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Recuperar 7 pontos ou 10 ou 12 é possível? Tudo é possível enquanto matematicamente não se tornar impossível. O que não vale a pena é continuarmos a alimentar a ideia de uma disputa de campeonato a três, quando um deles provou que não tem, para já, condições para se opor com êxito aos rivais – e atirou até a toalha ao chão. Refiro-me, obviamente, ao Sporting e ao conformismo de Jorge Jesus, que ao salientar, no final do clássico, o recurso a meia-dúzia de jogadores da formação, logo acrescentou: “Claro que isso paga-se…”

 

O problema é que se paga duas vezes, por não se ter optado no início da época por essa estratégia – com os riscos inerentes – e se ter dispensado os jovens talentos para acolher reforços tão imprestáveis como Douglas ou Petrovic, André ou Castaignos, para não falar na estranha insistência num tal Bruno Paulista.

 

Seria natural, e bom para o Sporting, que Bruno de Carvalho aproveitasse o próximo mandato para assumir de vez a aposta na formação, ainda que para isso seja necessário colocar mais dois ou três anos de paciência em cima dos já perdidos. A obsessão por ser campeão, dê por onde der, é o caldo perfeito da desgraça eterna: pelo dinheiro que se esbanja e pelo título que nunca mais chega.

 

 

Artigo da autoria de Alexandre Pais

 

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publicado às 16:39

 

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E de degrau em degrau, o Sporting prossegue a sua descida aos infernos. A eliminação da Taça é apenas a sequência lógica da instabilidade permanente que Bruno de Carvalho acabou por transmitir à equipa. Depois de um período inicial em que reduziu o passivo, arrumou a casa e voltou a pôr Alvalade no mapa, a agressividade do presidente, sem pausas e investindo contra tudo e contra todos, contaminou a equipa e meteu os jogadores no olho do vulcão. E ao deixar os capitães de equipa prestar contas aos adeptos irados e sem mandato, destruiu a autoridade do treinador, expôs o plantel à turba e enfraqueceu de vez a sua coesão e o seu equilíbrio. A democracia popular também não funciona no futebol.

 

Estranhamente, no final da partida, em Chaves, Bruno de Carvalho substituiu o seu habitual rosto de falcão pronto a atacar por uma face triste de pomba perdida na tempestade. Afinal, não percebeu que os desafios se ganham dentro do campo e não fora, e que o futebol tem hoje mais de ciência do que de voluntarismo. E quando a sorte se vai e todos ficam contra todos, tudo passa a correr mal – a batalha perdeu-se.

 

 

                                                                                                    Alexandre Pais

 

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publicado às 07:18

"Perguntem ao Coroado"

Rui Gomes, em 10.01.17

 

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Sporting e FC Porto, cada vez mais afastados do líder Benfica – são já 8 e 6 pontos, respectivamente –, assestaram em definitivo as baterias nos erros de arbitragem, tão velhos quanto o próprio futebol. E é justo reconhecer-lhes o direito à revolta, pelo muito que têm sido prejudicados por árbitros canhestros, destacados para dirigir desafios para os quais não dispõem de capacidade técnica, autoridade ou sequer bom senso. Trata-se de uma situação que resulta de anos de escolha dos piores caminhos para a preparação e selecção dos juízes de campo, embora assistindo, por exemplo, a jogos da liga espanhola, se vejam arbitragens ainda piores do que aquelas que temos em Portugal.

 

O que não vemos é badernas no final das partidas, como sucede por cá. Nisso, a primeira responsabilidade cabe aos árbitros, como se viu no Bonfim, quando Rui Oliveira apontou para a marca de penálti: Jeferson protestou aos berros, encostando a cara e o peito ao árbitro, sem que visse o devido cartão vermelho. Foi, aliás, tão bem sucedido que Coates imitou a graça, ficando também impune.

