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... Esta, uma das afirmações de Abel Ferreira em entrevista à Rádio Renascença, esta quinta-feira, referindo que Bruno de Carvalho terá aprendido com os erros do passado em relação à sua decisão de não demitir Marco Silva.

 

«O que aconteceu comigo, a uma escala mais reduzida, foi o que ia acontecendo com o Marco Silva. O presidente aprendeu que o eu posso, eu mando e eu quero não funciona no futebol. (...) Fui uma escolha da Direcção anterior e disse tudo o que tinha a dizer na cara do presidente. Disse ao presidente, que gostava de ter sido demitido cara a cara, como deve ser demitido um treinador, quando não atinge os objectivos. Não foi o caso, porque superámos a classificação do ano anterior e metemos jogadores na equipa A a contribuir de forma directa. Foi uma honra e um prazer servir o Sporting durante quase dez anos.»

 

Não deixo de admitir que fui surpreendido por esta entrevista de Abel Ferreira, pelo timing e pelo conteúdo, muito embora essa do "eu quero, eu posso, eu mando", não seja novidade alguma. Ainda segundo Abel, questionou Bruno de Carvalho sobre as razões que motivavam o seu despedimento e não obteve resposta satisfatória.

 

Adenda: A Sporting SAD (não o presidente) emitiu um comunicado a relatar o que terá ocorrido pela saída de Abel Ferreira do Sporting. Circunstâncias várias que, a confirmarem-se, o antigo treinador não mencionou na entrevista que concedeu à Rádio Renascença. Não comentámos no post a essência das declarações de Abel - salvo a frase citada - e não comentamos agora as explicações apresentadas pela SAD. Na realidade é um não assunto e até é interessante verificar toda esta atenção por parte da SAD (presidente). Não deixo de acreditar, como tenho vindo a insistir desde o primeiro dia, ainda durante a campanha eleitoral, que Abel Ferreira era o notório 3.º elemento da equipa de Bruno de Carvalho, cujo nome, inexplicavelmente, nunca foi revelado.

 

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publicado às 03:38

Saída de Abel oficializada

Rui Gomes, em 11.07.14
 

 

Através de comunicado, a rescisão contratual de Abel Ferreira foi finalmente anunciada pela Sporting SAD, confirmando, ainda, que o comando técnico da equipa B foi entregue a Francisco Barão, que na época passada exerceu a função de adjunto.

 

Fica assim confirmado o que já era do conhecimento público, situação que não me merece mais apreciação neste momento, além do artigo publicado aqui no Camarote Leonino há dias, que, estranhamente - ou talvez não - mereceu muito pouco comentário por parte dos leitores.

 

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publicado às 19:16

Abel Ferreira e afins

Rui Gomes, em 09.07.14
 


Não tenho sentido grande motivação para abordar o caso de Abel Ferreira, talvez porque, pelas circunstâncias, teria de ser, e é, mais um escrito crítico da liderança do Sporting, nomeadamente da SAD, que, em termos práticos, significa o mesmo.

Recuando no tempo, aprovei a sua nomeação para integrar o Staff técnico da Academia Sporting. Parecia ser - será ainda ? - uma escolha ideal, tendo em conta a sua formação académica e desportiva e o seu currículo como futebolista, condições que ofereciam uma muito boa perspectiva para o seu sucesso a longo prazo. O mesmo não posso dizer da sua ascensão à equipa B, por entender que foi prematura, pela sua inexperiência como técnico. Naquela altura, a escolher entre os elementos da casa, teria optado por José Lima, pela sua vasta experiência e em escalões diversos, precisamente o que Abel Ferreira não tem. Por outro lado - para quem acompanha o Camarote Leonino há longo não será surpresa alguma - sempre insisti que Abel era o misterioso terceiro elemento da estrutura, anunciado mas não identificado durante a campanha eleitoral de Bruno de Carvalho. O facto do presidente eleito ter mais tarde optado por disfarçar a questão, apenas serviu, na minha óptica, para sublinhar a tese. Neste enquadramento, acredito que essa possível mas não comprovada ligação, tenha tido enorme influência na decisão então tomada.

