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O absurdo extrai-se da relação do homem com o mundo. Não se encontra exclusivamente no plano das coisas nem está totalmente no lado humano. Destaca-se da relação do homem com o seu próximo, consigo mesmo e com a vida. O homem sente-se absurdo enquanto ser “lançado” no palco da existência. O absurdo é, por isso, um “divórcio”, um “exílio”, uma inadequação fundamental entre um actor (o homem) e o seu palco (o mundo).

 

Duvido muito que Bruno de Carvalho tenha a honestidade moral e intelectual de sentir-se absurdo, o que não impede, no entanto, que a sua postura e algumas das suas tomadas de decisão não o levem a ser assim categorizado.

 

Isto, especificamente a propósito de uma situação que nunca foi verdadeiramente esclarecida e compreendida e que agora volta à praça através de uma queixa apresentada pelo Leixões e Freamunde, contra o Sporting, pela alegada irregular utilização de Ryan Gauld e André Geraldes na Segunda Liga, e que levou o Conselho de Disciplina da FPF a instaurar um processo com aparente base na quebra de contrato unilateral com o Vitória de Setúbal, clube a que os jogadores estiveram emprestados até Janeiro.

 

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Na sequência desta notícia, surge outra, em que é reportado que o Sporting terá em sua posse um parecer da directora-executiva da Liga, subscrito em Janeiro por um consultor jurídico da mesma entidade, que diz que os jogadores André Geraldes e Ryan Gauld podiam jogar pelo Sporting e por mais nenhum clube no restante da temporada.

 

Não podemos de modo algum contrariar esta disposição, admitindo até que terá sido o único instrumento que permitiu a inscrição dos jogadores pelo Sporting, na inexistência de qualquer regulamento oficial nesse sentido. Sendo assim, é muito provável que o todo deste caso, por absurdo e desnecessário que seja, à raiz, não venha a precipitar mais danos.

 

Tudo isto provocado pelo oblíquo ego de Bruno de Carvalho, que mais uma vez raciocinou e agiu de modo a não ser possível identificar os benefícios para o Sporting. Depois ainda surgem adeptos indignados com as críticas ao presidente.

 

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publicado às 03:47

 

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José Couceiro, treinador do Vitória de Setúbal, voltou a ser instado a comentar as saídas precoces de Ryan Gauld e André Geraldes do Bonfim e a postura do Sporting neste episódio:

 

«Houve uma falta de bom senso do Sporting. Estava preparado para que não jogassem. Na manhã antes do jogo, no nosso treino, perguntei aos dois se alguém tinha falado com eles ou se se sentiam em condições para jogar. Eles sabiam que até tinha preparado dois 'onze' diferentes. Só depois é que tive conhecimento do telefonema que tinha sido feito para não jogarem. Porque não me ligaram a mim? Nestes casos entendo que as relações e o bom senso devem prevalecer. Até porque é uma estupidez existir uma regra na Liga e outra na Federação diferente. Os grandes prejudicados foram os jogadores.

 

O Vitória e o Sporting sempre se deram bem. Pena que alguns não conheçam a história e tenham atitudes que não deviam tomar. O presidente do Vitória actuou no seu sentimento de razão. Mas é um conflito que não faz sentido algum na minha opinião. E lamento que a questão se agudize sem conhecerem a história entre os clubes».

 

José Couceiro tem cem por cento razão. Tudo isto foi completamente desnecessário, os grandes prejudicados foram os jogadores e, por inerência, o Sporting. Claro, para Bruno de Carvalho, o responsável pela decisão unilateral neste caso, estimular o seu já enorme ego sobrepõe-se aos superiores interesses do Sporting.

 

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publicado às 04:00

Transparência é uma mera palavra

Rui Gomes, em 02.02.17

 

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Comecei por escrever um longo texto sobre a incapacidade de Bruno de Carvalho de falar a verdade, mas após reflexão acabei por determinar que seria meramente redundante, por ser uma realidade já bem conhecida de todos nós.

 

Depois de tanta "tinta" que correu sobre as saídas de Ryan Gauld e André Geraldes do Vitória de Setúbal, eis a explicação do homem que tomou unilateralmente a decisão, por mero capricho. Nada mais explica a ilógica e a insensatez do episódio. Bruno de Carvalho, mais uma vez, alimentou o seu ego, irreflectidamente:

 

«Contratualmente, o Sporting tinha a possibilidade de fazer regressar os atletas. Muita tinta correu não sei para quê... Voltaram, são jogadores do Sporting e vão jogar pelo Sporting. Tal como o Coates, as pessoas precipitaram-se e falaram do que não sabiam. O Sporting fez o que estava sustentado no contrato e nos regulamentos».

 

Transparência, para Bruno de Carvalho, é uma mera palavra, sem consciência, para ser usada e abusada mediante a conveniência do momento, qualquer que este seja.

