação actual de cativar algumas receitas, como já foi muito discutido nos últimos tempos.

Na minha opinião, o factoring acaba por ser idêntico ao credito bancário, o financiador fica mais confortável se tiver a certeza que vai receber, espero é que isso tenha reflexo na remuneração do financiamento. Foram receitas televisivas, mas podia ser por exemplo o recebimento de clientes, acabava por ser a mesma coisa. Um passivo tão grande, concerteza com compromissos a vencerem-se regularmente, tem de existir fontes de credito e actualmente o credito bancário é mais difícil de aceder.

O crescimento dos encargos, está a fazer com que o Sporting entre no trilho dos rivais e caso não se mude de paradigma, necessite de receitas suplementares, nem sempre atingíveis entre 30 a 40M anualmente. Este ano, o valor já foi conseguido, mas ninguém garante que no futuro exista entrada garantida na LC e clubes interessados em comprar activos desportivos. Este tema está por mim comentado nos pontos 5 e 7 do meu primeiro comentário.

Tudo isto, é claro, num cenário de continuidade, não considerando factos imprevistos que possam influenciar negativamente os rendimentos operacionais, e sem considerar habilidosos ou habilidades que possam condicionar as perspectivas de evolução.

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De Pedro Miguel a 02.12.2016 às 19:00

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De Drake Wilson a 02.12.2016 às 15:19

Boa tarde Pedro Miguel, obrigado pela participação e pelas questões que coloca.

#1/2/3 - O Fair-Play financeiro definido pela FIFA, trata-se de um plano elaborado por um grupo de trabalho composto por economistas, cujas directrizes são em todo semelhantes às aplicadas na gestão de qualquer empresa de média/grande dimensão. Ou seja, é definido um balanço em que não se pode ultrapassar X de despesas perante Y de facturação, de modo a não tornar a taxa de esforço impossível de dominar.

Nos primeiros 2 anos, foi notório o esforço do Sporting em melhorar o campo dos Custos, e de seguida melhorou-se o campo da Dívida – "escondendo" a dívida através da sua conversão a Capital Próprio, pelas VMOC. Só um Banco ou um Investidor privado poderiam fazer isso, e neste caso foram as 2 instituições bancárias que conhecemos.

Já no que respeita a custos, o Sporting ultrapassou neste trimestre o período de Godinho Lopes. Ou seja, o Sporting nunca teve custos tão altos de manutenção. A situação não é boa, mas fruto da venda de activos (Sli e João Mário), conseguiu-se configurar um cenário positivo. Hipoteticamente positivo.

Leia-se que o Sporting não tem liquidez. O Sporting tem neste momento a sobrevivência assegurada por empréstimos, através da antecipação de receitas. Um vence em 2017 (€46.832 Milhões) e outro vence em 2018 (€73.844). São €120.000 a vencer em 2 anos. Ninguém falou/fala nestes valores...

#4/5 - A sensação de "grandeza" que grandes nomes de atletas que compõem o plantel nos dá, leva-nos a acreditar que existe solvência no Sporting. Para mim, foi tudo feito ao contrário. Por exemplo, se Bruno de Carvalho perder as eleições, qualquer presidente nos próximos 10 anos nada vai poder fazer pelo Sporting do que a herança que este presidente deixou – está a resgatar as receitas futuras e aplicá-las no imediato, para ver se ganha alguma coisa.

O problema de Bruno de Carvalho, ou desta Direcção no conjunto, é que para além de não estar a ganhar títulos (em Futebol, onde a maior parte do dinheiro está a ser gasto), está a usar verbas futuras, e pior, não conseguiu em 3 anos de gastos e contratações, obter um jogador/activo cujo valor de negociação seja superior aos activos provenientes da formação. No fundo, é a formação do Sporting (João Mário, Adrien, William, Gelson) que podem salvar o Sporting. O negócio Slimani, pago em 3 anos, pouco contribui...

Na minha opinião, o Sporting não tem projecto algum para o futuro. O Sporting está a lutar apenas pelo/contra o presente.
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De Drake Wilson a 02.12.2016 às 15:36

Peço desculpa pelo meu equívoco Pedro. Os valores a vencer até 2018 são de €92.257 Milhões, e não de €120 Milhões como referi. Um lapso que lamento.

Desses €120 Milhões, €28.419 vencem apenas em 2022, ficando deste modo a informação correcta:

– Junho de 2017: €46.832 Milhões (Descoberto+Factoring)
– Maio de 2018: €30 Milhões (Obrigacionista)
– Junho de 2018: €15.425 Milhões (Factoring)
– Junho de 2022: €28.419 Milhões (Empréstimo)
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De Amaf a 02.12.2016 às 21:19

Drake, a situação que descreve, acaba por ser normal numa sociedade que tenha um enorme passivo.
É óbvio que há empréstimos, factorings que se vão vencer e outras operações terão de ser efectuados de forma a cumprir com esses compromissos. Isto não é de agora, é pratica usual, seja no Sporting seja nos outros grandes clubes, seja na maior parte das empresas com passivo elevado.