Mesmo à distância, como mero adepto, sentiu-se durante a época finda que Abel Ferreira estava a sentir algumas dificuldades em lidar com alguns jovens da equipa B. Visto de fora para dentro, é praticamente impossível determinar a especificidade dessas dificuldades, mas creio que a sua existência, na generalidade, não era segredo algum. Em abono da verdade, e para ser justo para com Abel, a responsabilidade não pode ser e nunca é de um só homem, uma vez que trabalha com uma estrutura que, por natureza, tem a obrigação de apoiar o treinador e de assumir tanta ou mais responsabilidade de liderança sobre jovens talentos numa fase crucial da sua formação. Temos nesta importante função Virgílio Lopes, mandatado pelo Conselho Directivo para esse efeito, um homem que foi futebolista profissional e que esteve entretanto completamente afastado de futebol organizado durante cerca 23 anos. Se agora questionamos a competência de Abel Ferreira, não é menos justo questionar objectivamente a de Virgílio Lopes, neste exacto contexto.

Era a esperança de muitos sportinguistas que a SAD tomasse uma decisão sobre o treinador da equipa B, logo após o termo da campanha 2013/14. Tal não aconteceu e muitos de nós ficámos então convencidos que não iriam haver alterações. Surgiu, entretanto, muito recente até, a conhecida entrevista de Litos a dar conta do convite do Sporting para assumir a função, convite este que foi declinado pelo próprio, por "as condições não estarem reunidas" para esse fim, inclusive da ainda ocupação do cargo por Abel Ferreira.

A má condução deste processo, por parte da SAD, começou aqui e apenas degradou severamente ao permitir que Abel Ferreira se apresentasse ao trabalho e conduzisse o primeiro treino da pré-época, só para ser despedido no segundo. Para ser simpático, um comportamento muito reprovável dos responsáveis do Sporting e que um profissional com cerca de oito anos de casa não merecia, aliás,  que nenhum outro profissional merecia. 

Se estiver errado que me corrigem, mas não tenho conhecimento de qualquer comunicado oficial do Clube  neste sentido. Tudo o que sabe, tem sido divulgado pela comunicação social. Questionado recentemente sobre este caso, Bruno de Carvalho afirmou que daria uma explicação mais tarde.

Pelos vistos, será Francisco Barão a liderar a equipa B, pelo menos por agora. Não tenho opinião neste momento sobre esta circunstância, por sentir alguma dificuldade em distinguir o trabalho do treinador principal de o do seu adjunto.

Não pretendo abordar em detalhe, neste momento, o meu conceito sobre o que consta a equipa B e como deve ser operada, mas posso desde já garantir que não é o que se verificou na época passada. A criação desta equipa sempre foi considerada essencial para complementar a formação e servir como a última ponte de ligação à equipa principal. Não é - nunca foi - uma equipa de reservas, onde os jogadores que não conseguem ter tempo de jogo suficiente e satisfazer as exigências competitivas da equipa principal são transferidos para fazer rodagem e/ou cumprir contrato, em detrimento dos jovens que o Sporting pretende apurar para o nível superior. Salvo um ou outro talento considerado meritório, excepcional até, também não deverá ser utilizada, com regularidade, como um depósito para talentos estrangeiros à espera de uma determinação sobre as suas capacidades para integrar a equipa principal.

Uma palavra final sobre quem eu gostaria de ver a liderar a equipa B do Sporting. Conheço-o pessoalmente, embora nunca tenha abordado este tema em conversa e, para ser sincero, até desconheço a sua receptividade para o cargo. Paulo Torres, antigo atleta leonino, conhece muito bem a cultura do Clube e depois de uma carreira de muitos anos como futebolista, já treinou um bom número de equipas de escalões inferiores. Salvo erro, é o actual seleccionador da Guiné-Bissau e, em simultâneo, treinador do Sporting de Bissau. É conhecido pelo bom trabalho que tem levado a cabo com jovens, dado que as equipas por onde tem passado, por limitações financeiras, dependem quase exclusivamente na juventude para competir. É uma mera sugestão, como outras, mas que me agrada, por estar convencido que faria um bom trabalho.

 

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publicado às 00:20

Abel gosta muito de disparar...

Rui Gomes, em 14.04.14

 


Cada vez mais Abel Ferreira mostra a tendência de disparar em todas as direcções, especialmente com "tiros" que deviam ser dirigidos internamente. Ainda há poucos dias surgiu a falar de João Mário na conferência "Falar Futebol" que decorreu em Lisboa. Este domingo, depois do empate com o Farense, por 3-3, fez algo semelhante em relação a Rúben Semedo e Eric Dier: «Os primeiros dois golos que sofremos foram infantis. O segundo golo (n.d.r Semedo e Dier chocam na área e permitem o remate de Clemente) é fruto da falta de comunicação entre dois jogadores que jogam juntos. Temos de ser exigentes.» Claro, com o usual aproveitamento noticioso, as manchetes dizem "Abel Ferreira deixou críticas a Rúben Semedo e Eric Dier no final do jogo com o Farense".
 