 

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publicado às 04:20

 

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Começo por alertar que esta informação foi divulgada esta quarta-feira pelo jornal A Bola. Tendo em conta a fonte jornalística, o leitor deve exercer alguma moderação na sua leitura e respectiva aceitação.

 

O Sporting já terá feito chegar ao Bonfim o contrato de rescisão da cedência relativamente a André Geraldes e Ryan Gauld mas, de acordo com o supracitado jornal, este ainda não foi assinado pelos sadinos, que evocam o artigo 78.º do regulamento de competições, que define que um empréstimo só pode ser cessado antecipadamente caso exista “mútuo acordo entre as partes”.

 

Por seu lado, o Sporting recorda que, aquando da formalização do contrato, ambos os clubes assinaram um aditamento que previa que os jogadores pudessem voltar, bastando para isso que a intenção fosse comunicada até 15 de Janeiro.

 

No entanto, o documento não passa de um acordo de cavalheiros, já que não tem validade junto da Liga. O Vitória de Setúbal pode mesmo vir a apresentar queixa por resgate unilateral dos jogadores, que poderia custar ao Sporting uma multa e a realização de jogos à porta fechada.

 

O Regulamento diz o seguinte:

 

4. O jogador cedido só poderá voltar a ser inscrito e representar, na mesma época, o clube cedente, em caso de cessação do contrato de cedência, por:

 

a) caducidade;

b) incumprimento do contrato de cedência pelo clube cessionário;

c) mútuo acordo das partes.

 

5. Para efeitos do disposto na alínea 4 c), não são admissíveis quaisquer cláusulas que prevejam a possibilidade de, por iniciativa unilateral do clube cedente, ser imposto ao clube cessionário o termo do contrato de cedência antes do prazo contratualmente fixado.

 

Assente nisto, o Vitória de Setúbal estará no seu direito de recusar devolver os jogadores antes do final da época. Se é essa a sua intenção, não é claro neste momento.

_____________________________________________

 

Adenda: Quase que ofende a humanidade ler um bom número de argumentos irrelevantes e até bizarros que têm surgido na caixa de comentários, com o objectivo único de defender o indefensável. Este caso, por muito oblíquo que se tenha tornado, pela forma como foi tratado pelo Sporting, até me parece bem simples.

 

1. Tudo o que terá ocorrido, se alguma coisa, no balneário e arredores do Vitória de Setúbal é irrelevante. Se eles festejaram com dignidade ou não a vitória do dia, é igualmente irrelevante.

 

2. Havendo ou não acordo por escrito ou meramente verbal entre os dois clubes, o Sporting tinha a obrigação de saber dos Regulamentos da Liga, nos quais é explícito que para existir a recuperação de jogadores antes do final da época, terá de haver mútuo acordo das partes.

 

3. É por de mais óbvio que o Sporting reagiu pela derrota e demais circunstâncias do jogo. Só isso explica terem dado instruções aos jogadores para não se apresentarem no próximo treino dos sadinos e regressar a Alvalade, sem qualquer participação ao Vitória de Setúbal.

 

4. Conscientes dos referidos Regulamentos e da maneira como trataram do assunto logo a partir do primeiro minuto, pasma que o Sporting então esperasse uma reacção de boa fé por parte do Vitória de Setúbal.

 

5. A prioridade do Sporting deveria ser os seus interesses e, por inerência, os interesses dos seus activos. É por de mais evidente que eles só beneficiariam, no que diz respeito ao seu desenvolvimento, permanecendo em Setúbal, cumprindo, assim, o acordo de cedência.

 

Agora, sujeitam-se às consequências da sua péssima gestão do caso. Que mais pode ser argumentado que faça o mínimo de sentido ?

 

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publicado às 14:50

 

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Como sempre, estamos dependentes das notícias para ter conhecimento de muitas das potenciais novidades do nosso Clube. A acreditar nesta, Bruno de Carvalho estará a ponderar reestruturar o futebol profissional e André Geraldes, actual responsável pelo gabinete de apoio ao jogador, pode tornar-se no próximo director desportivo do Sporting.

 

Homem próximo de Bruno de Carvalho, André Geraldes foi ganhando protagonismo como oficial de ligação com os adeptos, mediando o diálogo entre as quatro claques oficiais do clube - Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada - e o Conselho Directivo, e ainda participou na negociação que levou o avançado Leonardo Ruiz para o Sporting.

 

O cargo de director para o futebol profissional desapareceu com a mudança de Augusto Inácio, Octávio Machado ainda é director-geral da SAD e Virgílio Lopes é director para o futebol de formação.

 

Não conheço André Geraldes e nem sequer ouso questionar a sua competência, em geral, mas pela informação disponível é por de mais evidente que não apresenta o perfil para assumir a posição de director desportivo, cargo que eu próprio desempenhei durante muitos anos e com o qual me identifico perfeitamente.