 

E tudo isto acontece porque os jogadores sentem cobertura para o seu comportamento, como se confirmou a seguir, com o treinador e o presidente a ajudarem ao triste fim de festa. Houvesse coragem e vergonha em quem manda e nada disto se repetiria, por muita razão que assista ao Sporting.

 

Quanto aos dirigentes do apito, à nora no bananal, dou-lhes um conselho: se não sabem resolver o problema, perguntem ao Coroado.

 

 

Artigo publicado no jornal Record da autoria de ALEXANDRE PAIS.

 

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publicado às 03:44

"João Pereira e o seu outro eu"

Rui Gomes, em 24.11.16

 

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Um artigo da autoria de Alexandre Pais - ex-director do jornal Record, bem conhecido pela sua pena encarnada - da sua rubrica semanal Quinta do Careca, intitulado João Pereira e o seu outro eu, em que comenta o jogo com o Real Madrid e, em especial, o incidente que levou à expulsão do defesa do Sporting.

 

Alguns pontos interessantes e até certeiros no escrito, que começa deste modo:

 

«Tal como não se pode fugir ao destino, também da fama de ter maus fígados não nos livramos. Estou a pensar em João Pereira, esse desistente de carreira que o olho de falcão, perdão, o olho de lince de Jorge Jesus em hora feliz foi buscar à prateleira dos infernos».

 

Uma outra consideração sua, porventura displicente mas, ao mesmo tempo, intrigante:

 

«Numa das redes sociais, substitutas por excelência das antigas portas das retretes públicas, alguém mais perverso – e perversidade é o que por lá não falta – escreveu que João Pereira quer seguir a carreira de João Vieira Pinto. E que se este conseguiu, também ele quis iniciar a sua caminhada para futuro quadro da Federação».

 

Nunca me veio à ideia que João Pereira ambiciona uma posição na FPF depois de terminar a sua carreira de futebolista, mas, sendo verdade, será justo duvidar que tenha os "padrinhos" que João Vieira Pinto tem no seu bolso, não vá alguém pensar que o cargo que desempenha deve-se a mero mérito.

 

Uma outra consideração, agora como Gelson Martins como alvo, que no contexto deste jogo não é inteiramente injusta, embora se admita que Alexandre Pais não resistiu carregar o encarnado:

 

«Manda igualmente a verdade que se diga que Jesus não tem, ainda, uma equipa madura. Basta recordar dois lances de Gelson Martins, no princípio do segundo tempo. Num, ficou à solta pela direita, aproveitando a queda de Marcelo, e fez um centro rasteiro, à toa, para o meio dos defesas, o que deixou o treinador à beira da apoplexia. Minutos depois, isolado na grande área, centrou atrasado para “ninguém”, quando se impunha o remate cruzado. Adiou a sua afirmação, revelando que tem muito para aprender e crescer».

 

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publicado às 05:03

Moniz Pereira, o cultor da família

Rui Gomes, em 08.08.16

 

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Como já tive ocasião de escrever aqui, várias vezes, não sou fã de Alexandre Pais - antigo director do jornal Record - mas gostei deste seu artigo, com o título do post, em homenagem ao Professor Moniz Pereira:

 

«A tristeza pela morte de Mário Moniz Pereira atravessou a sociedade portuguesa e até aqueles que não eram admiradores do professor – que dizia o que pensava sem se preocupar em agradar – se juntaram aos coros de elogios pela obra que nos legou.

 

De modo geral, todos os canais cumpriram bem a tarefa de salientar o estatuto do desportista que desaparecia e a sua decisiva importância nas grandes proezas do nosso atletismo – de campeões europeus, mundiais e olímpicos, a recordes do Mundo e êxitos sem conta no corta-mato, tudo se conseguiu pela fé, competência e determinação de Moniz Pereira.

 

Mas quero salientar o programa que a RTP retransmitiu na noite de segunda-feira porque permitiu sublinhar também a estatura do homem que, através dos filhos e netos, permanece. É que Moniz Pereira tinha, além do desporto e da música, um terceiro e relevante culto: o da família – que chegava a juntar em “congressos” de mais de oito dezenas de pessoas. E de tudo tirava notas, arquivava registos, guardava memórias – e como era prodigiosa a sua!