Em Março, no final do encontro Sporting 1 Sp. Covilhã 0, o técnico da equipa B deixou mais "recados" públicos aos seus pupilos, com foco especial em Iuri Medeiros:
 
«A nossa equipa entra em todos os jogos com cinco objectivos: formar, promover estes jogadores para a equipa principal, dar competitividade a alguns jogadores da equipa A, ganhar, servir como tubo de ensaio. Gostei muito da atitude nos últimos 20 minutos, em que foi preciso sofrer. Mas, vou deixar um recado para dentro: têm de correr 11 e não 10 e nestes últimos minutos andaram 10 a correr para um (Iuri Medeiros). Isto é um tubo de ensaio e quem quiser chegar lá a cima tem de dar à perna, os que não quiserem vão embora deste Clube, porque queremos jogadores com mentalidade ganhadora, guerreiros do primeiro ao último minuto. Nem quero saber se tem muita ou pouca técnica, se é um prodígio, ou não, tem é de ter estes princípios de rigor e exigência. Quem não tiver não vai passr neste tubo de ensaio.»
 
Não se trata de debater os prós e contras desta ou quaisquer outras mensagens do género - o que ele considera recados - ou se estas têm ou não razão de ser. Nunca foi e nunca será produtivo qualquer treinador surgir publicamente a individualizar críticas e menos ainda não saber fazer a distinção entre o discurso público para o consumo dos adeptos e da comunicação social e aquele que deve ser transmitido directamente aos jogadores no foro interno. Neste último caso concreto, em relação a um jogador que regista participação em 37 jogos esta época - 31 como titular e 6 como suplente utilizado - com 8 golos marcados e com contrato com o Sporting até 2019.
 
Além de incompetência, mostra muita insegurança por parte do treinador da equipa B.
 

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publicado às 11:24

 

Abel Ferreira participou na conferência "Falar Futebol" que decorreu esta segunda-feira, em Lisboa, que contou com a presença de Paulo Bento, Luiz Felipe Scolari, Carlos Queiroz e Fernando Santos, entre outros. Um dos painéis da conferência foi precisamente o papel da formação na competitividade do futebol e, nesse sentido, além do treinador da equipa B leonina, também esteve presente Carlos Bruno, coordenador do Treino Físico da Academia do Sporting.
 
Antes de comentar a participação de Abel Ferreira neste evento, devo esclarecer aquilo que já tive ocasião de dizer em diversos escritos aqui no blogue, nomeadamente que concordei com a nomeação do antigo jogador para o quadro de treinadores da formação, mas que achei a sua promoção à equipa B prematura, muito pela sua experiência, limitada a treinar a equipa de juniores durante uma única época.
 
Disse Abel Ferreira: «O trabalho nas equipas secundárias vai muito além do que são os resultados. Fiquei muito impressionado com a definição estabelecida pelos responsáveis do clube. O clube tem de acreditar naquilo que faz. A maior motivação é saber que o treinador da equipa principal segue o nosso trabalho e nos apoia. Ver o Carlos Mané chegar à equipa principal é mais importante que ganhar jogos ou provas.»
 
Até aqui tudo bem, raciocínio elementar de como deve funcionar as equipas de formação, embora seja discutível a "definição estabelecida" a que ele refere, considerando os vários jogadores que vieram do exterior directamente para a equipa B e a constante rodagem de outros que não registam muito tempo de jogo na equipa principal ou são até já considerados excedentários à espera da saída no Verão.
 
Continuou Abel Ferreira: «Por vezes, a melhor opção para o clube não é a mais fácil para o jogador. O João Mário, por exemplo, já não tinha um desafio na equipa B, estava acomodado. Foi emprestado ao V. Setúbal onde está a ser um dos melhores da equipa, o que só prova que foi essa a melhor opção para a sua evolução individual e para o próprio clube.»