 

Teria de escrever um livro extenso para explicar, em detalhe, a função e respectivas responsabilidades de um director desportivo, termo que está em voga de há uns anos a esta parte - outrora chefe do departamento de futebol - mas que eu prefiro chamar director técnico. Em muitos países, nas modalidades de topo, passa por "Manager", excepto na Premier League, onde tem um significado diferente.

 

Deve ser um homem do futebol à raiz, mas não necessariamente jogador ou até treinador de alto perfil, com vasta experiência em gerir o dia-a-dia de uma equipa, técnicos e staff de apoio. Combina perícia tanto em organização/administração e conhecimentos técnicos de futebol.

 

Neste caso concreto, fica a ideia que Bruno de Carvalho está mais preocupado em ter um homem da sua confiança do que um profissional experiente, especialmente alguém que ele possa dominar.

 

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publicado às 04:09

Foto do Dia

Rui Gomes, em 21.07.16

 

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«Estou muito feliz e grato pela oportunidade de poder jogar com regularidade na I Liga. Era algo que ansiava. Sei que o Vitória é um grande clube, com um grande historial e estou orgulhoso por fazer parte deste plantel».

 

                                                                                                      Ryan Gauld

 

«Queremos fazer uma época tranquila e condizente com os pergaminhos do Vitória. Vamos trabalhar no máximo para proporcionar muitas alegrias à nossa massa associativa».

 

                                                                                                     André Geraldes

 

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publicado às 05:10

 

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André Geraldes

 

Operations Sales Manager - Lisbon Area, Portugal - Industry - Banking

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Segundo o que está a ser noticiado este sábado, está em curso uma reestruturação da Sporting SAD que verá Octávio Machado sair por questões de saúde e a ser substituído no cargo por André Geraldes, ex- sales manager, que tem sido o elo de ligação aos adeptos e director do gabinete de apoio ao futebol profissional. Tem 29 anos e está a trabalhar em Alvalade há três anos.

 

Guilherme Pinheiro será, pelos vistos, o novo Director da Academia e Augusto Inácio, apesar de ter sido afastado por exigência de Jorge Jesus, poderá estar de regresso a um qualquer cargo próximo do futebol.

 

É bem verdade, especialmente em Portugal, que não há nada melhor do que ter amigos, mesmo quando "faz sentido" ter um ex-sales manager de 29 anos como director desportivo de um clube da dimensão do Sporting.

 

Como nunca compreendi o papel de Virgílio Lopes, nem sequer vou perguntar como e onde ele se situa nesta nova reestruturação.

 

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publicado às 12:12

 


O que já constava foi agora confirmado oficialmente pelo Sporting, pela apresentação de André Geraldes, defesa direito que chegou ao Belenenses em Janeiro deste ano, por empréstimo do Instambul BB. Assinou contrato por cinco épocas, com a usual cláusula de rescisão de 45 milhões de euros. Muito embora o Sporting não tenha divulgado os detalhes do negócio com o emblema turco, o jornal "O Jogo" adianta que o passe do jogador terá custado cerca de 600 mil euros e o "A Bola" indica cerca de 1 milhão.
 
Não conheço o jogador, por conseguinte, não me é possível comentar a contratação. Fico com a ideia de que SAD preferia Marko Petkovic, tanto é assim que o negociaram primeiro com o Estrela Vermelha de Belgrade, só para posteriormente não chegarem a um acordo com o jogador, sobre a questão salarial.
 
Depois de Simeon Slavchev (médio defensivo) - Paulo Oliveira (defesa central) e Oriol Rosell (médio defensivo), André Geraldes torna-se no quarto reforço do Sporting para a próxima temporada.
 
Mais informações sobre o jogador estão disponíveis neste outro nosso post.
 

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publicado às 01:33

O inevitável "reforço" do dia

Rui Gomes, em 09.06.14
 

 

André Geraldes

 

- 23 anos

- natural de Maia

- lateral direito

- fez toda a formação no Maia, salvo um ano no FC Porto

- já passou pelo Rio Ave, Chaves e Aves

- época de 2012/13 e parte de 2013/14 no Instanbul BB da Turquia

- chegou ao Belenenses em Janeiro de 2014

- na I Liga realizou 11 jogos como titular e 1 como suplente utilizado

- é representado por Jorge Mendes

 

* Outra manchete do dia indica que está agendada uma reunião esta semana com o Nacional em relação ao defesa esquerdo Fernando Marçal, nome que já tinha sido ventilado há cerca de duas semanas.

 

* Miguel Lopes "pode voltar" também é manchete.

 

* E, por fim, "Sporting exige 30 milhões por Bojinov". Nem me atrevo a comentar esta informação.

 

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publicado às 05:22

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