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«No meu tempo era tudo diferente. Quem estava à frente dos clubes, os presidentes e os respectivos dirigentes, não tinham essa cultura, essa estratégia de comunicação social. Nada disto existia. Os clubes não tinham departamento de comunicação. Hoje têm de existir, mas qual é o serviço que prestam? Promovem o jogo? Respeitam o jogo? Têm como primeira preocupação contribuir para o espectáculo? Isso é ser profissional de comunicação social? Não consigo perceber.

 

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Aqueles que têm a responsabilidade de liderar um departamento de comunicação não são capazes de fazer entender ao dirigente que aquilo que dizem não é para se dizer, que isso não promove o jogo? São apenas um ‘yes man’, que dizem e fazem tudo aquilo que um dirigente quer? São essas questões que eu levanto.

 

Há uma ausência de cultura desportiva em Portugal por parte de quem manda, de quem tem o poder, parece que fazem de conta. Para grandes males, grandes remédios. Toda a gente, seja ela quem for, com claques ou sem claques, com as agressões a árbitros e os cânticos que são uma vergonha (não me interessa de que clube são), pode ser identificada facilmente. Alguém foi punido? Não deviam ser banidos e não entrarem mais num estádio de futebol? É como se nada estivesse a acontecer. Se esta gente não merece ir ao futebol, então tirem-nos do futebol.

 

Não quer dizer que o respeito e o ‘fair-play’ tenham desaparecido, mas sinto que existem cada vez menos, parece que estamos a passar da rivalidade sã para o ódio, para a alergia, para a provocação e para a má educação. Neste Sporting-Benfica, que tem uma importância acrescida, uma vez que estamos a acabar o campeonato e por isso pode ser decisivo, interessa-me é que todos se divirtam, mas não de uma forma desrespeitadora e ofensiva. Não há necessidade de ser feliz fazendo o outro infeliz».

 

 

                                                                                         António Simões

 

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publicado às 05:26

A dor de cotovelo de António Simões

Rui Gomes, em 19.07.16

 

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António Simões teceu duras críticas a Cristiano Ronaldo pela atitude deste na final do Campeonato da Europa, conquistado por Portugal. Simões garantiu nunca ter assistido a "uma coisa destas" nos seus 72 anos de vida.

 

«Foi por isso que ganhámos? Se as pessoas começarem a pensar que foi por causa disso que ganhámos, então exijo que se faça isto em todos os jogos. Tenho 50 anos de carreira, nunca assisti a uma coisa destas na minha vida. E agora querem convencer-me que foi por causa disto que se ganhou? Vou-me matar, como dizia o outro.

 

Acho que se apoderou do Ronaldo uma ansiedade tremenda de querer ganhar e demonstrar que era líder. Quem é líder não tem necessidade de fazer isto. Fez aquilo, não trouxe mal ao mundo, ganhámos, mas não é a matriz de liderança. Peço desculpa se estou a ofender alguém».

 

António Simões recordou ainda o episódio do microfone atirado por Ronaldo a um lago.

 

«Antes de eu achar bem ou mal, o que é preciso perceber é que aquilo está mal feito. Não é uma questão de saber se resultou em bem ou em mal, é olhar para isto e dizer que não é suposto ser assim. Mas agora, uma vez que se ganhou, quem é que quer saber disso? A vitória abafa. Aí está o bom ou mau exemplo de que o argumento de se ter ganho permite que tudo se faça».

 

Além de ignorar as circunstâncias e a origem do incidente do "microfone", António Simões refere como grandes lideres Eusébio (agora compreende-se a razão de ser das suas críticas), Maradona, Pelé e Johan Cruyff.

 

O termo aplica-se aos dois últimos, mas o mesmo não pode ser dito de Eusébio e Maradona, indiscutivelmente grandes jogadores. Qualquer sentido de liderança destes verificou-se através das suas performances em campo e não fora das quatro linhas.

 

Lamenta-se, sobretudo, este ignóbil exemplo de pequenez de António Simões, por quem muitos de nós, independente de simpatias clubistas, sempre tivemos em grande estima e apreço, pelo fabuloso futebolista que foi.

 

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publicado às 12:27

O que dizem eles

Rui Gomes, em 09.06.16

 

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António Simões acredita que Portugal tem condições para ganhar o Euro 2016 e que este pode ser o grande momento de Cristiano Ronaldo.

 

«Temos a convicção de que é possível tornar esta gente campeã. Existe a esperança, mas também a confiança, de que podem fazer história. Fazer história é ganhar.

 

Portugal tem jogadores, tem estímulo, tem treinador, tem país, para ter sucesso. Vamos todos pensar que não só é possível, como ainda é a obrigação que nos dá a legitimidade de pensar que podemos ganhar. Isto é desafiar. Por outro lado, é estimular. Desafiar não só os jogadores mas o país em si. É uma onda de positivismo.

 

Por outro lado, é aquilo a que podemos chamar o voto de confiança no grupo, ou seja, isto é um discurso para fora e para dentro, sincronizado, com que estou completamente de acordo.

 

O Cristiano pode ser muito mais do que a própria equipa. É um dos reis do futebol. Ele sozinho pode ser o jogo. Ele é futebol. A partir daqui, que empurre, abrace, desafie todos quantos com ele joguem para ele ter essa glória portuguesa, que é a Selecção Nacional».

 

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publicado às 13:56

O que dizem eles

Rui Gomes, em 06.05.16

 

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«É essa a parte que eu não gosto. Tenho obrigação moral e até a obrigação de cidadania de não me deixar envolver em palavras grosseiras e inconvenientes que em nada promovem o futebol. Não tem graça nenhuma o futebol com essa grosseria.

 

O campeonato português entrou numa fase determinante,, com o Benfica e o Sporting separados por apenas dois pontos a duas jornadas do fim e há uma pressão e uma tensão enorme à volta de muita gente.

O país está mobilizado para estes dois jogos. O Benfica e o Sporting são 90 por cento deste país e portanto tudo se passa com alguma naturalidade. O problema é que há uma parte de gente que não percebe que isto é um privilégio, que devíamos desfrutar de uma situação interessantíssima e emocionante, só precisávamos de ter controlo.

Eu desejo que o Benfica ganhe, com certeza que sim. Mas desejo que os jogadores destes clubes, que têm um acréscimo de responsabilidade porque representam clubes de grande dimensão, sejam capazes de jogar sem se deixarem levar numa emoção descontrolada. Tenho a esperança que os jogadores, juntamente com os treinadores e os árbitros, sejam capazes de não deixar que o descontrole estrague tudo.

A ida do Sporting a Braga no último jogo coloca um grau de dificuldade maior para a equipa comandada por Jorge Jesus. Mas quando chega a este ponto já não interessa com quem se vai jogar, mas que se jogue e se jogue bem. Estamos perante um momento especial do futebol português».

 

 

António Simões, com quem eu tive o prazer de privar em várias ocasiões ao longo dos anos e até de jogar com ele, na mesma equipa, num amigável, em que eu, como (fraco) guarda-redes que ainda era na altura, sofri cinco golos. Acabámos por sair derrotados por 5-3.

 

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publicado às 17:58

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