A grande questão e que urge erradicar é que para fazer face a esses compromissos não se pode ou melhor não se deve, aumentar o valor das operações de financiamentos.

A pratica tem sido, vence um EObrig. de 30M em 2018, faz-se um novo de 40M, de forma a incluir os juros. Isto é que tem de acabar.

Ninguem conseguiria em meia dúzia de anos eliminar um passivo de quase 400M, alguma coisa está a ser feita é por isso que está em curso um plano de reestruturação.

Concorde-se ou não, a meio do percurso, BdC inverteu a estratégia, no inicio do mandato, teve uma enorme preocupação em conter e reduzir todos os gastos, nos últimos tempos e à semelhança dos rivais, aposta imenso no sucesso desportivo, à semelhança da concorrência directa, provocando com isso, um visível desequilibro orçamental. O futebol português vive muito acima das suas possibilidades e da realidade do pais, financiados por bancos e fundos durante muito tempo, com o fecho da torneira, estão agora dependentes do sucesso na LC e das mais valias extraídas sobretudos das academias.


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De Leão Zargo a 02.12.2016 às 15:54

Estimado Drake Wilson,

muito obrigado pela excelente sistematização deste exercício trimestral. Alerta para o carácter conjuntural destes números e para a dificuldade de futuras vendas se aproximarem dos valores de João Mário e Slimani. Muito bem.

Na verdade, este exercício trimestral surge após um exercício anual em que o Sporting teve mais de 30 milhões de euros de resultados negativos. Sabe-se que o passivo agrava-se porque as despesas fixas crescem constantemente.

Tem razão, Drake Wilson, não há razão para grandes festas!

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De Drake Wilson a 02.12.2016 às 16:32

Boa tarde, estimado Leão Zargo.

Lamentam-se estes números, de certo modo descuidados e pouco razoáveis.
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De João Gonçalves a 02.12.2016 às 16:29

Drake Wilson,
Sou quase um zero à esquerda nestas questões. Li o seu texto e entendi praticamente tudo o que escreveu. No entanto li hoje um outro texto, escrito por um Benfiquista num blogue afecto ao Benfica, o NGB, e fiquei sem saber o que pensar.
O texto é do "Benfica Eagle" e é sobre o R&C do Sporting.
Não sei se leu ou se tem interesse em ler. Se o ler, gostava de ter a sua opinião sobre o mesmo. Como lhe disse sou leigo embora curioso sobre estes assuntos, mas não costumo acreditar em tudo o que leio porque acho que estes textos sofrem sempre dum mal chamado clubite e cada um pinta-o como mais lhe agrada. Se não me levar a mal deixo aqui o link do artigo. Se o Camarote Leonino achar que aqui não é lugar para este artigo, estão completamente à vontade para editar este meu post.

http://geracaobenfica.blogspot.com/2016/12/sporting-passivo-recorde-custos.html

Cumprimentos.
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De Drake Wilson a 02.12.2016 às 16:38

Boa tarde João, obrigado pelo alerta.

Não conhecia este site, mas irei dar uma vista de olhos aprofundada mais tarde. Pelo pouco que li, percebe-se que não é escrito por uma pessoa que domine a "vertente numérica"... mais a mais, faz de modo gratuito o cenário parecer dramático.

Por exemplo, esse "Benfica Eagle" faz o exercício básico de multiplicar por 4 todos os valores e assumir que serão estes apresentados no Relatório anual... simplesmente não é assim que as coisas funcionam.

Tentarei logo que possível dar o meu parecer.
Cumprimentos.
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De João Gonçalves a 02.12.2016 às 16:58

Obrigado pela resposta.
O que me chamou mais a atenção foi a parte em que diz que o passivo total do Sporting (SAD+Clube) já é superior a 500 Milhões de euros.

Não duvido do que disse. A tendência para fazer o cenário parecer dramático se calhar até é natural num blogue afecto a um rival... Mas a seriedade devia imperar. Isto são assuntos demasiado sérios e se um clube não está bem financeiramente, os outros também não estarão assim tão melhor...

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De Sérgio Palhas a 02.12.2016 às 18:46

JG metendo-me na vossa conversa outra dos "factos" vendidos pelo Benfica Eagle que não corresponde à verdade é considerar que na vendas do SCP o valor que o SCP não detinha dos passes (25% do JM que pertenciam à QFIL e 20% da mais valia a realizada com o SLimani, que foi limitada a 4M€ para o empresário do jogador) são valores relativos a comissões.

O outro ponto que BE fala das VMOCs é que para ele as VMOCs são passivo porque são empréstimos, o facto de as VMOCs serem convertidas em capital no seu vencimento é por ele ignorado, mas certamente que o Drake Wilson poderá explicar melhor estes temas.

SL,
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De jorgen80 a 02.12.2016 às 19:47

Este ainda não foi corrompido.
Bom post.

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