 

Num período da existência humana em que se rasgam princípios e perdem valores, torna-se ainda maior a dimensão do vulto que partiu, deixando que sobre para nunca ser esquecido».

 

 

a) Imagem: última edição do jornal Sporting.

 

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publicado às 21:18

 

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Não sei bem o que é mais confrangedor: Alexandre Pais a desacreditar o Sporting - como ele tem feito sistematicamente nos seus escritos ao longo dos anos - e a permitir sob a sua supervisão que o emblema do Sporting fosse rasurado da touca do nadador Alexis Santos - bom «lampião» que é - ou, como é agora o caso, a escrever um artigo em que louva Bruno de Carvalho e, em simultâneo, ultraja com insulto a fracção do universo leonino que ele designa "a brigada do croquete". 

 

O entulho de Pais: "(...) E é também tempo para a brigada do croquete, que pretende honrar os pergaminhos do seu passado e continuar a enterrar o Sporting, ficar a brincar com os netinhos e deixar rolar a bola. Depois, se ainda tiverem voz, então falem."

 

Será tudo menos surpresa que há quem venha prontamente subscrever esta afronta do ex-editor do jornal Record, mas vindo de um devoto "lampião" - sócio do Belenenses - devia ser caso sério para reflexão e auto-estima.

 

Para ser sincero, nunca levei à letra as alegações do meu colega City Lion sobre o que ele considera ser a "lampionização" do Sporting, mas começo a pensar que esta tese não é sem fundamento. Em última análise, é prova concludente, caso houvesse algumas dúvidas, que este diário desportivo tornou-se em um emissário propagandista do Sporting de Bruno de Carvalho.

 

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publicado às 04:41

 

Alexandre Pais - Record - escreveu um artigo de opinião em que aborda a ida, ou não ida, dos restos mortais de Eusébio para o Panteão Nacional. Para o efeito deste escrito, essa discussão não interessa, salvo por dois parágrafos do texto que dão substância ao título do post: "A razão que a própria razão conhece":

 

 

«(...) Um critério futuro deverá considerar não só a dimensão da personalidade, e o que acrescentou a Portugal e à sua projecção no Mundo, mas em especial a sua resistência na memória colectiva. E se já poucos de nós, injustamente é certo, recordam a obra, por exemplo, de João de Deus, há a garantia plena de que, dentro de 50 ou 100 anos, Eusébio continuará uma lenda.

 

Isso acontecerá com as gerações vindouras da mesma forma que admiramos hoje carreiras como as dos "cinco violinos" e de Fernando Peyroteo, o goleador dos goleadores portugueses - que só a inexistência de televisão e de provas europeias, na época em que foram grandes, afastam de exaltação permanente.»

 

A razão que a própria razão conhece, embora queira crer que daqui a mais 50 ou 100 anos - continuando o Sporting a existir - os "cinco violinos" e Fernando Peyroteo continuarão na memória colectiva dos desportistas, em geral, e dos sportinguistas, em particular. A única pergunta que nunca terá resposta adequada é: o que seriam eles no futebol moderno, especialmente um goleador nato como foi Fernando Peyroteo ?

 

No contexto geral desta discussão, não tenho o mínimo de dúvida que quando terminar a sua carreira, Cristiano Ronaldo ficará na história como o melhor futebolista português de todos os tempos, Eusébio não obstante. Não é somente o mediatismo dos tempos de hoje - por determinante que seja - mas muito mais os seus feitos no relvado, que não deixarão margem para equívocos. Na segunda-feira vai abrir novo capítulo na sua história como o primeiro jogador luso - e formado no Sporting - a ser distinguido com duas Bolas de Ouro, disso também não tenho dúvidas, porque nem a FIFA terá a ousadia de manipular esta eleição.

 

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publicado às 19:26

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