Admite-se que existam casos e circunstâncias que ditam que o melhor curso a seguir com qualquer jogador é mesmo o empréstimo para o exterior, especialmente quando esse empréstimo visa proporcionar a integração em uma equipa e em um campeonato significativamente competitivos, que, por natural consequência, contribuirão para o seu desenvolvimento. Esta alternativa, no entanto, apresenta-se, no que aparenta ser lógico e sensato, como uma excepção à regra, a partir do momento que a equipa B foi criada. Recorro a um exemplo que ainda não é verdadeiramente compreendido pelos adeptos: a cedência de Zezinho ao Veria FC da Grécia, uma equipa pouco competitiva - situa-se em 17.º e penúltimo lugar neste momento e está em grave risco de ser despromovida - em um campeonato de competitividade igualmente suspeita. Depois do que ele demonstrou na época passada a jogar pela equipa principal, não é injusto questionar as razões que levaram a não lhe conceder uma oportunidade esta época, especialmente considerando as necessidades do nosso meio campo.
 
Quanto a João Mário, o cenário é bem diferente e muito embora não pretenda duvidar da integridade de Abel Ferreira, é justo questionar se as aparentes dificuldades com este jogador se ficam a dever ao próprio ou à sua condução dele. Não se compreende como é que o jovem se sentia "acomodado" na equipa B quando tinha como objectivo principal chegar à primeira equipa onde, por mera coincidência, já se encontrava o seu irmão. Ainda de maior preponderância, é a ausência de um médio criativo no Sporting, precisamente a sua posição. Mesmo admitindo alguns aspectos do seu jogo mais "crus", era de esperar uma integração gradual. João Mário foi transferido para o V. Setúbal nos primeiros dias de Janeiro e estreou-se pela equipa sadina no dia 19 desse mesmo mês, contra o FC Porto. Até este ponto da época, a equipa B do Sporting já tinha realizado 22 jogos na II liga, enquanto que João Mário regista participação apenas em 13; 9 como titular e 4 como suplente utilizado, acumulando 868 minutos de jogo, equivalente a 9,6 jogos. Felizmente, foi parar às mãos de um treinador já muito experiente a lidar com jovens - José Couceiro - que, pela evidência à vista, tem sabido tirar o máximo de aproveitamento dele. Tanto é assim, que até já constam alguns rumores sobre o interesse de Paulo Bento, embora eu não acredite que João Mário venha a ser chamado.
 
Visto de fora para dentro, é missão difícil para qualquer adepto avaliar, em pormenor, o trabalho que tem sido levado a cabo esta época com a segunda equipa. Segundo algumas observações que nos têm chegado, raramente se verificou futebol ao nível esperado e desejado, assim como um bem definido planeamento, face a algumas das disposições já citadas acima. A ingrata realidade é que os reais resultados apenas se verificarão daqui a três ou quatro anos, pelo menos.
 
Afirmou Pedro Mil-Homens - antigo responsável pela Academia - que também participou na conferência: «Trata-se de um espaço (a Academia) cuja prioridade não será apenas ganhar jogos, mas ganhar jogadores para o futuro. O enquadramento competitivo disponibilizado pela II Liga é o ideal para as equipas B. Nas principais ligas europeias há um modelo de transição. O português é um deles que está a resultar. O mais importante é que os jovens gostem, depois gostem de aprender e depois ainda que consolidem processos de trabalho.»
 

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publicado às 03:55

O derby dos "remendos"

Rui Gomes, em 21.07.13

 

Como o resultado não agradou à comunicação social "encarnada", o jogo acabou por ser denominado o derby dos "remendos". Dá para imaginar a adjectivação, caso o resultado tivesse sido diferente. Para Roderick Miranda foi "um bom treino", e ainda bem para ele que assim tivesse sido pela arbitragem na primeira parte, caso contrário teria visto o balneário antes do intervalo.

 

No outro lado do "remendo": «Quem assistiu ao jogo ficou agradado com a exibição e estou orgulhoso pela forma como colectivamente encarámos o jogo, sem medo de errar. É bom que as pessoas percebam o contexto das equipas B, é preciso crescer, errar, sofrer.»

 

O leitor está errado... não é Bruno de Carvalho a falar mas sim Abel Ferreira, que dá boas indicações de já estar bem doutrinado no novo discurso caseiro. Alguém que alerte o treinador que as pessoas já tinham um conceito real da função da equipa B muito antes de ele lá chegar e esperamos que faça um melhor trabalho com esta do que fez com os juniores.

 

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publicado às 07:28

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